A Revolta das Máquinas

8 08 - Armas de Batalha


— Senhores! — gritou o general além da primeira fila. — Quero que me digam, qual o papel dos senhores aqui?

— Esperança! — Uma multidão respondeu.

M não escutou uma só palavra. Ele estava muito apreensivo com seu plano de fuga e, além do mais, cada palavra que saísse da boca de qualquer um dali lhe causava náuseas. segurou sua arma entre o gatilho e a ponta. Aquela coisa era letal.
A sua roupa também não deixava as coisas mais confortáveis. Ele acionou seu capacete e conseguiu ver tudo sobre seu visor.

Ele observou o sinal de L a uns quatro soldados a seu lado. A garota estava certa que iria com ele atrás de sua família. Seja ela quem fosse.

— Parece que vocês estão tendo um caso. — disse o soldado a seu lado.
— O que? — Ele havia entendido, mas queria ter mais vontade de socar o rosto do garoto. — fique quieto K, estamos sendo testados, qualquer desvio de atenção eu descontarei na sua nota do exame. Não esqueça que eu sou o líder dessa maldita equipe.

— Por enquanto. — K deixou escapar.

Os soldados estavam em formação de V. E no centro estava o general. Era a formação de ataque. Isso quer dizer que estavam os prontos para atacar.

Demorou alguns minutos até que todos de seu esquadrão estivessem embarcados no berg de batalha.
O berg era uma arma de batalha. Estava equipado com a mais forte tecnologia de guerra. Mísseis do mais alto padrão, pulso ultra sônico, sensores de curto e longo alcance, entre outros traços.

— M! — chamou o general — Quero que fique de olho em seu esquadrão.

Ele deu uma olhada em cada um que estava ali dentro do transporte.

— Sei quem precisar ser mais avaliado, senhor. Não se preocupe. Quando acabar o senhor terá os melhores.

— Não esqueça que você também estará sendo observado em todo o momento. — ele apontou para o local do chip logo atrás de seu pescoço. — Evitem perdas. Liguem seus fones. Boa sorte soldados.

Todos fizeram sua saudação e o homem saiu do berg assim que os motores foram acionados. A única porta da nave se fechou com um assobio metálico.

M desviou seu olhar até encontrar os de L. Ela segurava sua arma fortemente contra o peito. E pressionava seus pés ao chão.

— Eu odeio voar — ela exclamou.
— Não se preocupe, logo estaremos em terra firme.
Ela lhe dirigiu um pequeno sorriso.
— O plano vai dar certo?
— Tem que dar. — ele respondeu pouco confiante — É a nossa única chance de fugirmos.

Os outros componentes do grupo estavam todos apreensivos. Ninguém falava enquanto estavam em vôo. Todos pareciam ter medo do berg, ou ter medo do que quer que viesse pela frente. Por um momento Marcus pensou se sentiria falta deles enquanto estivesse fugindo. Contudo não era o caso. Mas ele tinha certeza de que não sentiria falta de K.

Ele era o melhor atirador do esquadrão. Com certeza assumiria o lugar de Marcus de líder, quando ele fugisse.

— Temos sinais de C.A.O.S. em alguns metros a frente — disse o general no fone lhe trazendo de volta a realidade.

O berg estremeceu em um certo ponto no caminho.

— Os sinais de energia dos robôs estão mais intensos. — disse um soldado de seu esquadrão.

Uma explosão se alastrou em sua frente fazendo com que a nave estremece mais forte.

As figuras robóticas começaram a ficar mais nítidas para Marcus, assim que percebeu que estavam cercando o berg.

— Liguem seus plantadores! — gritou o líder — vamos aterrissar próximo ao local da missão e nos esconder dos robôs.

Todos obedeceram as ordens e ligaram suas mochilas tecnológicas e acionaram seus capacetes.

A porta da nave abriu e todos pularam para fora o mais rápido que podiam. Marcus não observou se alguém havia ficado para trás. Ele só queria sair dali vivo.

Os planadores amorteceram a queda. O pacto do chão faz com que Marcus despertava seu interesse nos robôs que estavam rodopiando sobre suas cabeças.

— Atirem! — ele ordenou para os outros soldados de sua equipe.

Uma salva de tiros poderia ser conferida por quem quer que estivesse a pelo menos um quilômetro dali. Quando os tiros batiam nas máquinas, era como se explodissem fogos de artifícios azuis e vermelhos.

— Atenção soldados! Procurem por refúgio. Não aguentaremos por muito tempo.

Alguns soldados fizeram o que lhe pediram.

— Não! — gritou o general pelos fones — Fiquem aí!
— Como assim senhor? — questionou M — Não conseguiremos detê-los assim desprotegidos.

As máquinas aterrissaram próximo ao local onde o esquadrão estava.

Os soldados continuaram a atirar contra os C.A.O.S., porém as armas não pareciam surtir efeito quando a chocavam com o metal dos robôs.
Todos pararam de atirar quando viram que não estavam dando o resultado planejado.

Os robôs estavam mais próximos e agora podia-se ouvir o que eles recitavam:

— Iniciando protocolo 42. #Novomundo. — disse a máquina tilintando.

— Iniciando protocolo 42.#Novomundo — disse o general pelo fone.

Marcus sentiu a sua nuca queimar e seu cérebro perder o controle sobre seu corpo. Seu chip estava transmitindo um chiado estranho nunca ouvido antes por Marcus.

As máquinas chegaram mais perto e um dos robôs se aproximou do garoto.

— Mate todos os imunes. — o C.A.O.S. ordenou.

Sua mão ergueu-se e apalpou o gatilho de arma e a apontou para uma estalagem próxima dali. Todos os outros soldados do esquadrão fizeram o mesmo.
Foi então que Marcus percebeu que eles eram meras armas de batalha ali. Eles estavam sendo controlados. Não pelas máquinas, mas, sim, pelo general. Era o plano desde o início.

— Mate todos os imunes. — tilintou a máquina novamente.

E seus pés começaram a se mexer rumo a estalagem dos imunes.

Notas finais
Próximo capítulo: O outro lado da moeda. Dia: 21/02 Obrigado por ler até aqui. Abraço!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.