A Relíquia Perdida
24 Epílogo
Notas iniciais
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you
fix you
– Você não deveria estar no Salão agora? Se divertindo com seus amigos? – perguntou uma voz adentrando o quarto de Albus.
– Eu disse a você que não iria ao baile – respondeu o moreno.
– Bom... – Meryl caminhou e se sentou de frente a cama de Albus – Pensei que agora seria diferente, já que a Elizabeth está... hm... Viva?
– Viva... – repetiu Albus – Sim, mas ela ainda está no St Mungus, então – Albus de ombros.
Albus parou pela primeira vez para olhar para Meryl, a morena trajava um longo vestido negro, e seus cabelos desciam em cascatas pelas costas. Ela estava linda, era de se admirar.
– Pensei que também não iria ao baile – murmurou o garoto.
– Lorcan me fez mudar de ideia – Meryl deu de ombros.
– Lorcan Scamander? – perguntou ele incrédulo – Uau, pensei que ele não era de nada.
Meryl riu.
– Vim me despedir, e desejar boas férias.
– Não vamos nos ver no verão?
– Acho que ambos concordamos que é melhor não – respondeu Meryl – Você me parece triste Al, o que foi?
– Não, eu estou bem... De verdade. Apenas... Aconteceu muita coisa, sabe?
– Se sei – respondeu ela abrindo um sorriso – Um abraço? – perguntou ela.
Ambos se levantaram da cama, e Albus apertou a magricela Meryl bem apertado entre seus braços.
– Me desculpe por tudo Mel – pediu ele, ainda a abraçando.
– Tudo bem – respondeu ela se afastando.
– Se divirta no baile – desejou o garoto sinceramente.
– Sabe, a lareira da Minerva é liberada, e você sabe muito bem a senha.
– E daí? – Albus nunca deixaria de ser lerdo, esse era um fato.
– Faça seu próprio baile com quem você realmente ama – respondeu Meryl saindo do quarto.
Albus pensou por alguns minutos antes de entender o que Meryl quis dizer. Mas arregalou seus olhos verdes ao captar a mensagem. Ela estava certa, ela sempre estava.
O moreno desceu as escadarias em um pulo, não encontrou nem uma alma viva ou morta até o gabinete do diretor, mas podia ouvir um som muito escandaloso vindo do Salão Principal. Murmurou a senha para gárgula que protegia o gabinete da diretora, e não ficou surpreso ao encontrar o gabinete vazio.
Andou até a lareira, enchendo a mão de pó de flu, antes de jogar o pó e gritar seu destino, Albus jurou ter visto os retratos de Albus e Severus lhe lançarem uma piscadela, não chegou a saber se vira de verdade ou se imaginara aquilo, mas não importava.
Albus se sentiu tonto e viu várias lareiras passando diante de seus olhos, mas logo a visão era do hospital St Mungus. O horário de visitas a muito já tinha acabado, mas sorrateiramente o moreno subiu as escadas até o terceiro andar, e foi puxado direto para quarto de Elizabeth Gaunt.
Tomou cuidado para não ser visto e com sucesso entrou no quarto da garota. A loira dormia profundamente, e um sorriso se formou em seus lábios.
Como se sentisse a presença de Albus no recinto, a loira abriu os olhos vagarosamente.
– Ei – cumprimentou ela coçando os olhos e focalizando Albus – Já é tarde.
– Já – disse ele – Como se sente?
– Bem, devo sair logo daqui – respondeu ela sorrindo – Não deveria estar na escola?
- Está tendo um baile agora... – Albus revirou os olhos como se isso fosse algo bobo.
– E? Não é desculpa para vir me ver – censurou Elizabeth rindo – Além do mais, um baile é um requisito muito importante na formação de uma pessoa.
– Tudo bem, quer ir ao baile comigo senhorita Gaunt? – indagou Albus sério.
– Como se eu pudesse sair daqui – murmurou a garota.
Albus tirou a varinha do bolso, a levantou e fez vários círculos no ar, mas não tirou os olhos de Elizabeth.
– Você não pode fazer magia fora da escola.
- Shh... – disse ele sorrindo, ainda a fitando – As conseqüências serão bem vindas.
Num piscar de olhos o quarto tinha escurecido, os objetos hospitalares desaparecidos, e luzes bruxuleantes tomaram conta do lugar, assim como uma suave música.
– Nosso baile particular.
– Não estamos vestidos de acordo – observou Elizabeth ao ver sua camisola, e ver Albus com uma camiseta branca manchada e short muito largo, seu pijama.
Albus estendeu a mão para Elizabeth, que as segurou e se levantou da cama, no momento em que colocou os pés no chão a cama também desaparecera, fumaças cobriam os pés descalços de ambos.
– Onde aprendeu isso? – perguntou Elizabeth.
– Minha irmã tem muitas revistas interessantes.
– Muito interessantes – concordou Elizabeth.
– É bom sentir seu coração batendo – murmurou Albus que estava com seu corpo colocado no de Lizzie – Ele bate forte. Mas deveria disparar, afinal o coração de todos disparam quando eu estou por perto.
– Sei uma coisa que faria meu coração disparar, se é isso que você quer – sugeriu Elizabeth.
– Gostei disso – murmurou Albus ajeitando suas mãos na cintura da loira e aproximando seu rosto do de Elizabeth. Albus almejara por um longo tempo por esse momento, e agora ele estava acontecendo, e esse seria o primeiro, de muitos beijos com Elizabeth Gaunt.
"Se duas pessoas são feitas para ficarem juntas, eventualmente elas acharão o caminho de volta."
Fale com o autor