A Saga de Ártemis
37 A Queda de Daphne e Hérmia!
Notas iniciais
O luar brilha intensamente sobre o templo de Atena, iluminando o destemido cavaleiro que traja a armadura dourada de Sagitário, e a bela jovem com suas túnicas de caça.
Seiya de Pégaso e Artemis apontam suas flechas um para o outro, concentrados na mira, após Seiya ter elevado o cosmo ao máximo, despertando seu sétimo sentido plenamente, e finalmente chamando a atenção de Artemis.
Porém, a presença de um novo cosmo muito poderoso os desconcentra por um momento, principalmente a deusa Artemis.
Artemis - esse cosmo....é um cosmo de um deus! Não pode ser! Está interferindo nas plantas, não pode ser!
Olhando para baixo, nos degraus que levavam ao salão, e observando que os arbustos também haviam mudado de cor, se desconcentrando um pouco de Seiya.
Seiya - Esse cosmo!? Talvez, Saori... Isso não importa agora, não posso perder essa oportunidade! Me ajude mais essa vez, Aiolos!!! FLECHA DA JUSTIÇA!
Seiya volta a se concentrar na mira, concentrando o cosmo dourado na flecha dourada. Ele puxa bem o arco, e lança a flecha, aproveitando a distração de Artemis.
Nisso, a flecha dourada cheia de cosmo vai em direção à pequena Chandra. Porém, a menina olha rapidamente para a flecha, e a detêm com seu cosmo.
Seiya - essa não!!! A mesma coisa que aconteceu com Poseidon!— arregalando os olhos, e abaixando o cosmo, surpreso.
Artemis — isso é seu, Pégaso!— girando a flecha brevemente com o clarão de seus olhos, e arremessando de volta.
A flecha vai diretamente ao encontro de Seiya, atingindo-o no lado direito do peito.
Seiya — argh...essa...não...Atena! — sentindo que a flecha penetrou um pouco na armadura, levando a mão ao peito. Ele a puxa, e o sangue começa a manchar o chão ao pingar pela flecha.
Artemis — acho que já chega! Mas, confesso que foi interessante ver até onde um humano pode chegar! Só não entendo com fez sua fama...mas de qualquer jeito, ela acaba por aqui! Adeus, Pégaso!
Artemis volta a segurar o arco, ajeitado novamente a bela flecha. Nisso, sua ponta começa a brilhar feito o luar, enquanto ela ajeita a mira.
Seiya — droga! Essa não!!! O cosmo de Artemis tomou conta de todo o templo! É um cosmo infinito! Não consigo reagir! Preciso salvar a Saori! — sentindo-se sozinho e indefeso.
Artemis — adeus, Pégaso! FLECHA LUNAR!!!—
A deusa dispara a flecha, que ao atingir Pégaso, cria um imenso clarão que o envolve como uma esfera brilhante feito o luar.
Nisso, logo depois, o clarão se dissipa. E lá está Seiya, de pé, cambaleando com a armadura de Sagitário totalmente trincada.
Seiya — essa..não...não...pode ser...! A armadura de ouro de Sagitário...não! Argh! Aiolos...Atena! — caindo após dar alguns passos, manchando o chão com seu sangue.
Agora, Artemis salta para o chão graciosamente, e seu arco e flecha brilham novamente, virando uma foice.
Artemis — não posso abandonar a Flor dos Deuses aqui, ainda mais com esse cosmo divino por perto! Em breve ela irá desabrochar! Enquanto isso, garantirei que esse inseto não atrapalhe mais os meus planos! Seu cosmo estava ficando cada vez maior, mas agora,a acabou! — refletindo, e caminhando em direção ao cavaleiro que continua caído e indefeso.
Em algum lugar nas escadarias das doze casas, Aldebaran e os outros sentem o cosmo de Seiya sumindo e param repentinamente.
Aldebaran - essa não! Seiya!
Milo — o cosmo de Pégaso!?
Aiolia— justo agora...e os cosmo divinos continuam ardendo.
Mu - Seiya...
Shaka— precisamos nos apressar!
Eles continuam subindo, enquanto a casa de Leão aparece logo acima, com menos arbustos obstruindo a passagem.
Enquanto isso, no salão do Grande Mestre, June devolvia a técnica de Daphne para ela mesma, surpreendendo a todos, após ter sido atacada.
Daphne — como fez isso?!!!— não sentindo mais seu próprio cosmo.
June – deixem-me passar, amazonas! Meu objetivo não é feri-las...— caminhando e passando ao lado de Daphne, que observa que os ferimentos provocados pelo seu ataque quando lutou nas casas zodiacais haviam sumido.
Daphne - o que está acontecendo!? Eu vi seu corpo sendo destroçado pela minha ERVA DANINHA!!! Impossível que tenha sobrevivido!!! — olhando para os olhos de June, e vendo que haviam mudado para uma cor mais enegrecida. Nisso, a mesma para, voltando o olhar diretamente para a guerreira.
June – então, foi você quem me obrigou a despertar antes da hora! Tive que buscar a alma dessa moça antes que se perdesse para sempre no mundo dos mortos.
Shina – ela disse, despertar?!— escutando a conversa, perplexa.
Marin – a sua voz...também está diferente!
Daphne – droga infeliz, do quê está falando?! Quem poderia resgatar alguém que estava caminhando para a morte?
Novamente, todos sentem um cosmo que não era de June. Era um cosmo intimidador, mas ao mesmo tempo, cheio de sofrimento.
Hérmia – que cosmo é esse?!— vendo uma aura esbranquiçada envolvendo June.
June – agora não há mais June, mas sim Perséfone!
Daphne – Perséfone? Não pode ser!!!— dando alguns passos para trás.
Shina — June, do quê está falando?
Marin – como? a deusa Perséfone?— cerrando os punhos.
Hérmia – Perséfone é a deusa que faz as estações acontecerem, tudo depende de quando está no mundo inferior com Hades. A alegria e as sombras, o sol e o frio, as chuvas e as secas...por isso é chamada também de deusa da lavoura!
Marin – June é Perséfone? Não pode ser!!!— vendo-a virar-se e caminhando entre elas, passando pacificamente, com os olhos fechados.
Daphne — isso explica como resgatou a June da morte certa! Conhece todos os caminhos do mundo dos mortos.
Hérmia - se é uma deusa, vamos ver o que pode fazer contra isso! Não vai atrapalhar os nossos planos, deuses também caem!
Hérmia eleva o cosmo, preparando-se para atacar, quando surge um imenso clarão avermelhado a sua frente, e assume o formato de uma ave flamejante, que logo emite um grito estridente, fazendo com que a amazona detenha seu ataque.
Shina — esse cosmo?— desviando a atenção para o imenso clarão, enquanto Hérmia salta para trás, afastando-se.
Hérmia - esse cosmo agressivo!— vendo uma silhueta surgindo dentro do clarão, que agora se transforma em um mar de chamas.
Voz masculina — a dimensão das ninfas é interessante, porém, já conheci lugares piores! — surgindo a imagem de Ikki em meio ao fogo.
Marin/Shina — Fênix??!
Hérmia - não acredito! Como conseguiu escapar?!
Ikki - já passei por situações semelhantes, mas nada pôde deter essas asas!!! Com elas já saí até mesmo do inferno!!! São as asas da...AVE FÊNIX!!!
A grande ave bate suas asas escaldantes e lança voo em direção à amazona rapidamente, não lhe dando chance alguma para se proteger.
Hérmia - arghh!!! Como?!! Ahhh!!!
Hérmia de Asterope é lançada contra a parede envolta em brasas, destruindo-a com seu impacto, e logo caindo ao chão. Algumas partes de sua bela armadura se trincam e caem ao chão. Do seu frágil corpo agora exala um pouco de fumaça.
Daphne - Hérmia!!!?
Marin — Ikki!!!— vendo o cavaleiro voltando-se para elas, após ver que a amazona não iria mais se levantar.
Shina — Ikki! Seiya está no templo de Atena com Artemis!
Marin - e o pior, June está sendo usada pela deusa Perséfone!
Nisso, June já havia adentrado no templo, e sumido da vista de todos.
Ikki — está falando de June de Camaleão da Ilha de Andrômeda?! Ela é a deusa Perséfone?! Mas, o quê Perséfone está fazendo aqui?
Shina — seja lá o quê for, Seiya está em perigo! Não sinto mais seu cosmo!
Ikki — Essa não! São cosmos monstruosos vindos de lá! Melhor ir ajudar! Cuidem de Saori!— virando-se e correndo para o templo.
Marin — Ikki, onde estão os outros?!
Ikki - se forem espertos, se salvarão...— falando enquanto corria para o templo.
Daphne — Fênix, aonde pensa que vai?!— buscando interceptá-lo, mas sua velocidade não é a mesma.
Ikki — sai do meu caminho!— elevando o cosmo subitamente, e transpassando a amazona, deixando apenas as chamas de seu cosmo a envolverem.
Daphne — insolente!
As chamas se tornam esverdeadas e evaporam. Ela logo se volta para ir atrás de Fênix, mas um cosmo chama sua atenção.
Marin - Daphne, sua luta conosco ainda não acabou!— elevando o cosmo.
Daphne — ahn?! Suas tontas! Se querem morrer, lhes darei esse presente!!! — voltando-se para Marin.
Daphne volta a atenção novamente para as amazonas, tirando os seus cabelos negros que cobriam seu olho esquerdo com um balançar de cabeça, e preparando-se para atacar. Porém, percebe que ainda não consegue elevar o cosmo plenamente.
Marin — Shina, vá ajudar Ikki!
Shina - mas...?
Marin - faça isso logo! Eu cuido dela!
Shina — está bem...mas tome cuidado!— correndo para o templo.
Daphne - eu não deixarei que atrapalhem os nossos planos!!!— de repente, conseguindo elevar o cosmo repentinamente, como que por um milagre, lança mão de seu ataque para deter Shina. — EXTRAÇÃO DA ESSÊNCIA!!!
Shina — ahn?! — sendo surpreendida pelo clarão e as raízes que surgem envolvendo seus pés, porém...
Marin — METEOROS!!!!!
Daphne – argh!!!! – sendo atingida e lançada a alguns metros, golpeada várias vezes, tendo sua armadura castigada pelo ataque.
Marin – vá logo Shina! Deixe que protegerei Saori!
Shina – está bem!— virando-se e correndo para o templo.
Quando Shina adentra pelas cortinas do templo, consegue ver, logo acima das escadarias, Chandra e June, frente a frente, enquanto Ikki acudia Seiya, que estava caído ao chão.
Ikki — Seiya! Seiya! Acorde!!!— sacudindo seu corpo, mas ele apenas esboça uma leve reação tremendo as pálpebras fechadas.
Shina – essa não, Seiya!?— correndo imediatamente e se aproximando.
Nisso, June e Chandra se encaravam, até que alguém decide romper o silêncio.
Artemis – então, Perséfone, veio usufruir do cosmo de Atena também? Foi para isso que decidiu aparecer por aqui?
Perséfone – Artemis...você e suas guerreiras já conseguiram o que queriam...apesar de alguns ainda resistirem.
Artemis — não pode ser! Esses cavaleiros de bronze! Eu mesma acabarei com eles!
Perséfone — já basta!
Artemis — afinal de contas, o quê você quer?! Está sentindo a falta de Hades? hahahah
Perséfone apenas a encara com desprezo.
Nisso, mais abaixo, no Salão do Grande Mestre, Marin protege Saori das amazonas.
Daphne — Marin...estou vendo que se eu conseguir retirar a vida dessa garota, com certeza o cosmo de Atena poderá ser usado livremente por Artemis! Por isso estão tão preocupadas!— olhando ameaçadoramente para Saori e elevando o punho com a mão aberta, mesmo com cosmo sereno.
Marin se posiciona protegendo Saori. De repete, alguns cristais de gelo começam a cair pelo salão.
Marin — ahn? Isso é...?
Daphne — o quê é esse ar frio?— vendo seu punho congelando rapidamente.
Nesse momento, surgem três silhuetas adentrando pelo salão, que vão se definindo, revelando serem Hyoga, Shiryu e Shun...
Marin – Shun, Hyoga, Shiryu?!
Hérmia – não! Como conseguiram escapar...?— tentando se reerguer mesmo sem muitas condições, andando cambaleante ao encontro dos cavaleiros.
Shiryu – graças ao Ikki, que nos deixou um rastro de cosmo até uma brecha dimensional. Nós conseguimos escapar por pouco!
Shun — minha corrente conseguiu achar a brecha atraída pelo rastro de cosmo que meu irmão havia deixado.
Hyoga – Marin! Deixe que cuidamos disso daqui pra frente! Proteja o corpo de Saori.
Shun – você já honrou o cavaleiro de ouro de Peixes com certeza, lutando bravamente com a sua armadura!— olhando e sorrindo gentilmente para a amazona, lembrando de Afrodite.
Marin — está certo!
Logo, os três já se posicionam ofensivamente. Marin se junta a Saori, enquanto Hérmia e Daphne se aproximam, prontas para um novo combate.
Marin – essas duas, não se dão por vencidas!
Shun – é isso que veremos....— colocando-se a frente mesmo sem sua armadura, juntamente com Hyoga, enquanto Shiryu continua na mesma posição.
Hérmia – Daphne, está na hora de acabarmos com isso de uma vez! — com algumas queimaduras no corpo, e sangue no canto dos lábios.
Daphne – sim, Hérmia, vamos enterrá-los! Não suporto mais olhar para estes seres imundos! — quebrando o gelo do punho com uma descarga de cosmo.
Hyoga – preparado Shun?! Por Atena!— elevando o cosmo.
Shun – Por Atena!— elevando o cosmo também.
O ato é repetido pelas guerreiras. Hérmia está posicionada à frente de Hyoga, enquanto Shun encara Daphne. Elas ainda conseguem elevar o cosmo de alguma forma, em um momento decisivo.
Daphne parece tirar forças de onde não possui, mas eleva o cosmo de forma fantástica.
Shiryu – os cosmos estão confrontando! São terríveis!
Hérmia – Cisne e Andrômeda! Vocês ainda estão sob o efeito de meu ataque, esqueceram? Não haverá como me atacar mesmo que elevem seus cosmos ao máximo!
Hyoga – e quem disse que atacaremos você?— elevando os braços, e juntando as mãos, lembrando um formato de jarra. As imagens da constelação de Cisne e Aquário surgem ao fundo.
Hérmia – o quê??
Hyoga – EXECUÇÃO AURORA!— ele mira no piso abaixo dos pés das guerreiras, e o congela, sendo que o gelo vai prendendo ambas, que não conseguem saltar por algum motivo.
Daphne – droga, algo deixou meu corpo pesado!
Hérmia — minhas pernas estão congelando...argh! por que não conseguimos saltar!?— vendo o gelo subindo pelas suas pernas, até os joelhos.
Nisso, Shun estava rodeado por uma corrente de ar rosada, que havia chegado até as guerreiras, detendo os seus movimentos.
Shun – vocês não conseguiram se mover devido à minha CORRENTE NEBULOSA!— controlando as correntes de ar com o cosmo, detendo o movimento das amazonas.
Hérmia – Não brinquem comigo, fedelhos! Suas técnicas nada representam para nós! — elevando mais ainda o cosmo, fazendo com que o ambiente ao redor comece a mudar.
Hyoga – como disse, já que não podemos atacá-las diretamente, pelo menos podemos detê-las por um tempo certo! – vendo ambas congelando aos poucos com o gelo subindo por suas pernas.
Daphne — sinto seus cosmos fluindo! Está na hora de absorvê-los! Pagarão por isso! — uma ilusão surge, cercando-a de raízes e arbustos.
Hyoga – Marin, aproveite agora! Não teremos outra oportunidade!!!
Marin — então, era isso?!
Hérmia/Daphne— Marin?!
Marin— não posso falhar!
Marin salta rapidamente posicionando-se à frente dos cavaleiros e já emanando um cosmo assombroso. Agora, ela cerra o punho direito, lançando o seu mais novo ataque.
Daphne — quando Perséfone refletiu o meu ataque, perdi quase todo o cosmo! Mesmo assim acenderei a última centelha do meu cosmo para te derrotar, Marin! - vendo o cosmo dourado que circundava Marin.
Hérmia — ela conseguiu atingir o nosso cosmo!? Impossível!
Buscando reagir e fazendo o gelo vai trincar, porém Marin é mais rápida. A imagem de uma águia ameaçadora surge atrás da amazona, que desfere seu ataque.
Marin – ÁGUIA RASANTE!!!— a águia dourada imensa parte em direção às guerreiras emanada pelo punho de Marin.
Daphne – EXTRAÇÃO DA ESSÊNCIA!
Hérmia – REVOADA DE FANTASIA!
Nisso, a águia investe contra as duas, anulando os ataques enfraquecidos das amazonas
Shiryu — ela conseguiu!
Daphne - essa técnica...!
Hérmia — como seu cosmo superou o nosso?!
A águia anula os ataques e acerta diretamente as duas com suas asas douradas, explodindo e gerando uma luz brilhante no local.
Daphne/ Hérmia — arghhh!!!
As guerreiras são arremessadas a alguns metros junto com os pedaços do gelo que as prendiam. Nisso, Marin havia se deslocado frontalmente com o ataque, e estava em uma posição ofensiva com o punho estendido, relaxando logo em seguida.
Shiryu – que cosmo incrível! Como Marin evoluiu! Pelo jeito o cosmo de Artemis está realmente ajudando todas as amazonas, inclusive Marin e Shina!
Após o clarão, faze-se um silêncio.
Logo ao fundo do salão estão as guerreiras, caídas, feridas gravemente pelo ataque. Elas ainda buscam se reerguer.
Marin - como podem ser tão resistentes?!— fechando o semblante.
Hyoga — calma Marin, já está tudo acabado...— aproximando-se, e colocando a mão em seu ombro.
Daphne — não posso...ser derrotada por uma rele amazona de A-Atena! Estou trajando a lendária ar-madura de Cló-ris! Mas...o quê é isso?! — levando a mão ao peito e sentindo uma rosa quando estava se reerguendo do chão.
Marin— lamento por isso, Daphne, mas você mexeu com as rosas de Peixes. De alguma forma essa ROSA SANGRENTA foi parar aí. Sinto muito!
Shun— a armadura dourada realizou uma última homenagem ao cavaleiro de Peixes!
Hyoga— como é?!
Shun— sim, o cosmo de Afrodite ajudou Marin a vingar a profanação das suas rosas. Sem o seu cosmo para reagir, é o fim para Daphne.
Nisso, a rosa branca já estava ficando totalmente avermelhada.
Daphne - não posso ser derrota-da! Artemis!!!
Seu clamor é em vão. Sua visão fica turva e ela cambaleia, tombando de vez ao chão, com os olhos vidrados, e com a bela armadura de Clóris trincada em todos os lugares, como consequência do impacto do ataque de Marin. A rosa agora fica totalmente carmesim.
Marin — Daphne...— lamentando a morte de guerreira.
Shiryu — Hérmia está de pé!?
Shun — mas como?!
Nisso, a guerreira havia se reerguido com o cosmo brilhando, apesar da armadura destruída.
Marin — Hérmia! Ainda vai lutar? Você não possui mais forças!
Hérmia – muito bem, Marin...você conseguiu se tornar uma verdadeira amazona. Parece..que..nós, amazonas, seremos bem representa-das por vocês! Protegeram Atena com êxito, estou surpresa.
De repente, o cosmo de Hérmia se apaga, e seus olhos vão ficando opacos.
Hyoga - parece que acabou!
Marin— ah...Hérmia...
Hérmia— Irei me encontrar com Walleria, Key, Baberia, Darren, Gihan e Tábata, finalmente.
Após uma breve reflexão, a amazona eleva os olhos, e foca na brecha de luz que adentrava pelo buraco deixado no teto. Nessa luz, ela via os rostos de todas as guerreiras sorrido, aguardando pela sua chegada.
Seus olhos estão marejados, e as lágrimas escorrem. Agora, seu corpo volta a tombar totalmente ao chão, já sem vida, enquanto o que sobrara de sua armadura se despedaçava.
Marin – Hérmia...
Marin abaixa a cabeça um pouco triste, por guerreiras que lutaram juntas no passado ao lado de Atena terem trilhado um caminho de dor, em busca do reconhecimento como amazonas. Mas ao meso tempo, estava grata por terem despertado nela o real cosmo, sentindo do orgulho de ser uma amazona.
Hyoga – lamentamos muito por elas Marin, mas precisamos salvar Atena.
Shiryu – agora só falta a própria Artemis...deixe isso conosco!
Marin – rapazes, Seiya está no templo de Atena com ela, e também June!
Shun – você disse, June? Ela está bem?!— correndo rapidamente para a frente dela, com um sorriso no rosto.
Marin – ...sim, mas cuidado, ela não é a mesma.
Shun – como assim?
Marin - é difícil explicar!
Shiryu— e esse cosmo imenso que confronta com o cosmo de Artemis? Parece um cosmo divino!
Shun — essa não! June, estou indo! — virando-se e correndo para o templo, seguido por Shiryu.
Hyoga — por favor, cuide do corpo de Saori. Conseguiremos salvá-la!— partindo logo em seguida.
Marin fica apenas sem saber o que falar, e se posiciona para levar Saori para o templo também. Ela escondia seus ferimentos devido ao choque com os ataques das amazonas, e treme de dor e fraqueza ao levantar Saori.
Marin — não podemos ficar aqui, se a essência do seu cosmo está lá...preciso arriscar levá-la!— carregando o corpo da jovem.
Nisso, os cavaleiros adentram pelos arbustos, chegando às escadarias para o templo de Atena, e logo são surpreendidos por cosmos se elevando de tal forma que poderiam cobrir todo o universo.
Hyoga – que cosmos imensos são esses?
Eles observam logo acima, June e Chandra começando a elevar seus cosmos, mudando totalmente o ambiente, que agora parece a via láctea.
Shun – June? O quê está acontecendo?— gritando e buscando chamar sua atenção.
June – Shun?!...— brevemente, ela cai em si, mas logo retorna ao estado de Perséfone.
Shina – Shun!!!— correndo em sua direção.
Shiryu – o que está havendo por aqui?
Shina – Shun! Ela não é mais June de Camaleão! Agora, é a deusa Perséfone!!!
Shun – como? Do quê está falando?
Hyoga – Perséfone, deusa da estações? Como isso pôde acontecer?
Todos olham o impasse dos cosmos divinos, quando reparam Ikki trazendo Seiya nos braços.
Hyoga – essa não, Seiya!!!
Todos olham entristecidos o corpo de Seiya nos braços de Fênix.
Enquanto isso, os cosmo divinos continuam confrontando. O destino do cosmo de Atena é incerto.
Será que está tudo acabado?
Os cavaleiros de ouro continuam subindo as escadarias, agora sem as rosas pelo caminho.
Shaka - Hérmia....seu cosmo finalmente se apagou. Lamento muito por ter trilhado esse caminho. — parando um pouco nos degraus e direcionando seu rosto para o céu, mesmo e olhos fechados, refletindo.
Abaixo, os cavaleiros de bronze estão prontos para enfrentar a barreira formada pelos animais e ajudar seus amigos, e se posicionam para passar por eles.
Jabu - Seiya...não sinto mais seu cosmo. Vamos vingá-lo, custe o que custar.
O futuro da Terra depende de vocês, cavaleiros! Não desistam!
Não permitam que Artemis conclua sua ambições ou que Perséfone roube o precioso cosmo de Atena, roubando a vida de Saori.
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