A Revolta das Divindades Aquáticas
2 Reencontro
Notas iniciais
CAPÍTULO 2
Depois de várias paradas para nos reabastecer e comer, nós chegamos, a viagem durou cerca de 32 horas, vamos dormir em um hotel chamado Cawboy Hills, o quarto era simples, mais era aconchegante, tirei minha roupa e cai na cama, são 03:21 da madrugada, mais não estou com sono, penso na minha reação ao ver a minha irmã caçula, como será que ela está? será que ela mudou ? será que ela vai ficar bem com Liv ?
Droga, isso tem um monte de será, não sei como vai ser nossa vida agora com Melisende, espero que seja boa, eu quero ter uma irmã que eu posso contar meus segredos, meus medos, minha inseguranças, sem ela zombar de mim. Mais eu sei que não será assim, Melisende nunca foi de sentar e conversar comigo, agora que ela tem 16 anos aposto que ela só vai falar comigo quando precisar de alguma coisa, pensando como minha irmã está, eu caio em um sono profundo.
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Me olho no espelho e vejo uma menina de 18 anos parecendo assustada, por que eu estou assim, não faço idéia, observo meu cabelo loiro igual do meu pai na altura dos meu cotovelos, meu olhos escuros que herdei da minha mãe, pego meu rímel e passo um pouco, depois arrumo meu cabelo em um rabo de cavalo e estou pronta, com outra calça cargo, só que essa é marrom, e um top branco.
Saio pela porta, para ver meu pai e Liv me esperando, Liv está com um vestido comprido vermelho soltinho, que destaca sua pele morena, seus olhos avelã, estão calmos, diferente do meu pai, que parece que vai ter uma ataque a qualquer momento.
— Olá, meu amor — diz Liv, olhando minha roupa, e aprovando o estilo despojado que eu gosto de usar
— Oi — respondo, e vou até meu pai e o abraço, ele me abraça de novo.
— Relaxa pai, vai ficar tudo bem. — digo tentando confortá-lo
— Espero que sim, vamos ir logo — ele disse, passando a mão pelo seu cabelo loiro, seus olhos verdes cheio de nervosismo.
Vamos para o carro, eu observo Liv, parecendo serena, ela deveria ser a que mais deveria se sentir nervosa, já que a minha irmã a odeia, antes de Melisende ir para o reformatório de Atlanta, ela gritou tantos insultos para Liv, que todas as pessoas que estavam ao redor pararam as suas coisas para observarem, ela praticamente foi para cima de Liv, descontando toda sua raiva nela, eu que impedi que Melisende se aproximasse mais, por que se não eu não sabia o que iria acontecer, quando eu a afastei, ela me deu meu primeiro soco na mandíbula, aquilo doeu como o inferno, eu queria bater de volta, mais eu fiquei com medo, apenas com 13 anos Melisende já tinha 1.68 de altura , e ela sabia brigar, eu que tinha 15 anos, com apenas 1.55 de altura, não sabia nem dá um tapa direito, então tava na cara, se eu revidasse, quem iria ganhar.
Papai saiu do escritório do Diretor do reformatório de LA, bem a tempo de conseguir pegar Melisende antes que ela batesse a merda fora de mim.
— Chegamos — disse papai, me assustando, estava tão concentrada nos acontecimentos do passado, que não tinha percebido que estávamos na frente do reformatório de Atlanta .
Olhei para o grande portão de ferro preto, grades de ferro rodeavam em toda a extensão do reformatório. Sai do carro junto com meu pai e Liv, papai caminhou até o portão e pressionou seu dedo no botão vermelho, depois a voz masculina de um homem falou :
— Reformatório de Atlanta, em que posso ajudá-lo ?
— Sou pai de umas das alunas que vão sair hoje. Melisende Zenkless. – papai me respondeu
— Ah, claro, estou a enviando agora. — ele disse com a voz parecendo aborrecida.
Nós ficamos quietos esperando, até que o portão começa a abrir, um homem de meia-idade e acima do peso aparece com uma prancheta na mão e vem em nossa direção, ele dá um sorriso amigável.
— Olá, sou Peter Ginson, inspetor do Reformatório de Atlanta — ele diz estendendo a mão para cada um de nós a apertamos.
— Melisende já está vindo, enquanto isso eu queria que o Sr° Zenkless assine esse papel da liberação de Melisende. — Peter estende a prancheta e a caneta para o meu pai. Depois que ele terminou, papai entregou para Peter.
— Obrigado senhor Zenkless, mandarei Melisende, adeus. — ele disse com outro sorriso educado e foi embora. Depois de alguns segundos ela apareceu.
Ela estava tão diferente, ela sempre teve uma beleza incomum, ninguém era tão bela quanto ela, seu cabelo raro era em um ruivo-avermelhado em vez do comum alaranjado, o seu rosto em forma de coração, os lábios em forma de um arco, as maças do rosto altas e salientes, o nariz reto fino e totalmente arrebitado, e seus olhos, eles eram incríveis, eles eram enormes, grande demais no seu rosto, que fazia ela ter uma beleza diferente e ficar mais perfeita que ela já é, seus olhos são de cores diferentes, um era Âmbar, igual a de um lobo, enquanto o outro era azul, o tom dele era um azul exageradamente claro, um azul gelo.
Eu observo ela enquanto ela anda até nós, ela atingiu seu cabelo, ele estão em um preto-azulado que iam até sua fina cintura, seus olhos carregados de delineador preto, ela está vestida com uma calça jeans skinny preta, uma camisa curta e apertada xadrez preta, e uma jaqueta jeans azul-escuro, seus coturnos fazia barulho enquanto andava, ela parou perto de mim, ela tinha crescido bastante as longos dos anos igual a mim, agora eu tinha cerca de 1.70 de altura, mais ela continuava mais alta do que eu, com 9 centímetros.
— Bom te ver novamente Melisende . — Liv é a primeira a falar, um flash de raiva parece nos olhos de Melisende, o canto de sua boca puxa em um sorriso irônico .
—Pena que eu não posso dizer o mesmo. — ela responde, sua voz rouca, fria e sem emoção.
Papai vai até Melisende e a olha.
— Você mudou bastante querida. — diz ele, e a puxa em um abraço, Melisende fica rígida e não o abraça de volta.
— Sim, eu mudei — ela diz friamente, se soltando do abraço do nosso pai, vejo a dor do seu ato nos olhos do papai.
Eu de repente sinto raiva, ela não tem um pingo de consideração, ela deveria falar com ele normalmente, não ficar falando pequenas palavras com se ela não se importasse, nós não a víamos por 3 anos, e para ela é tanto faz.
Ela se vira para mim, com um sorriso malvado.
— Olha só quem cresceu finalmente, numa altura decente. — diz sarcasticamente .
— Sim, cresci, estou chegando na mesma altura que a sua — respondo, tentando ter uma conversa normal, não que uma conversa sobre altura seja legal, mais é o melhor que posso fazer.
— Aposto que sim. — ela diz, virando para o carro, sem interesse em continuar com a conversa.
Papai pega sua mala e coloca no porta-malas, e depois entra no carro e vamos embora, e é assim, que depois de 3 anos nos reencontramos minha irmã caçula, e agimos como completamente estranhos, por que Melisende não nós deixa em seu coração, se ela tiver um.
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