A Rosa e a Aranha

1 A Misteriosa Aranha


Notas iniciais
Oi Galera! Espero que gostem.

Parecia mais um dia normal no santuário. O Papa havia convocado a mim e a Manigold para nos passar uma missão.

Fui o primeiro a chegar, como sempre Manigold estava atrasado.

–Albafica, assim que os outros chegarem informarei o que quero que façam. – Disse o Papa com um longo suspiro.

Atena que estava sentada em seu trono apenas olhava a situação.

–Outros? – Perguntou Albafica estranhando o plural da palavra. Até onde sabia iriam à missão apenas Manigold e ele.

–Sim. Sei que não gosta de missões em grupo, mas essa será bem perigosa. Então decidi que além de você, mais duas pessoas seriam de grande ajuda. Manigold e Baghera iram te ajudar.

–Baghera?

Antes mesmo do Papa responder, as portas se abriram e entraram Manigold, o cavaleiro de ouro de Câncer e uma amazona que trajava uma armadura de prata de aranha.

–Desculpe-me a demora Papa.- Disse a amazona, se ajoelhando ao lado de Albafica. – Uma pedra caiu em frente do alojamento dos aspirantes e parei para ajuda-los a removê-la acabei perdendo a hora.

–E aí velhote – Disse Manigold em tom de brincadeira.

Albafica virou os olhos em reprovação e amazona soltou um suspiro de desaprovação e virou os olhos por baixo da mascara.

–Já que estão todos aqui, irei dizer a missão de vocês. Vocês partiram amanhecer para ilha de Poro, lá uma estrela maligna está brilhando — Ao dizer o nome da ilha a amazona se mexeu incomoda mas não falou nada.- O rei está agindo de forma estranha e as pessoas que se viram contra ele sumiram. Pelo que foi me passado haverá um baile no qual toda a corte se reunirá. A missão de você é entrar no baile, descobrir o que está acontecendo e retirar a estrela da ilha.

–Mas velhote como vamos entrar no baile.

–Por isso Baghera irá com os dois. – Após a fala do Papa , ambos dourados olharam em direção a amazona, que se sentiu incomodada não demonstrou e caso tenha o feito sua mascara, que tinham ao redor do lugar onde marcava os olhos um desenho semelhante a teias de aranha, escondia. – Ela irá guia-los e através dela entraram no baile.

–Eu estarei velando por vocês, meus cavaleiros. – Disse Atena com a voz embargada de emoção.

–Que Atena os protejam. Estão dispensados.

Albafica e a jovem amazona foram os primeiros a saírem, Manigold ficou pois precisava tratar assuntos com o seu mestre, que era o Papa.

Albafica ainda estava estranhando o teor da missão, nada disse , acreditava que se o Papa e Atena estavam os enviando, não havia com que se preocupar. Mas mesmo assim não deixou de olhar para a Amazona que descia as escadarias do outro lado das escadas.

Seus cabelos eram tão brancos como a neve e contrastava com sua armadura, negra como a noite sem estrelas e tinha detalhes em branco e dourado. A amazona devia ter uns 16 anos e tinha acabado de chegar de Tajulmulco¹ , havia dois meses.

Ela era conhecida como uma das mais fortes cavaleiras de prata, pois atacava como uma aranha, planejava os ataques desviando e se defendendo sem utilizar o cosmo e quando atacava era capaz de deixar seu inimigo inconsciente por dias.

“Seria interessante vê-la em ação” –pensou o pisciano.

–Que lindo jardim. – Disse Baghera olhando para as rosas agrupadas ao lado da casa de peixes. – Apesar de ser a segunda vez que desço essas escadas, ainda não as tinha notado.

Albafica sabia que ao mesmo tempo em que era um pensamento em voz alta, era também um modo de começar uma conversa, algo que ele não queria. Então permaneceu calado.

–Adoraria poder senti seu cheiro.

Aquelas palavras o acertaram em cheio dessa vez o fazendo parar de caminhar.

–São venenosas. – Disse rispidamente.

–Sei disso, mas mesmo assim, adoraria sentir seu cheiro. –Disse a amazona ainda maravilhada pela visão das rosas.

Antes que Albafica pudesse falar algo, a amazona já estava longe.

Notas finais
1 -Tajulmulco , é uma cidade da Guatemala