Hokward entrou no quarto com um sorriso no rosto.

— Não se preocupe, dei um jeito nos guardas, não me viram entrar.

A mulher se aproximou dele perto o suficiente para conversar sem que ninguém além deles ouvisse uma palavra se quer.

— O que você pensou que estava fazendo?! Eu mandei você matar apenas a Rainha e não meu marido!

— Eu pensei que você queria Salazar Kane morto – Ele soou cabisbaixo.

— Não agora! Caso meu plano não desse certo, Salazar seria fundamental.

Hokward se sentou na cama e focou sem olhar em um ponto fixo. Ela olhou para ele e revirou os olhos, após algum tempo o deixando sozinho com seus pensamentos moveu seu corpo até ele e disse:

— A população me ama, assim como a maioria dos nobres... Mas isso não torna meu irmão incapaz... — As peças voltavam ao lugar na cabeça de Anfitrite, e agora era a hora de usar a influência psicológico do Conselheiro na vida de seu irmão. — Precisamos torna-lo incapaz.

A jovem amanheceu vomitando em seu penico. Sentia seu corpo estranho fazia alguns dias, mas era a primeira vez em que fazia aquilo logo de manhã. Uma de suas servas passavam as mãos pelas suas costas, tentando amenizar a situação. Quando se colocou de pé, sentiu a mão da mulher apalpando seus seios, Anfitrite franziu as sobrancelhas e olhou para o rosto dela.

— A quanto tempo não sangra, M’Lady?

Ela fitou o próprio rosto no espelho, aquela pergunta havia sido o suficiente para transformar sua cabeça em um turbilhão de pensamentos.

— Eu... Eu não sei.

Havia pensado em cada detalhe do seu plano todos os dias, mas nunca tinha permitido se lembrar em como uma gravidez poderia beneficiar seu reinado. Aquilo significaria o apoio dos Kane até o fim de sua vida. Por mais que aquele filho tivesse mais chance de pertencer ao Conselheiro do que seu falecido marido, ninguém precisava saber disso.

O templo do mar estava lotado. Toda a população se dividia entre as plataformas de mármore. Quando a carruagem de Anfitrite parou, um caminho de pessoas se abriu para que ela conseguisse estar ao lado de seu irmão. Conectados por uma série de cordas, os corpos da Rainha e do Lorde estavam separados em dois barcos, repletos de flores e frutos.

Enquanto o sacerdote falava, as cordas foram cortadas e após certa distância, os arqueiros atingiram os barcos com flechas flamejantes, incendiando os corpos para que suas cinzas se misturassem com o mar, e logo todos cantavam um cântico fúnebre.

Escuro as estrelas e escuro da lua

Silêncio da noite e da flor da manhã

Diga aos cavalos e bata em seu tambor

Foi seu mestre, foi seu filho


Escuro dos oceanos, Escuro dos céus

Silêncio das baleias e da maré do oceano

Diga ao pântano de sal e bata em seu tambor

Foi seu mestre, foi seu filho


Escuridão para a luz e da luz para a escuridão

Três carruagens pretas, três carruagens brancas

O que nos une é o que nos separa

Se foi nosso irmão, Se foi nosso coração

Silêncio das baleias e da maré do oceano

Diga ao pântano de sal e bata em seu tambor

Se foi seu mestre, Se foi seu filho

Fitou seu irmão derramar algumas lágrimas, teve pena dele por alguns segundos, mas agora era a hora de agir conforme o plano.

— Eu sinto muito meu irmão... — Tirou os olhos do chão e fitou os barcos pegando fogo ao longe. — Mas é neste caminho que me tornarei rainha.

Rictor fitou sua irmã, e aquele olhar de tristeza se tornou puro ódio. Ele segurou a moça pelo pescoço, e aquilo foi o suficiente para todos se assustarem e fixarem seus olhos na cena. As lágrimas no rosto dela começaram a rolar a medida em que os guardas impediam que aquilo piorasse.

Pouco tempo depois, todos no reino já comentavam sobre a agressão sofrida por Anfitrite, e o conceito do Rei começava a declinar de uma forma impressionante. O restante do dia foi calmo, ela passou tempo o suficiente em seu quarto para pensar no que iria acontecer dali pra frente. E enquanto sua serva juntava todas as suas coisas, esperava que Hokward não fizesse nada de errado em relação ao plano.

Ao amanhecer, enquanto se encaminhava para a saída do castelo, cada servo que passava por ela prestava sua reverência dizendo: “Sentiremos sua falta”, “Seria uma ótima Rainha”, “Deveria ficar!”. Assim que chegou aos portões, estava tão convicta de sua vitória que nem se seu pai voltasse a vida ele conseguiria apagar aquela chama.

Quando se preparava para entrar na Carruagem, ouviu os passos apressados de Hokward, virou-se para trás e viu seu rosto alegre. Logo atrás dele dois nobres que faziam parte do Conselho do Reino.

— Lady Anfitrite Kena Lorak, venho como representante do Conselho real lhe pedir desculpas por ontem – Hokward fingia muito bem. — Ele estava sob muito estresse, e como uma forma de perdão nós pedimos que M’Lady fique mais um tempo na capital.

Ela deu um sorriso e disse:

— Seria uma honra.

Os tempos que se seguiram depois daquele dia foram cada vez melhores. Logo todos sabiam da gravidez de Anfitrite e esperavam ansiosamente mais uma criança nobre no mundo. A popularidade de Rictor caía dia após dia, suas boas decisões eram acovardadas enquanto as más eram encorajadas pelo seu Conselheiro. Sem saber, Hokward estava sendo tão manipulado quanto o Rei naquele instante, mas até o homem mais inteligente era cego quando estava apaixonado.

— Essa criança será abençoada, tanto quanto você... — Um senhor disse para a Lady, enquanto recebia sua refeição do dia pelas mãos da mesma.

Anfitrite não media esforços para continuar ser a favorita da capital, e faltava pouco para que o arco se fechasse.

Nos Jardins, a lua iluminava as mais diversas flores. E próximo a moça, Hokward soou sério:

— Tudo está pronto para a viagem do Rei.

— Ótimo.

O oitavo mês de gravidez dela eram sem dúvidas o pior. Não via a hora de deixar aquela criança nos braços de uma ama de leite e concentrar suas energias apenas em reinar, se sentia cada dia mais estranha. Até mesmo os Jantares com o conselho haviam se tornado menos animais e festivos. O rei já estava fora fazia alguns dias, e ela usou seu poder político para mostrar tudo o que estava de errado em Laguna, impressionando ainda mais os nobres do conselho.

— Sabe, Anfitrite, talvez seu pai tenha errado na escolha do Rei de Laguna – O Lorde do lado norte soou.

E antes que pudesse responder, as portas se abriram com força, e um franzino mensageiro passou por elas. Seu corpo demonstrava o cansaço, e ela se perguntou o quanto ele havia corrido para chegar ali.

— Desculpe atrapalhar o jantar, é que...

— Diga – Hokward se levantou e fitou o pobre garoto.

— O Rei está morto.

Ao que parecia, assassinos atacaram Rictor Lorak na sua volta para casa, e seu corpo estava completamente dilacerado, mas nada daquilo havia sido surpresa para Anfitrite. Porém sua atuação havia se tornado verdade o suficiente para que suas pernas derramassem uma espécie de líquido. Era seu bebê.

Após horas, a única coisa que ela havia conseguido ouvir era o próprio grito de dor em conjunto com as parteiras dizendo “Empurre!”, mas finalmente tinha acabado. E por alguns minutos ela esqueceu toda a sua campanha para se tornar rainha, ela só queria admirar aquele pequeno rosto em seus braços.

— Ela vai se recuperar bem? — Ouviu a conversa entre Hokward e uma das parteiras.

— Sim, ela e a criança estão em ótimo estado.

Anfitrite fitou o Conselheiro sorrir para ela, e o sorriso foi mútuo. Assim que as parteiras saíram, ele se sentou ao seu lado e disse:

— Agora que você é a Rainha... Finalmente podemos nos casar – Ele deu um sorriso e beijou a testa de Anfitrite.

— Sim – Mentiu.

Já haviam se passado semanas desde o seu parto, e quando estava finalmente recuperada, todos os nobres do continente de Lamoras foram convocados para a Coroação. Usava um vestido vermelho que abria em um tecido leve nas pernas, forrados por um pano dourado, na cintura um cinto desenhado para parecer uma coroa de louros dourada separada o tronco das pernas, a parte de cima do vestido eram bordados de forma que se assemelhassem a pequenas folhas com pequenos rubis que brilhavam como os olhos de Anfitrite.

Sua caminhada até o trono parecia um sonho, finalmente havia conseguido, mesmo que isso tenha custado a vida de todos os seus familiares ou apoiadores, ela finalmente estava ali. Se ajoelhou perante o sacerdote enquanto ele levantava a coroa e colocava em sua cabeça. Duas faixas concebidas em prata pura partiam da parte superior de sua cabeça e a rodeavam, formando uma coroa com encaixe perfeito, sua textura estava longe de ser lisa, uma linha opaca percorria o centro da circunferência, e, envolta desta, pequenos quadrados se arranjavam, os desenhos, feitos a mão pelo mais caro dos artesãos, eram complementados por pequenas estrelas de quatro pontas, dispostas aleatoriamente pela superfície. Qualquer um, por mais distante que estivesse, veria o brilho azulado das safiras que se dispunham pelo material gélido, fazendo contraste com os longos cabelos negros da Rainha.

— Anfitrite Kane Lorak, Rainha de Prata, Rainha de Sal, Rainha de Laguna – Quando ela se levantou, sorriu vitoriosa, e após sentar no trono o sacerdote continuou. — Que seu Reinado seja longo!

— Que seu Reinado seja longo! — Um coro repetiu.

A comemoração que se seguiu durou durante dias. Com a entrada de Anfitrite no conselho o Reino já começava a melhorar, e a fé em seu poder como Rainha trouxe muita alegria para o povo. E lá estava ela, em seu salão sentada observando todos os nobres se alegrarem, menos ela. Era isso que significava ser rainha? Talvez estivesse cansada demais para se divertir.

Não há um deus; salve o rei.

Não há um rei; salve a rainha.

Não há ninguém para protegê-la.

Devemos correr ou ficar?

Devemos permanecer.

E a Rainha deve reinar.

A Rainha deve reinar.

Os músicos cantavam, alegremente cada vez mais o espírito da Rainha. Ela virou seus olhos pelo Salão a tempo de ver Hokward bebendo taças de vinho, nunca havia visto o homem beber tanto, e temeu o pior. O tempo do Conselheiro na terra já estava passando.

Em uma noite fria, ela passeava a cavalo com seu amante. Ele não parava de conversar sobre como o casamento dos dois iria ser maravilhoso, se vangloriava dos seus feitos até chegar aquele dia. Quando se julgou segura o suficiente, parou seu cavalo e convidou o outro a descer.

— Você foi a pessoa mais leal que eu já conheci, Hokward.

— É por que eu te amo – Ele colocou suas mãos na cintura da Rainha e encaixou um beijo em seu pescoço.

— Obrigada – De forma rápida, ela retirou a faca de sua capa e cravou na cintura do homem. Enquanto subia no cavalo, viu o homem sangrar até a morte, quando teve certeza que ele não habitava mais no mundo dos vivos, as patas do cavalo foram em grande velocidade na direção do castelo.

As semanas após aquele dia foram ótimas. O Reino finalmente crescia como nunca, Anfitrite era elogiada por todos como uma grande Rainha, o Conselho começava até pensar em tornar as mulheres mais velhas em herdeiras diretas ao trono, era um tempo muito bom para todos, mas não iria durar para sempre. A Rainha não sabia que seu mundo mudaria do dia para a noite.

— O pequeno Conan está cada vez mais lindo – Disse para o próprio filho enquanto acariciava seu rosto. A melhor parte em ter ficado grávida é que ela não via mais necessidade de casar com ninguém, podia viver a vida do jeito que sempre quis, sozinha e poderosa.

A porta do quarto do príncipe foi aberta pelo Lorde do sul, acompanhado de alguns guardas.

— Levem-na.

Anfitrite virou-se para trás a tempo de ver seus braços serem puxados com violência para fora do quarto, deixando seu filho sozinho na cama chorando.

— O que estão fazendo! Eu sou a Rainha! Me larguem! — Enquanto era arrastada, fitou o olhar enojado do Lorde do Sul. — O que está acontecendo! Me responda!

Quando viu, ela estava em pé na Sala do Trono. O chefe do conselho, Gregorio Vrark estava sentado no trono, olhando sério para a Rainha. O lugar estava com algumas pessoas, pelo jeito aquilo havia sido organizado as presas. E assim como ela, ninguém aparentava entender o que acontecia, até que o homem no trono falou:

— Anfitrite Kena Lorak, você está sendo julgada pela morte de Phillius Lorak, seu pai, Lara Lorak Dobevur, sua cunhada, Rictor Lorak, seu irmão — Naquele instante foi como se um touro atingisse sua cabeça. Como tudo aquilo estava acontecendo? E como tudo aconteceu sem ela saber? E a resposta veio a seguir. — E pela tentativa de assassinato de Hokward Tipar.

Tentativa. Então Hokward estava vivo, e contou tudo.

— Isso só pode ser uma brincadeira de mal gosto! — A Rainha olhou para os conselheiros que a fitavam sérios. — Como podem achar que tenho envolvimento na morte da minha própria família!

— Que entre a testemunha.

Os passos lentos de Hokward foi o único som naquele momento. O coração da moça batia forte, não conseguia acreditar, ela o viu morrer, ela mesma tinha enfiado a faca em seu corpo, ele estava morto!

— Pode ser difícil para muitos de vocês, mas a mulher ao meu lado é uma serpente. — Ele começou, e a cada palavra ela tinha vontade de esfaqueá-lo, de novo e de novo. — E eu fui vítima de seu veneno... Anfitrite usou tudo o que eu sentia por ela para me manipular... Em uma promessa de um futuro com ela.

Todos começaram a cochichar entre si.

— Ela me persuadiu e me entregou o veneno para matar seu pai, o falecido Rei Phillius Lorak, o mesmo para a própria cunhada, a falecida Rainha Lara, e logo depois me fez entrar na mente do mais recente Rei, tirando todas as chances que ele tinha de ser um bom governante, por fim me mandou envia-lo para uma viagem para logo depois mata-lo.

Quando a testemunha foi dispensada e todos os Conselheiros conversavam entre si, ela notou como seu plano parecia muito melhor soado em voz alta. Anfitrite notou que não tinha escapatória, ela não fugiria dali, muito menos viveria sua vida em outro lugar como se o passado nunca tivesse existido. A Rainha morreria, mas não abaixaria sua cabeça para barbas brancas.

— Alguma palavra antes da sentença?

Ela deu um sorriso e disse:

— Meu único arrependimento é não ter matado o pedaço de estrume que é Hokward. Pode ser algo novo para vocês de ouvir, mas eu não me arrependo de ter feito tudo o que fiz para chegar ao trono. O Reino nunca esteve tão próspero, reinos que nunca nem imaginávamos querem acordos comerciais, poderíamos ser tão fortes quanto Rom! E eu não me arrependo de ter feito tudo isso. Se vocês vão me matar, me matem! Mas saibam que nunca haverá uma Rainha ou um Rei tão boa quanto eu! — Deu uma risada e olhou em volta. — É por isso que vocês fizeram esse julgamento de última hora, não é? Por que vocês sabem que eu consigo tudo o que quero, e que se eu fosse avisada antes dessa palhaçada aqui, eu continuaria no trono.

Um silêncio preencheu a Sala do Trono durante longos minutos.

— O Conselho já decidiu – Gregorio soou, e depois dele cada um dos cinco lordes da capital disseram um por sua vez.

— Culpada.

— Culpada.

— Culpada.

— Culpada.

Anfitrite deu um sorriso para o Conselheiro do trono antes dele falar:

— Culpada.

Na porta do palácio, ela pegou Conan pela última vez e lhe entregou um beijo na testa.

— Não deixe ninguém reger seu futuro. — Depois de entregar para uma serva, limpou uma lágrima que ameaçava escorrer pela sua bochecha, e antes que a situação piorasse tratou de entrar em seu transporte.

O sol começava a se pôr, e a carruagem ia na direção da praça, onde seria uma execução. As pessoas gritavam enquanto os cavalos passavam, mas não eram gritos de ódio ou de raiva, muito pelo contrário.

Quando finalmente parou, ela sentiu ser puxada pelo pescoço, isso porque haviam colocado uma coleira com uma corrente no meio, e a mesma estava sendo segurada firme por um guarda. Enquanto andava, olhou para suas mãos também presas, gostaria de poder acenar para as pessoas que olhavam, mas era impossível. Seus cabelos estavam arrumados em uma longa trança, que deixava um ou outro cacho para fora.

“Libertem a Rainha!” Ouvia as pessoas gritarem, pelo que parecia apenas o conselho queria ver a mulher morta. Será que as pessoas sabiam o motivo de sua execução? Ou será que apenas não se importavam? Talvez seu plano havia funcionado de certa forma, se tornou uma Rainha amada... Tão amada que seus crimes não importavam.

— Últimas palavras.

Já em cima da plataforma ouviu alguém dizer, não se importava em saber quem era, só se importava com o que iria acontecer naquele instante. Ela havia passado a viagem toda se recordando do Cântico que haviam criado para ela, uma das últimas coisas que havia pedido para Hokward, era fazer com que toda Laguna soubesse daquele cântico, e agora era a hora de usá-lo. Andou lentamente até a ponta, e viu todos se calarem.

— Não há um deus!

— Salve o Rei! — Todos gritaram.

— Não há um Rei!

— Salve a Rainha!

— Não há ninguém para protege-la! — Olhou em volta enquanto gritava, e viu alguns rostos chorando, tristes, sem acreditar no que estava acontecendo. Aquilo era perfeito. — Devemos correr ou ficar?

— Devemos permanecer! — Ela ouviu o seu povo gritar, e também ouviu “Isso está saindo do controle, vamos acabar logo com isso” de um dos guardas.

Sentiu seu braço sendo puxado, e enquanto era obrigada a ajoelhar gritou:

— E a Rainha deve Reinar!

Como resposta, todos gritavam eufóricos:

— A Rainha deve Reinar!

— A Rainha deve Reinar!

— A Rainha deve Reinar!

Ouviu o som do carrasco erguendo o machado para cortar sua cabeça, e nem naquele momento se arrependia. O coro “A Rainha deve Reinar!” continuava, e dessa vez conseguia ouvir o som da baderna que começava a se criar afim de impedir que a Rainha fosse morta.

Anfitrite faria tudo de novo, ela não se arrependia de nada.

E pela última vez ouviu:

— A Rainha deve Reinar!

Notas finais
Se você quer conhecer mais desse universo Medieval, então você precisa ler "A Canção de Fogo", tenho certeza que vocês não vão se arrepender!! Link da História: https://fanfiction.com.br/historia/739834/A_Cancao_de_Fogo_-_Faiscas/ Link do Site: acancaodefogo.weebly.com/ Espero que tenham gostado do final hihihi Não se esqueçam de comentar o que acharam, to bem ansioso para ler, bjs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!