A Realeza
6 O Casamento
– Maxon o que você faria nessa situação?
Meu pai me pergunta quando percebe que eu não estou prestando a devida atenção no novo projeto de lei que ele quer implantar no país. Eu só lembrava que não gostava por que não iria beneficiar as pessoas que realmente precisavam de ajuda então parei de prestar atenção no que ele dizia.
– Eu... Eu acho...
– Você não tem que ACHAR nada garoto! — Bate a mão com força na mesa me fazendo pular na cadeira de susto. — Será que não consegue gerir um problema tão simples?
– Desculpe pai.
– Pare de se desculpar e comece a agir. Você será o próximo rei pelo amor de Deus!
E ele sai resmungando pela porta me deixando sozinho na sala. Como sempre. Mas eu não quero mais ficar sozinho... Entro em desespero. Não quero. Pai...
– Calma querido, você nunca mais vai ficar sozinho.
Minha mãe acaricia meus cabelos. E me olha sorrindo.
– Por mais que não estejamos mais aqui você não esta mais sozinho. Tem America com você agora.
America...
Acordo assustado. Olhei para o relógio e ainda era 7 horas.
Foi a primeira vez que sonhei com meus pais depois do que aconteceu.
E eu sentia muita falta de minha mãe. Ela sempre foi uma ótima mãe, sempre me deixava me sujar lá fora, ela quem me deu minha primeira câmera dizendo que era importante guardar bons momentos.
Meu pai também foi um bom pai, no começo, quando eu era bem pequeno me lembro dele me ensinando a desenhar. Sim ele gostava de desenhar. E nos sentávamos no chão do meu quarto e ele espalhava vários lápis de cor pelo chão e fazia desenhos e eu ficava ao seu lado observando e quando ele terminava dava para mim pintar os desenhos e me ensinava como usar as cores e não fazer aquela bagunça que as crianças de 6 ou 7 anos fazem.
Não me lembro do momento em que ele se tornou tão frio, só sei que ele começou a se afastar de mim e começou a me dar aulas de como governar e quando eu e minha mãe riamos de algo bobo que eu fazia ele suspirava e revirava os olhos não rindo mais com a gente. Até o dia em que me bateu e eu soube que ele era diferente do cara que jogava lápis no chão do meu quarto.
Olhei pro relógio e já eram 10 da manhã. Tinha apenas 2 horas para me arrumar para o casamento. Uau! Memórias são estranhas.
Tomei banho, fiz a barba e quando sai do banheiro meu café da manhã já estava em minha mesa e havia um bilhete ao lado.
Era de America.
"Bom dia Príncipe. Vim trazer seu café escondido, mas quando vi que estava no banho ainda percebi o quanto você está atrasado mocinho!
Dormiu até tarde? Queria ter dormido contigo.
Mal vejo a hora de te ver novamente. Serei a mulher de branco ;)
Te amo, America."
Ela esteve aqui escondido por que não podíamos nos ver até o casamento . Ri e percebi que ela havia usado uma das folhas que eu usará para escrever meus votos. Ainda bem que não estava mais lá.
Tomei meu café-da-manhã com calma e então fui me trocar.
Meu traje era uma mistura de terno com uniforme militar. Eu, como todos os príncipes, havia passado um tempo no treinamento da guarda e isso me rendeu algumas medalhas que eu teria que ostentar no lado esquerdo do meu peito. O terno era azul marinho e tinha uma faixa azul mais claro traspassando meu peito. No chão estava um par de sapatos sociais pretos muito bem listrados e em um domo de vidro estava a minha coroa.
Os vesti e depois fui até o espelho arrumar meu cabelo.
Quando estava pronto sai pela porta e havia uma verdadeira comitiva me esperando. Eles perguntava varias coisas como se eu precisasse de ajuda para me arrumar, barbear, colocar a coroa no lugar certo, fazer a unha...
Neguei a todos e me dirigi a capela apressado.
Chegando na porta, havia uma pequena tenda dourada abrigando os padrinhos, May e a mãe de America que entrariam na igreja tínhamos que esperar até que desse o horário para que entrássemos como havíamos ensaiado algumas vezes.
Até então não tinha caído minha ficha.
Eu iria me casar.
Com America!
Não pude deixar de sorrir.
– Ah querido vejo que está tão feliz — Minha sogra se aproxima.
– Sim estou. — Sinto meu sorriso aumentar. — Como está America?
– Radiante também. Aspen já foi busca-lá.
Me lembro quando America veio me pedir permissão para que Aspen a levasse até ao altar, já que seu pai havia morrido e Gerard ainda era muito pequeno. Eu não tinha como discordar. Aspen havia sido um grande herói durante a invasão e depois de conhecer a história dos dois e ver que agora o sentimento era de pura amizade, era uma ótima escolha ele a levar até o altar.
O relógio bateu as 14 horas e eu sabia que estava prestes a começar.
Marlee e Carter foram os primeiros a entrar assim que a música começou, seguidos então de August e Georgia.
Magda, mãe de America, me deu uma última olhada e saiu da tenda para entrar na igreja.
A música ao vivo ficou ainda mais suave.
May me olhou e sorriu.
– Acho que é a minha vez.
Sílvia apareceu.
– Rápido senhorita, a noiva já esta descendo e vossa majestade ainda nem entrou.
– Calma Sílvia. — Digo rindo depois de ver que ela havia assustado May. — Ela já estava indo.
– Claro Majestade. Desculpe. Já venho avisar quando será sua vez.
E sai atrás de May.
Tentei espiar pela entrada traseira da tenda se veria America, mas antes que eu pudesse ver algo Sílvia voltou.
– Majestade, sua vez.
Dei uma última olhada no espelho, suspirei porque agora estava ficando nervoso.
– Vamos. — Digo e saiu da tenda indo para a escadaria da igreja.
A música havia mudado, America havia escolhido a música que eu entraria e eu escolhi a dela.
Entrei acenando para algumas pessoas com a cabeça e sorrindo para todos. Se minha mãe estivesse aqui entraria comigo e sei que estaria muito feliz por minha escolha.
Parei no meu lugar e esperei vendo as portas se fecharem no final do corredor. Logo a melodia mudou e eu vi as portas se abrindo e as pessoas se levantando. Conseguia ver apenas parte do vestido branco e Aspen com sua bengala e uniforme.
Aguardei pacientimente sentindo um sorriso enorme se formar em meu rosto até que eu a vi, e sabia que ela havia me visto também.
Ela estava linda. Perfeita. Sorrindo pra mim. Prestes a ser minha mulher. Seu vestido era justo com forma de coração no busto e se abria em uma saia rodada até o chão, o tecido dançando em volta dela a cada passo. Seu cabelo estava em um penteado que da onde eu estava não via direito , mas conseguia ver alguns cachos caindo de sua têmpora. Mais acima de sua coroa de princesa saia um véu simples e delicado para trás. Sua mão estava com uma luva de seda até o pulso.
Eles chegaram até mim e Aspen colocou a mão de America na minha após beijar sua bochecha e então ele acenou com a cabeça pera mim e eu devolvi o aceno e voltei meu olhar para America que sorria emocionada para mim, caminhamos até o altar e eu sussurro só para ela.
– Olá, minha querida.
– Nem comece. — Ela retrucou e sorrimos um para o outro e a cerimônia se da início.
Confesso que não presto muita atenção no que o padre dizia só conseguia me concentrar nas mãos de America na minha e no fato que em alguns minutos seríamos marido e mulher.
Digo meus votos a America declarando todo meu amor por ela e que estaria com ela pelo resto se nossas vidas porque isso é simplesmente o que eu sinto. Depois que America controlou as lágrimas e os sorrisos começou a declarar os votos e eu não pude evitar de ficar emocionado. Nos juramos um ao outro para sempre. Não havia nada que eu quisesse mais.
Trocamos as alianças e eu beijei a mão de America. Logo depois o padre nos declarou marido e mulher e me deu permissão para beija-lá.
– Com prazer. — Digo sorrindo puxando ela para mim e a beijando com todo o amor que tinha por ela. E naquele momento eu não poderia estar mais feliz.
Assim que a cerimônia de casamento acabou, se deu início a cerimônia de coração, primeiro a minha e depois a de America. Em poucos minutos fomos declarados rei e rainha.
Após as cerimônias demos um almoço de comemoração e a noite teríamos a festa. O almoço foi tranquilo, e America estava radiante. A imprensa havia sido dispensada para que pudéssemos ter alguma paz, mas voltariam em breve, no baile, para registrar alguns momentos também.
Assim que terminamos o almoço pedi licença a nossos convidados e peguei a mão de America para levá-la até o segundo andar, na sacada, onde uma multidão nos aguardava.
– Feliz minha querida? — Perguntei enquanto íamos em direção a escadaria.
– Ah Maxon eu estou tão feliz! Foi tudo tão lindo! — Ele sorria e eu tinha que acompanhar. Porém seu sorriso murchou um pouco. — Queria que estivessem aqui... Conosco. — E suspirou.
– Eles estão amor. — Abracei ela com força. — Sempre vão estar. E seu que estão muito felizes por nós
Nos afastamos para sorrir um para o outro e então voltamos as escadas.
– Nossa da para escutar daqui eles gritando. — America apertou minha mão.
– Estão ansiosos para ver a nova rainha. — disse e beijei sua testa.
– E seu novo rei. — Ela beija meu ombro e chegamos a sacada, os guardas fazem reverências e abrem as portas.
O barulho quase me deixa surdo.
Os poucos passos que damos até estar de frente para nosso povo são estranhos. Uma responsabilidade por cada uma daquelas pessoas me enche e eu, naquele momento, assumo a responsabilidade de trazer felicidade ao meu povo.
Com America ao meu lado.
Nos acenamos e America manda beijos as pessoas gritam, erguem cartazes, algumas choram. Uma felicidade.
Logo os gritos pedindo para que nos beijar ganham coro e como uma bom rei tenho q atender meu povo.
Sorri para America e a puxei para mais perto, colocando minhas mãos em seu rosto, admirando seu sorriso e então me aproximei lentamente e a beijei com amor. Os gritos sumiram e só existia aquele momento e meus lábios tocando o dela, seu vestido envolvendo minhas pernas e suas mãos, novamente enluvadas em meus braços.
Senti algo tocando meu ombro 2 vezes e quis ignorar novamente, mas quando abri um olho para checar era August apontando pro pulso e rindo. Não dei quanto tempo ficamos nos beijando e os gritos se tornaram presentes novamente.
– Temos um baile ainda, querida e acho que você vai querer descansar um pouco antes. — sussurrei no ouvido de America, discretamente. — Acene e vamos entrar.
Demos tchau e entramos.
– Ei guardem um pouco para a lua de mel meus queridos. — August brinca. America cora.
– Não se preocupe. Temos de sobra. — Digo rindo.
– Maxon! — America exclama e bate no meu ombro.
– Calma amor. Agora vamos descansar para a festa. — Digo pegando seu braço.
– Descansar... Sei. Do jeito que vocês estão... — August começa novamente.
– August, vai cuidar da sua noiva. — Disse antes que ele piore as coisas para mim.
America e eu subimos a escada até meu quarto, chegando lá America tira os sapatos e se deita.
– Eu amei esses sapatos, mas amei também tirar eles. — Ela diz rindo deitada.
Eu vou tirando a faixa com a medalhas e logo a gravata e os sapatos também e me jogo na cama ao lado dela.
– Espero que escolha coisas leves para o baile daqui a pouco. Temos... — Olho no relógio. — Duas horas antes que suas criadas venham te roubar de mim.
– Mais arrumação e maquiagem. — Ela suspira. — Não podemos ir de pijama?
Rimos e eu me apoio em um cotovelo para olha-lá.
– Se você não quiser ir, não precisa. Poremos simplesmente fugir para nossa lua de mel.
– Que você não quer me contar nada...- Ela se vira e fica de barriga pra baixo. Seus cabelos estão um pouco bagunçados e lindos.
– Não. É surpresa. — Digo e a beijo. Ela logo se afasta. — O que foi?
Não consigo disfarçar minha decepção.
– Se começarmos agora... Não sei se vou conseguir parar. — Ela sorri tímida.
– Não precisamos parar...
– Mas agora falta tão pouco e... Eu quero esperar até nossa lua de mel. De verdade sabe?
– Tudo bem querida. — Beijo seu nariz. — Vamos apenas descansar então já que não dormimos juntos faz um tempo, que tal dormimos juntos agora?
– Ótima ideia. Mas acho melhor tirar esse vestido enorme.
Rimos e eu a ajudei.
Ficamos de pé e eu fui para suas costas tirando sua coroa que já estava meia torta, depois me dediquei a beijar seus ombros enquanto abria o laço de suas costas. A cada novo laço desfeito eu dava um beijo em suas costas. Logo o vestido eatava aberto e eu excitado, mas tinha que me controlar.
America puxou o vestido e ele caiu no chão, e eu prendi o fôlego por um momento e então ajudei a soltar os grampos em seu cabelo e logo seus cabelos caíram em cachos.
– Você é tão linda America. — Abraçando seu corpo. — Mal posso esperar para ser toda minha...
Beijo seu pescoço e então a viro para mim. Ela vestia um conjunto de corpete branco com calcinha também branca de renda e meias com cinta liga.
– Acho que agora não consigo esperar mais... — Minha respiração estava ofegante e minha voz rouca.
– Era surpresa. — Ela diz sorrindo. — Vou te ajudar a tirar esse terno e vamos deitar. Vou manter a sua surpresa para nossa primeira vez.
America tirou meu terno pelos meus ombros e logo começou a desbotar minha camisa enquanto eu não conseguia deixar de olhar para minha "surpresa". America tirou minha camisa e então se moveu para minha calça, mas eu a parei.
– Melhor não. Se vamos esperar melhor não. Vem. — Disse nem ao menos reconhecendo minha voz e a puxei para a cama.
Deitamos um de frente para o outro, America sorriu e fechou os olhos caindo no sono tranquilo enquanto eu cai no sono admirando minha surpresa.
Fale com o autor