A Saga de Ares - Santuário de Sangue

5 Capítulo 5 - O jardim de rosas vermelhas


Notas iniciais
As Armaduras de Ouro deixam o Santuário e se espalham pelo mundo, guiadas pelo destino, em direção àqueles que nasceram predestinados a se tornarem os novos Cavaleiros de Ouro. A convocação para a elite do Santuário finalmente começou. Enquanto isso, o Grande Mestre parte em uma jornada em busca de alguém de extrema importância para o futuro do Santuário.

Capítulo 5 — O jardim de rosas vermelhas


Casa de Peixes – Santuário de Atena, 1996

A casa de peixes é a última das doze casas do Santuário e acredita-se que o guardião desta casa seja um dos mais poderosos entre os Cavaleiros de Ouro, já que ele é o último a impedir o avanço de qualquer inimigo. A casa é tomada por um aroma de rosas inebriante que vem de um jardim de rosas próximo à casa de peixes. O doce perfume ao ser inalado causa sonolência e leva o inimigo a um sono profundo enquanto ele vai perdendo os sentidos até morrer sem dor, sem sofrimento.

Entre a casa de peixes e o salão do Grande Mestre existe um imenso jardim de rosas vermelhas, conhecidas como Rosas Diabólicas. Elas formam uma defesa natural contra qualquer presença indesejada no Santuário, eliminando pouco a pouco aqueles que ousam respirar sua fragrância mortal.

Dentro da Casa de Peixes estavam as urnas das oitro Armaduras de Ouro, ainda sem dono. Entre elas estavam as Armaduras de Leão e de Virgem, que haviam sido abdicadas por Ikki e Shun, respectivamente. Dispostas em um grande círculo, as armaduras douradas reluziam em silêncio. No centro dessa formação encontrava-se o Grande Mestre, elevando seu cosmo em sintonia com os trajes sagrados.

Os cosmos então se uniram e tornaram-se um só, criando uma poderosa ressonância que ecoou pelas paredes do templo e se espalhou por todo o Santuário. Soldados, cavaleiros e todos os que ali habitavam interromperam o que faziam, tomados por aquela vibração poderosa.

— Agora vão, Armaduras de Ouro! — ordenou o Grande Mestre, erguendo as mãos enquanto seu cosmo explodia. — Vão ao encontro de seus futuros usuários. Encontrem aqueles que nasceram predestinados a integrar a elite de Atena… aqueles que protegerão a humanidade, a paz, a justiça e a nossa deusa. Levem a eles a minha mensagem, gravada em cada uma de vocês. Que as almas dos antigos Cavaleiros de Ouro os guiem e transmitam minhas orientações àqueles de coração justo.

As Armaduras de Ouro vibraram intensamente e, em um instante, deixaram a Casa de Peixes, espalhando-se pelos céus do mundo. Cada uma seguiu em uma direção distinta, rumo ao Egito, à França, à Grécia, ao Brasil, a Israel e a tantos outros destinos. No crepúsculo, pareciam estrelas cadentes rasgando o firmamento tingido pelas cores do pôr do sol.

— Quanto tempo levará até que retornem com seus portadores? — perguntou Tourmaline, apoiada no arco de saída da Casa. Com os cabelos soltos, o contraste entre o vermelho intenso dos fios e a palidez de sua pele tornava-se ainda mais marcante. O vestido branco realçava o brilho quase hipnótico de seus olhos rubi. Sua beleza possuía algo de perigoso e fatal, comparável à de uma Rosa Diabólica.

O Grande Mestre permaneceu em silêncio por alguns instantes, mantendo o olhar fixo no horizonte além do arco de entrada da Casa de Peixes.

— No tempo certo… — respondeu, em voz baixa e firme. — Até lá, precisamos nos preparar.

—...—

Casa de Sagitário — Santuário

— Parece que as Armaduras de Ouro deixaram o Santuário em busca de seus novos usuários… — comentou Shun, sentado em um pequeno sofá preto. — Em breve, o meu sucessor também chegará.

Ele segurava uma xícara entre as mãos e observava atentamente o chá que exalava um suave aroma de canela, perfumando todo o quarto de Seiya. Vestia uma camisa verde de mangas curtas, calça escura e sapatos brancos.

Seiya, por sua vez, permanecia apoiado junto a uma pequena janela lateral, de onde se podia avistar o horizonte e o azul do mar da Grécia. Seus olhos estavam fixos em Shun, carregados de curiosidade e preocupação. Usava uma camisa vermelha de mangas curtas, calça jeans clara e estava descalço. O quarto era iluminado pela luz tremulante de tochas presas às paredes, uma ao lado da porta e outra próxima à sua cama.

— Logo as doze casas estarão novamente protegidas por seus respectivos guardiões. — disse Seiya.

Shun não respondeu de imediato. Continuava encarando o chá, como se estivesse distante dali, perdido em pensamentos que não ousava compartilhar.

— Shun! — chamou Seiya de repente.

O amigo se sobressaltou e o olhou, visivelmente surpreso.

— Está tudo bem?

— Está… sim.

— Tem certeza? Você anda um pouco… estranho ultimamente.

Shun desviou o olhar por um instante, como se buscasse as palavras certas.

— Não está acontecendo nada, Seiya — respondeu, levantando-se. Ele colocou a xícara cuidadosamente sobre o criado-mudo ao lado do sofá. — Preciso ir. Hoje farei a guarda no portão norte do Santuário.

Seiya franziu levemente a testa, sem parecer convencido. Seu olhar analisava cada gesto, cada expressão do amigo, tentando compreender o que realmente se passava.

— Boa noite, Seiya — disse Shun, esboçando um leve sorriso antes de sair e fechar a porta.

— Boa noite… Shun.

—...—

Em algum lugar de Roma

Um homem alto e magro, de olhos azuis e longos cabelos negros, usando um suntuoso manto escuro por baixo da ombreira, dirigiu-se até uma imensa porta negra com detalhes dourados. Uma porta que deixava dúvidas sobre se merecia ser aberta ou não, pois a energia que dela emanava era esmagadora.

O corredor era estreito, mas o teto era alto a ponto de se perder na escuridão. A única luz vinha de duas tochas que iluminavam apenas a porta. As sombras dançavam pelo corredor ao som do crepitar das chamas.

— Vai mesmo até elas, Phobos? — perguntou uma voz grossa vinda de trás.

— O que faz aqui, Deimos? — questionou o deus, sem olhar para trás.

— Estou curioso para saber o que você quer consultar.

Deimos parecia um demônio surgindo da escuridão, com seus cabelos prateados e olhos vermelhos. Usava um manto escuro sob uma ombreira semelhante à de Phobos, mas carregava uma espada nas costas.

Os irmãos pararam diante da porta e, em seguida, Phobos a empurrou. O salão atrás da porta era o completo oposto do corredor. Era irritantemente iluminado.

Um imenso salão circular, com várias estátuas rodeando o espaço. Cada estátua era separada por uma coluna. Eram figuras de anjos guerreiros, empunhando lanças e escudos, trajando armaduras de guerra e elmos emplumados. Cada pilar possuía uma tocha que iluminava o recinto. O chão era de mármore branco.

Mas o mais inusitado ali eram as três criaturas na extremidade oposta do salão, encarando os dois homens à porta.

Eram três mulheres, sentadas sobre um bloco de mármore que aparentava ser um altar. Um lugar onde sacrifícios deveriam ser feitos. Cada uma estava coberta por uma túnica pesada que se estendia do pescoço aos pés, ocultando completamente seus corpos. Os capuzes estavam erguidos, escondendo seus rostos.

As túnicas tinham a cor de pergaminho enegrecido, e os desenhos elaborados ao redor da bainha e das mangas pareciam ter sido marcados com sangue. Entre os símbolos, podia-se ler a palavra μοῖρα. Ou Moira. Que significa "Destino" em grego antigo.

À frente delas, um globo exibia imagens que iam e vinham, cenas do cotidiano das pessoas. Do globo partiam inúmeros fios dourados, puxados pela mulher do meio, que os entrelaçava pacientemente.

A mulher à esquerda recolhia os fios vindos das mãos da tecelã e os enrolava em pequenas rodas de madeira que flutuavam atrás dela. Incontáveis, assim como os fios.

Já a mulher à direita empunhava uma tesoura, cortando alguns desses fios. Quando cortados, eles perdiam o brilho e desapareciam, assim como as rodas que os sustentavam.

Quando um fio era cortado, significava que havia chegado a hora de seu portador, o dono daquele fio de vida, morrer.

Os movimentos das três eram lentos, quase desinteressados.

Na parede atrás delas havia a imagem de um homem seminu, com apenas sua intimidade coberta por um manto. Sua pele era pálida, o corpo magro, cabelos e olhos prateados. Possuía uma pequena asa em um lado da cabeça e duas grandes asas negras abertas nas costas.

A imagem poderia ser confundida com a de um anjo, mas tratava-se de Thanatos, o senhor da morte.

A figura estava pintada diretamente na parede. Em suas mãos, fios escorriam entre os dedos, como se fossem vidas escapando. Ele permanecia de pé, com a cabeça erguida, braços abertos e asas expandidas.

— Desculpem-me por interromper as senhoras. Preciso que me tirem uma dúvida. — disse Phobos, pacificamente.

O que querem aqui, filhos do senhor da guerra?

Phobos deu um passo para trás. As palavras ecoaram por todo o salão. Era como se viessem de todos os lados, como se brotassem das próprias paredes. Uma voz antiga e tripla. As três falando ao mesmo tempo.

— As senhoras têm em mãos o fio da vida de cada humano, deus e semideus. — disse Phobos. — Tecem o destino de tudo e de todos. Portanto, respondam-me: Qual é o destino que enxergam para esta guerra?

O destino não é linear, jovem deus. Existem ramificações… possibilidades. Talvez sua pergunta devesse ser... qual é o destino mais provável, de acordo com as decisões que vêm sendo tomadas. Houve uma breve pausa. Pois bem… um santuário invadido… sangue… morte de inocentes… calamidade… uma deusa caída… um anjo de asas douradas sangrando… um traidor… trevas…

Elas pararam.

— Por que pararam? — perguntou Deimos, desconfiado.

— O que foi, Moiras? — insistiu Phobos, fitando-as.

Uma parte do futuro está… Obscurecida.

— Como assim, obscurecida? — questionou Phobos. — Sem previsibilidade?

— Vocês tecem o destino. Como podem não saber do futuro? — disse Deimos.

Não é tão simples, filhos da guerra. A voz delas tornou-se mais grave. — Não decidimos o destino… apenas administramos possibilidades. Existe um deus acima de nós, e dele flui o destino. Nós apenas tecemos os fios, ligando-os aos seres vivos. Cada indivíduo nasce com um destino traçado. Contudo, ao longo da vida, os seres possuem o poder de moldá-lo segundo sua própria vontade. Esse poder ser chama livre-arbítrio. Uma leve oscilação percorreu os fios dourados. Sobre essa parte obscurecida… lembrem-se que não há apenas um lado neste campo de batalha. As ações do inimigo também moldam o destino de vocês. Um efeito em cascata… Quando a vontade de um rompe o caminho do outro. Mas após essa escuridão… vemos Ares… sentado no trono de Atena.

— Não importa! — interrompeu Deimos. — Descubram o que está causando essa ruptura no destino. — Ele avançou um passo. — Você, Láquesi, é responsável por tecer o curso da vida. Encontre quem está interferindo nesta guerra. Isso pode nos causar prejuízos. Não podemos permitir que subordinados de Atena ameacem nossas conquistas.

As três mulheres cessaram seus movimentos. Um cosmo roxo, denso e opressor, começou a emanar delas.

Láquesis, a mulher do meio, ergueu levemente o rosto sob o capuz. Um brilho espectral surgiu em seus olhos.

Não ouse nos dar ordens, príncipe da guerra. A voz agora carregava fúria. Não somos subordinadas a Ares… nem ao seu exército. — O salão pareceu tremer. Somos servas do Destino. Sabemos exatamente qual é o nosso papel. Somos as Moiras, senhoras do fio da existência. — O cosmo se intensificou. Uma grande guerra se aproxima e é de interesse de forças muito além dos deuses que vocês conhecem. Nossa presença aqui é mera conveniência diante do que está por vir. Não existimos para atender caprichos de deuses ou de humanos. Não tiramos vidas nem alteramos caminhos para favorecer guerras. A energia delas tornou-se sufocante. Somos mais antigas que os próprios deuses. Somos forças cósmica que giram a engrenagem do universo. Agora… saiam.

—...—

França — Mansão da família Michaelis — 1997 — 11 anos após a Guerra Santa contra Hades

— Senhor, há um homem no portão da mansão dizendo ser o “Grande Mestre” do Santuário — disse a empregada, curvando-se diante do homem que lia um livro, sentado em uma cadeira branca à sombra de uma árvore

Ao fundo, havia um belo jardim de rosas vermelhas ainda fechadas, e uma enorme mansão de pedras brancas.

O jovem, de beleza quase irreal, vestia uma camisa branca de manga longa e uma calça jeans preta. Seus longos cabelos tinham um tom azul-céu, e seus olhos eram azuis como safiras.

— Grande mestre, é?! — perguntou o homem, retoricamente. Ele fechou o livro e o pousou na mesa, ao lado de uma bandeja. — Traga-o até aqui… e mais uma xícara. O convidado de hoje é… importante.

Pouco tempo depois, o homem que se apresentava como Grande Mestre surgiu. Delfos vestia traje social. Camisa azul-marinho de manga longa, calça escura e sapatos pretos. Ao ver o anfitrião, não conseguiu esconder a surpresa diante de sua aparência.

— Por qual motivo o novo Grande Mestre viria pessoalmente até a minha casa? — disse o jovem. — Isso não costuma ser um bom presságio. Na verdade, pessoas do Santuário não são bem-vindas aqui, mas serei educado ao recebê-lo.

Delfos sentou-se à mesa, de frente para o dono da mansão. A empregada trouxe outra xícara e serviu o chá.

— É um prazer conhecê-lo — disse Delfos. — Vim porque você é diferente dos demais que receberam o “convite”. Chegou o momento de assumir o posto que lhe é de direito… de restaurar a honra do...

— Não há honra alguma a ser restaurada, Grande Mestre. — O homem o interrompeu, em um tom firme e frio, pousando a xícara na mesa. Delfos percebeu a pontada de raiva ao ouvir a palavra honra. — Não esperava que o senhor fosse tão direto ao ponto.

O silêncio se instalou. Delfos sentiu a tensão crescer. Sabia que havia cometido um erro.

— Há um ano, a armadura de ouro, o seu “convite”, veio até mim. — disse o homem, encarando-o. — Responda-me, Grande Mestre… As armaduras podem registrar os pensamentos de seus usuários, não podem?

— Sim — respondeu Delfos. — Elas preservam e transmitem a vontade de seus antigos portadores aos sucessores. Mas por que essa pergunta?

O jovem inclinou-se levemente e pegou o cálice de vinho.

— Ele sabia que eu seria o sucessor… E deixou uma mensagem para mim na armadura. — Ele ergueu o olhar, fixando os olhos em Delfos. — E pelo visto… o senhor também sabia disso. Já que não demonstrou surpresa alguma.

— Realmente, eu estou ciente. — afirmou Delfos, levando a xícara à boca e tomando um gole de chá. — Foi por isso que a armadura veio até você. E por isso eu também tive que vir. Já demorou demais para responder ao chamado. — Ele pousou a xícara com calma. — Diferente de outros, que provavelmente ainda estão em treinamento, creio que você já foi muito bem preparado. Esperava que retornasse ao Santuário mais cedo. — Delfos o encarou diretamente. — Então… vai vesti-la, Eros?

Eros não respondeu de imediato.

— Grande Mestre… De acordo com o senhor, eu tenho um “posto que é meu por direito” e uma “honra” a zelar — disse, com frieza. — Mas esse momento… não é agora.

— Por quê? — perguntou Delfos. — Posso saber?

Eros ergueu o cálice, observando o vinho antes de responder.

— Há onze anos… Meu irmão perdeu a vida na batalha das Doze Casas. E eu fui julgado e expulso do Santuário. — Ele tomou um gole. — Disseram que eu representava um risco. Que poderia ser morto. Afinal… meu irmão foi acusado de se rebelar contra Atena. Durante o caminho para casa, recebi uma carta. Escrita por Milo, o Cavaleiro de Ouro de Escorpião. O homem responsável por julgar os “traidores”. — Seu olhar endureceu. — Nela estava claro. Se eu voltasse a pôr os pés no Santuário, seria condenado como cúmplice. Pena de morte.

— Mas Eros… — tentou Delfos.

— Cães do Santuário. — Eros o interrompeu.

Seus olhos se voltaram para a mansão.

— Mentes cegas. Obcecadas por Atena… Incapazes de compreender quem o meu irmão realmente era. — Sua voz baixou, mas ficou mais pesada. — Depois do banimento, voltei para a casa dos meus pais na Suécia. Meses depois... eles morreram. — Silêncio. — A primeira carta havia chegado antes de mim.— Seus olhos endureceram.. — Consegue imaginar o que eles sentiram ao ler aquilo? A nossa família vem de uma linhagem de antigos Cavaleiros de Ouro de Peixes. Somos descendentes da família de um antigo Cavaleiro de Ouro, o antecessor do meu irmão. O Cavaleiro de Ouro Cardinale. Para minha família, foi um orgulho quando, mais uma vez, o destino da nossa casa se atrelou à constelação de Peixes. Consegue imaginar o desgosto que eles sentiram ao receberem aquela notícia? Eles sequer acreditaram em mim. Acharam que meu irmão havia corrompido a minha mente. Eu vi meus pais definhando no próprio orgulho. Então eu segui em frente. Estudei. Fiz faculdade. Mudei de país. Construí uma vida. Tenho uma esposa… e dois filhos. E agora… O mesmo Santuário que me expulsou… vem até mim pedir ajuda. — Um leve sorriso surgiu. — Ironia, não acha?

— Acho. — respondeu Delfos, sem hesitar. — Mas se a armadura veio até você… é porque foi escolhido. Pelo seu irmão… e por ela.

Delfos se levantou lentamente e voltou o olhar para o jardim. Aquilo era belo, mas ao mesmo tempo dava uma sensação de perigo. Delfos baixou o olhar e viu uma trepadeira fina se enroscava em seu pé. Seu coração acelerou, mas ele manteve a postura.

Quando voltou a olhar para Eros, encontrou apenas um sorriso calmo, quase divertido.

— Estarei no Santuário. — disse Delfos. — Esperando por você.

Eros girou levemente o cálice entre os dedos.

— A armadura veio até mim porque me escolheu. — disse, tranquilo. — Mas você veio até aqui… porque está desesperado. — Ele ergueu o olhar. — Precisa de novos Cavaleiros de Ouro. Precisa de mim. — Seus olhos ficaram frios. — Então não volte a dizer que eu preciso honrar algo… Ou alguém. Da próxima vez isso pode lhe custar a vida. — O tom era calmo. Mas absoluto. — Portanto, Grande Mestre… — continuou Eros — Seja direto. O que o senhor realmente quer de mim?

—...—


Ilustração Oficial de Eros, o Cavaleiro de Ouro de Peixes

Notas finais
Link do grupo da fanfic no facebook: https://www.facebook.com/groups/562898237189198/ Link do Grupo da fanfic no Telegram: https://t.me/+Mg--TZeUyB5jZjcx Próximo capitulo: O dia da guerra se aproxima. Ares desperta, enquanto Deimos prepara seu batalhão liderado por uma deusa sanguinária, avançando rumo ao Santuário. Capítulo 6 - Reúnam-se deuses da guerra. Agradecimentos: Queria agradecer a todos vocês que vem acompanhando cada capitulo. Agradeço a você também que começou hoje, mas que já está ansioso pelo próximo capítulo. Agradeço a você que comenta com sua opinião, criticas e sugestões. Isso me ajuda muito e estou de mente aberta para entender a cada leitor meu. Abraços.