Notas iniciais
Boa noite, este é um inicio incomum. Boa leitura.

– Você tá querendo brincar? Então vamos brincar.- Ele afirma, pegando no braço dela violentamente e levantando-a do chão.

–Me solta!-Ela pede.

Ele aponta uma arma em sua direção, Najy engole em seco, vê sua vida andar para trás, sentia que a qualquer momento poderia escutar o som da dolorosa bala que iria trespassar o seu corpo.

–Eu vou te matar-Afirma, sem baixar a arma, com os braços firmemente apontando na direção dela a menos de dois metros.

Enquanto a vida de Najy era ameaçada, homens de cara tapada arrombavam os vários armários da joalharia e roubavam as jóias, colocando-as em sacos pretos.

– Continuem apanhando geral! Vamos! Enchendo os sacos, rápido!-Grita descontroladamente, incentivando o aumento de velocidade da operação.

A joelheira estava completamente destruída. As pessoas encontravam-se detidas no chão, submissas, assustadas, olhando medrosamente para os homens de negro que revistam os vários armários da loja. Vários focam-se também no presumível chefe do grupo, que sem pingo de piedade nos gestos continuava de arma em punho contra Najy.

Ela, depois de tentar fazer um telefonema através do seu celular pedindo ajuda foi apanhada, e agora por ser a única capaz de enfrentar o pânico, permanece de pé temendo pela vida.

–Quem te mandou dar uma de espertinha? Agora você vai morrer!-Grita. –Você vai morrer!-Reforça novamente com um sorriso maléfico.

Najy fecha os olhos com força, suas pálpebras rosadas acompanham o movimento enrugado da sua testa. Pensa em morrer, no seu fim. Como um ser unicamente ouvinte, escuta o movimento firme, decidido, do gatilho sendo puxado. Se arrepende. Respira. Escuta sua mente repetindo as últimas palavras a ela dirigidas. Não chegava, nunca mais chegava a hora final! Subitamente lembra-se de sua mãe, sua falecida mãe, sorri, agora poderia morrer com os melhores pensamentos, e agora também, poderia ir para junto dela, a pessoa que mais amava na vida. Serra o rosto, e pensa "Estou pronta". Em seguida surge um som, ela estremece, percebe que era o som se um celular. Najy abre os olhos e vê o homem da arma atendendo uma chamada.

–Pietro?! O que foi agora?... Tá certo!-O homem guarda o celular, ao mesmo tempo que começava a sair do edifício a passo apressado.

–Sujou a policia tá na área, vamo!-Grita.

Najy respira de alívio.

–Essa moça ai! Tragam ela!-Manda quando já estava próximo da entrada do banco.

Antes de sair completamente do estado de pânico em que se encontrava, Najy é puxada por um dos vários homens de preto.

–Me solta! Me solta!-Gritava desesperada.

é atirada para dentro de um carro, sua franja desorganizada pelos movimentos agressivos escondia o seu rosto transpirado, confuso e assustado. Deixa o rosto cair sobre o banco do carro, permite-se a um momento de desespero e verte algumas lágrimas, sente-se impotente.

Assim que percebe que o carro entra em movimento, levanta o rosto, ajeita a sua franja lateral, desviando-a do rosto, tenta ver pelas janelas escuras e apenas vê outros carros atrás daquele. Olha em volta para o interior do carro, o revestimento de pele dos bancos lhe lembrava os vários carros de seu pai.

Apercebe-se que seu braço doía, provavelmente por ter sido puxada com tanta força. Levanta o rosto novamente e olha em frente.

–Para onde vamos?

O homem não responde.

–Está me levando para onde?

Continua sem responder. Pega no celular e leva-o ao ouvido e continua dirigindo com apenas uma mão.

–Pietro? Estamos indo para aí, a policia começou a perseguir!-Apenas profere estas palavras e desliga o celular.

As manobras que o homem fazia eram arriscadas, os outros carros do grupo seguiam atrás, fazendo exatamente os mesmo movimentos.

Najy sem conseguir falar era sacudida pelos movimentos rápidos e repentinos que o carro tomava.

Finalmente chegam a um cruzamento, os carros policiais não pareciam estar suficientemente despistados, então os vários carros que transportavam os marginais tomam caminhos diferentes. Uns pelas esquerda, outros em frente, outros pela direita, no meio da confusão o carro onde está Najy acaba por entrar numa floresta densa, com um único caminha de lama. As poças enlameavam o carro e os vidros. O homem estaciona o carro por baixo de uma árvore, sai, abre a porta do banco de trás e tira Najy, puxando-a pelo braço magoado.

–Não por favor! Não… não puxa o meu braço… não…-O homem bruto não dá ouvidos e continua andando puxando Najy pelo braço, que cada vez mais lhe causava dor.

Andam cerca de quinze minutos, as roupas de Najy de cor castanha clara e bege agora estavam molhadas e sujas de lama. Seus sapatos de pele de cobra não permitiam que andasse mais rápido como o homem bruto exigia, frequentemente tropeçava nos próprios pés e foi por pouco que não torceu um deles visto que tinha a difícil missão de os equilibrar no alto dos seus saltos. Najy não conseguia conter gritos e gemidos de dor, atrevia-se até a pedir ajuda, sem poupar nos pedidos de socorro. Tudo em vão. Era inútil. Não sabia para onde estava indo, não sabia se saíria dali viva ou morta.

–Você vai me matar?

O homem gordo e velho, que não tinha entrado na joalharia juntamente com os outros, continuava sem responder.

(...)

Chegam num casebre de madeira velha, não tinha porta, parecia estar abandonado. O homem entra, puxando Najy bruscamente. Cheirava a madeira velha, a terra molhada, o lugar era tudo menos acolhedor.

Descem umas escadas velhas, que pareciam improvisadas, em seguida o homem afasta três tábuas de madeira e abre um compartimento com mais degraus, Najy entra primeiro, desce, ele acende uma lanterna, deixa a abertura do compartimento se fechar por cima de sua cabeça raspada e desce também.

Durante a descida tiros constantes, cujo impacto fazia a frágil escadaria tremer, escutavam-se impiedosamente. Ouviam-se ainda gritos masculinos os quais geravam ondas sonoras que agrediam os tímpanos mais frágeis e faziam estremecer almas sensíveis. O terror de súbito aumentou e o que antes parecia ser improvável tornava-se cada vez mais certo.

***

" (...) por ser a única capaz de enfrentar o pânico, permanece de pé temendo pela vida."

Perigo

Vale a pena ser corajoso e colocar a sua vida em risco?

Notas finais
Obrigada pela visita! Espero por você no próximo capitulo! Gostou o suficiente para comentar ou acompanhar? Avance!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.