A Saga Crepúsculo Amanhecer - Para sempre
1 Capítulo 1 - A volta inesperada.
O sol ardente da manhã está queimando as minhas pernas e está me incomodando um pouco, mas não tenho vontade de levantar. Queria poder dormir novamente e poder sonhar com Jacob de novo. Estou com tantas saudades dele, há meses que ele sumiu, sem dizer o porquê, e não voltou mais, estou começando a ficar preocupada, mas toda vez que questiono os meus pais sobre o meu melhor amigo, me dizem que está tudo bem e que Jake voltará logo. Mas isso nunca acontece. Parece que eu não o vejo há anos. Essa saudade me mata por dentro. Sem Jacob aqui, minha vida não está completa. Aliás, ela não está desde que meus pais decidiram vir morar na Ilha de Esme por algum tempo, que parece não passar nunca. Sinto-me sozinha aqui, sem o resto da minha família, sem as minhas primas Blaire e Carly, filhas adotivas da minha tia Rosalie, que são as minhas únicas e melhores amigas.
Não quero magoar meus pais. Eles me trouxeram aqui para me proteger. Desde de o confronto com os Volturi, há cinco anos, ambos não se sentem totalmente relaxados, pensam que a qualquer momento eles vão voltar e acabar com a família mesmo sem motivos. Eles não são os únicos, toda a família ainda se preocupa e eu também. Não tenho medo deles. Tenho medo do que eles podem fazer com a minha família.
Decidi não pensar nisso agora, então me levantei e fui ao banheiro, coisas de humanos. Depois de me vestir fui para à cozinha, de onde vinha um cheiro delicioso de ovos e bacon.
– Bom dia, Nessie! – disse meu pai carinhosamente com aquele sorriso perfeito nos lábios.
– Bom dia, papai! – eu sorri e sentei na cadeira mais próxima. Meu pai estava fazendo o meu café da manhã, como todas as manhãs. Mas, minha mãe...
– Está arrumando... o nosso quarto. – meu pai pigarreou. Oh, não! Mais uma cama quebrada. Esme não ia gostar nada disso. Em menos de um ano os quartos da sua ilha estariam sem condições de uso. Meu pai, é claro, leu meus pensamentos e riu com o comentário.
Olhei para a cadeira do lado, onde há alguns meses, meu melhor amigo costumava a sentar e tomar seu café da manhã ao meu lado. Eram manhãs divertidas com ele aqui. Agora parecem... vazias. A cada dia que passa a falta que eu sinto dele parece aumentar, um buraco começa a se abrir dentro de mim e sinto que ele está crescendo e crescendo...
– Nessie. – meu pai chamou-me tocando o meu queixo delicadamente. – Ele vai voltar.
– Vocês me dizem isso todos os dias, pai. – eu disse séria e grossa. Sua expressão facial de alegre mudou rapidamente para preocupada. – Desculpe. A minha intenção não era ser grossa. Só estou preocupada.
– Eu também, meu amor. – meu pai disse. – Vai ficar tudo bem, confie em mim. Agora, se alimente.
Eu assenti e comecei a comer os ovos e os bacons, mesmo sem fome. Meus pensamentos voaram... em direção ao meu melhor amigo, para mim, há muito tempo desaparecido.
Não sei por quanto tempo eu passei pensando em Jacob. Não me importei que meu pai estivesse ouvindo tudo. Ele entendia a minha dor, então, pelo que pude perceber, fez o máximo para ignorar meus pensamentos e agradeço à ele por isso. Agradeço à ele à minha mãe por estarem comigo todas as noites, andava tendo pesadelos horríveis com Jake, sei que meus pais andam preocupados. Mas, para o meu alívio e dos meus pais, os pesadelos transformaram-se em sonhos bons, maravilhosos.
– Nessie! – disse minha mãe alegremente dando um beijo na minha bochecha. Eu sorri para ela. – Está tudo bem?
Não queria mentir. Mas, de qualquer modo, não tinha como mentir, estava mais que visível o quanto eu estava sofrendo. Aquela dor parecia normal, mas ao mesmo tempo... forte demais, estranha demais.
– O mesmo de sempre, mamãe. – tentei sorrir e ela olhou preocupa para o meu pai. Com certeza, eles se comunicaram por “telepatia”, eu odiava ser excluída de assuntos que se tratavam de mim.
– Ei, que olhares são esse? Eu estou bem. Só sinto falta do Jake. – eu estremeci.
– Meu amor, você não pode continuar deprimida assim. – minha mãe disse me colocando em seu colo. – Jake não gostaria que você estivesse assim por culpa dele.
Eu suspirei. Agora eu estava nervosa.
– Então por que ele me deixou? – eu perguntei zangada. – Não é assim que as coisas funcionam! Ele me faz amá-lo e depois desaparece da minha vida assim... do nada.
– Ele tem seus motivos... – meu pai tenta explicar. Não estou a fim de entender.
– Pai, por favor, vamos esquecer isso. – eu disse determinada. – Se Jacob resolveu sumir, me esquecer... Eu farei o mesmo. E vou começar agora... quero fazer algo divertido...
Meu pai pediu-me para esperar um instante e desapareceu por alguns segundos, quando voltou estava com uma cesta e sorrindo maliciosamente para mim e para minha mãe.
– O que acham de um piquenique na praia em família? Humanos acham isso divertido. – ele riu e eu assenti, aprovando.
Subi para o meu quarto. Eu estava decidida a esquecer de Jacob. Os seis meses em que ele nem sequer mandou um e-mail ou uma mensagem via celular, talvez até uma carta, foram sofridos para mim, não quero passar a eternidade sofrendo. Posso viver sem ele. Eu acho.
Desci literalmente correndo. Coloquei um biquíni vermelho, óculos e chinelos brancos e um chapéu de palha. Acho que eu estava entrando no clima, como os meus pais. Minha mãe estava com um biquíni branco, chinelos beges e o chapéu igual ao meu (compramos juntas quando fomos para o Rio levar Jake ao aeroporto). Meu pai estava com um samba-canção, chinelos e sem camisa.
– Perfeito! – eu sorri satisfeita. Meu pai me colocou em um lado e a minha mãe do outro. Seria um dia perfeito. Com as duas pessoas mais importantes da minha vida.
Estava um dia lindo, ensolarado, totalmente sem nuvens. O mar estava em um azul deslumbrante e a areia estava mais clara e perfeita do que nunca.
Minha mãe colocou a famosa toalha xadrez sobre a areia e foi colocando vários alimentos. Perfeito.
Eu estava caminhando na beirada do mar enquanto meus pais me observavam de longe em um clima de romance. Eu sorri ao pensar em um amor tão intenso como o deles. Eu quero isso para o meu futuro, um amor que me faça feliz, um amor ardente e intenso...
– Vá devagar com os desejos, Nessie! – meu pai gritou e eu olhei irritada para ele. Depois me virei e sorri.
Eu estava um pouco longe dos meus pais, eu queria alguns minutos de privacidade e queria dar isso a eles também. Olhando o mar, vários pensamentos passam pela minha mente. Começo a brincar com a areia, como eu fazia quando era “pequena”. Ouço barulho de um motor e automaticamente olho para o mar. Vejo uma lancha branca em alta velocidade com um homem de pé. Ele tem a pela morena, seus músculos podem ser vistos de longe, seu cabelo negro desgrenhado voam ao vento, deixando sua beleza cada vez mais visível, posso enxergar um sorriso deslumbrante em seus lábios. Ele levanta a mão esquerda e acena na minha direção. Não demoro mais que alguns segundos para perceber que é ele. O meu melhor amigo. Jacob. Ele finalmente voltou.
Fale com o autor