A Ruiva (o)
16 Por Um Pouco De Ação
Notas iniciais
Estávamos dentro de uma van, a caminho de uma cidade que ficava alguns quilômetros de Alexandria, a procura de mantimentos e gasolina.
Olhei para minha mão que estava entrelaçada com a de Oliver, que estava sentado ao meu lado e com a cabeça escorada em meu ombro.
Eu e ele só estávamos ali pelo simples fato de Oliver ter escutado uma conversa do meu pai com Michonne sobre irem até uma cidade próxima, Oliver se ofereceu para ir junto, no primeiro segundo achei que era brincadeira, mas na manha seguinte o ruivo me acordou para se despedi dizendo que mais tarde nos veríamos.
Quando me dei conta que ele falava serio, pulei da cama e tentei convence-lo a ficar, mas no fim acabei convencendo meu pai a me deixar ir junto.
Voltei meus olhos para frente vendo meu pai conversar com Aaron, que dirigia o veiculo.
—Oliver?
Sussurrei seu nome, enquanto meu dedo dedão (polegar) a cariciava o "corpo" do dedo dele.
—hm?
Ele se moveu, provavelmente para olhar para mim.
—Por que quis vir aqui... se você não gosta de sair.
Perguntei ainda em um tom baixo para não chamar atenção dos outros 4 que também estavam ali.
—Porque.. eu to me acostumando a dormi com os olhos fechados.. não me acordo mais durante a noite.. to achando que até engordei rs...
Apesar dele ter sorrido, eu pude sentir o quão serio ele estava sobre isso.
Oliver estava em Alexandria um pouco mais de 3 meses e havia estado apenas duas vezes do lado de fora dos muros.
Ele precisava sentir que ainda podia se proteger, que ainda pode se manter vivo.
[...]
Em primeiro momento, assim que descemos da van, cogitaram a ideia de nós separar em grupos de 3, mas logo a ideia foi descartada quando viramos uma esquina e um grupo de mortos que terminavam de devorar algo, se colocava em pé apos -provavelmente- ter ouvido nossas vozes.
—Se escondem.
Rick praticamente tinha apenas movido seus lábios, para nos dar a ordem.
Corremos para outro lado da rua, onde tinham dois carros carbonizados, que eram praticamente apenas a lataria.
Me agachei atrás de um, logo depois percebi Oliver tinha se escondido atrás do outro junto de Michonne e Aaron, ele cobria a boca com a mão.
Pensei ir até ele, mas meu pai segurou meu braço com força e balançou a cabeça em negativo.
Conforme o minutos passavam o grupo com um pouco mais de 30 andantes ai se distanciando.
Depois deles estarem distante o suficiente, apenas andando em linha reta, para não ouvirem o nossos passos enquanto corríamos para outra rua.
Enfim pude me aproximar de Oliver, que suspirava alto enquanto segurava o cabo do machado com força, o próprio ruivo havia escolhido aquela arma por se assemelhar bastante com sua barra de ferro.
—Eles já foram.
Falei envolvendo o pescoço do ruivo com meu braço, aproximei seu corpo para perto, o suficiente para deixar um beijo em seus cabelos.
—Eu sei... não pensei que logo de cara encontraríamos tantos.
Voltamos a andar, comigo ainda o abraçando pelo o pescoço, outros estavam alguns passos a frente de nós e escutavam tudo.
—Já encontramos grupos maiores.
—Serio ?... eu sempre os evita quando tinham mais de 3... mais que isso era pedir para morrer.
Oliver não estava nem um pouco errado, afinal estando sozinho e sem uma arma realmente eficaz em travessar um crânio em apenas um golpe, realmente era pedir para morrer.
[...]
—Serio que o Rick acha que a gente burro?
Oliver continuava a reclamar, mesmo que já havia se passado quase uns 15 minutos que meu pai e outros tinham ido e nós deixado dentro um quadrado que um dia fui uma farmácia.
—Você não parecia muito confiante lá fora coisa ruiva.
Fiz força para pular sobre o balção, por alguns segundos fiquei sentado sobre ele observando Oliver me olhar sem expressão, para logo em seguida desviar de uma caixa de remédios que outro havia atirado na minha direção.
—ei não faz barulho idiota.
Falei entre risos, enquanto pegava a caixa no chão, logo ela estava na cestinha azul junto das outras 3 caixas que já tínhamos achados.
—Talvez...eu tenho ficado um pouco assustado...
—Eu não to te julgando.
Cocei o nariz, logo me sentei na banco que estava ali, me debrucei sobre o balção, meus olhos seguiram o ruivo que foi vasculhar a outra prateleira que ainda estava em pé.
—Essas caixas estão vazias.
Oliver chutou as caixas e então venho na minha direção, sobre o balção largou duas caixas de remédios.
—Então só esses.
—hm
Deixei as duas caixas juntos das outras na cestinha azul.
—Posso ver a receita do seu medico?
Falei entrando no meu papel de farmacêutico.
—Serio Carl ?... quer brincar..
—Oliver vai...
Outro sorriu enquanto enfiava a mão dentro do bolso da bermuda de moletom.
—Aqui.
Ao tirar sua mão Oliver me mostrou seu dedo do meio.
—haha engraçadinho...terei que chamar a policia e aliás qual sua idade?.. menor não leve tarja preta pra casa.. não na minha farmácia.
—Você ta velando a serio.
Oliver a essa altura já tinha um belo sorriso em seus lábios secos.
—Quer saber isso aqui é um a salto, passa o dinheiro.
—Ai porra..
Ele logo estava sentado sobre o balção, seus pés me acertavam chutes fracos.
—Na na verdade eu sou o xerife e to aqui ta prender um bandidinho ruivo que se acha o cara.
—Eu sou inocente.. não fiz nada disso.
A essa altura, meu corpo já se encontrava entre as pernas do ruivo e uma mão dele logo me puxava pela gola da camiseta.
—Todos são inocentes.. até que se prove o contrario.
Ainda com um sorriso em nossos lábios, selamos nossas bocas por alguns segundos.
Nos afastamos, ficamos nos encarando com nossos narizes se encostando.
Oliver iria voltar a sorrir quando minha mão entrou entre seus fios ferrugem e o puxei para um beijo mais intenso.
A outra mão dele logo estava segurando minha cintura com força e minha outra mão, passeava por sua coxa descoberta.
Mas claro, como minhas mãos já haviam se tornado apresadas, logo ela entrava pela bermuda e segurava sua carne com força.
Oliver suspirou alto quando enfim conseguiu finalizar o beijo, mas minha boca logo estava deixando uma trila de saliva por seu pescoço pálido.
Com minha mão que ainda envolvia os cabelos dele, puxei seus fios para trás, Oliver um grito escapar quando mordi seu pomo de adão.
Oliver fechou seus pernas ao redor do meu quadril e quase que automático inicie um vai e vem lento.
—Carl lá em baixo... chupa vai.
Olhei para fora sobre o ombro de Oliver, não tinha movimentação nem uma e talvez meu pai e outros ainda demorariam mais alguns minutos antes de voltar até nós.
—Tem que ser rápido... senta no banco.
Oliver não demorou muito para me obedecer e eu não demorei muito para me colocar ajoelhado em sua frente.
Mordi sua coxa enquanto o próprio ruivo abria o zíper e logo livrava de seu bermuda e cueca, que logo estavam em sua canela.
Oliver cuspiu na própria mão e movimentou seus dedos pelo próprio pênis por alguns segundos, até que minha mão tomou o lugar da sua.
—Não podemos demorar.. lembra carl?
Seu dedo ímido passou por meu lábio deixando saliva.
—de olho na porta coisa ruiva.
—eu.. ai.
Abocanhei rapidamente a cabecinha avermelhada e já inchada, deixei a saliva escapar por meus lábios e escorrer até chegar em meus dedos que se moviam lentamente logo abaixo da minha boca.
Depois de tudo mais escorregadio, meus dedos deixaram toda extensão do pau do Oliver para minha boca.
Enfim pude sentir os dedos do outro nos meus fios tentando tomar domínio dos movimentos.
As vezes meus lábios iam até a base, assim eu podia sentir a pontinha dele no inicio da minha garganta.
—Carl...
Aumentei o ritmo e meus dedos começaram a massagear as bolas pequenas e quase lisas, pois os pelos pubianos e ruivos do outro estavam voltando a crescer.
As pernas do ruivo já tremiam de leve, seu quadril já se moviam sobre o banco.
Oliver meio que rebola contra meu rosto.
Não demorou muito para ele se debruçar sobre o balção e deixar seu corpo mole enquanto se aliviava dentro da minha cavidade bocal.
Engoli aquela coisa meio amarga, logo meus dedos percorriam as coxas grossas dele e meus lábios deixavam selares por sua pele.
[...]
Depois de corremos até a van, enquanto fugimos daquele gruo que tinha se juntado com outro grupo.
Oliver praticamente esgotou toda energia que tinha em seu corpo e dormiu a viagem toda ao meu lado.
Tive que carrega-lo em por todo o caminho até o nosso quarto, coloca-lo na cama e trocar sua roupa suada.
E enquanto eu tomava banho foi impossível não me tocar com a imagem de Oliver em meus pensamentos.
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