A Rosa Branca
17 O último enigma da raposa: A Sala Concêntrica
Sassame se aproximou da placa logo depois dos outros.––Mas, que diabos de mensagem é essa?––perguntou Kazuma indignado.A placa, cheia de desenhos de rostinhos felizes e mãozinhas indicando “paz e amor” exibia em seu centro a mensagem: “O grande supremo magnífico e esplendoroso enigma final, celestial e divino da raposa”. Em baixo, em letras pequenas: “Tadinhos, é a morte certa deles...” e em seguida um desenho de um rostinho triste chorado.––Mas, mas, mas, mas, mas––gaguejou Sassame.––O que foi?––perguntou Kurama.––Fui eu quem escreveu isso aí! Eu tenho certeza!Todos a observaram por um instante, e leram a placa de novo. Yusuke se voltou para ela, muito sério:
––Diante disso eu só tenho uma coisa a dizer.––O que?––perguntou ela arregalando os olhos.––Mas que letrinha feia, heim? Está pior que a letra do Kuwabara!––ORA, NÃO BRINQUE COMIGO NUM MOMENTO TÃO DELICADO COMO ESTE!––berrou ela chacoalhando o ex-detetive pelo colarinho.––Mas, não tem mais nada nessa sala. Só essa placa––falou Kuwabara desanimado.––Ô, sua nervosinha––chamou Yusuke.––Cê não se lembra desse lugar aqui, não?––Eu não sei.Ela começou a andar pela sala, mas nada acontecia.––Ei! Andem junto comigo.Eles foram até ela que estava num canto da sala, e a sala mudou de formato. Ficando mais oval onde eles estavam, até que a parede mais distante a eles se aproximasse e a sala inteira voltasse ao formato de circunferência, sendo que o grupo estava no centro dela. Mais uma placa apareceu, bem no centro: “Sala dos enigmas concêntricos”.––Enigmas concêntricos?––perguntou Kazuma.––Significa que possuem o mesmo centro––explicou Kurama.––Mas, como pode ser isso?––falou novamente.O youko deu de ombros.––Vamos verificar!––chamou Sassame, correndo para outro canto.Eles a seguiram. A sala seguiu o mesmo ritual que antes. Outra placa apareceu: “Segundo erro! Uma alma já é minha!”.Kuwabara repentinamente ficou estático.––Kuwabara!––chamou Yusuke.––A sala tirou a alma dele––falou Kurama.––Eu já vi isso antes––murmurou o ex-detetive, preocupado.––Essa sala tem um poder semelhante ao que Kaitou tinha.––É! Isso mesmo!––Não podemos cometer mais erros!––afirmou Sassame.––Como vamos fazer se nem regras tem por aqui?Yusuke deu a volta pela placa e olhou milimetricamente ela inteira:––Não tem mais nada mesmo.––Parece que tem algumas linhas aqui em baixo...––murmurou Kurama.Muito pequenininho estava escrito: “Siga a única indicação possível para encontrar o caminho”.––Ué, eu não estou vendo nada––reclamou Yusuke.––Eu vejo sim––disse Sassame.––Mas, o que pode ser essa indicação?––Talvez a gente tenha que seguir em linha reta à partir da placa.––Mas, em que direção?––murmurou Kurama.––Não sei, vamos experimentar alguma.Lá foram eles. A sala mudou novamente. Nova placa: “Só porque estou de mal humor, mudei para um erro. Pronto!” e ao lado uma carinha mal humorada estava desenhada.––Mas que diabos de garota malinha você é––reclamou Yusuke para ela. Mas, Ela não respondeu.––Mas... Ah! Que droga!Lá se foi mais uma alma.––Vamos tentar a outra direção então!––falou Yusuke, correndo.––Espere! Yusuke!Mas, já era tarde. Ele já havia se deslocado até o canto da sala.––Volte!––pediu Kurama.––Não dá!––Por que?––Eu não consigo me mover.––Precisamos descobrir antes de eu ir até aí, porque a alma de um de nós dois vai ser tirada.––Descobre logo aí, Kurama!––berrou Yusuke nervoso.O youko analisou a placa novamente. Mas, sentia algo estranho. Correu até Yusuke.––Que foi?––perguntou o ex-detetive.––Se eu continuasse lá, ficaria preso. Deve ser contra as regras.––Entendi, mas...A sala tomou outra forma. Yusuke não conseguiu terminar a sua frase antes de perder a sua alma.Era aquilo, mais um erro e tudo estaria acabado. Mas, como era possível jogar um jogo sem regras?“Última dica: o sentido é a essência da sala”, dizia a placa, dessa vez sem desenho algum ou pequenas letras dando dicas extras.––Essência...?––murmurou.Qual poderia ser a essência de uma maldita sala redonda que não leva à lugar algum?A mudança de formato? Não, isso não indicava nada. O ter formato de circunferência? Não, essa informação também não ajudava muito.“Sala concêntrica... Concêntrica...”, começou a repetir mentalmente. “É isso!”.Ele arrancou a placa que estava fincada no chão e pisou no exato centro da sala. No mesmo momento, ela tomou a forma de um quadrado com uma porta, e os seus três amigos ali perto, recuperaram as suas almas.––Aaaai! Que sensação horrível!––reclamou Sassame.––A pessoa que inventou isso devia ser muito sádica!––Achei que essa pessoa fosse você––comentou Yusuke.Ela ficou quieta. Era verdade, ela reconhecia aquelas placas. Todas elas. Teria ela realmente criado aqueles enigmas quando era uma youko?
––Vamos em frente––falou Kurama indo até a porta.Yusuke e Kuwabara a atravessaram primeiro.––Sassame?––chamou Kurama, vendo que a garota hesitava, ainda no centro da sala.Ela chacoalhou a cabeça de leve:––Está tudo bem––afirmou, atravessando a porta logo depois de Kurama.
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