Notas iniciais
Essa historia foi inspirada no Labirinto do Fauno (filme).

Há muitos e muitos anos, existia uma rosa.

Tão vermelha quanto o sangue de mil homens, mais pura que a própria neve, ela possuía o dom da vida, mas também o da morte.

Nenhum, nem mesmo o mais forte dos cavaleiros havia conseguido toca-la. Ela era rodeada de espinhos, todos cobertos de seu pior veneno.

Um dia, o rei de Asgard ficou muito doente, quando estava quase tocando a própria morte. Com uma última tentativa ele ofereceu a mão de sua unica filha em matrimonio para aquele que capturasse a rosa das rosas, assim salvando sua vida.

Embora a princesa amasse muito seu pai, ela sabia que nunca conseguiria se casar com um estranho, mesmo com toda a sua gratidão ela não teria nem um pingo de sentimentos que a ajuda-se a superar a frieza de seu casamento.

Num ato de esperança, Georgina selou o cavalo de seu pai, se pois com sua armadura e fora procurar a poderosa rosa.

Depois de anos de busca, a menina que virara mulher, começava a pensar em desistir até que avistou a quilômetros de distancia um estranho abismo rodeado de uma nevoa tão densa quanto a própria neve.

A princesa caminhou até a beirada, vendo espinhos e mais espinhos, todos enrolados entre si.

E bem no meio deles havia um punhado de rosas tão vermelhas quanto o sangue que naquele momento fervia nas veias de Georgina.

Os olhos da menina brilhavam, sua longa busca terminara. Seu pai enfim seria salvo.

Quando foi até o cavalo visivelmente cansado, Georgina afagou sua crista sedosa que ao passar de seus dedos a fez sorrir. Mesmo ambos terem sido maltratados pelo tempo, parece que seus objetivos ainda lhes dão esperanças para continuar.

Com a corda em suas mãos a princesa lançou-a entre as fendas, assim criando uma passagem segura até o fim do abismo. Ao bater da corda na imensa parede de pedra, um eco ressoou tão forte que uma das mãos da menina se soltou, colocando-se tão fortes em seus ouvidos. Mas foram retiradas imediatamente quando percebera o que havia provocado.

Georgina se atirara no chão, com uma das mãos em seu rosto e a outra espremendo a neve entre seus dedos. Aos prantos a menina voltara com muita vergonha para os braços adoecidos de seu pai.

Pobre garota, ao ver o tumulo de seu pai na frente do imenso jardim, sua culpa cresceu ainda mais. O coração de Georgina se apertou em seu peito a fazendo gritar.

Todos surpresos com sua volta a saldaram com desculpas e curtas condolências. O choro da princesa podia ser ouvido além dos muros do castelo.

E se... era constantemente repetido em seus pensamentos.

Notas finais
Ficou meio estranho, mas espero que tenham gostado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!