A Random Tale
1 Único
Notas iniciais
Nunca tinha escrito um crossover então espero que me saia bem, e não tenha estragado nenhum dos personagens que amo tanto nem que tenha algum furo, no mais, espero que apreciem,
boa leitura!
Era noite de quinta-feira, Jo tinha saído do Departamento de Polícia de Nova York e ia para sua casa quando seu celular tocou insistentemente até que caiu na caixa de mensagens, parou o carro e pegou o aparelho, olhou o número no visor – ligação internacional – não conhecia o número, ia voltar a dirigir quando o mesmo número ligou novamente.
— Alô?!
— É a detetive Jo Martinez que trabalha para NYDP?
— Sou eu, com quem falo?
— Aqui é Gregson Lestrade, detetive inspetor da Scotland Yard.
Jo conhecia o departamento de polícia de Londres, rapidamente formulou algumas teorias que justificariam aquela ligação, não conseguiu chegar à conclusão de nenhuma que fizesse sentido.
— Senhora Martinez? – Lestrade a chamou depois de alguns segundos de silêncio.
— Estou ouvindo.
— Não quero tratar detalhes sobre isso por telefone, preciso que você venha até Londres.
— O que aconteceu? – ao perguntar sentiu-se gelar como sempre nos sentimos quando esperamos por más notícias, a essa altura ela já temia pelo pior.
— Seu tio-avô, Elliot Williams faleceu. As investigações ainda não começaram, mas estamos pensando em suicídio ou assassinato.
Outra pausa. Jo ainda ouvia a respiração de Lestrade do outro lado da linha, mas não conseguia dizer nada, apesar de não ter tanto contato com seu tio-avô sentia enorme carinho por ele, ele tinha participado muito de sua infância, era o tipo de pessoa que irradia alegria e não imaginava que motivos ele teria para cometer suicídio.
— Senhora? – Lestrade chamou sua atenção novamente — Desculpe as más notícias.
— Tentarei conseguir um voo ainda hoje Senhor Lestrade, assim que eu chegar a Londres procurarei você, posso ligar para esse número?
— Claro.
— Nos veremos em breve então.
— Até logo.
Jo desligou o telefone e seu cérebro trabalhava a toda, deu a partida no carro e foi para o lado oposto de sua casa, precisava passar em um lugar antes. Dez minutos após receber a ligação estava batendo na porta de Henry. Abe quem abriu a porta, após trocarem cordialidades pediu que ele chamasse o médico.
— Jo!
— Desculpe vir essa hora Henry, preciso que vá comigo para um lugar.
— Claro, só preciso pegar meu casaco.
— Só ele não será necessário – o médico parou e encarou-a com uma expressão confusa.
— Para onde iremos?
— Para Londres.
Pouco depois da meia noite, Jo e Henry conseguiram um voo e estavam a caminho de Londres. Ela explicou sobre a ligação de Lestrade, sobre a morte de seu tio-avô e as hipóteses que a polícia londrina estava pensando. Precisava que ele a ajudasse descobrir a verdadeira razão por trás da morte de Elliot, ele tinha ajudado a resolver vários casos em Nova York, e se não houvesse algo por trás de sua morte, eles descobririam.
. . . . . . .
Assim como em Nova York, em Londres também nevava, só que o clima ali estava mais intenso que do outro lado do oceano. Chegaram às terras londrinas de manhãzinha, levaram as malas para o hotel, depois de tomarem um rápido café da manhã Jo ligou para Lestrade.
— Lestrade?! É Jo Martinez, já estou em Londres.
— Venha para Scotland Yard me encontrar.
Henry pediu um táxi e foram encontrar o detetive inspetor, observava a cidade, a nostalgia tomando conta de si. Lembrou-se de da última vez estivera ali, como às coisas mudaram, não esperava voltar ali sobre essas circunstâncias, mas ajudaria Jo.
O táxi os deixou na porta do prédio da Scotland Yard, mudara bastante desde a última vez que Henry se lembrava, a nova construção seguia os padrões dos prédios modernos. Entraram no local e disseram que o inspetor Lestrade os aguardava, foram levados até sua sala.
— Jo Martinez e esse é o Dr. Henry Morgan – estendeu a mão se apresentando a Lestrade.
— Gregson Lestrade, sentem-se.
— Não creio que meu tio-avô tenha se suicidado – Jo disse sem rodeios.
— Eu pedi que Sherlock Holmes nos ajudasse com esse caso, espero que não se importe Senhora Martinez.
— Não, o que me importa é saber o que realmente causou a morte de meu tio-avô.
— Se quiser conhece-lo, posso leva-los até a casa dele.
— Lestrade, se não se importar, eu gostaria que Henry olhasse o corpo, ele trabalha no IML de Nova York e ajuda a polícia de lá e a mim a resolver esse tipo de caso.
— Por mim tudo bem.
— Então, vamos.
Lestrade pegou seu casaco, e os acompanhou até o lado de fora, estava ventando demais. Ele e Jo foram em seu carro para Baker Street, Henry pegou um táxi em direção ao Hospital St Barts para fazer o Jo tinha pedido.
. . . . . . .
John Watson abria a porta do apartamento quando viu uma mulher e Lestrade vindo em sua direção, esperou que eles o alcançassem.
— Olá John! – cumprimentou-o — Como vai Mary?
— Está bem, veio falar com Sherlock certo?
— Sim, está é Jo Martinez, detetive da NYPD.
— John Watson – o médico estendeu a mão e cumprimentou-a — Vamos entrar.
Subiram as escadas que os levariam ao 221 B, a porta estava entreaberta, John empurrou-a e uma flecha passou zunindo diante do médico e prendeu na parede fazendo barulho bem na altura de seus olhos.
— Mas o que...
Antes que terminasse sua frase, Sherlock surgiu de trás de um sofá, estava vestindo o roupão vinho por cima das roupas e na cabeça usava um cocar, tinha arco e flecha nas mãos.
— Boring! – disse, mirou e atirou a flecha na parede.
— Sherlock, Lestrade está aqui – entrou e deixou que os outros dois entrassem no ambiente.
— Se é sobre o caso do assassinato de Elliot Williams, sugiro que prenda o Dr. Evans, da clínica Wentworth – tirou o cocar e jogou-o junto com o arco e flecha ao lado de sua poltrona — Finalmente livrou-se de Donavan, Lestrade? – comentou analisando a desconhecida.
— Não, essa é Jo Martinez, Elliot era seu tio-avô.
— Hum... Seu marido também faleceu recentemente pelo que vejo.
Jo estudou Sherlock, sua postura e maneira de falar lembrava a de Henry, imaginou como seria ver os dois lado a lado para comparar.
— Sherlock, pode explicar o caso, por favor – pediu Lestrade.
— Sim... – ele gesticulou para que entrassem, ele sentou em sua poltrona, colocou as mãos embaixo do queixo — Conclui o caso ontem á noite, imaginei que você talvez aparecesse aqui, não foi nada de muito extraordinário... – John ouvia a explicação sentado em sua poltrona, Lestrade e Jo estavam no sofá — O Dr. Evans Wentworth queria provar que a mente tinha domínio sobre o corpo, seu tio-avô Williams era um dos seus pacientes, li os relatórios do histórico médico, ele estava muito doente e teve uma melhora súbita, ele foi vítima das experiências médicas do Dr. Evans, mas na última sessão de tratamento as coisas fugiram do controle durante a hipnose o que causou a morte de Williams, foi bem simples no final.
Ninguém disse nada, todos absorviam o que tinham acabado de ouvir, Sherlock observava Jo Martinez com alguma curiosidade, ela não tinha demonstrado nenhuma das reações que as pessoas geralmente tinham quando ele simplesmente explicava a resolução do caso, ela simplesmente ouviu, como se algo lhe fosse familiar. O silêncio foi quebrado pelo toque do celular de Lestrade, ele se levantou e saiu da sala para atender.
— Sherlock – Lestrade voltava para sala minutos depois — Preciso que me acompanhe até o St Barts.
— Assassinato – disse, demonstrando a certeza só pela postura do inspetor — Vamos.
. . . . . . .
Estava trabalhando em algumas análises, quando um homem entrou na sala, veio em sua direção se apresentando.
— Olá, sou o Doutor Henry Morgan, trabalho no IML de Nova York e ajudo a polícia de lá a resolver alguns casos.
— Molly Hooper.
— É um prazer conhece-la Doutora Hooper, vim aqui a pedido da detetive Martinez, ela é parente do falecido Elliot Williams, quero dar uma olhada no corpo, se não se importar.
— Não, me acompanhe até o necrotério.
Molly entregou luvas e um avental a Henry, disse que se precisasse de algo era só pedir e ficou o observando. Algo nele a lembrava Sherlock, imaginou os dois lado a lado para poder fazer comparações, estava tão concentrada assistindo ele fazer suas análises que o funcionário que veio trazer um novo corpo precisou lhe chamar duas vezes.
Separou tudo o que precisaria para começar a trabalhar, leu a ficha sobre as condições em que o corpo fora encontrado, ouviu os passos de Henry vindo em sua direção.
— Se quiser... Posso lhe ajudar com isso – disse apontando para mesa.
— Na autópsia?
— Modéstia a parte, sou muito bom, e como já terminei o que vim fazer, posso te ajudar enquanto espero que Jo venha me encontrar.
— Ele é todo seu – disse, deixando que ele se aproximasse da mesa.
Molly observava com curiosidade o Dr. Henry Morgan, analisar o corpo recém-chegado, anotou as observações, segundo ele era claramente um assassinato, o corpo tinha várias perfurações no tórax feito com um objeto cônico. Lia as anotações sobre as condições que o corpo fora encontrado em voz alta, Henry ouvia tudo em silêncio tinha acabado de dizer a provável arma do crime quando Sherlock, John, Lestrade e uma mulher entraram na sala.
— Um cone de gelo é a arma.
Sherlock foi direto para a mesa examinar o corpo em que Molly e Henry estavam analisando minutos atrás, John foi para junto do amigo e Lestrade veio fazer as apresentações.
— Jo Martinez, essa é a Doutora Molly Hooper.
— Olá – a legista retirou as luvas para cumprimenta-la.
— É um prazer, Williams era meu parente.
— Ah! Meus pêsames.
Jo e Molly olhavam Sherlock trabalhar, a sala estava silenciosa, como se cada uma das duas estivessem fazendo suas comparações particulares dos dois. John saiu de perto da mesa e veio se juntar ao trio, Henry já tinha tirado o avental, estava tirando as luvas, se juntou aos outros.
Conversavam entre si coisas triviais, e acabaram por descobrir que o falecido pai de Watson, era melhor amigo de um parente de Henry, John fez questão de convidar Jo e ele para ir jantar na sua casa já que o voo deles seria no outro dia. Lestrade e Jo conversavam sobre os casos algumas vezes bizarros que caiam em suas mãos, Molly interagia quando preciso, estava ocupada demais ainda comparando.
As fotos tiradas na cena no crime estavam espalhadas em outra bancada, depois de analisar o corpo menos de cinco minutos, Sherlock foi olhar as fotos novamente com o celular em mãos, menos de um minuto depois ele veio na direção do grupo, John, Lestrade e Molly na hora reconheceram o lampejo de quem tinha solucionado o caso no olhar dele.
— Lestrade, sugiro que risque da sua lista a busca pela arma do crime, o assassino usou um cone de gelo. O motivo? Chantagem, um pouco de pesquisa e foi fácil, o nome verdadeiro de Alfred Collins, era Dean Harrison. Ele foi chantageado para que não descobrissem seu passado, e como evidentemente não cedeu, sabemos como terminou.
— Algo mais? – Lestrade quis saber.
— Nada que tenha relevância – disse se dirigindo em direção a porta.
— Onde pensa que vai Sherlock?
— Voltar para Baker Street, claro – para onde mais iria Watson? completou mentalmente.
— De jeito nenhum, meu pai e um parente de Henry eram melhores amigos e eu convidei Jo e ele para irem jantar na minha casa essa noite, você está convidado também.
— John... Por que eu... – antes que terminasse de argumentar o amigo o cortou.
— Charlotte pediu pra você ir vê-la – John sabia que era golpe baixo usar sua filha e afilhada do amigo, mas era verdade, tinha passado pra vê-lo e entregar o recado da filha, porém não resistiu saber o desfecho de um caso.
— Estarei lá.
. . . . . . .
Fazia pouco mais de meia hora que Lestrade, Jo, Henry e Molly estavam esperando Sherlock reunidos na sala dos Watson, a campainha tocou e Mary foi atender.
O detetive entrou pela porta carregando um urso debaixo do braço, ao ouvir a voz do padrinho, Charlotte correu na sua direção e ele entregou-lhe o urso, a pelúcia era maior que a pequena garota no auge de seus três anos.
— Está atrasado – ralhou Mary.
— A intenção foi essa, era pra vocês já estarem jantando.
— Mudança de planos – Mary disse com um sorriso, nessa altura, Sherlock já desconfiava.
— Fala logo aonde iremos Mary Watson, sem cerimônias.
— Achei que seria mais interessante irmos a um barzinho, e não faça essa cara Sherlock.
— Pois bem, da próxima vez que me enganar, eu juro que ensinarei tudo o que Charlotte quiser saber para poder ser uma detetive consultora – ameaçou se encaminhando para porta.
— Vamos? – Mary chamou os outros, Sherlock esperava na porta.
Decidiram ir caminhando já que o lugar ficava perto da casa dos Watsons, chegaram e foram levados até a mesa que tinha sido reservada, era noite do karaokê no bar Ligth Em Up.
Molly e Mary rapidamente contagiaram Jo com sua empolgação, Lestrade desapareceu atrás de uma bebida antes que fosse arrastado para o palco e John se ofereceu para ajuda-lo, Sherlock e Henry negaram o convite para subir ao palco, por um segundo Sherlock achou que Henry aceitaria.
— Sabe que ela gosta de você – Henry comentou enquanto as três mulheres folheavam um catálogo escolhendo uma música para cantar, Sherlock virou-se — A Doutora Hooper, quer dizer, Molly. Na verdade, você com certeza sabe, notei o quanto é brilhante, é realmente muito bom no que faz, mas acho que seria justo deixa-la saber que também gosta dela.
Sherlock olhou Henry com curiosidade por um momento, ele não fazia nenhuma suposição, ele afirmava um fato que constatou, algo que ninguém tinha descoberto até então, talvez nem mesmo seu irmão Mycroft, não se lembrava de ter cometido algum deslize que o entregasse.
— Foi só um segundo, mas eu percebi quando você tentou argumentar com John o motivo de querer ir à casa dele, você olhou muito discretamente de relance para ela, além da filha dele, Molly seria o motivo para fazê-lo ir – explicou, estavam observando o desempenho das mulheres no palco, elas cantavam I Want To Hold Your Hand
— Você é bom Henry Morgan.
— Eu só sei o que observo.
— Eu também, por isso irei retribuir, a única coisa que não pude deduzir é o que realmente esconde, mas isso não faz diferença, Jo confia em você e espera que você também confie nela da mesma maneira, ela já superou o passado e espera que você demonstre que superou o seu para poder dar o primeiro passo.
— Primeiro passo? – John e Lestrade apareceram com a bebida e os copos no momento em que as mulheres terminavam sua performance.
Sherlock não respondeu a pergunta, ele que tirasse as próprias conclusões a partir daquilo. Um canto de sua mente se perguntou quem se entenderia primeiro: Jo e Henry ou Molly e ele. Sorriu com as possibilidades interessantes que imaginou enquanto juntava-se aos outros para aplaudi-las.
Notas finais
>espero que não tenha sido ruim
E ai? Mereço saber a opinião de vocês?
se você leu até aqui, beijo cor de carmim pra ti :3
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