A Saga de Ártemis

27 A Fria Combatente!


Notas iniciais
O combate decisivo entre Walleria e os cavaleiros de Atena começa, enquanto Artemis está cada vez mais próxima do seu objetivo. Mesmo após a derrota de sua irmã, Daphne prossegue para enfrentar mais uma corajosa amazona.

A batalha pela reconquista das doze casas torna-se cada vez mais intesa! Seiya, Hyoga, Marin e Shina encontram-se diante de Walleria, e possuem a grande chance de derrotar a guerreira que ainda possui atrapalha o cosmo dos cavaleiros de ouro.

Na casa de Touro, Aldebaran, mesmo com o cosmo e corpo afetados, procura combater Latona de Sátiro com o mesmo nível de poder.

Latona foi surpreendida pela fúria de Thetis, que estava com o cosmo ardendo sob a influência do cosmo de Artemis, e travou uma dura batalha.

Thetis estava determinada a provar para si mesma que conseguiria elevar o seu cosmo ao máximo, e conseguiu destruir o Aulo Encantado de Latona com uma técnica suicida.

Latona porém não se deu por vencida, e Aldebaran decide usar sua última centelha de cosmo para vingar Thetis de Sereia.

Os dois estão confrontando os cosmos e se encarando. Apesar de estar sem condições par uma luta, os cavaleiros de ouro não detêm Aldebaran e sua determinação.

Aldebaran – sem o seu instrumento você não é nada! venha garota!!! GRANDE CHIFRE!!!

Latona – não me subestime! Junte-se à traidora! COICE DO SÁTIRO!!!

Um imenso touro enfurecido surge no cosmo de Aldebaran, enquanto um Sátiro também aparece, formado pelo cosmo ofensivo de Latona. Eles partem para o choque final.

Mu – Aldebaran!!!— vendo a explosão dos ataques gerando uma força destruidora.

Shaka – o cosmo ...!!!— sentindo a pressão da explosão, colocando as mãos em posição de defesa, mas não adianta. Por fim, acaba formando uma barreira protegendo todos dentro de um campo de cosmo.

Após o turbulência, todos os arbustos que haviam na casa de Touro foram destruídos. A casa está limpa novamente, e Shaka desfaz a barreira.

Aiolia — Aldebaran! ?

Os cavaleiros partem correndo até o epicentro do combate. Logo, percebem toda aquela destruição, e ao longe está Aldebaran, de braços cruzados, inerte.

Mu – Aldebaran!— correndo para ver o estado do companheiro, quando de repente, ele tomba de joelhos, e logo em seguida, já está no chão.

Aiolia – não pode ser!!!— o cavaleiro de Leão olha para o lado oposto, e não acredita no que vê.

Para surpresa de todos, a amazona de Sátiro está de pé na mesma posição, com o punho estendido, com os cabelos cobrindo um pouco seu belo rosto.

Shaka – qual o real poder dessas amazonas?

Do corpo da jovem guerreira, percebe-se o sangue escorrendo pingando no piso da casa de Touro. Ela dá um leve sorriso.

Latona – não imaginava que as pessoas pudessem se sacrificar pelo que amam! Bom ter descoberto isso, pelo menos agora. - refletindo.

A amazona relaxa a postura, e volta o olhar para os cavaleiros de ouro.

Aiolia— podem deixar, agora eu acabarei com ela! — cerrando o punho e dando alguns passos em sua direção.

Mu— Aiolia!

Latona— Aiolia, Mu, Shaka e Aldebaran. Graças à maldita Thetis vocês escaparam do som da minha melodia mortal! Mas, como já perceberam , ainda tenho meus punhos! E o meu cosmo! — elevando novamente o cosmo.

Mu— Latona, acho que ainda não entendeu...

Latona— ahn?

Mu— sua armadura lendária de Sátiro, passada pela linhagem das satélites de Artemis desde as eras mitológicas, acabou de ser definitivamente destruída!

Aiolia - como é, Mu? — não compreendendo as palavras de Áries, até que...

Latona— ora inseto, não fale asnei- ...

Nisso, as partes da armadura começam a trincar, começando pelos braços e ombreiras, e tomando o peitoral. Tudo vai trincando e os pedaços começam a cair ao chão.

Latona— ...impossível! A minha armadura de Sátiro!?

Shaka— me parece que o GRANDE CHIFRE de Aldebaran foi o responsável por isso. Você combateu bravamente o golpe de Aldebaran, mas me parece não há qualquer chance de não acontecer algo após um ataque com tamanha potência.

Mu— você o subestimou, Latona! Não importa quão forte seja o oponente, jamais sairá ileso após enfrentar o Touro.

Aiolia — e imaginar que ele estava com o cosmo abalado! Impressionante!

Latona — seus imbecis!! Isso não vai ficar assim!!! — explodindo o cosmo, enquanto o sangue já havia formado uma poça no chão.

Aiolia— vamos terminar logo com isso! RELÂMPAGO DE PLASMA!!!

Em meio aos feixes dourados, Latona consegue se esquivar de vários e vai se aproximando de Aiolia. Mas alguns acabam acertando o seu corpo, já desprotegido. Isso vai lhe causando estragos dolorosos.

Latona está atingindo os pontos vulneráveis! Não acredito!!! Argh!!!

Aiolia - haaaaaah!!!! - buscando manter o cosmo aceso.

Latona é tomada pela dor e perde a concentração, e é atingida por milhares do golpes, sendo lançada contra um pilar, e caindo ao chão logo em seguida.

Aiolia amansa o cosmo, e observa a amazona ainda balbuciar algumas palavras.

Latona — impos-sível...meus parabéns, Aiolia de Leão! Seus cosmos serão preciosos para Artemis! Argh!

Nisso, seu corpo entra em colapso e os olhos param vidrados, e seu corpo sem vida fica jogado no chão da casa de Touro.

Nas escadarias zodiacais, Daphne cerra os punhos enquanto subia os degraus, e de seus olhos descem lágrimas. Mas ela continua correndo, sem titubear.

Daphne— Latona...como alguém pôde superar o seu poder? Sua morte não será em vão! Eu prometo! — refletindo

Na casa de Touro, o ofegante Aiolia comemora o feito.

Aiolia – finalmente!

Nisso, Mu continuava ao lado de Aldebaran, acudindo-o.

Mu – hum, ele está muito fraco, e desacordado.

Aiolia – ele vai sair dessa, eu sei...

Shaka – não podemos ajudá-lo agora! Não com Walleria ainda queimando o cosmo, isso está nos atrapalhando de alguma maneira... Ou seja, Milo é o único capaz de derrotar Daphne, já que ainda estamos sem condições.

Aiolia – mas se nos juntarmos a ele, as coisas ficarão menos complicadas...Aldebaran conseguiu vencer essa amazona!

Shaka — por mais estranho que pareça, a intervenção de Thetis nos ajudou muito! Se não fosse por ela, talvez todos nós estivéssemos em sérios apuros.

Nessa hora, eles sentem um grande incomodo.

Aiolia – droga, de novo isso?! O que está havendo?!

Shaka – é o cosmo de Walleria...está nos atrapalhando! Por mais poderosos que nossos cosmos sejam, sua técnica foi especificamente lapidada para adormecê-los.

Mu – essa não, como iremos lutar?!

Nisso, Aiolia, mesmo abalado, retira o corpo de Thetis delicadamente do chão, levando-o para um canto escuro, e colocando-o em repouso. Ele olha para o semblante doce da guerreira, e percebe pelo que Aldebaran também estava lutando com todo vigor.

Aiolia – sua morte...não será em vão...

Percebe-se agora que Mu também notou o semblante diferente do Touro. Ele estava com um certo sorriso, como que satisfeito pela luta. Conhecendo o poderoso cavaleiro, Mu sabia que algo havia tocado seu coração. Não, não era simplesmente lutar por Atena...havia algo além daquilo.

Nisso, o cavaleiro de Jamiel olha para Aiolia colocando Thetis em repouso, e percebe o que o que motivou tanto o grande cavaleiro a queimar até a sua última centelha de cosmo, mesmo tão abalado. Só cabe a Mu dar um leve sorriso, em meio ao momento de tribulação, guardando para si aquele singelo momento.

Na casa de Capricórnio, Walleria de Beluga elevava o cosmo, ameaçando os cavaleiros, sendo que Shina e Marin estavam à alguns passos atrás.

Walleria – poderia acabar com isso em poucos segundos novamente, mas quero a opção de conhecer seu poder, Seiya!

Seiya – como é?!

Walleria – em nosso último encontro, foi fácil demais te derrotar. Acho que tem mais truques para mostrar...

Seiya – pare de se gabar, vou te mostrar o verdadeiro poder que tenho! Tome isso!!— elevando o cosmo, e fazendo os pontos da constelação de Pégaso, enquanto Hyoga se afasta um pouco.

Hyoga – Seiya...

Walleria – Pégaso, você deve ser uma farsa!— fechando os olhos com um leve sorriso, e o cosmo baixo.

Seiya – você vai ver!!! METEORO DE PÉGASO!!!— centenas de meteoros azulados parte em direção à amazona, e vão se tornando milhares, mas a garota parece não se mexer, abrindo os olhos mansamente.

Walleria – mas que droga, esse é o poder do qual tanto falam?!!— elevando o cosmo abruptamente, estendendo a mão na direção do cavaleiro, e lançando uma rajada de cosmo congelante. Porém..

Seiya – ahn?!! Hyoga!?— o cavaleiro de Cisne se lança à sua frente, buscando interceptar o ataque de Walleria com o escudo, mas tem seu braço congelado.

Hyoga – argh...meu braço...está dormente....— segurando o braço esquerdo congelado.

Walleria – Hyoga! O cavaleiro que conseguiu a sagrada armadura de Cisne, tirando-a da muralha de gelo eterno da Sibéria...Soube que conseguiu sair do esquife de gelo eterno criado pelo querido Camus..isso é algo interessante.

Hyoga – ...do que está falando?

Walleria – será que esquece que treinamos e nos inspiramos em nossos queridos cavaleiros de ouro?!— elevando o cosmo novamente.

Shina – essa não! Eles vão morrer!

Marin – ela consegue aumentar o cosmo mais e mais! Isso é impossível!!!

Walleria – Hyoga....— nisso, ela avança em um velocidade imperceptível, e agarra o pescoço do cavaleiro.

Seiya – mas o que...?!— já vendo Hyoga sendo lançado longe, enquanto uma rajada de cosmo lembrando correntes marinhas é lançada pela amazona.

Hyoga – argh!!! Isso é...

Walleria – fique novamente nessa tumba de gelo!!! CORRENTES CONGELANTES!!!

Hyoga – essa não!

Ainda no ar, ele é envolvido por dezenas de correntes marítimas congelantes, que vão formando uma espécie de esquife. Logo, ele cai já congelado, totalmente imobilizado.

Seiya – Hyoga!!! Ora sua...— explodindo o cosmo ao lado da amazona...

Walleria – sabia que algo despertaria seu cosmo, Pégaso!— sorrindo.

Seiya – ME DÊ SUA FORÇA PÉGASO!!! - um ataque direto com o punho queimando em cosmo atinge Walleria, porém...

Marin – essa não!!!

Seiya – como ela deteve meu ataque?!— vendo a guerreira detendo seu punho com a palma da mão, mas sem encostar nele. De repente, ela o lança para trás com a pressão de seu cosmo, e ele passa entre Shina e Marin, indo chocar-se contra um pilar.

Shina/Marin – Seiya!!

Seiya – argh!!!— caindo ao chão, logo após deixar o pilar marcado com seu corpo.

Walleria – quero que me mostre o seu poder, Pégaso!!! Não o deixei viver pra deparar com esse poder patético!!!— nisso, Shina e Marin se colocam à frente da guerreira, elevando o cosmo.

Shina – esqueça um pouco o Seiya! — encarando Walleria

Marin – afinal, também estamos protegidas pelo cosmo de Artemis!!! Será que é disso que tem medo?

Walleria – não me façam rir!!!— elevando o cosmo e desferindo uma rajada de ar congelante, mas... – o quê?!

Shina – vai pagar por tudo que fez!!!— esquivando-se do ataque, juntamente com Marin.

Shina prepara seu golpe, elevando o cosmo do qual surge uma serpente assustadora.

Walleria – que cosmo é esse?!— chegando para trás...sentindo o cosmo agressivo de Shina.

Shina – GARRAS DE TROVÃO!!!— a serpente parte com suas presas abertas sobre a amazona, que é empurrada para trás, após defender o ataque. De seus braceletes saem um pouco de fumaça, e ela abaixa a guarda, após Shina rodopiar e pular graciosamente para trás.

Walleria – parece que é verdade...o cosmo de vocês está bem diferente! Deve ser graças à presença de Artemis...

Seiya – mas o cosmo de Shina...esse cosmo é...— olhando admirado, ao erguer-se do chão, e preocupado com Hyoga.

Shina – lutaremos em igualdade Walleria! Seiya, veja como está Hyoga!!! Daremos conta dela daqui pra frente!

Seiya – certo! Eu vou tirar você daí amigo, nem que me custa a vida!— ele logo se regue do chão, e vai correndo ao encontro de Hyoga, e começa a socar o gelo, buscando retirá-lo de lá.

.

Walleria – mas que decepção...

Shina – como disse?!

Walleria – mesmo protegidas pelo cosmo de Artemis, não conseguem esquecer a tal Atena...

Marin – somos amazonas de Atena! E sempre seremos! Assim como vocês já foram um dia!

Walleria – mesmo expondo seus belos rostos aos cavaleiros, ainda conseguem mentir desse jeito! Sei que vocês agora lutam unicamente por serem amazonas! Já perderam a concepção do que é defender Atena, e defender seus próprios interesses. Estou errada?— abrindo um sorriso.

Shina – acho que você fala demais!— elevando o cosmo novamente, porém...

Marin – ahn? O que é isso?!— percebendo que sob seus pés está ficando cada vez mais frio, e agora, percebe que estão envolvidas por correntes de ar frio.

Shina – essa não! Cuidado!!!— saltando, buscando sair da ação da corrente, e Marin faz o mesmo.

Walleria apenas sorri, e suas correntes gélidas sobem ao encontro das amazonas, atingindo as duas. Elas são envolvidas e caem novamente ao chão, tendo duas pernas e tronco congelados.

Marin – argh....essa não!!!

Shina – meu corpo está dormente....!— mexendo apenas do pescoço para cima.

Seiya - essa não!!! Droga!!!!

Seiya, vendo aquilo, soca com o punho ardendo em cosmo o esquife de gelo de Hyoga, que trinca, liberando o Cisne, que parece inconsciente.

Seiya – Hyoga, acorde, vamos! Hyoga! – mas ele não reage, e apenas franze um pouco a testa, buscando talvez alguma reação.

Percebendo que o amigo estava reagindo, e vendo Marin e Shina naquele mesmo estado, Seiya olha para Walleria com um semblante alterado, e cerra o punho direito.

Walleria – amazonas rebeldes....vão pagar por terem se colocado contra Artemis. Até que me deram alguma diverção...— rindo um pouco, a guerreira eleva o cosmo, e correntes marítimas surgem ao seu redor, empurrando as amazonas com brutalidade para o teto da casa zodiacal, e lá vão se congelando completamente.

Shina – argh! droga, vamos morrer aqui!!?

Marin – Seiya!!!

Quando o gelo já está quase cobrindo seus rostos, uma rajada de esferas azuladas de cosmo é lançada contra Walleria, que salta para trás em um reflexo repentino, detendo seu ataque, que acaba fixando as duas amazonas no teto da casa zodiacal.

Walleria – que gozado, parece que os seus meteoros ficam melhores a cada ataque, Pégaso!— com os olhos brilhando.

Seiya – não vai tocar mais um dedo sequer nelas!!!— o cosmo começa a queimar, e toma conta de toda a casa. O imponente cavalo Pégaso surge, na imensidão da casa, o que surpreende positivamente Walleria.

Walleria – o cosmo....aumentou absurdamente!!! Que lindo! — levando a mão ao rosto e sorrindo admirada.

Seiya – METEOROS DE PÉGASO!!!!— as esferas de cosmo são centenas, mas logo são milhares, e são como feixes azuis tomando conta de todo o espaço ao redor de Walleria.

Walleria – esse ataque...é muito diferente do anterior...não consigo me esquivar mais facilmente...— procurando alguma brecha para escapar do ataque, mas é em vão.

Marin – Seiya!?

Marin finalmente é testemunha do poder e desenvoltura do aperfeiçoamento do ataque de seu discípulo. Sim, os Meteoros à velocidade da luz, algo que ela pouco poderia acompanhar a algum tempo atrás.

Walleria mesmo defendendo todos eles, é uma força incrível! Argh!!!

Nisso, Walleria é atingida mesmo bloqueando os golpes, sendo lançada através da casa zodiacal, sumindo nas sombras. Seiya a perde de vista, e volta sua atenção para Shina e Marin.

Seiya — Shina, Marin!

No templo de Atena, Artemis sente o cosmo de Seiya e Walleria confrontando. Ela olha para o luar, e afaga os cabelos. Algumas corujas estão logo acima, empoleiradas nos pilares, assim como há algumas víboras e gatos selvagens ao seu redor.

Artemis – mesmo que o cosmo de Latona tenha se apagado, as outras continuam firmes. Preciso fazer com que Atena pare de combater o meu cosmo...Pois usarei o seu cosmo, irmã! Logo logo!

Olhando para o Salão do Grande Mestre, e sentindo o cosmo da irmã ainda queimando, Artemis compreende que já era hora de usar seu trunfo para derrotar os cavaleiros.

Artemis – quando Daphne de Clóris chegar até aqui, seu cosmo será bastante útil, irmã...hahahah...- rindo insanamente.

Enquanto isso, Atena cercada por víboras novamente, mas agora amansadas pelo seu cosmo, e recuperando seu corpo fragilizado. O poder dos cavaleiros que se aproximavam lhe enchia de esperança, e de pé, ela elevava o cosmo, mesmo sufocado pelo poder de Artemis.

Atena – o cosmo de Aldebaran....essa não...mas o cosmo de Seiya está brilhando como nunca! Depressa Seiya!— fechando os olhos.

Passando pela casa de Virgem, Daphne de Clóris prossegue apressadamente para as escadarias que levam à Libra.

Shun, Shiryu e Milo finalmente chegam à Capricórnio, mas ficam sem reação ao perceberem o imenso paredão de gelo que obstruiu a entrada da casa.

Shiryu – o que é isso?!

Shun – um imenso paredão de gelo..como entraremos aqui?

Milo – afastem-se...— caminhando em direção ao paredão, e elevando o cosmo, ele aponta o dedo, que brilha em tom avermelhado, apontando para a parede de gelo. Desse dedo, surge uma espécie de ferrão vermelho, que lança alguns feixes vermelhos imperceptíveis, à velocidade da luz, e abre alguns buracos no paredão, que começa a trincar e desabar por todos os lados.

Shiryu – quem poderia ter feito isso?!

Milo – ollhem! É Seiya!!! – correndo juntamente com os outros até onde está o cavaleiro de Pégaso.

Seiya – Shiryu! Shun! Milo!!!— voltando-se para eles.

Shiryu – Seiya! O que houve aqui?! Você está bem?!

Seiya – sim, estou sim....mas Shun, você....?

Shun – decidi voltar e lutar, sei que June poderá lutar sem minha ajuda! Confio nela...— com os olhos marejados.

Marin – ei! Nos tire daqui!

Shina – depressa! Nos ajudem!

As amazonas ainda estavam no teto da casa, congeladas, com o corpo dormente.

Milo – ...como foram parar aí?! – caçoando.

Shina – depois contamos...nos tirem logo daqui!!!— irritada.

Milo sorri, e aponta o dedo para ambas, liberando algumas agulhas, que estouram o gelo e as libertam. Ela são amparadas por Seiya e Shun, para não caírem diretamente no chão.

Seiya – vocês estão bem?!

Marin – não sinto muito o meu corpo...

Milo – o frio as deixou letárgicas....isso logo passa...

De repente, logo ao lado, sente-se um cosmo.

Shiryu – esse cosmo....Hyoga?!

Seiya – Hyoga! Você está bem?

Hyoga – sim, estou...um pouco um pouco dormente, mas estou...

Shun – que bom que está bem!

Hyoga – sim Shun, relaxe, não precisarei de sua ajuda dessa vez...

Milo – quem fez isso com vocês?!

Seiya – foi...uéh, pra onde ela foi?!— olhando para onde Walleria havia caído, mas ela já não estava mais lá...

Shun – minha corrente não sente ninguém além de nós aqui, mas sei que já enfrentamos esse cosmo antes...

Shiryu – então, vamos andando.

Milo – Shina, Marin....já conseguem andar?!

Shina/ Marin – sim!

Milo – então vamos em frente...AGULHAS ESCARLATES!

O ataque atinge o paredão na saída da casa zodiacal, que começa a rachar e vai caindo aos poucos, revelando a saída.

Todos se voltam para a saída da casa de Capricórnio. Sim, agora estão todos juntos, unidos novamente, e vão ao encontro das guerreiras que restam. Mas, em um determinado instante, a corrente de Adrômeda reage...

Shun – ahn?! A corrente...

Milo – cuidado!!!

De repente, a escuridão toma conta da casa. O cavaleiro de ouro posiciona-se à frente de todos, e bloqueia dezenas de belugas que surgiram nadando feito fantasmas vindas da escuridão de Capricórnio.

Hyoga — Milo!!!

Hyoga o vê lançando rajadas finas de um cosmo avermelhado, atingindo todas de uma só vez. Elas se desintegram em cristais de gelo.

Shina — Milo, o quê foi isso?

Shiryu – o cosmo...é muito parecido com o de Hyoga!

Entre os cristais de gelo que vão flutuando pela casa após serem destroçados por Milo, surge Walleria saindo da escuridão, sem seu elmo.

Seiya – ora, então você voltou! Walleria de Beluga!

Marin – Seiya, parece que o cosmo dela está ainda mais agressivo....

Shun – se não fosse por Milo...

Milo – Seiya, vá em frente com os outros!

Seiya – não Milo, essa batalha é minha! Nós começamos, e vou terminar!

Milo – Seiya, farei isso pelos cavaleiros de ouro que essa patife derrotou! Pelos meus companheiros dourados!!!— elevando o cosmo.

Walleria – calma rapazes...eu decido com quem quero lutar...— dando alguns passos á frente.

Milo – como?!

Walleria – Seiya, não vai fugir da nossa luta, certo?!!!

Seiya – é claro que não...— dando alguns passos para frente.

Marin – vamos embora Seiya! Deixe isso com o Milo!!!

Shina – não seja tolo Seiya!

Milo – Seiya, você quer mesmo isso? Se perder...os cavaleiros de ouro jamais vão se recuperar.... – vendo Seiya parando ao seu lado.

Seiya – deixe isso comigo Milo...

Marin – não, Seiya!!!— tentando ir ao seu encontro.

Seiya – confie em mim Marin! Eu darei conta dela...Siga em frente com eles...— fechando os olhos por um breve instante.

Marin – Seiya....— com os olhos trêmulos.

Walleria – hahahah ah mas que tontos...podiam unir forças e tentar me derrotar, mas confiam em um único cavaleiro de bronze! — rindo sarcasticamente.

Seiya – droga, qual é a graça nisso se já derrotamos outras como você?!

Milo – do que está rindo? Nem foi atingida pelas minhas “agulhas” ainda e já enlouqueceu?

Walleria – ahh vocês me dão pena!!! Nem você Milo, ou você, Shiryu, com suas armaduras douradas, possuem qualquer chance contra mim ou qualquer uma das guerreiras de Artemis no momento!

Shiryu – do que está falando?!

Hyoga – droga, não subestime o poder dos cavaleiros!!!

Shun – vamos fazer você mudar de ideia!— elevando o cosmo.

Walleria – Andrômeda, poupe a sua cosmoenergia...— um ar frio circula o cavaleiro, esfriando seu cosmo.

Shun – mas...como?!—sentindo um certo mal-estar.

Walleria – o único em bom estado aqui é Seiya! Será que não notaram isso?

Shina— o quê tanto quer com Seiya?!

Walleria— vocês não farão diferença alguma, mesmo passando por mim. Não preciso me esforçar para matá-los agora, mas Seiya é o único que pode dar alguma diversão! Caso não me derrote, continuarei esfriando o cosmo dos cavaleiros de ouro! Hihihi!

Shina – ainda estamos aqui!!! – elevando o cosmo juntamente com Marin, voltando a esquentar seus corpos, e recuperadas.

Marin – isso mesmo...

Seiya – não! Deixem essa luta comigo! Vocês devem continuar...— nisso, as amazonas amansam o cosmo.

Marin – mas Seiya...

Milo – ela tem razão...— voltando-se para todos, e caminhando para a saída...passando entre eles...

Shiryu – como assim?! Não podemos abandonar Seiya agora!!!

Hyoga – Milo, o que está fazendo?!!!

Milo – apenas...dando um pouco de esperança para Atena...se morrermos aqui, nada mais poderá ser feito...nem os companheiros que voltaram de Asgard puderam se livrar completamente do ataque dessa maldita. O único que pode fazer algo no momento, é Seiya...

Shun – mas...Milo?

Seiya – podem ir, não vou decepcioná-los!!! Eu prometo!

Milo – vamos, não podemos perder tempo..a próxima casa, Aquário, está logo adiante...

Shun— mas...Milo?

Milo— boa sorte, Seiya! Por Atena!— ele começa a correr, e todos ficam pasmos. Porém, mesmo sem compreenderem as palavras de Milo, acabam respeitando a decisão de Seiya.

Shiryu – Seiya....você...

Seiya – amigos, fiquem tranquilos! Logo logo, estaremos juntos novamente! Se ela quer tanto assim lutar comigo, mostrarei para ela que nem os cavaleiros de ouro, nem qualquer um de nós está aqui por acaso!!! Lutamos por Atena, e iremos derrotar as amazonas que faltam, e banir Artemis do Santuário!— olhando para eles brevemente, mas atento à amazona.

Hyoga – não iremos interferir, mas, espero que nos alcance em breve!

Shun – Seiya, espero que saiba o que está fazendo! Tenha cuidado! — um pouco receoso.

Shina – estaremos esperando!!!

Marin – cuide-se, Seiya...

Seiya apenas acena com a cabeça, e elas, assim como os cavaleiros, partem em retirada para a Casa de Aquário. Shiryu, com a armadura de Libra, ainda titubeia um pouco, e aproxima-se rapidamente de Pégaso, alertando-o.

Seiya – o que foi Shiryu?!

Shiryu – Seiya...elas estão brincando conosco! Não se engane!

Seiya – do que está falando?!

Shun, percebendo que Shiryu voltara, para um pouco, e não entende o quê estariam fazendo.

Shun – Shiryu?!

Shiryu – já estou indo...!

Seiya – Shiryu, não me diga que estão fazendo isso só por diversão?! Algumas delas já caíram, vocês derrotaram algumas delas! Como estariam brincando?!

Shiryu – perceba como a armadura de Libra está maltratada!— Seiya nesse momento, repara melhor os arranhões na armadura, que Shiryu já havia sentido com o tato.

Seiya – mas você a derrotou, certo?!

Walleria, nesse momento, perde um pouco da paciência.

Walleria – será que podemos, Seiya? Ou preciso matar o Dragão para lutarmos?!— elevando um pouco o cosmo de forma ameaçadora.

Shiryu – espere! Já entendi o recado!— dividindo um pouco a atenção, o que faz com que a guerreira diminua o cosmo.

Shiryu – Seiya, eu não derrotei Tábata de Dingo!

Seiya – como disse?!

Shiryu – é o que estou dizendo: elas estão apenas nos atrasando, sem interesse algum de nos fazer desistir de chegar até Artemis! Mas ainda não compreendi o motivo!

Seiya – logo, preciso agarrar essa oportunidade, e derrotar Walleria!

Shiryu – Quando lutei com Gihan de Mocho Branco, percebi que podemos vencê-las com paciência! Não pode deixar que ela escape! Faça isso pelos cavaleiros de ouro!

Seiya – pode deixar, Shiryu!

Os dois se despedem, e Shiryu parte, alcançando Andrôemda e deixando Seiya com a ameaçadora amazona.

Shun — o quê houve, Shiryu!?

Shiryu - Seiya derrotará Walleria, sabemos que ele já realizou coisas que nem imaginávamos!

Os dois partem, deixando Seiya a sós com a guerreira.

Seiya encara a amazona, que parece bem tranquila, com seu jeito despojado e dando um sorriso descompromissado.

Walleria – convenhamos que você é corajoso...ou diríamos, meio doidinho mesmo...

Seiya – talvez você fale demais! Meus amigos se recuperarão em breve, e resgatarão Atena!!! Você não fez uma boa escolha!

Walleria – como disse?!

Seiya – nossos cosmo vão até o infinito! Fizemos coisas que nem imaginávamos graças ao nosso cosmo, e isso surpreenderá as guerreiras que restaram!!! Eles vencerão e alcançarão Atena! E agora, está chegando a sua vez! Prepare-se!!!— elevando o cosmo abruptamente.

Walleria – hum, se é verdade o que está falando, Milo se retirou com os outros estrategicamente para poderem se recuperar e combater Artemis!

Seiya - e por quê não os impediu?! Sei que teria condições para atrasá-los! O quê está tramando?

Walleria— não compensa mais impedir que cheguem até Artemis. Os cosmos deles poderão servir para algo agora que as gêmeas chegaram! Muito bom saber que seus cosmos podem nos surpreender.

Seiya— do quê está falando? — surpreso, enquanto Walleria dá um leve sorriso.

Walleria — vamos Seiya, mostre-me do quê é capaz!

Nesse momento, Milo e os outros já subiam as escadarias para Aquário.

Em Touro, os cavaleiros de ouro decidem deixar Mu cuidando de Aldebaran, e partem, mesmo sentido um imenso incômodo.

Daphne de Clóris, que subia as escadarias bem revoltada com a morte da irmã, finalmente chega em Libra, e percebe que alguém a esperava.

Daphne — Casa de Libra! O velho Ancião não possui mais condições de cuidar desse lugar. Quem está aí, afinal?

Silhueta feminina – finalmente, a lendária armadura de Clóris apareceu! Realmente é linda a sua armadura, Daphne!

Daphne – Artemis mandou boas vindas?

Silhueta feminina – sou uma amazona de Atena! Sou June de Camaleão! — surgindo um camaleão formado pelo seu cosmo, cortando a escuridão da casa zodiacal e revelando a sua figura, sem a máscara, e com um olhar determinado, enquanto chicoteava o chão brevemente.

Daphne se surpreende e encara June com frieza.

Seiya de Pégaso e Walleria de Beluga, assim como June de Camaleão e Daphne de Clóris, estão prestes a travar batalhas de vida ou morte.

O luar continua encobrindo o Santuário, e todo o oriente já se encontra em caos, com os efeitos da imensa Lua. O amanhã parece cada vez mais incerto.

Avancem cavaleiros da esperança, não permitam que os planos de Artemis prevaleçam. Lute, Seiya! Salve Atena!

Notas finais
Seiya é humilhado de todas as formas por Walleria, mas busca não se dar por vencido. June de Camaleão, aproveitando a oportunidade de estar usufruindo da ajuda do cosmo de Artemis, dá tudo de si contra a poderosa guerreira gêmea. Porém, o seu cosmo será o suficiente nesse combate? Não percam o próximo capítulo de Saint Seiya - A Saga de Artemis: OBRIGADO POR TUDO, CORAJOSA AMAZONA DE ATENA!