A Realeza
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Notas iniciais
Sai furiosa do quarto, não acreditava que Ean havia feito isso. Ele ainda teve a cara de pau de me procurar para falar de Henri! O pobre Henri nem tinha nada a ver.
Meu pai e o General Leger estavam falando com 3 guardas.
–Pronto minha filha? Já vou mandar os guardas buscarem Erik. –meu pai me viu chagando.
–Não, não, não. Erik não vai sair daqui hoje. –eu disse séria. Meu pai me olhou com cara de quem não esperava isso de mim. Ele devia achar que eu havia desistido de punir Erik. No caso não havia sido exatamente uma desistência.
Eu contei a história a eles. Todos me olhavam com incredulidade. Não pareciam ter aceitado essa versão da história. Meu pai ordenou que dois dos guardas fossem ao quarto de Ean e o trouxessem ao nosso encontro. Chamamos Erik e ele confirmou toda a história, a contando novamente.
Ean chegou praticamente gritando com os guardas, parece que ele teve de ser retirado à força de seu quarto. Ele estava vermelho de raiva. Mas quando nos viu o observando como se fosse um bicho sendo domado ele parou e respirou.
–Ean, parece que você tem muito o que nos falar, certo? –eu o encarei. Ele tentava esconder o nervosismo mas conseguia se fingir de santo muito bem.
–Boa noite Alteza, Rei, General... sobre o que gostariam de falar comigo? –ele deu um sorrisinho falso. Estava se saindo um pouco mal na encenação.
–Você sabe que mentir para a Realeza é proibido, certo? –meu pai chegou mais perto e o questionou.
–Claro, Rei. Mas eu nunca mentiria para vocês. –ele disse olhando para baixo.
–Então nos responda sinceramente. Você sabotou a entrevista de Erik dizendo para ele comentar sobre o problema da minha mãe com a mídia, sendo que você sabe que é proibido vazar para a mídia sobre assuntos da Realeza? –eu perguntei. Havia acusação na minha voz, mas eu não me importava. Eu tinha certeza que Erik não mentiria para mim.
–É ... é verdade, mas eu não tinha a intenção de prejudica-lo ou de trazer transtorno à sua família... –ele dizia mas eu não acreditava em nada que não fosse ele ser o culpado. Erik estava com cara de quem achava de verdade que Ean não havia feito por mal. Ingênuo.
–E você teria coragem de estragar tudo para Erik? Você ainda me disse que achava que havia sido Henri! Como se atreve?! –eu estava muito brava.
–Me... me desculpe. –ele estava fazendo cara de piedade. Foi a primeira vez que eu o ouvi se desculpar, mas não me importava. Não queria ter que olhar na cara daquele traidor nunca mais. –Eu não vou ser expulso da Seleção, vou? –ele passou a ficar com cara de medo. Com certeza ele não queria perder, muito menos desse jeito.
–Mas é obvio que vai! –eu gritei. –Desculpem me, eu não queria gritar. Todos assentiram. Erik me pediu licença e passou na minha frente procurando o olhar de Ean. Eu cheguei mais perto de meu pai e quando ia começar a cochichar perguntando o que faríamos escutei um barulho.
Erik tinha acabado de dar um soco no rosto de Ean, que agora esfregava o maxilar e quase pulou em cima de Erik se os guardas não o tivesse segurado.
–Isso foi por me enganar e por tentar colocar a culpa disso tudo em Henri. –Erik disse e se retirou. –Princesa, vou conversar com Henri e o deixar informado sobre tudo o que aconteceu. Me deem licença, por favor.
–Claro, Erik. Mais tarde nos falamos. Fique com Henri até eu chegar. –ele se retirou e os guardas soltaram Ean. Ele estava com uma cara terrível, uma mistura de dor e impotência. –Por favor, acompanhem Ean até o quarto dele. O mantenham lá até nós resolvermos o que será feito a seguir. Peçam que a criada dele cuide do machucado. –Os guardas saíram levando Ean. Não achei necessário leva-lo à ala hospitalar pois só havia um pequeno machucado no canto da boca. Me virei para meu pai e o General Leger. –Como trataremos isso?
–Bem, foi uma série de atos que não deveriam ter sido feitos. –constatou Aspen. –Mas creio que não era intenção de Erik causar transtorno.
–Ean tem que ser punido, severamente. –meu pai disse. Ele estava ficando quase tão nervoso quanto eu a alguns minutos atrás. Depois que Ean saiu eu melhorei, mas meu pai só piorou.
–O que você tem em mente Maxon? –o General Leger perguntou.
–Açoitamento. –ele tinha um olhar frio. Não sei o que pensava sobre isso. Mas no fundo não me parecia tão mal.
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