A Saga E - A pirâmide Colossal
18 O Modo divino
Notas iniciais
— Cápsula do Poder! — Ikki estendeu seu punho fechado e o brilho dourado relâmpejou por toda casa de Leão.

Hórus arregalou os olhos ao ver aqueles feixes dourados que se moviam na velocidade da luz passando por ele e num milésimo de centésimo de segundo, o atingiam por todo o seu corpo e o lançavam contra o teto da casa de Leão. Hórus sentiu uma dor excruciante em seu corpo, mas nada foi comparada a dor de abrir uma cratera no chão com seu próprio corpo.
– C-como... — ele gemia. — Como seu poder aumentou em quase dez vezes?
– Eu, agora, sou Ikki de Leão! Eu aceitei o meu destino sob a minha nova estrela e quando fiz isso, o cosmo dos dourados anteriores se uniram ao meu.
O herdeiro do trono de Rá se levantou e limpou o filete de sangue que corria pelo canto direito de sua boca. Ele encarou Ikki com seu olhar dourado que começou a ficar alaranjado como se estivesse a ponto de encandecer.
– Nem meu tio Seth foi capaz de tocar em mim... Sinta a ira de um Deus cair sobre você!
Ikki recuou quando o cosmo do seu adversário explodiu num vórtex de vento e fogo. As colunas mais próximas eram destruídas e caíam sobre eles, partindo em contato com ambos os cosmos que eram imensamente poderosos.
– Impacto do Rei Falcão! — gritou Hórus lançando-se no ar.
Ikki mordicou o lábio e também investiu. Hórus ficou atônito quando olhou para o alto e viu a imagem de um falcão dentro da boca de um leão dourado. Ao mirar seus olhos em Ikki, o ex-cavaleiro de Fênix havia segurado seu ataque usando apenas as mãos.
– Impossível... Não é possível para o ataque de um Deus apenas com as mãos.
– Existe algo que nós cavaleiros sempre dizemos uns aos outros! — a feição de Hórús foi tornando-se temerosa. Ainda mais quando o brilho dourado do cosmo de Ikki preencheu toda a casa. — O MESMO ATAQUE NÃO FUNCIONA DUAS VEZES CONTRA UM CAVALEIRO! RELÂMPAGO DE PLASMA!

A visão de Hórus mais uma vez pareceu partír-se em várias frações por conta dos feixes de luz que cruzavam-se em várias direções como uma rede. Quando o deus falcão foi atigido, ele ficou aturdido pelo fato de sua escultura ter sido lascada em várias partes e mais uma vez, ele era lançado longe em direção à saida da casa de Leão.
Hórus abriu uma vala com o próprio corpo que destruía o chão por alguns metros. Ikki encarou o corpo do deus com total descrência e começou a correr na esperança de alcançar o grupo de Seth que encaminhava-se para a casa de virgem.
[ ***]
Sobek estava furioso e resplandecia um cosmo aquático que varria tudo ao seu redor. Kouga começou a elevar seu cosmo brilhante e de luz pura e atacou primeiro.
– METEORO DE PÉGASUS! — bradou ele, desferindo seu punho na velocidade do som.
Sobek continuou caminhando na direção dos bronze guys e apenas agarrava algum meteoro brilhante que vinha na sua direção.
– Minha vez! — disse Ryuho. — Cólera do Dragão!
– Patético! — Sobek simplesmente abriu a boca e engoliu todo dragão feito de água.
– Impossível... — disse o filho de Shiryu.
– Vamos Yuna! — convocou Haruto. — UIVO MORTAL DO ROCK DO LOBO!

— Certo! — correu a águia. — TORNADO DE TEMPESTADE!

Ambos ataques de natureza eólica voaram na direção do deus dos crocodilos que príncipio foi parado pela prisão de ventos, mas Sobek abriu um sorriso e seu cosmo cortou a corrente de ar, deixando que ela passasse por ele, mas sem machucá-lo.
– Agora chegou a hora de vocês pagarem! MANDÍBULA DO CROCODILO!
Ele estendeu os braços para frente, estando o direito o direito por cima do esquerdo, com as palmas viradas para frente e dedos dobrados. Do meio da mãos, uma torrente de águas com o formato de uma mandícula de crocodilo aberta atacou todos os cavaleiros, inclusive Souma. Todos foram lançados para o ar e giravam dentro do vórtex de água aos berros. Eles foram caíndo um a um contra o chão e pareciam bem feridos.
– Vamos Yuna!— pensava Seika observando a batalha. — Desperte seu cosmo supremo! Eu sei que vocês conseguem...
– Mulher cavaleiro! — Seika notou que Sobek a encarava de longe. — Vai deixar que eu os mate a sangue frio? Acho que você é mais poderosa e me divertiria mais.
– Se eles perderem para alguém como você é porque nunca foram cavaleiros de verdade.
– Que seja feita a sua vontade! Vou mandá-los ao Duat e depois nós dois...
– Cala a boca...
Sobek sentiu um calafrio e notou que um dos cinco havia se colocado de pé. O novo cavaleiro de Pégasus cambaleava por conta dos poderosos ferimentos, mas encarava Sobek exibindo um cosmo luminoso poderoso.
– Ainda não se deu por vencido?
– O único que será vencido é você, deus dos crocodilos... — Kouga cerrou seus punhos, abriu os braços e recolheu seus cotovelos, como se quisesse exibir os músculos dos seus bícepis. A cosmo energia explodiu e Sobek assustou-se. — COMETA DE PÉGASUS!
Sobek pareceu intimidado por aquela grande massa de poder brillhante que vinha em sua direção e ergueu um muro de água para contê-la. Inicialmente Kouga se viu bloqueado, mas continuou a posição de soco enviando seu cosmo.
– AHHHHHH!!!! — gritou usando todo o seu cosmo e para surpresa de todos, o cometa atravessou a barreira e atingiu o deus bem no rosto. — Eu consegui!
– Muito bom, Kouga! — disse Seika.
Sobek foi lançado nos ares e o a tiara de sua escultura voou de sua cabeça. O deus dos crocodilos aterrissou de costas para o Pégasus com um filete de sangue correndo pelo lado de sua cabeça.
– Um humano... — a cosmo energia pareceu ainda mais agressiva. — Como que um humano conseguiu me arranhar? Eu vou destruí-los! PREPAREM-SE HUMANOS!
[ ***]
Ikki deslumbrava o entardecer pela saída da casa de Leão. Ele observou a escadaria que levaria até virgem e se preparou para subir correndo, quando cada músculo do seu corpo se irrijeceu.
A terra começou a tremer e ele se virou para trás, percebendo um pilar de energia que atravessava o teto de leão e abria um buraco no céu, abrindo uma passagem para o Duat. Então, uma luz começou a ser liberada de dentro da casa de leão. Uma luz tão forte que obrigou Ikki a tapar seus olhos.
– Não acredito que um cosmo tão poderoso se escondia dentro dele... — pensou o Leão. — É esse o poder de um Deus?
– Nem moshé foi capaz de me forçar a usar essa aparência!— a voz de Hórus o fez estremecer do alto da cabeça à planta dos pés.
Uma labareda branca e sagrada surgiu na saída da casa de leão. Ikki sentia o ar ferver ao seu redor e o medo estava estampado na sua cara. Hórus queimava sob uma luz sagrada que desconfigurava o corpo do seu receptáculo e o elevava a uma figura mais divina. A figura de uma ave com suas asas abertas, uma bola encandecente sob a cabeça de falcão com um corpo ainda humanóide.

– Seja pulverizado pelo modo divino do deus falcão! É assim que os cinco grandes são no Duat! Esta é nova versão pura!
– Eu vou vencê-lo, Hórus.
– Me perdoe, Dizka! Mas o próximo ataque destruirá corpo e Espírito do cavaleiro de fênix. Possivelmente, ele jamais reencarne de novo... Eu sinto muito mesmo, Dizka, mas este homem precisa pagar.
– Você que jamais voltará a Terra! — o cosmo dourado voltou a brilhar. — SEJA ENGOLIDO PELO RUGIDO DO LEÃO! CAPSULA DO PODER!
Os feixes de luzes de Ikki foram absorvidos pelo corpo em chamas do herdeiro do trono de Rá. Hórus encarou seu adversário e seu olhos dourado apenas piscou. Imediatamente, o corpo de Ikki foi engolido por chamas sagradas e rapidamente foi consumido.
O pilar de energia foi esvaindo-se, o brilho das chamas foi diminuindo e logo o corpo do herdeiro do trono de rá, voltou ao normal. Hórus sentia-se culpado por ter traído o desejo de seu receptáculo, mas não teve escolha.
– Eu contarei a sua história a todos, Ikki de Leão. Como o humano que conseguiu tocar em um deus. Jamais será esquecido... — e estas foram as suas últimas palavras antes de voltar a correr pelas escadarias que levariam a casa de virgem.
Fale com o autor