Notas iniciais
Eu sei que fui eu que escrevi o capítulo, mas é um dos melhores, apenas sinto isso. Bem, já vocês espero que gostem realmente, pois eu estou morrendo de sono mais eu precisava termina-lo. Boa leitura.

"A felicidade aparece para aqueles que choram.

Para aqueles que se machucam.

Para aqueles que buscam e tentam sempre." — Lispector, Clarice.

05 de Novembro

POV Rose

Uma grossa camada de neve cobrira os terrenos e as copas das arvores desfolhadas deixando o castelo extremamente frio e os vidros das janelas embaçados. Cachecóis, luvas e gorros eram que os alunos usavam para amenizar o frio pelos corredores quando estes saíam de uma sala a outra. Nunca o calor das lareiras foram tão bem vindo como naqueles dias. Madame Pomfrey incansavelmente assistira inúmeros alunos que griparam violentamente, soube-se que todo o quarto ano da Lufa-Lufa fora visitara. Dimitia Stump, que já tomara três vezes a poção naquela semana, estava com a acne extremamente irritada devido ao efeito colateral que produzira nela.

A mais ou menos oito dias eu enviei uma carta ao meu pai carregada de eufemismos para contar-lhe de meu namoro com Scoprius, que embora não seja novidade para minha mão, mas ela preferira que eu contasse ao invés dela. Após uma semana ele enviara o que parecera uma resposta adequada para ele. Uma coruja de igreja pousou na mesa da Grifinória durante o café da manhã, engano seu se pensou que era um simples envelope bardo que geralmente os outros pais para seus filhos. Meu pai me mandara um envelope preto com uma fita de pontas duplas.

– Abre Rose, antes que... – disse Roxanne me olhando frustrada.

– Não, não, aqui não... por favor, por favor! – apanhei a carta e saí correndo pelo Salão Principal, meu coração palpitava freneticamente. Estava muito longe da saída, não daria tempo. Não deu. A carta estremecera violentamente em minhas mãos se desprendendo e flutuara no ar. Um rasgo apareceu formando o que pareciam olhos vazios, a cera acinzentada se transformaram em lábios idênticos aos do meu pai e as fitas formaram um bigode que ele cultivara a algum tempo. Em anos de bom comportamento e melhores notas de Hogwarts nunca recebi uma carta de “Parabéns Rose, temos orgulho de ser seus pais”, mas ele me mandara a porcaria de um Berrador!

– ROSE JANE WEASLEY! – gritou a voz de meu pai, fazendo alguns alunos sonolentos se espantarem. – O QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA QUANDO PENSOU QUE EU PULARIA DE ALEGRIA QUE NEM UMA GAROTINHO QUE RECEBE SUA PRIMEIRA VASSOURA QUANDO DECIDIU EM NAMORAR O FILHO DAQUELA DONINHA ALBINA. AINDA POR CIMA FEZ SUA MÃE OMITIR POR TODO ESSE TEMPO ESTE RELACIONAMENTE IMPETUOSO. ESTOU ABARROTADO DE TRABALHO NO MINISTÉRIO E AGORA NÃO CONSIGO ME CONCENTRAR, POR QUE EU SÓ FICO PENSANDO NAQUELA COBRA NOJENTA PASSANDO A MÃO EM VOCÊ. FIQUE AVISADA, SE VOCÊ NÃO PARAR COM ESSA PALHAÇADA NÃO PRECISA VOLTAR PARA CASA NO NATAL. DEIXARIA SEUS AVÓS DESGOSTOSOS! — o berrador se incendiara reduzindo a pó.

Centenas de rostos me olhavam naquele momento, os Weasleys me olhavam com pena e tão sem reação quanto eu. Olhei para mesa da sonserina e vi quatro rostos que se debulharam em risos, Higgs, Nott, Zabini e a Montague. Saí correndo o mais depressa que pude, Scorpius vinha entrando pela porta de carvalho trazendo em mãos um vaso de planta muito exótica acompanhado do professor Longbottom, que carregava um vaso de planta idêntico, ele parecia escandalizado com o que acabara de ouvir sair do berrador.

– Rose, espera... espera! – disse Scorpius tentando me parrar quando passei por ele. Eu queria só me jogar da torre de astronomia naquele momento.

POV OFF

5 horas depois

Um memorando sem aviso prévio pousara sobre a mesa do cubículo situado no Quartel General dos aurores, o ruivo revirara os olhos e depositara o oitavo que recebera só naquela manhã em uma pilha que estava acumulando. A verdade era que Roald Weasley era extremamente procrastinador. A pena em sua mão preenchia uma lista de protocolos coorporativos cujo seu chefe o encarregou de realiza, por mais que ele deveria estar trabalhando no caso de Vodu na ilha da Cornualha. Sua atenção ser perdera quando este ficara visualizando um porta retrato feito a mão que recebera a dez anos atrás de seus filhos, era muito bonito, por mais que fossem feitos de restes de uma caixa de lenços que se quebrara, sua mulher sorrira para juntamente com seus filhos. Como o homem desejou que sua filha não tivesse perdido aquele olhar inocente, mas era muito difícil aceitar que ela estava se tornando uma mulher tão bonita e esperta quanto a mão.

Ele não parava de se perguntar, por que ele sendo um Auror de renove tem uma filha que se apaixonara por um filho de ex-comensal da morte cujo a marca ainda jazia em seu pulso. Ele apanhou sobre uma pilha de pastas de cores vermelhas ele apanhou uma caneca cheia de café fumegante que exalava o cheiro dos cafezais brasileiros, sem dúvida era um ótimo café. Ele tomara uma boa quantidade do líquido escuro e voltara a abandonar a caneca sobre as pastas. Abriu o memorando que chegara a poucos minutos, ele viera do departamento de Esportes Mágicos, o ruivo passara os olhos pelas poucas linhas:

“Rony, escutei Elizabeth Hoope do departamento de Execução das Leis da Magia que Mione está com a macaca hoje. Aparentemente você tem parcela de culpa. Bom, só estou-lhe avisando, e por favor não estresse a pobre. Beijos!

Gina”

“Que droga, o que eu fiz... ou melhor o que eu não fiz?” . Pensou o ruivo apreensivo, ele cogitou a ideia de que hoje fosse o seu aniversário de casamento, mas lembrara que se casara no verão. Ele voltou a beber mais um quarto do café e voltou sua atenção ao protocolo.

– Ei, Rony! – chamou alguém.

– Que droga Harry, o que foi? – disse ele tomando um susto.

– Calma parceiro, não é que eu queria saber se você vai querer almoçar no Caldeirão Furado? – disse ele por cima da parede do cubículo.

– Não, Hermione está uma pilha de nervos e vou leva-la para almoçar no Valentino’s. Acho que fiz alguma coisa que a deixou estressada... – disse ele piscando os olhos várias vezes.

– Talvez ela tenha descoberto que você enviou um berrador, sem necessidade, para Rose! – disse Harry Potter jogando uma bolinha de papel em Rony.

– Para com isso... – ele rebatera a bolinha que ultrapassara a parede da esquerda e acertara a cabeça do Auror Killey. – Verdade, você tem razão!

Harry sorriu amargo para o amigo e voltara a sua função. Por sua vez Rony apanhou seu casaco e luvas que estavam pendurados na costa da cadeira e saíra caminhando até os elevadores quando o relógio indicara que era intervalo para o almoço. Ele entrou em um corredor circular que levara para a o departamento de Execução das Leis da Magia. Hermione Weasley estava parada frente ao seu gabinete com sua bolsa de coro preto a frente do corpo, ela tinha um olhar assuatador.

– Dia querida, que tal almoçarmos no Valentino’s hoje! – disse Rony tentando beijar sua mulher, porém ela se esquivara.

– Você definitivamente não tem jeito Ronald. O que você tinha na cabeça em enviar um berrador para Rose?! – disse ela sussurrando e segui-a de volta aos elevadores.

– Não me venha fazer essa pergunta, você sabe muito bem...

– Eu não havia lhe falado que Scorpius é diferente do pai dele em nossa época de escola. Então, qual a necessidade? – perguntou a mulher soltando os cabelos que estavam presos.

– Mione, eu sou pai e sei o que é melhor para nossa filha! – falou ele com firmeza.

– Então você vai cuidar da vida dela até quando? Pelo amor de Deus Ronald, ela já tem dezessete anos e vai começar a trabalhar dentro de alguns meses. Jane é suficientemente responsável para decidir com quem ela quer namorar. Você é mesmo uma rocha sem sentimentos, esse é o primeiro amor dela e sua ignorância está estragando tudo – falou ela e ecoou pelas paredes do elevador lotado, alguns funcionários do ministério viraram para olhar. Rony sorrira para eles e pedira perdão.

– Podemos conversar quando chegarmos no Valentino’s?! – perguntou Rony sussurrando para esposa.

– Hum, querido, se você pensa que vou almoçar com você está enganado... vou almoçar com Harry e Gina no Caldeirão Furado, almoce você sozinho – disse ela pulando para fora do elevador quando este parou no Átrio repleto de buxos e bruxas famintos e exaustos, loucos para chegar em casa e encontrar suas refeições prontas.

– Por favor Mione, você não está sendo nada madura... – ele parara de falar quando ela o olhara com fria e calculista.

– Maturidade? Acho que você não sabe o que é isso! – disse ela sorrindo com desdém. – Não sei se você sabe mas Draco Malfoy e sua esposa estão morando em um apartamento minúsculo no beco diagonal, porque o pai dele, Lucius Malfoy, o pôs para fora de casa depois que soube que seu filho estava namorando nossa filha. Draco fora capaz de defender Scorpius e enfrentara a fúria dos pais... você acha isso imaturo?

– Quem se importa com que aconteceu aquele bostinha? – falou Ronald com uma expressão de nojo no rosto.

– Não me provoque Ronald, e já aviso, se quiser dormir ao meu lado esta noite trate de concertar seu erro! – intimidante Hermione entrara em uma das lareiras e fora consumida por chamas esmeraldas desaparecendo. Ronald Weasley ficara parado sobre o piso polido do Ministério da Magia pasmo, ele odiava quando sua esposa fazia aquilo, chantageava-o para conseguir tudo que ela queria.

6 horas depois

POV Rose

Estava sentada em uma das poltronas no Salão Comunal da Grifinória após o termino das aulas naquele dia. Demétria tentara me animar todo esse tempo, mas eu não tinha mais razão para isso, meu pai me odiava. Todos na sala deram um pulo de seus acentos quando uma coruja que cortara a chuva de neve batera com o bico na janela da torre. Louis abriu a janela e apanhou um rolinho de pergaminho que estava preso na pata do animal, ele veio até mim e me entregou o rolinho. Estava endereçado ao meu nome.

“Rose, me encontre com Malfoy no escritório do professor Neville as 7p.m. desta noite.

Papai”

O que ele queria dizer com isso? Será que ele queria brigar com nós dois juntos pessoalmente?

Passei o papel para Demétria que leu atentamente e depois falara:

– Como assim? Ele está vindo para Hogwarts? – perguntou ela.

– Não se! – disse abraçando meus joelhos.

– Como você vai fazer para avisar o Scor?

– Não sei!

– Então é melhor você se apressar, pois já são sete e quarenta e cinco... – falou ela.

– Pelas barbas de Merlin! – corri até meu quarto e acordei Castanha, minha gata, e amarrei um bilhetinho em sua coleira e a mandei entregar para Scorpius. Ela se espreguiçara e saltara da cama toda pomposa e saíra para cumprir sua tarefa. Sete e cinquenta.

Corri até o terceiro andar onde parei em frente a uma portinha de mogno encardida e bati três vezes. Sete e cinquenta e nove

– Ah, Rose, achei que não iria chegar... seu pai está esperando! – disse Neville abrindo a porta e dando passagem, a sala era pequena e húmida graças a muitas plantas que estavam ali. O que parecia ser uma escrivaninha fora convertida em mesa para vasos de plantas viscosas. Mas, fora os inúmeros vegetais a sala estava vazia.

– Onde ele está... Professor? – perguntei entrando. Um cipó caíra do teto e tentara me segurar, mas Neville executara um feitiço que fizera a planta recuar.

– Na lareira Rose, a lareira! – disse ele me levando por entre arbustos tremulantes até a lareira que queimava chamas alaranjadas. A cabeça de meu pai estava flutuando sobre elas, eu já havia ele fazer aquilo, mas mesmo assim não deixava de ser assustador. Me ajoelhei no chão sujo de terra e fertilizante.

– Oi, querida, como você está? – perguntou ele cinicamente.

– Como assim como eu estou? – perguntei gritando.

– Eu sei, eu sei... desculpe! – falou ele brando. – Onde está o seu nam... Malfoy!

Nesse exato momento ouvisse alguém batendo na porta. Neville correra para verificar quem era, Malfoy entrou na sala meio incerto do que estava fazendo ali. Ele se posicionou ao meu lado e sorrio assustado para meu pai.

– Bem, para começo de conversa eu só estou aqui por que Mione me ameaçou a... não tem importância. Eu queria dizer era que eu peço perdão pelo meu berrador mais cedo e eu posso aceitar o namoro de vocês dois, mas eu preciso conhecer você realmente Scorios...

– Scoprius! – corrigir. Eu sorria, era impossível não negar minha felicidade.

– Sim, Scorpius! – ele pigarreou e continuou. – Por que você não vem passar o Natal com a gente? – disse ele a Scorpius.

– Senhor Weasley, o senhor não sabe como eu estou feliz de sua paciência com o nosso namoro... a respeito do Natal está impossível, não sei se você sabe mas meus pais não estão mais morando em nossa antiga casa. Então é nosso primeiro Natal fora de lá... eu realmente gostaria de ir. Sinto muito!

Meu pai o olhou pensativo e ele parecia que iria se arrepender do que iria dizer.

– Pois convide seus pais para virem também, dessa forma formalizamos o namoro! – disse ele e suas narinas abriam e fechavam. Eu vi o professor Neville segurar uma risada. – Ah, venha você Neville também!

– Obrigado amigo, mas eu vou ficar com meus pais! – disse ele ficando sério de repente.

– Então, era só isso. Bom... bom namoro – ele piscou os olhos várias vezes e depois falara – Tome cuidado da minha garota ou vou te prender em Azkaban!

Puf. Desapareceu!

– Ele foi até mesmo passivo! – falou Scorpius.

– Será que seus pais vão aceitar passar o Natal com a gente? – perguntei olhando-o apreensiva.

– Acho que sim! – disse ele.

– Eu digo com toda a família Weasley e os Potters? – perguntei novamente. Ele me olhou exasperado e não sabia o que dizer.

– Veremos...

– Professor Neville, muitíssimo obrigado por tudo! – digo beijando suas bochechas quando estávamos nos despedindo dele.

– Não seja por isso! – disse ele sorrindo.

– Muito obrigado mesmo professor – Scorpius apertara a mão dele. Neville fechara a porta logo depois.

Malfoy me abraçara como se fosse a última, passei a mão em seus cabelos pela nuca e sorrir. Era realmente ótimo estar com ele sem sentir o peso da desaprovação do meu pai sobre nós. Como era bom voltar a beija-lo sem culpa, sem medo!

Notas finais
Comentem, fofos!