A Saga de Ártemis

12 O Preço da Traição!


Notas iniciais
Milo e os outros chegam ao Santuário prontos para ajudarem Seiya e Shiryu, que acabaram de sair de uma árdua batalha. Shina e Marin mostram suas reais intenções para Artemis, e pagam um preço caro por isso. Atena continua sofrendo para proteger a humanidade, mas, por quanto tempo resistirá?

Os cavaleiros de Atena acabam de ganhar uma árdua batalha contra Gihan, a guerreira de Mocho Branco, protetora da deusa Artemis. Eles contaram com a ajuda de Spartan, cavaleiro se prata que havia se regenerado, e pagou com a própria vida, para mostrar o ponto fraco da guerreira para Shiryu.

Logo em seguida, Shiryu utilizou o golpe do Dragão Nascente, atingindo Gihan enquanto essa ainda estava indefesa protegida pela escuridão, deixando seu abdome livre para receber qualquer ataque por menos de um milésimo de segundo, já que concentrava grande energia para lançar sua técnica.

Porém, ele também sentiu as consequências da batalha. Assim, recebeu rapidamente a ajuda dos cavaleiros. Eles se aproximam rapidamente após a destruição gerada pelo impacto do cosmo de Gihan e Shiryu.

Seiya — Shiryu, você está bem??!!— abaixando-se e tentando erguer o amigo.

Shiryu — se não fosse Spartan, teria recebido o ataque em cheio, ele me mostrou como seria possível derrotá-la. Era uma grande concentração de cosmo na escuridão. Só notei sua presença pelo fato de não enxergar, já que seu cosmo cobria todo o lugar.

Seiya — então foi isso! Realmente, sem Spartan essa batalha provavelmente teria outro final. Mas a morte dele não foi em vão Shiryu, nós...— ele é interrompido.

Shiryu — ...nós já fizemos justiça derrotando Gihan. Por ele, por Atena, e pela honra dos cavaleiros de ouro, temos que retomar o Santuário...— tentando se levantar, mas cai um pouco fraco e perdendo sangue.

Ban - deixe isso por nossa conta, iremos atrás delas! Derrotaremos uma por uma!— cerrando os punhos!

Seiya - alguém precisa ficar por aqui com ele! Eu voltarei lá e farei isso, é muito arriscado deixá-lo aqui sozinho!

Jabu — pare de nos subestimar, Seiya! Apenas um de nós ficará aqui com ele, queremos ajudar!

Menino — Seiya tem razão....! Deixem de ser teimosos!— a voz ecoa vindo de perto.

Logo, releva-se a imagem de um pequeno garoto, com cabelos ruivos, risonho e com duas pequenas pintas azuis entre as sobrancelhas. Ele salta sobre uma rocha, sorrindo.

Shiryu — mas ...mas....Kiki?! O que faz aqui!?

Seiya - Kiki, quanto tempo!

Kiki — oi! É mesmo! Quanto tempo, amigos!!! Essa não, Shiryu, o que houve!? - ele salta até onde estão todos, preocupado com o amigo.

Seiya — Mu nos disse que você estava treinando longe daqui!

Kiki — ahh estava sim, mas com essas agitações todas, vim conferir se estava tudo bem! E não encontrei o mestre Mu nem os outros. E Seiya tem razão! Vocês não estão preparados para enfrentarem as caçadoras de Ártemis, senti o cosmo delas ao longe! É equivalente aos dos cavaleiros de ouro! Vim correndo quando percebi que o cosmo do mestre desapareceu! Estou preocupado com o mestre! O que aconteceu?! E Shiryu, como ficou assim?

Jabu — ele sempre é tagarela assim?

Kiki — ei, mais respeito! — fazendo pose.

Geki — Kiki, as guerreiras de Ártemis dominaram realmente o Santuário!

Seiya — sim, e parece que estão ocupando as casas zodiacais! Deve ser para proteger Ártemis!

Ichi — mas você conhece atalhos que facilitariam nossa passagem, certo?! — com a mão no ferimento causado por Darren.

Kiki — pois bem, deixe-me ver!

Nesse momento, Kiki se concentra e busca com sua telecinese analisar o ambiente. Ondas telecinéticas são emitidas, mas logo cessam.

Ban— o que está fazendo?

Kiki - Pronto! Na verdade, alguém criou dimensões estranhas por toda parte, e apenas se pode passar agora pelas casas zodiacais! O cosmo de Atena que sempre protegeu o Santuário está muito fraco. Talvez apenas as guerreiras possam atravessar essa barreira agora.

Jabu — esse é o cosmo de Ártemis, e estamos perdendo tempo aqui conversando com você! Você não entende de nada! Vamos todos logo resgatar Atena, antes que as coisas piorem!— ele corre passando por todos, e Kiki apenas o observa, e eleva um cosmo brando.

Shiryu — esse é o cosmo de Kiki?

Jabu corria em direção às casa zodiacais, mas de repente, se vê detido por alguma força.

Jabu — mas o que é isso??? Meu corpo não responde!

Kiki — calminha aí amigo, deixe isso com Seiya e ou outros, ou vocês estarão colocando suas vidas a perder indo até lá! — ele começa a arrastar Jabu com sua telecinese para trás, deixando-o furioso!

Jabu — ora moleque, me deixe!!!— eleva o cosmo , virando-se e usando ondas de cosmo energia , conseguindo evitar o poder de Kiki, que é lançado pra trás.

Seiya — o que estão fazendo?! Kiki?? Jabu!!!

Kiki — foi ele quem começou!— pondo a mão na cabeça, após bater no chão.

Shiryu — por que essa confusão?

Nachi — Jabu, Kiki tem razão! Talvez só atrapalharíamos mais ainda, pois não estamos no nível de Seiya e dos outros. Eles já alcançaram até mesmo o sétimo sentido!

Geki — isso é verdade...

Jabu — não acredito, e vamos ficar aqui parados novamente sem fazer nada!?!— cerrando os punhos, e ajoelhando-se, socando o chão.

Seiya — não fique assim!— aproxima-se, colocando a mão no ombro de Jabu — prometo que salvaremos Atena! Apenas não quero que mais gente sofra também. Saori não ficaria contente com isso, não acha?

O cavaleiro de Unicórnio para um pouco, erguendo a cabeça e olhando em direção ao Santuário. Parece relembrar da batalha das doze casas, aonde permanecera vigiando Saori, e a protegeu dos soldados, sendo fundamental para sua sobrevivência, assim como os demais cavaleiros de bronze. Ele olha mais uma vez para o chão, e fecha os olhos, ajoelhado.

Jabu — então Seiya, vá e acabe com aquelas miseráveis! Você sempre teve problemas com amazonas mesmo!— soltando um sorriso brando.

Seiya — pode deixar, não falharei! Ainda que tenha que entregar a minha vida!

Shiryu — falando nisso... Shina e Marin ainda estão lá! — nesse momento, ele cospe sangue, começando a sofrer com a hemorragia, e quase perde a consciência.

Ban — pessoal, ele está mal, não para de sangrar!

Ichi — droga, ele vai morrer?!

Kiki— Shiryu!!!

Nessa hora, passos são ouvidos se aproximando. Os vultos surgindo assustam um pouco a todos ali, que não conseguem definir quem são.

Jabu — essa não, mais amazonas?!

Kiki — não, é uma armadura de ouro!

Os vultos se revelam. Há um brilho dourado se aproximando também. Milo, June, Hyoga e Shun surgem vindos de longe.

Seiya — isso parece mentira, que bela hora!

Eles se aproximam, já cumprimentando a todos. Eles olham para Shiryu e todo aquele sangue, e ficam assustados.

Milo — quem deu essa surra em vocês? - irônico.

Hyoga — vocês estão bem? Quem fez isso com Shiryu?

Geki - ele está morrendo!

Milo chega perto dele, e observa os ferimentos, e um grande vaso no braço esquerdo cortado, por onde jorrava muito sangue. E além disso, parece que havia alguma hemorragia interna.

Shun - o que aconteceu por aqui?! Quem fez isso com ele?

Seiya - Gihan de Mocho Branco, e aquela que está caída bem ali! - apontando para o corpo da guerreira.

Milo — eu cuido disso....

Ele estende a mão, e coloca o dedo sobre o seu tórax, elevando o cosmo. Logo, perfura o seu peito com o dedo. Shiryu parece sentir uma leve picada.

Jabu — ora, vai acabar de matá-lo!— procurando intervir, porém...

Hyoga — calma, Jabu! Milo sabe o que está fazendo.

Logo em seguida, o fluxo contínuo de sangue cessa.

Ichi — isso é formidável!!! — admirado.

Seiya — ele vai ficar bem, Milo?!

Milo - ele vai se recuperar aos poucos. Mas alguém pode explicar isso?

Seiya — Shiryu acabou de derrotar uma guerreira de Ártemis, com a ajuda de um velho conhecido, mas isso é uma longa história! E como estão os cavaleiros de ouro?

Hyoga — estão bem, na medida do possível! Hilda e Freya irão ajudá-los em sua recuperação. Mas temos que te alertar sobre algumas coisas antes ,Seiya. Para que você não seja surpreendido como eles foram!

Shun — eles nos contaram como foram derrotados.

Shiryu — mas então, vocês estiveram em Asgard?

Hyoga — sim, achamos que lá seria um local seguro, acho que ficarão a salvo por lá.

Seiya — Hyoga, vamos conversando pelo caminho. Ainda há algumas guerreiras para derrotar. A vida de Atena corre perigo! Depois encontraremos vocês! Fique bem Shiryu, espero que se recupere logo! Sei que vai superar mais essa!

Shiryu — não se preo-cu-pe comigo Seiya, salvem Atena!— bem fraco.

Seiya — pode deixar amigo! Até mais, irmãos de bronze!— acenando para os cavaleiros que ficaram tomando conta de Shiryu.

Hyoga — vamos esperar você, Shiryu!

Shun — espero que fique bem logo!

June — melhoras, Dragão!

Shun — June, você ficará aqui! É melhor! Fique com eles.

June — sou a única amazona sã por aqui, acho que serei útil, já pensou nisso?!

Shun — mas você...

June — sinto o cosmo poderoso de Ártemis, e sei que posso ajudá-los com esse poder! Parece que há alguma conexão entre nós!

Shun — você é realmente teimosa...vamos então!

Ela apenas acena com a cabeça, e eles correm, acompanhando Seiya, Hyoga e Milo. Os outros ficam tomando conta de Shiryu, que está muito fraco para responder qualquer coisa.

Enquanto isso, Ártemis está sozinha. Apenas a protegem as duas traidoras , Marin e Shina. Ambas olham para o salão do grande mestre, mas demonstram preocupação com Atena.

Shina — Marin, todas as guardiãs de Ártemis desceram para as doze casas, somos apenas nós duas e ela aqui.

Marin — não gosto da forma como esse esquilo olha para nós!— observando um esquilo inofensivo que está ao lado de um lindo girassol em um pequeno canteiro.

Shina — você realmente não está bem! Deixe o animal em paz e vamos dar conta do que viemos fazer aqui!

Marin — pois bem, é agora ou nunca!— Elas se retiram, indo até aonde Ártemis repousava.

Chegando ao trono feito para Ártemis, a encontram de olhos fechados, como que dormindo, emanando um cosmo sereno. Ouve-se apenas o canto dos pássaros. Marin e Shina se aproximam cautelosamente, e percebem que não há nenhuma reação por parte da deusa.

Marin — é agora, Shina! METEOROS!!!

Shina — sim!!! Haahhhh!!! GARRAS DE TROVÃO!!!

Ambas atacam juntas, já que Ártemis parece estar indefesa quanto ao ataque de duas poderosas amazonas! Mas de repente, a surpresa.

Shina — o quê?!

Um clarão surge vindo de Ártemis, e ambas são lançadas para longe, recebendo os próprios ataques!

Marin — mas o que aconte-ceu??!— caída, buscando se reerguer apoiando-se em um pilar.

Nesse momento, Ártemis sorri. Ela abre os olhos lentamente, fitando as duas traidoras.

Ártemis — vocês duas, como podem? Traindo sua própria libertadora, que tipo de guerreiras são vocês!?!

Marin — mas como sabia que iríamos atacar?!!

Nesse momento, surge subindo no ombro de Ártemis um esquilo. Sim, o mesmo esquilo que estava a fitar Marin e Shina antes do ataque.

Ártemis — como perceberam, tenho informantes por toda parte!

Shina — aquele roedor....!— vendo o esquilo comer uma semente dada por Ártemis.

Ártemis — suas tolas, será que não perceberam ainda? O mundo seria de vocês também, tudo conspiraria para que vocês tivessem um bom futuro, mas colocaram tudo a perder!

O cosmo da deusa agora envolve as duas subitamente. O cenário se transforma, as plantas começas a crescer. O templo de Atena começa a virar uma mata repleta de verde.

Marin, erguendo-se com ânimo, e elevando o cosmo, confronta Ártemis!

Marin — não há como pensar num futuro aonde você está! Se for para morrer, morreremos lutando!

Shina — não deixaremos que prossiga com suas ideias insanas! Por Atena!!!— erguendo-se do chão, com alguns novelos da relva nos ombros, que se desfazem enquanto ela eleva o cosmo.

Ártemis — seriam tão úteis.... — fechando os olhos, sentada, relaxada ainda.

Marin — vamos atacar novamente, Shina! Não podemos pestanejar!

Shina — espere! — segurando a mão de Marin.

Marin - mas, o quê foi?

Shina— não Marin, acabei de lembrar de uma coisa...foi o mesmo que aconteceu quando enfrentamos Poseidon!!!— acalmando o cosmo.

Marin — o que você disse!!?

Shina — quando atacamos deuses, recebemos como punição o nosso próprio ataque!

Marin — isso quer dizer que....?

Shina — enquanto atacarmos, receberemos nossos próprios golpes, sempre!

Marin — mas...que droga, o que faremos?!— amansando o cosmo também, sem saber o que fazer....

Ártemis — meio tarde para um arrependimento! Não ficarão impunes! Pagarão pela traição!

Surge na mão de deusa um instrumento com duas rochas redondas nas pontas, ligadas por uma corda feita de cipó. Ela, mesmo sentada, gira a arma em sua mão esquerda, e lança com um baixo cosmo em direção às duas amazonas.

Marin — cuidado Shina!!!— elas saltam cada uma para um lado, mas Marin é envolvida pelo instrumento, que retornou e a imobilizou.

Shina — Marin!? Droga...voltarei com ajuda!!!— Ela aterrissa já na relva ao longe, e corre!

Ártemis — como caçar uma serpente?

Surge em suas mãos um arco imenso, e uma flecha belíssima, brilhando com o cosmo. Ela mira rapidamente e dispara em sua direção!

Marin — Shina!!! Cuidado!

Shina — arghh!!!!

Ela é atingida em cheio nas costas pela flecha, e cai manchando algumas flores com seu sangue.

Ártemis se ergue e lança alguns cipós, que envolvem as duas amazonas, fazendo com que sumam, em baixo do monte de cipós.


Casa de Áries


Nesse momento, Seiya e os outros já estão nas escadarias da primeira casa zodiacal. Seiya sente algo estranho! Ele para de repente, e logo em seguida os outros.

Shun — o que foi Seiya?!

Seiya — essa não, senti o cosmo de Marin! Eu não sei ao certo, mas temos que correr, Marin e Shina devem estar em apuros!

Hyoga - realmente, parece que seus cosmo queimaram e de repente, foram desaparecendo aos poucos! Mas nunca senti os seus cosmos assim antes!

Shun— os cosmo de Marin e Shina realmente aumentaram, também senti.

June — assim como o meu!

Milo — acho bom darem uma olhada em direção ao templo de Atena e o Salão do Mestre.

Shun — mas aquilo é?!

Seus olhos veem uma grande floresta se erguendo e tomando conta de todo o lugar aos poucos.

June — parece que tem uma floresta se formando vindo lá de cima!

Seiya — essa não, Ártemis está realmente tomando o Santuário!

Hyoga — temos que nos apressar!

Seiya — mas que droga, o cosmo de Atena não está forte o suficiente para deter o de sua irmã!?

Milo — precisamos seguir em frente!

June - e então rapazes, vamos continuar!?

Essa atitude surpreende a todos, e mostra o quanto June estava confiante. Eles começam a correr, chegando até a entrada da casa de Áries.

Hyoga - parece que não há nada aqui! Vamos continuar!

Shun — novamente passando por aqui, que estranho! Agora, enfrentando guerreiras lideradas por Ártemis!

Hyoga — foi aqui que começamos a entender o que era o sétimo sentido...

Milo — espero que estejam preparados para enfrentar essas guerreiras! Elas possuem um cosmo diferenciado, não as subestime!

Seiya — derrotaremos todas elas! Assim, Aiolia, Shaka , Aldebaran, Mu, e você Milo poderão proteger o Santuário novamente!

Milo — só acho que precisamos nos concentrar e seguir em frente. Caso algum inimigo apareça, não perderei tempo.

Seiya— Milo?!

O cavaleiro de Escorpião apenas olha e sorri, e eles atravessam a casa de Áries correndo para subir as escadarias para a casa de Touro.


Asgard


Em Asgard, os cavaleiros de ouro estão se recuperando bem. Aldebaran está comendo um pernil enorme, e conversa com Shaka.

Aldebaran — então, quando será que poderemos ajudar os nossos amigos?!— cuspindo um pouco de carne em Shaka.

Shaka — em breve meu caro, enquanto isso precisamos nos fortalecer....tanto fisicamente...quanto espiritualmente! — vendo que Aldebaran preocupava-se mais em fortalecer o seu corpo no momento.

Nesse momento, Aldeberan deixa o pernil cair, e Shaka desconcentra-se sentindo um calafrio. Chegam correndo Aiolia e Mu, que também passaram pela mesma situação.

Mu — então, vocês também sentiram esse mal estar?

Aiolia — parece que a responsável pelo ataque que sofremos ainda está com o cosmo pleno!

Aldebaran — então, só nos livraremos desses calafrios quando Walleria tiver sido...?

Shaka — derrotada... Isso mesmo! Não haverá condições de lutarmos contra isso se algo não for feito. Por maior que nossos cosmos sejam, só são fortes o suficiente quando podemos elevá-los.

Aldebaran — temos que voltar lá e terminar com isso de uma vez!

Mu — não, seríamos presas fáceis assim! Pelo menos a derrota da guerreira Walleria é necessária! Temos que aguardar por isso, ou colocaremos tudo a perder!! Concordo com Shaka.

Aiolia — espero que estejam certos disso...

Eles se acalmam um pouco, e aguardam notícias do Santuário.


Templo de Atena


Nesse momento, Marin e Shina estão aprisionadas numa cerca viva, rodeadas por cipós e arbustos, com seus cosmos bem fracos. Elas tentam se comunicar, mas estão perdendo as forças.

Shina — não entendo, meu cosmo está sumindo aos poucos, minhas forças...

Marin — parece que temos pouco tempo, mas precisamos aguentar até os cavaleiros chegarem! Eles conseguirão com certeza!

Ártemis está ao longe, acariciando um lince. Ela observa o belo sol, e algumas águias sobrevoando os céus. Ela também acompanha sua floresta se fortalecendo e dominando as doze casas aos poucos.

Marin e Shina, que haviam se rebelado contra ela, estão em meio aos arbustos, presas, e tendo suas vidas sugadas aos poucos pelas ervas daninhas.

Agora, a mata estava invadindo a casa de Escorpião. Plantas rasteiras crescem, trepadeiras vão subindo pelas paredes, e tudo é tomado. Agora, começa a alastrar-se pela saída, descendo as escadarias para a casa de Libra.

Atena está sofrendo com o veneno, e seu cosmo está cada vez mais debilitado. As víboras estão por toda parte, e mais uma picada seria muito ruim para o seu frágil corpo humano.


Casa de Touro



Seiya e os outros estão subindo as escadarias para Touro, e percebem uma intensa névoa já cobrindo as escadarias. Eles param com cautela, e trocam olhares, adentrando no nevoeiro.

Shun parece sentir um temor repentino, seus olhos estremecem por um leve instante.

Shun — essa névoa...será que...? - refletindo um pouco assustado.



Atena, no salão, sente que seu cosmo está sufocado pelo de Ártemis, e procura mudar de postura.

Ela tenta erguer o seu cosmo, o que acaba por causar mudanças. A mata, que ia invadindo a casa de Libra, começa a perder a força, e vai crescendo mais lentamente.

Ártemis sente imediatamente o poder vindo de Atena.

Ártemis — minha irmã ainda possui forças, que determinação! Pena que...será tudo em vão. — refletindo.

Seiya e os outros estão prestes a adentrar pelo misterioso nevoeiro. Mas, o que os aguarda?

O dia vai passando e nota-se que juntamente com o sol, há uma lua ao fundo que ainda não desapareceu, apesar da noite já ter acabado.

Vamos cavaleiros de Atena, salvem o Santuário das garras de Ártemis!

Lute, Seiya, não permita que a vida de Atena se extingua!

Notas finais
Os cavaleiros finalmente chegam à segunda casa zodiacal, onde uma conhecida amazona os aguarda, forçando uma decisão audaciosa de Shun. Não percam o próximo capítula de Saint Seiya - A Saga de Artemis: A HONRA DE ANDRÔMEDA!