Notas iniciais
2 capítulos por semana, capítulo escrito por Ningen.

Suzaku acordou dentro de seu knghitmare, levantou confuso, esfregou os olhos rapidamente e olhou ao redor, simplesmente ficou paralisado tentando processar o que havia acontecido, verificou o radar e não há nenhum inimigo por perto, abriu a escotilha saiu. Ele estava em uma mata, parecia já ser de tarde, tinham sete knightmares de Britânnia ao seu redor contando seu Lancelot, e quatro soldados parados em volta de uma fogueira a alguns metros dele. Ele se sentou no chão, como se não tivesse mais forças para ficar em pé, e ficou ali em choque por um tempo.

Ouvindo passos ele olhou para trás e viu Lloyd e Jeremiah se aproximando, naquele momento ele voltou a si e levantou rápido se virando na direção deles, mas antes que Suzaku pudesse dizer qualquer coisa Lloyd disse:

—Eu não sei.

—C... como assim não sabe? O aconteceu com os Cavaleiros Negros? O que foi aquele clarão? Que lugar é esse? — Disse Suzaku desesperado

—Eu não sei, eu não sei, eu não sei — Disse Lloyd sorrindo com indiferença — Se acalme e vá comer, a gente não vai sair de uma situação tão bizarra agindo de forma tão desesperada.

Mesmo achando que Lloyd estava sendo despreocupado demais, Suzaku sabia que ele tinha razão, ele foi em direção aos outros soldados para tentar pegar algo para comer, mas viu todos aglomerados com medo de alguma coisa.

—Uma cobra! uma cobra! — Havia uma serpente enorme se rastejando para perto da fogueira, quanto mais ela ia para perto do grupo mais eles davam passos para trás.

—Qual o problema de vocês!? Estão com medo disso!? — Villeta vai até lá e pisa na cabeça da serpente, esmagando o crânio do animal. Enquanto assiste a cena, Suzaku percebe uma silhueta a alguns metros observando eles, parada entre as arvores, mas ela desaparece antes dele conseguir identificar quem é.

—O que foi Kururugi, está com medo também?

—N..não, é que— Lloyd interrompe Suzaku colocando a mão no seu ombro e diz:

—Eles já atiraram em muitas pessoas, mas tenho certeza que é a primeira vez que precisam lidar com um bichinho desses, vamos com calma — Pelo seu tom de voz é impossível deduzir se aquilo foi ironia ou não.

Depois disso os soldados envergonhados voltaram a sentar envolta da fogueira. Suzaku e Jeremiah se juntaram a eles, enquanto eles começaram a assar a carne Suzaku começou com as perguntas:

—Então... o que vocês sabem sobre o que aconteceu depois daquela porta e daquele clarão?

—O mesmo que você, acordamos aqui, não fazemos ideia de que lugar é esse e não conseguimos nos comunicar com mais ninguém — Disse um dos soldados.

—Que situação... não consigo acreditar, os cavaleiros negros fazendo toda aquela bagunça na área 11 e nos aqui, no meio do nada, inacreditável — Disse Jeremiah, a raiva que ele sentia era bem explicita na sua face.

Mais um momento se passa, quando um knightmare de Britânia chega ao lugar, e mais um soldado sai dele.

—Encontrei algum tipo de vilarejo a oeste daqui, ele parece bem movimentado e...

—E? — perguntou Villeta impaciente.

—Bem... acho que é melhor ver com os próprios olhos.

—Tudo bem, você guia o caminho, eu e o Jeremiah vamos dar uma olhada para ver se conseguimos alguma informação lá, o resto fique aqui — Suzaku deu suas ordens e seguiu até o Lancelot.

Os três seguiram pela mata, após atravessarem aquele mar de arvores, finalmente conseguem avistar o lugar. O soldado que tinha vindo primeiro de repente para:

—O que aconteceu? — Perguntou Suzaku

—Acho melhor irmos sem os knightmares.

—Que? Como assim? — Perguntou Jeremiah.

—Eles... me pareceram bem assustados quando me viram, eles não parecem... ter contato com muita tecnologia... então acho melhor a gente evitar chamar atenção.

—Mas do que diabos você está falando!? — Jeremiah gritou.

—Calma, vamos fazer como ele diz.

—Tem certeza? Essa historia tá muito esquisita, e se for uma armadilha?

Enquanto Jeremiah falava Suzaku abriu a escotilha e saiu do Lancelot, sem muita escolha, Jeremiah fez o mesmo, e os três foram a pé até lá.

Chegando ao lugar, eles viram algo parecido com o do Japão feudal, com casas de madeira, estradas de terra e nenhuma forma de tecnologia de qualquer tipo. Eles caminham por um tempo para tentar identificar onde estavam, mas não faziam ideia de onde ali era.

—Será que a gente veio parar em algum país estranho? — Perguntou o soldado

—Me parece que as pessoas aqui falam japonês fluente — Respondeu Suzaku ouvindo por cima as conversas de algumas pessoas ao redor

—Eu sei que isso soa completamente idiota, mas se eu visse uma cena assim em algum filme, eu ia jurar que era viagem no tempo — Disse o soldado.

—Essa situação tá tão bizarra que eu não duvido muito— Respondeu Suzaku.

—Vamos parar de tentar adivinhar que lugar é esse e perguntar logo para alguém — Jeremiah diz sem paciência e vai em direção a primeira pessoa que passa por ele, uma garota andava por ali:

—Com licença mocinha, poderia nos informar aonde... — A garota estava para dizer algo, quando de repente arregala os olhos, como se tivesse se lembrado de alguma coisa, cobre a própria boca, faz algum gesto com as mãos, balança a cabeça e se afasta dele — Será que falei algo de errado? — Diz Jeremiah constrangido

—Perdidos? — Uma voz surge de trás dos três, um homem jovem com um sorriso amigável, tinha cabelos brancos com um rabo de cavalo, e usava óculos redondos.

—Bem... Sim, viemos... de um país bem distante, e... acabamos nos perdendo, gostaríamos de saber onde exatamente estamos — Diz Suzaku tentando de alguma maneira explicar a situação de uma forma que não parecesse maluca.

—Ah sim, claro claro, deixe eu levar vocês até o líder do clã Koekara, se quiserem passar um tempo por aqui, eu posso conversar com o senhor Orochimaru para convencer ele a arrumar um lugar para vocês ficarem, só me avisar — Diz ele sorrindo mais uma vez.

A simpatia e gentileza do sujeito tinha deixado Suzaku sem palavras, ele hesita por um momento e diz:

—Sim, por favor, nos gostaríamos muito.

—Então me sigam até lá — Ele vira de costas e segue para dentro da vila, todos se espantam com a prontidão do desconhecido em ajuda-los, mas decidem segui-lo de qualquer forma, o fato deles estarem armados e daquele lugar não parecer ter muitas coisas que possam apresentar alguma ameaça os deixavam tranquilizados. Seguindo ele vila adentro, eles finalmente chegam a um casarão:

—Eu vou falar com ele para atender vocês, esperem aqui — Ele diz isso e rapidamente se vira para entrar na construção. Suzaku o interrompe:

—Espere! — Pensa no que dizer por um segundo — Queria agradecer por tudo, não é todo mundo que se dispõe a ajudar desconhecidos desse jeito. Também gostaria de perguntar qual o seu nome.

—Digamos que eu já fui ajudado por um completo desconhecido antes, e seria hipocrisia minha me recusar a fazer o mesmo. Meu nome é Kabuto aliás, Kabuto Yakushi.

Então os três pararam ali, o lugar estava bem silencioso, mas volta e meia eles ouviam algumas vozes, não só vozes de pessoas conversando, e sim melodias, vindo de várias direções diferentes, algumas duravam apenas um segundo, outras se estendiam por muito mais, elas não pareciam seguir um padrão, e eram todas melodias completamente diferentes, vindo de direções completamente diferentes. Eles pensaram em comentar aquilo entre si, mas estavam todos ocupados demais ouvindo os cantos e tentando adivinhar o que poderia ser aquilo.

—Eu conversei com o líder do clã Koekara — Kabuto aparece tirando completamente o foco deles — Ele quer falar com vocês pessoalmente, entrem entrem.

Era um casarão de madeira bem grande, comparando com o resto das casas dali era de se notar que pertencia a uma família importante, era muito bem decorada e tinha vários guardas vigiando o lugar, só se podia perceber que eles eram guardas pela sua postura e por estarem usando roupas com certa proteção, mas por algum motivo eles não carregavam armas.

Chegando numa sala espaçosa, encontram esperando por eles um homem de meia idade, com cabelos compridos, vestindo um quimono. Ele cruza os braços e fala com uma voz firme:

—Eu sou Matama Koekara, líder do clã Koekara. quem são vocês? Visitantes? O que querem aqui?

Suzaku novamente começa a pensar em algum jeito de explicar toda aquela situação de forma que faça sentido, mas antes de dizer qualquer coisa é interrompido por Kabuto:

—Eles são comerciantes nativos do país da terra, estavam viajando para o país do raio a negócios, mas se perderam no caminho e tiveram suas mercadorias roubadas por bandidos, gostariam de ficar aqui por pelo menos um tempo.

—Vocês estão em quantos? —Pergunta o líder do clã mantendo a voz firme e o rosto fechado.

—Nove, senhor — Responde Suzaku.

—Nove? É muita gente, eu não sei se quero esse tanto de forasteiros dentro da minha vila, são mais que o suficiente para nos causar problemas.

—Perdão senhor, mas como alguém que sempre presa pelo bem de todos, mesmo forasteiros, eu insisto que ajude—os, o senhor Orochimaru com certeza também ficaria contente em poder ajudar mais pessoas, assim como ajudou seu clã.

Assim que o nome Orochimaru foi mencionado, Matama mudou sua expressão completamente, e sua expressão firme caiu dando lugar a uma cara de culpa e insegurança. Ele fechou os olhos e refletiu por um tempo, quando os abriu respirou fundo, e num tom de quem obviamente estava fazendo algo contra a vontade disse:

—Bem, se isso é um pedido seu em nome de Orochimaru, então acho que não vou poder recusar— disse ele num suspiro.

Os três fazem reverencia sincronizados e dizem eu coro:

—Muito obrigado senhor!

Mesmo não planejando ficar tanto tempo assim, Suzaku estava satisfeito, pois eles agora tinham pelo menos um lugar para ficar enquanto tentava descobrir o que havia acontecido.

—Ah, eu ainda não ouvi o nome de vocês, apresentem—se! — Disse Matama recuperando sua voz firme.

—Meu nome é Suzaku Kururugi senhor.

—Jeremiah Gottwald, muito prazer senhor.

—Eu sou Rickert Narita, a seus serviços senhor.

—Agora por falar em coisas que ninguém mencionou — Jeremiah diz — Onde é que nós estamos?

—Quem quer que tenha dado direções para vocês é um imbecil! — Disse Matama numa gargalhada — Estão nos país da água, beeem longe do país do raio, e mais ainda do país da terra, vocês deram um baita azar de vir parar aqui!

—Mas que porcaria! — Disse Suzaku tentando fingir frustração, ou que sabia o que diabos significavam esses países com nomes de elementos, Rickert abaixou a cabeça sem saber como reagir, e Jeremiah não fez expressão nenhuma.

Após a conversa os três saíram do casarão junto com Kabuto, assim que botaram o pé para fora do lugar e Suzaku percebeu que não havia ninguém por perto, virou para Kabuto e perguntou:

—Por que mentiu para ele?

—Tinha certeza que a situação de vocês não é convencional o suficiente para se explicar de um jeito simples, então achei que era melhor dar qualquer resposta que fosse satisfatória no lugar, fiz algo errado?

—Não, na verdade nos ajudou muito, obrigado!

—Bem, de nada — Disse kabuto com um sorriso — E o que farão agora?

—Voltaremos para avisar os outros, depois vamos vir para cá.

—Quando chegarem se encontrem comigo bem aqui, vou conversar com o senhor Orochimaru, talvez vocês possam ficar na nossa mansão.

Após chegarem onde estavam Villeta e os outros, e terem um baita esforço para explicarem tudo que aconteceu naquela vila, eles e os outros voltam até lá para encontrar com Kabuto, já no final da tarde, e quando chegaram lá, ele não estava sozinho.

—Ora ora, são realmente muitos rostos! Parece que minha casa vai ficar bem mais animada por um tempo — Disse aquele homem sorrindo, era um homem pálido com longos cabelos negros, seus olhos pareciam o de uma cobra, e diferente de Kabuto, seu sorriso parecia muito mais cínico. “será que esse é Orochimaru?” Suzaku pensou, ele tinha uma aparência medonha, e sua forma de falar e sorrir não ajudavam muito. Mas mesmo com essa má impressão inicial, Suzaku decidiu não se levar muito pelas aparências, afinal Kabuto parecia admirar esse homem, e na casa do clã Koekara também foram mencionadas as boas ações dele na vila. Tudo parecia apontar para o fato dele ser uma boa pessoa, então Suzaku decidiu que ele devia ser alguém confiável.

—Prazer, meu nome é Suza...

—Apresentações depois — Respondeu ele — Vocês parecem cansados, e famintos, vamos guardar as formalidades para depois, e ir descansar agora — Todos estavam tão exaustos que nem questionaram, Orochimaru e Kabuto guiaram o caminho, e todo aquele amontoado de pessoas seguiram, obviamente chamando a atenção da vila inteira no processo. Orochimaru não morava na vila do clã Koekara, e eles tivera que fazer uma bela caminhada para ir até sua moradia, mas finalmente chegaram, quase imperceptível no meio de folhas e troncos de arvore, estava à mansão de Orochimaru.

Ao chegar lá dentro foram recebidos com muita comida e finalmente tiveram um momento de conforto desde que foram parar ali. Os soldados conversavam, alguns bem bêbados, Jeremiah já tinha pegado no sono, e Suzaku e Kabuto estava jogando conversa fora na sala de estar.

—Kabuto, vou precisar de você, venha.

—Sim, senhor Orochimaru

—Mais uma vez, gostaria de agradecer sua gentileza, você salvou a gente.

—Não precisa agradecer, em troca, quero que amanhã de manhã vocês me contem exatamente o que aconteceu para vocês virem parar aqui, parece uma historia interessante — Ele dá uma pequena risada e volta para o que estava fazendo, Kabuto o acompanha.

—Villeta! Villeta! Não vai vir beber? — Diziam os soldados animados, estavam no meio de uma guerra civil e agora estavam desfrutando da maior tranquilidade do mundo afinal.

—Meu Deus, vocês já se esqueceram da nossa situação? Não ajam como se estivessem de férias — Antes de receber qualquer resposta ela sai do cômodo e pergunta pelo seu quarto.

Assim que chega lá, ela fecha a porta, conferindo que não ninguém por perto, pega seu radio e começa a falar:

—Consegui – Diz Villeta em um tom baixo, quase como um sussurro.

Você passou todo esse tempo para me informar que você estava aqui? –Diz Lelouch que completa –Espere um segundo.

—Precisamos ser rápidos.

Após um som de porta fechando a voz de Lelouch se faz presente mais uma vez –eu tinha minhas suspeitas de que vocês também estavam aqui. Alguma ideia do que aconteceu?

—Ate agora ninguém aqui tem a mínima ideia, pensava que poderia ser coisa sua, mas nem você consegue fazer algo tão mirabolante – Diz em tom irônico – Eu estava esperando uma oportunidade para entrar em contato.

Podemos estar sobre o efeito de um Geass, mantenha os olhos abertos. Me diga quantos estão com você e quem este ai – Lelouch apressa.

—Estamos em nove, mas agora nos encontramos com tal de Orochimaru, ele parece ter alguns subalternos, mas ainda não sei quantos. Suzaku e Jeremiah estão aqui, e também alguns soldados médios.

—Knightmares?

—Oito.

—Entendido, me mantenha informado – a ligação é interrompida. Villeta atira seu rádio na cama e esfrega seu rosto com uma expressão de raiva.

— Finalmente vou poder dar uma boa olhada nessas coisinhas, o que será que são? — Orochimaru diz a Kabuto enquanto passa a mão no Lancelot de Suzaku.

—Hoje cedo teve um tumulto na vila sobre um gigante de metal andando pela floresta e derrubando arvóres, não há duvidas de que foi uma dessas coisas.

—Conseguimos hóspedes curiosos — Diz Orochimaru com um riso — Eu tenho algumas ideias interessantes para vocês — sorri mais uma vez olhando para os Knightmares.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.