A Rotina da Luz.

1 Capítulo 1 - Lux.


Notas iniciais
É a minha primeira fanfiction, me digam como melhorar, por favor. :]

Eu amo o Sol, amo mesmo, mas esse sacana é o meu pior inimigo na hora de acordar, eu pude sentir o seu brilho invadindo as minhas pálpebras.
— Hora de acordar! — Ah, não! Pensando bem, o meu pior inimigo de manhã é o Garen, meu irmão mais velho.

-Anda! — Ele insistiu quando não respondi, e aí foi quando piorou, aquele brutamontes virou o meu colchão!

Com a bochecha esmagada no chão gelado, só rosnei e me postei de pé, quase como um zumbi de tão sonolenta.

- Urhh... — Foi o que eu consegui dizer, antes de esbarrar no grandão e me dirigir ao banheiro, para me banhar.

Aliás, está tudo muito confuso, não é? Vou explicar do início:

Meu nome é Lux, é, como luz, Luxanna para ser exata, mas não me chamem disso. Enfim, eu moro em Demácia, um dos maiores reinos da face da Terra. Sou estudante no Instituto Demaciano para Excelentes Magicianos, mas só o chamamos de IDEM, aliás, não sou a única feiticeira da família, minha priminha Annie também é capaz de mexer com coisas sobrenaturais. E falando de família, meus pais sempre foram nobres e ricos, mas nunca estão presentes. Quem me cria é o Garen, ele é um guerreiro que ronda o reino à noite com A SUA PRÓPRIA PATRULHA, é, é isso mesmo, não mexam comigo.

Voltando à atualidade.

Depois de vestir a farda do IDEM, montei na minha vassoura e fui. Brincadeirinha, tive que ir andando, e acreditem, é exaustivo.

Quando cheguei, não pude deixar de notar a arquitetura da escola, um tanto moderna, se quiser saber. Uma cerca metálica imensa circundava a Instituição, e em seu centro, havia o portão detector, um enorme construto de mármore. "E o que tem de especial, Lux?" Vocês devem se perguntar.

Ha, é aí que as coisas ficam interessantes, caso você não faça magia, e caso não for convidado para dentro, o portão te manda uns cinquenta metros para trás, então nada de invadir o IDEM.

O prédio em si, era como uma mansão rústica, revestida por vários arcos emadeirados. A tintura rubra não estava desgastada depois de séculos, o que era estranho. Se me perguntassem, diria que este lugar pertenceria a uma senhora de oitenta anos, podre de rica, e repleta de gatinhos que suprem a necessidade de um marido, mas é só a minha opinião mesmo. Enfim, a dona do lugar é a Professora Sona, a moça mais esquisita que eu já vi, ela é muda, e se comunica através do som, é bem legal.

O sinal tocou e eu fui obrigada a entrar.

"Uhu, finalmente ela calou a boca!" Não por muito tempo.

Eu entrei e dei de cara com Ahri, que abriu um sorriso branco que poderia me cegar, caso eu não fosse uma maga da luz. A pele esbranquiçada da menina parecia afogada no excesso de maquiagem, e seus longos cabelos negros e opacos estavam unidos em um rabo de cavalo.

- LUX, OI AMIGA! — Aquela voz ressonante ecoou pelos corredores da instituição, e eu só pude me encolher quando ela me amassou num abraço de urso.

- Oi, oi, Ahri.

- Tudo bem? Ah, só pra saber, o Garen é solteiro né? É porque eu estou carente, sozinha, e minha mãe não larga do meu pé... — Ela continuou tagarelando e eu não consegui acompanhá-la, porque ele estava ali.

É, ele estava ali! ELE! É, ele mesmo, Jarvan IV, o príncipe de Demácia. Ele e a Professora Sona andavam e conversavam, aliás, só ele falava, ela mexia nos cordéis de sua arpa e produzia seus sons comunicativos. Eu fiquei encarando a realeza por um bom tempo, sem dar atenção à Ahri, que continuava falando sobre como o Garen era grande e forte. Será que ela já olhou para o Jarvan?

Quando escapei das minhas fantasias com o príncipe, a única coisa que pude ver era ele e a muda na minha frente, ambos sorrindo. Ahri já havia sumido.

- Ah, oi, bom dia! — Idiota! Idiota! "Ah, oi, bom dia!" É só isso que você consegue dizer?

- Saudações, Luxanna. — Não Jarvan, o meu nome todo não!

- Só Lux, por favor. — Meio que implorei.

- Estávamos conversando sobre o desempenho dos alunos, e acredite ou não, Sona a recomendo para entrar na guarda real, devia pensar nisso. — O maldito nem me deu chances de responder, só se virou e foi embora.

Sona ficou ali, me encarando como uma psicótica. Não tive tempo a perder e saí correndo para a sala, onde lessionavam como usar a magia para ocasiões domésticas, e sinceramente? CHATO, CHATO, CHATO, TUDO CHATO. Não me levem a mal, mas eu sou literalmente a maior feiticeira de Demácia, por que me fazem estudar aqui? Sou tão forte que consigo fritar alguém que esteja a vinte quilômetros de mim com um feixe de luz, licença.

"Não é sobre força, é sobre controle e habilidade", já dizia Veigar, nosso professor prodígio.

Dei uma olhada pela janela e consegui uma boa visão do prédio dos meninos. Sim, somos dividos por sexo, eles dizem que nossas magias são diferentes, acho tudo uma bobagem.

Consegui fisgar um outro príncipe em minha visão, ah, o Ezreal, titular do meu primeiro beijo. Seus cabelos loiros se esvoaçavam com o vento exterior. Não prestei atenção na minha aula, e sim na de Ezreal. E o pior, ele me viu olhando.

Notas finais
Querem que os capítulos sejam no POV da Lux, ou querem que eu alterne?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.