A Resistência

26 25- Nicolas: A guerra começa


Dois dias depois, o plano de ataque já estava feito. Eu e minhas irmãs esperávamos Alex dentro da sede. Ele já havia voltado a falar comigo, mas ainda parecia meio chateado.

Alex se aproximou.

_Ok, todos sabem o plano né?_ Indagou. Eu e minhas irmãs fizemos que sim com a cabeça. _Ótimo. Hoje vamos vingar nosso pai, Lívia, e todos os outros que morreram pelas mãos do Marechal.

Ele colocou a mão no meio do nosso círculo. Eu olhei pra ele, com a testa franzida.

_É sério?_ Perguntei.

Ele deu de ombros.

_Quanto tempo faz que não fazemos isso? Fala sério, estamos prestes a ir pra uma guerra.

Julia sorriu, e colocou a mão em cima da mão de Alex. Kamila pôs a mão em cima da de Julia. Alex e minhas irmãs olharam pra mim. Eu sorri e coloquei a mão em cima da de Kamila.

_Somos os irmãos Linz._ Falou Alex.

_Somos invencíveis._ Disse Julia.

_Inseparáveis._ Disse Kamila.

Eu me lembrei do momento em que fizemos aquilo pela primeira vez. Estávamos prestes a fazer nossa primeira visita à Resistência, e sabíamos que podíamos escolher coisas diferentes pra fazer. Como estávamos nervosos com aquilo, Alex criara aquilo.

_E não importa o quão longe estejamos uns dos outros..._ Recitei. _sempre vamos estar juntos.

Alex sorriu.

_Viu? Não foi difícil.

Eu revirei os olhos.

_Vamos._ Disse Alex. _Entrem em formação.

O exército estava nos esperando lá fora. Alex pôs o exército na mesma formação que a Resistência coloca. Minhas irmãs e eu tentamos ficar o mais próximo possível. Infelizmente, eu sabia que assim que o combate começasse íamos nos separar.

_Pois bem..._ Disse Alex, alto o suficiente para que todo o exército ouvisse. _hoje vamos marcar nossos nomes na história! Hoje vamos mostrar para o Marechal o que é ser parte da Resistência! Hoje, somos IMPARÁVEIS!

O exército gritou em aprovação. E com Alex nos liderando, fomos rumo à Resistência.

Quando vimos o prédio da Resistência, uma nuvem de expectativa formou-se sobre nosso exército.

_MARECHAL!_ Gritou Alex. O Marechal apareceu quase que imediatamente. Eu cerrei os punhos, e pude ver minhas irmãs retesando.

_Ora, se não é o exército de traidores.

_O único traidor aqui é você!_ Gritou Alex. _Mentiu pra todos nós, traiu várias pessoas, matou o homem que já confiou a vida a você!

O Marechal riu de escárnio. O olhar que Alex mandou pra ele colocou medo até no nosso exército.

_Tiago nunca confiou em mim, Alex. Mereceu o que teve.

Alex cerrou os punhos.

_Está chegando a sua hora, Marechal!_ Ele disse. _Você vai pagar, por tudo! E nós vamos ser seus carrascos!

O Marechal riu de novo.

_Vão ter que passar pelo meu exército primeiro.

O exército do Marechal surgiu. Eles estavam em muita desvantagem. Tínhamos 450 pessoas, e eles apenas 200. Mas eles levavam vantagem na questão de terem membros mais experientes.

_Exército!_ Rugiu Alex, e por um momento, tudo se silenciou. _Ataque!

Os dois exércitos correram para a batalha. Alex, eu e minhas irmãs nos jogamos no meio do exército do Marechal. Puxei minha espada e a pistola, correndo e atacando o maior número de inimigos que conseguia. Eu hesitava antes de atacar.

“Não tenha pena de matar quem quer matar você”, lembrei-me das palavras de meu pai, na primeira vez que falei pra ele que queria ser um soldado. “Vai ser você ou ele. E ele vai fazer de tudo pra sobreviver, inclusive matar você”.

E comecei a atacar pra matar.

Passaram-se 15 minutos quando eu percebi que aquela guerra não iria acabar naquele dia. Os dois exércitos eram resistentes demais. Era difícil matar alguém, tanto que numa olhada rápida, eu vi apenas dez corpos mortos no chão.

_Merda!_ Praguejei, e então um plano veio em minha mente. Arregalei os olhos. _Tenho que encontrar Alex.

Comecei a correr de novo, por meio do combate, procurando Alex. Mais 15 minutos se passaram quando vi ele lutando contra General Light. Atirei no General, que caiu no chão, ainda respirando.

_Valeu._ Disse Alex.

_Disponha. Eu tenho um novo plano._ Falei. E contei o plano pra ele, tomando o cuidado de não ser pego de surpresa por um lacaio do Marechal.

_Não acha que é meio cedo pra isso?_ Indagou ele, franzindo a testa.

_Alex, olhe ao redor._ Falei. _Meia hora de batalha, e quantas pessoas você está vendo que estão mortas?

Ele olhou para os combates. Tentou olhar nos vãos que se faziam entre os combatentes. E então suspirou.

_Você tem razão._ Ele olhou pra mim, com um olhar determinado. _Busque Kamila, eu vou buscar Julia.

Eu assenti. Estava prestes a correr quando Alex me parou.

_Irmão, me desculpe se..._ A voz dele falhou. Foi só então que percebi que Alex deveria estar tão apavorado quanto todos ali.

_Não tem nada._ Falei. _Você é incrível, cara. Um babaca incrível.

Ele riu.

_Nem pense que é melhor, imprestável.

Eu sorri, e entrei no meio do combate, em busca de Kamila. Ao olhar pra trás, vi que Alex correu para o meio do combate também. Tudo terminaria nas mãos dos irmão Linz.