A Saga de Ártemis
18 A Guerreira de Alma Ferida!
Notas iniciais
Uma árdua batalha começou. Os cavaleiros de Atena estão combatendo as guardiãs de Ártemis, a deusa das selvas, que pretende escravizar a humanidade e tornar a Terra um lugar dominado pelas bestas. Atena está dando a sua vida para que os Seiya e os outros tenham tempo para reverter a situação.
Hyoga teve uma batalha mortal na casa de Câncer com Barberia, a guerreira de Madrepérola, que possuía uma beleza comparável à da deusa Afrodite.
Ele esteve prestes a ter seu coração convertido em uma pérola rubi, mas utilizando a técnica de seu mestre Camus, a EXECUÇÃO AURORA, conseguiu derrotar a bela guerreira antes que ela arrancasse seu precioso rubi do peito do cavaleiro.
Asgard
Enquanto isso, em Asgard, Hilda receberia a visita de Darren, uma das guardiãs de Ártemis que foi enviada para exterminar os cavaleiros de ouro derrotados por Hérmia e Walleria.
Porém, é impedida por Ikki de Fênix! Nesse momento, revela-se que ambos possuem alguma ligação.
Darren – então, que surpresa! O corajoso Ikki, que treinou na Ilha da Rainha da Morte e recebeu a lendária armadura de Fênix, ressurge na minha frente novamente?
Ikki – mas você...não pode ser! Pensei que estivesse...
Darren – morta? Só porque desapareci naquele inferno? Não mesmo! Depois da morte de Esmeralda, tudo mudou! Voltar naquela ilha seria uma tortura!
Hilda – você a conhece, Ikki?
Ikki – sim, nos conhecemos quando crianças, quando eu ainda tinha um bom coração! Lembro que ela era a única que se aproximava para brincar com minha querida Esmeralda. Darren era a sua melhor companhia.
Nesse momento, Ikki relembra da vez em que deu cobertura para que Esmeralda se encontrasse com a pequena Darren. Elas viviam sob o constante nevoeiro de cinzas da Ilha, e encontravam mesmo assim a alegria necessária para sobreviver naquele lugar.
Esmeralda – oi amiga! Que bom ter vindo aqui!— vendo Darren chegando com uma cesta.
Darren – oi! Olhe só o que trouxe!— ela mostra alguns biscoitos caseiros na cesta, e elas sentam e estendem uma toalha, começando um piquenique, observadas por Ikki. A pequena Darren até puxa uma boneca e começa a brincar.
Esmeralda – venha Ikki, não fique aí! Divirta-se um pouco!— sorrindo.
Ikki apenas olha e sorri e balança a cabeça em negação, mas continua de prontidão, vigiando o local, pois se seu mestre Guilty visse isso, a situação ficaria feia. Ele havia acabado de voltar do Santuário, e seu comportamento não era o mesmo.
Ikki — meu mestre voltou estranho do Santuário. O que terá acontecido com ele...? — refletindo.
Nesse momento, um ar quente sopra repentinamente pelo local, e a cabeça da boneca que estava com as meninas cai na terra árida.
Darren – ahn?! O que foi isso?!
Ikki – mas que droga! Essa não!— ele observa um homem musculoso, com o rosto escondido por uma máscara aterrorizante. É Guilty, seu mestre, que chegou para acabar com a brincadeira.
Guilty – ora Ikki, mas o que pensa que está fazendo? Dando cobertura para que essa fedelha venha se divertir por aqui?!
Esmeralda – ela é minha amiga! Não a faça mal!— colocando-se a frente de Darren, que treme de medo.
Ikki – mestre, me perdoe, mas elas não estavam fazendo nada de mais!
Guilty – eu não farei nada com ela, mas sim você! Leve-a daqui, para que nunca mais volte! Leve-a para o outro lado da Ilha!
Ikki – mas aquele lugar é horrível! Ela não vai aguentar! Não posso fazer isso!
Guilty – então, irei matá-la para que não sofra!— elevando a mão em direção à menina, mesmo com Esmeralda a protegendo.
Esmeralda – não!!!
Ikki – tudo bem, pare! Eu a levarei até lá!— ele vai até Darren, e a puxa pelo braço, retirando-a de perto de Esmeralda, que começa a chorar.
Darren – amiga! Não me deixe!— chorando compulsivamente.
Ikki – é isso ou a morte dela, sinto muito! Depois darei um jeito de trazê-la de volta, conte comigo!— sussurrando carinhosamente para Esmeralda.
Darren – não quero ir! Não!!!
Nessa hora, um sopro tórrido atinge a menina, respingando algumas gotas de sangue no rosto do Ikki, que fica paralisado.
Ikki – essa não!
Ele olha e vê seu mestre com o punho direcionado para a menina, que está caída, com sua camiseta coberta por sangue.
Esmeralda – não!!! Não!! Darren!
Esmeralda corre, abraçando a amiga, mas é separada por Guilty. Ikki olha tudo, perplexo.
Guilty – vamos Ikki, não te dei uma ordem?!! Ou será que eu mesmo deverei fazer isso? Era apenas uma reles escrava sem família! Ninguém se importará com o seu sumiço! Desapareça com ela!
Ikki fica parado, olhando com ódio para seu mestre, e logo recebe um bofetão no rosto, vindo a cair ao chão.
Esmeralda – não!! Ikki!!!!— nessa hora, Ikki a afasta gentilmente.
Ikki – deixe-me Esmeralda, farei o que ele mandou!— levantando-se, e erguendo o corpo de Darren nos ombros, ele parte e vai caminhando para o outro lado da Ilha, contendo sua raiva.
Esmeralda - o que houve com você, pai? Por quê está fazendo isso?
Guilty – muito bem!! Bom obedecer! E você, volte para o que estava fazendo! Se alguém se aproximar de você novamente, morrerá!— ele dá as costas, deixando a pequena Esmeralda aos prantos.
Ikki caminha com lágrimas nos olhos até o outro lado da Ilha, onde é muito mais quente, e não há vida. Ele deixa o corpo de Darren no solo tórrido e cheio de cinzas, e enxuga as lágrimas.
Ikki – perdoe-me Darren, mas ainda não estou preparado para te proteger! Eu sinto muito!— dando as costas, e voltando.
Essas foram as últimas lembranças que Ikki possuía de Darren. A partir daí, ela foi dada como morta, para reaparecer na sua frente como uma poderosa guerreira, agora protegendo Ártemis.
Ikki – realmente, você foi a única amiga que ela teve. Quando te resgatamos do naufrágio, Guilty ainda tinha uma certa compaixão. Então, parece que naquele dia, ele a atingiu de uma forma misericordiosa, mesmo após ter encontrado com o Grande Mestre na Grécia.
Darren — chama aquilo de compaixão? Me resgatou com intuito de ser sua escrava! Isso é compaixão?!
Ikki — nunca compreendi os reais motivos dele com todos que o cercavam! Mas, como sobreviveu depois que lhe deixei semimorta naquele lugar?
Darren – acho que você sabe muito bem qual o tipo de gente que habitava aquele lado da ilha naquela época!
Ikki – se não me engano, eram pessoas que não conseguiam êxito como cavaleiros no Santuário, e rejeitadas procuravam ficar fortes sobrevivendo naquele lugar horrível!
Darren – isso mesmo! me lembro apenas de acordar em uma tenda, com forte cheiro de enxofre. Estava cercada por pessoas horríveis, e haviam algumas crianças também! Apesar do meu corpo frágil, precisei me superar para sobreviver. Não sabia ao certo porque haviam me mantido viva, até virar novamente uma escrava! Aí conheci Geist!
Ikki – você não está falando daquela amazona que foi exilada do Santuário para a Ilha de Espectro?! Ela cometeu atos terríveis e foi banida do Santuário! Era uma pessoa maligna! Ia até a Ilha para trocar vidas por mantimentos!
Darren – maligna? Não seria, injustiçada?! Ela me salvou de mais sofrimento! Aqueles homens estavam me escravizando novamente, me humilhando! Naquele dia, lembro que ela enfrentou dezenas deles! Os soldados queriam mostrar sua força, e ela, queria sangue e morte! Eu observava cada movimento dela, cada ataque, e toda vez que um daqueles homens maus caía ao chão, eu sorria e me via um dia fazendo justiça também!
Ikki – Então, sentiu-se vingada naquela hora. E percebeu que poderia avançar contra aqueles que a oprimiam, e quem sabe um dia, vencer o meu mestre!
Darren – posso te dizer que ela levou muitas coisas naquele dia, eu fiquei encantada e pedi para que me levasse com ela também! Ninguém mais quis enfrentá-la, e me deixaram ir embora com ela. Ela me mostrou algumas coisas, fui tomando meu espaço, e queria sempre mais! Um dia, quis testar a sua força! A traí e perdi a luta e sua confiança, e ela me deixou fugir! Procurei um lugar isolado! Nada melhor que um deserto! Aquilo era o paraíso comparado à Ilha da Rainha da Morte! E lá continuei treinando, e quando soube da morte de Esmeralda, isso me fez despertar um cosmo completamente diferente! - tendo algumas lembranças.
Ikki – compreendo que você foi uma criança muito sofrida! Você sabe que comigo foi assim, inclusive, estive tão cheio de ódio que me voltei contra meu mestre, meus amigos, inclusive contra Atena! Mas hoje meu cosmo é mais forte pois tenho paz e a alegria de lutar pelo que é certo. No final, o meu mestre acabou sendo o seu mestre! O ódio que despertou em você, depois foi despertado de maneira pior em mim, pois vi Esmeralda partir na minha frente! Você imagina como foi terrível?
Hilda – você não precisa ser assim Darren, os cavaleiros estão lutando contra pessoas como as que te oprimiram no passado! Entenda isso!— dando dois passos a frente.
Darren – não me falem de sentimentos! Principalmente você Ikki, que nunca procurou saber se estava viva, apenas se livrou de mim como se fosse um fardo qualquer!!!
Nesse momento, o cosmo da guerreira aumenta de repente, e cobre todo o corredor do palácio. Ikki protege Hilda abraçando-a, e fica admirado com tamanho poder.
Ikki – não pode ser! Seu cosmo é muito agressivo! Se não tivesse protegido Hilda...! – pensando brevemente, enquanto a Darren amansa o cosmo novamente.
Hilda – Ikki?!— Ela percebe a ação nobre do cavaleiro, e logo emana um cosmo frio, suave, protegendo-se por conta própria.
Ikki – você está bem Hilda!?
Hilda – sim! Mas não podemos deixar que ela chegue aos cavaleiros de ouro! Eles ainda estão se recuperando!
Ikki – então, vá ficar com eles, deixe que me encarrego de fazer com que ela mude de ideia!
Posicionando-se para combater, ele deixa Hilda voltar para os aposentos aonde estão Mu e os outros.
Hilda – certo, cuide-se Fênix!— amansando o cosmo e correndo para os aposentos.
Darren – vejo que não foi a toa que derrotou Geist, e os cavaleiros negros, e conseguiu a armadura de Fênix!— posicionando-se para o combate também.
Ikki – não fui eu que a derrotei E,espero que me perdoe pelo que fiz com você, mas não pude fazer nada! Logo depois, minha revolta e ganância por vingança me cegaram! Esmeralda ficaria feliz de ver como você está! Mas não posso deixar que mate os cavaleiros de ouro! Você está sendo enganada!
Darren – não pude matar quem eu queria, mas me contento com seu melhor aluno! Se você o derrotou, é porque talvez o tenha superado em um determinado momento! Sendo cria de Guilty, vou livrar a Terra dessa semente que ele deixou aqui! – elevando o cosmo absurdamente.
Ikki – ele voltou diferente do Santuário! Quando ele fez aquilo com Esmeralda, estava corrompido pelo Grande Mestre! Ele jamais faria aquilo com a própria filha!Será que não percebe?
Ikki eleva o cosmo também. Nesse momento, um imenso calor toma conta do Palácio. O que estava congelado começa a derreter, várias goteiras surgem na entrada do Palácio. Agora, a guerreira parte para cima de Ikki com os dedos da armadura reluzindo, com se fossem presas de uma serpente, e Ikki tenta defender-se, esquivando-se e tentando bloquear os ataques.
Darren – muito bem, Ikki! Não tenho tempo para refletir sobre isso! Matarei você antes dos cavaleiros de ouro!
Nesse momento, ela desfere seus ataques, e Ikki apenas salta para trás, parecendo não querer revidar.
Mas o pesadelo de Ikki estava apenas começando, e logo a guardiã eleva novamente seu cosmo, surgindo a imagem em meio ao seu imenso cosmo de uma Naja Flamejante. Seus movimentos agora lembram os de uma serpente procurando a melhor hora para o bote!
Darren – vamos ver como se sai com isso, Fênix! PRESAS SANGUINÁRIAS!!!
Ikki – ahn? Mas...?
Ikki tenta se esquivar dos vários ataques, mas cada vez que bloqueia um ataque, parece que mesmo assim algo transpassa sua armadura, o que o faz sentir uma dor que vai aumentando, e começa a queimar nos locais atingidos, no caso, o antebraço. Parece que é impossível bloquear os ataques, mas não há mais como esquivar-se pois as velocidades estão se igualando!
Darren – que decepção!— zombando da velocidade de Ikki.
Ikki – arrghhh! Como?!!!
Nesse momento, ele é atingido no peito direito em cheio, e a guardiã está com a mão cravada em sua armadura, elevando o cosmo e queimando sua ferida.
Darren – hum, no final, a armadura de Fênix não é tão resistente assim!
A caçadora emana um explosão de cosmo que lança Ikki contra a parede. Ele cai logo em seguida, deixando a marca de seu corpo na parede de concreto. O peito da armadura foi perfurado, e a armadura está com um grande buraco.
Das braçadeiras da armadura saem um pouco de fumaça, mas logo Ikki começa a reerguer-se, emanando um leve cosmo, e colocando a mão em seu peito atingido, por onde começa a escorrer sangue.
Ikki – droga, não consigo impedir seus ataques! Meus braços estão queimando, senti o fogo queimando em minha armadura, como um veneno, mesmo bloqueando seus golpes! Preciso fazer algo! Ela quase explodiu meu coração!— erguendo-se do chão, com o cosmo elevado, e um pouco de sangue escorre pelo canto de sua boca.
Darren – pensei que não fosse mais levantar daí! Perdeu a chance de abreviar seu sofrimento!— elevando o cosmo novamente, ela parte para cima de Ikki, que a perde de vista!
Ikki – mas..?!
Repentinamente, ela reaparece no seu campo de visão, e ele recebe vários socos e chutes, encurralado contra a parede, à uma grande velocidade. Ele precisa fazer algo rápido.
Enquanto isso, em um lugar seguro do Palácio, Hilda chega até Freya, correndo para lhe contar os fatos.
Hilda – irmã, tenho más notícias!— ofegante
.
Freya – mas o que foi? Sinto dois cosmos agressivos vindos da entrada do Palácio! O que está acontecendo?
Hilda – o cavaleiro Fênix está aqui! Ele veio nos proteger e aos cavaleiros de ouro, e está procurando deter uma guerreira de Ártemis que veio matá-los!
Freya – mas como ela descobriu aonde estávamos?
Hilda – venha! No momento, precisamos nos juntar aos cavaleiros! Tenho um plano! Sei que Ikki fará de tudo, mas vamos aproveitar o tempo que nos foi dado para fazer algo logo! – elas partem rapidamente para os aposentos onde os cavaleiros de ouro estão, correndo contra o tempo.
Casa de Câncer
Mais distante dali, no Santuário, Shiryu adentra pela casa de Câncer, da qual guarda algumas lembranças.
Shiryu – essa casa, nem acredito que tenha derrotado o Máscara da Morte! Foi aqui que precisei despertar meu Sétimo Sentido, e hoje, sinto que essa casa está repleta de paz!
Refletindo um pouco sobre a luta que teve e nos momentos de angústia à beira do abismo dos mortos, assim como do odor de morte e gritos de sofrimento que tomavam conta da casa. De repente, ele escuta uma voz ecoando pela casa.
Voz – ei, Shiryu!!! Aqui!
Nessa hora, ele se assusta, mas percebe que a voz lhe é familiar. Ele corre em direção à voz, e encontra June, encostada em um pilar, próximo aos corpos caídos de Barberia e Hyoga, sob a pouca luz do luar que consegue invadir a casa de Câncer.
Shiryu – mas você é a amiga do Shun! O que houve aqui? .
June – seu amigo Hyoga, logo ali mais à frente! Não sei se está vivo...— nesse momento, ele sente a presença de Hyoga, e vai ao seu encontro, percebendo logo depois o corpo da guerreira.
Shiryu – Essa não! Hyoga! Hyoga?! Droga, o coração dele parou! Não, não!! Acorde Hyoga!!!— tentando sentir o pulso do companheiro, sem sucesso.
June – Dragão, tente golpear seu coração! Ouvi a guerreira comentar sobre algo que estava acontecendo em seu coração! Acho que ela lhe causou algum mal!
Shiryu – talvez, possa dar certo! Vou arriscar! Seiya já me trouxe à vida com isso!
O cavaleiro se concentra e golpeia o peito do Cisne com uma força suficiente para reanimá-lo, mas ele não reage.
June – ahh não... Cisne!
Shiryu – nada disso! Não faça isso conosco amigo! Vamos, reaja!
Nesse momento, a alma de Hyoga estava caminhando para um local de plena luz.
Ele vê a sua mãe o aguardando, sorrindo, no meio de um jardim florido.
Hyoga - mamãe!— caminhando ao seu encontro, porém...
Voz masculina — o que pensa que está fazendo, Hyoga?
Hyoga — essa voz....— ao se virar, ele vê ninguém menos que seu mestre Camus de Aquário.
Camus - Hyoga, depois de tudo o que fez, ainda não conseguiu entender que precisa ficar para resgatar Atena e ajudar os outros cavaleiros?
Hyoga — mas...mestre!
Camus — estou orgulhoso por ter sido frio enquanto estava prestes a perder o seu coração. Você colou em prática tudo o que lhe ensinei. Não me decepcione agora!
Hyoga — ahn? Mas, e minha...
Camus — deixe sua mãe descansar em paz. Ainda não é a hora. Volte logo, Hyoga!
Hyoga — mestre Camus...
Nessa hora, Camus põe a mão em seu peito, desfere um forte cosmo cuja pressão o lança para longe dali.
Camus — adeus, Hyoga!
Hyoga é lançado para trás. Ele vê a imagem de sua mãe se distanciando cada vez mais....
Enquanto isso, Shiryu tentava reanimar o amigo. Ele golpeia o peito de Hyoga mais uma vez, e nada acontece. Então, ele tenta mais um vez, e agora com mais força, e Hyoga cospe um pouco de sangue, e começa a ficar corado, e Shiryu sente seu pulso e seu coração volta a bater.
Hyoga – ahn? Shiryu, é você?— começando a abrir os olhos.
Shiryu – você me preocupou! Seja bem vindo de volta, amigo!— sorrindo.
June – você estava praticamente morto, mas ele te salvou!
Hyoga – provavelmente, quando derrotei Barberia, o rubi que se formava em meu coração verteu-se novamente em sangue, e voltou tudo ao normal. Mas quase foi tarde demais!— Levantando do chão, apoiado por Shiryu.
Shyriu – o que importa é você estar bem! Sei como é estar na beira do outro mundo!
Hyoga – lógico que estou! Vamos em frente, temos que ajudar Seiya e Shun! – ganhando forças.
Shyriu – espero que esteja certo de que consegue prosseguir!
Hyoga — precisamos resgatar Atena!— procurando forças para prosseguir, lembrando das palavras de Camus.
Shiryu — certo! E você June, fique aqui...é muito arriscado daqui em diante!
June – Então vão em frente! Eu os alcanço! Vou recobrar as forças!
Hyoga – certo! Deixe que venceremos Ártemis antes que chegue!— ele sorri, e acena.
Porém, levanta cambaleando e é amparado por Shiryu. Eles vão caminhando até deixarem a casa de Câncer, mas o que eles não sabem, é que June na verdade, tentou se levantar sem sucesso.
June – essa não! Isso não...!— olhando para as pernas, que não obedecem ao seu comando. Ela retira a máscara para enxugar as lágrimas.
Palácio Valhala, Asgard
Enquanto isso, em Asgard, a luta entre Ikki e Darren continua. Ikki está recebendo uma sequência de golpes, e é lançado contra a parede novamente, que é destruída pelo impacto, e Ikki cai do outro lado da fenda, com alguns pedregulhos sobre ele.
Darren – não pensei que você estivesse tão mole! Foi um prazer revê-lo, e ao mesmo tempo uma decepção!— caminhando em direção ao cavaleiro, que ergue-se do chão com o cosmo queimando, destruindo alguns blocos de concreto que o cobriam.
Ikki – no momento sua velocidade supera a minha, mas não deixarei que me derrote e faça algum mal aos meus amigos dourados! — as rochas se partem ao seu redor.
Darren – já tomou muito o meu tempo! PRESAS SANGUINÁRIAS!!
Seu cosmo se eleva rapidamente, e ela parte para cima de Ikki, que ergue a cabeça encarando a guerreira, mostrando-se leve e forte, e avançando sobre ela, usando rapidamente a sua mortal técnica secreta. Uma explosão de cosmo destrói todos os escombros que estavam por perto.
Ikki – AVEEE FÊNIX!!!!
Os cosmos se chocam, e após uma grande Fênix flamejante confrontar com uma bela Naja Egípcia em chamas, observa-se que agora ambos estão de costas um para o outro, após os cosmos terem transpassado dentro do corpo um do outro.
Ambos estão em posição de ataque, olhando para frente, com seus braços na mesma posição. De repente, algumas gotas de sangue pingam no chão. É o sangue de Ikki, que se abaixa, pressionando com a mão mais um ferimento, agora feito em seu abdômen.
Darren – hum, essa foi a técnica que desenvolveu após o árduo treinamento na Ilha da Rainha da Morte? Foi com isso que matou Guilty e sobreviveu às batalhas até hoje?!— relaxando sua pose e virando-se, e vendo Ikki sofrer.
Ikki – como ela pode evitar a minha velocidade? Droga, por que sinto meu corpo todo queimando, como se fluísse fogo pelas minhas veias? O que será isso?— tentando se reerguer.
Darren – é que já chegou a sua hora!
A guardiã começa a elevar o cosmo, e ao mesmo tempo, Ikki começa a sofrer extremamente. Seu corpo está queimando por dentro, e ele começa a gemer de dor.
Ikki – arrrghhh! Mas o que é isso?!!! Ahhhrgggh!— se contorcendo.
Darren – infelizmente, eu decido que vive ou não após ser atingido pelas PRESAS SANGUINÁRIAS. Se eu elevar mais o meu cosmo, todo o seu sangue ferverá, e seu corpo não aguentará! O veneno tórrido das minhas presas o levará à morte!
Ikki — não deixarei que faça isso!
Darren - Não usarei da misericórdia que tive com seus amigos de bronze na Grécia! Adeus, Ikki!
Darren continua elevando o cosmo. A guerreira sorri e olha para Ikki, que se contorce sentindo dor.
Ikki – ahhhhrggg!!!— nesse momento, ele cai ao chão.
Estava tudo acabado. Dos ouvidos, boca e narinas de Ikki começava a sair um vapor avermelhado. Naquele momento, toda a água de seu sangue foi vaporizada pela ação do veneno que ferveu em suas veias. É o fim, e seu corpo sem vida fica no chão.
Darren – junte-se ao seu mestre no inferno! – ela se vira, e vai caminhando, adentrando pelo saguão do Palácio, atrás dos cavaleiros de ouro.
Casa de Leão
Naquele momento, no Santuário, Seiya e Shun chegam em Leão. A casa parece vazia, e eles vão passando com cautela.
Shun – minha corrente não percebe perigo algum!— adentrando com Seiya.
Seiya – certo, se não houver ninguém aqui, chegaremos rapidamente em Virgem!— caminhando com Shun, e chegando ao final da Casa de Leão.
Shun – realmente, não houve qualquer armadilha!
Seiya – Aiolia, queremos você de volta, protegendo a sua casa! Prometo que não falharei!
Eles começam a correr, agora indo para Virgem, sob a luz do lindo luar, e ao fundo cai uma estrela cadente.
Por um breve momento, Shun sente algo ruim, e para por um instante, olhando para o horizonte.
Shun – Ikki! ?
Seiya — o que houve, Shun?
Shun - não sei, parece que meu irmão...tive um mau pressentimento!
Seiya – mas ele está aqui no Santuário?
Shun – não sei dizer. Por isso mesmo também estou preocupado...mas, vamos em frente!
Eles continuam correndo, e Seiya reflete sobre o paradeiro do Cavaleiro Fênix.
Seiya — por onde será que anda o Ikki?
Nesse momento, Atena estava no grande salão, e já não há mais quase serpentes com ela. Também, não é necessário, seu frágil corpo sente o amargo sabor do veneno correndo em suas veias, e ela está ficando fraca novamente, mesmo em estado de meditação.
Caso Ártemis voltasse a combater o seu cosmo, seria muito complicado.
Atena – Seiya, tenho certeza que irá consegui mais uma vez!— suando e com calafrios, com a mancha roxa em seu ferimento da mordida aumentando de novo.
Logo perto, Ártemis repousa tranquilamente. Mas Shina e Marin estão prestes a se livrarem dos arbustos que as prendiam, já quase atingindo seu objetivo.
Já abaixo das escadarias, os cavaleiros de bronze, Kiki e Tatsumi aguardam que tudo se resolva logo.
Tatsumi – senhorita Saori!!! Vamos logo, rapazes!— olhando para as doze casas.
Palácio Valhala
Longe dali, e Asgard, nos aposentos do Palácio Valhala, Hilda e Freya juntam-se aos cavaleiros de ouro adormecidos.
Hilda – Freya, preciso que me ajude! Elevarei meu cosmo para tentar acelerar o processo de recuperação deles! Fique de vigia no corredor! Caso surja alguém, me avise!
Freya – certo!— vendo Hilda ajoelhando-se próxima a Mu, e segurando sua mão, elevando seu doce cosmo.
Nesse momento, Darren reconhece o cosmo de Hilda, e o segue pelos corredores, seguindo diretamente para aonde ela estaria.
Darren — não pensei que fosse tão ingênua!—
Ela vai seguindo, até chegar ao corredor aonde encontra-se Freya de prontidão, que volta-se para dentro do quarto ao ver a sombra que se forma com a luz das velas.
Freya – irmã! Essa não!
Sussurrando, e abaixando-se próximo a Hilda, que apenas interrompe a meditação quando a surge a própria Darren já destruindo a porta do quarto, mostrando seus olhos que reluzem brevemente na penumbra que se fazia pela luz das velas.
Darren – então, achei vocês! Matarei cinco cavaleiros de ouro juntos, que ironia!.
A caçadora sorri levemente, e deixando Hilda e Freya encurraladas.
Mas quando ia dando seu primeiro passo para dentro do quarto, um clarão avermelhado a atinge, e ela é lançada longe, vindo a bater contra um janelão no final do corredor, destroçando todo vidro, sendo lançada para fora do Palácio, caindo de uma grande altura na neve.
Hilda – esse cosmo....!
Ela continua junto à Mu, e juntamente com Freya. Ao olhar para o corredor, observa um vulto englobado em um cosmo flamejante alaranjado passar pela porta.
Freya— então, ele está conosco!
Logo abaixo, fora do Palácio, a guardiã vai se reerguendo um pouco atordoada em meio a neve, e olha para cima.
Darren – como?! Mas...é impossível! Esse cosmo....!
Eis que surge envolto em meio a um grande cosmo ardente, na janela destruída, ninguém menos que Ikki de Fênix.
Qual será o desfecho dessa luta? Conseguirá Ikki deter a fúria de Darren, e proteger os cavaleiros de ouro que se recuperam com o auxílio da fonte de Odin e de Hilda?
Atena nesse momento está dando a sua vida para proteger a Terra, mas depende da astúcia de Seiya e dos outros para ajudarem a derrotar Ártemis, que se encontra em um frágil momento de dormência.
Nesse momento, Miro chega à entrada de Câncer, enquanto Seiya e Shun estão quase em Virgem, assim como Shiryu e Hyoga em Leão.
Em Asgard, o confronto entre Darren de Naja Egípcia e Ikki de Fênix parece estar longe de acabar, e os cavaleiros de ouro não despertam de seu profundo sono.
Corram cavaleiros de Atena, ajudem a deter os anseios de Ártemis e suas caçadoras guardiãs, antes que seja tarde! Avante cavaleiros da esperança!
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