A Question
5 Inquiries and Savagery
Notas iniciais
Dead Master já estava cansada daquela briguinha de fracos. Sabia que a rival estava limitando a própria força por algum motivo desconhecido, e Dead queria saber o porquê. Não que se interessasse por terceiros, mas sua curiosidade estava sendo atiçada para descobrir por que a poderosa e imponente, a mais forte e grandiosa lutadora, Black Rock Shooter, estava se controlando. Realmente, seria algo interessante desvendar o motivo, pelo menos, para acabar com a monotonia daquele mundo, agora imutável.
Saltou para trás, afastando-se, com o sorriso buliçoso nos lábios, deixando Black confusa e sobressaltada. Estaria Dead fugindo? Ela não era uma dessas covardes que fugia no meio da batalha. Podia ser traiçoeira e atroz como uma cascavel, todavia inerme nunca.
Dead apontou com o dedo indicador na direção da de olhos azuis, e as duas familiares caveiras, grandes e voadoras, surgiram por trás da “dona” e iam para cima da espadachim com velocidade. Porém, Black não tinha medo daqueles brinquedos, que só serviam de distração para inimigos e veículo para a ceifadora, que provavelmente tinha um plano de ataque em mente e talvez estivesse prestes a coloca-lo em prática, se é que ainda não havia.
Interrompeu a análise para interceptar as caveiras que vinham. Levantou o braço direito para cima, mirando o que deveria ser um céu, uma enorme neblina escura. “Clack, clack, bump,tick, clack”. As peças negras envoltas por uma aura azul chocavam-se com força contra o braço fino, recobriram-no, formando um longo canhão, a verdadeira arma da guerreira. Agora estavam prontos, tanto o betilho e a atiradora, antes espadachim.
Lançava vários disparos diretos e certeiros nos crânios que atacavam, tentavam empurra-la e desviar. Acertava ora nos dentes, ora nos olhos e às vezes até mesmo no meio das testas ossadas, enquanto as rachaduras iam aumentando cada vez mais. Mas as duas caveiras nem ligavam para o fato que estavam se quebrando, e continuavam atacando a atiradora, num ciclo infernal de quebrar, recompor-se, e atacar novamente com mais força que antes. E Black dava o troco com a mesma energia.
Estava fácil demais para Black, que nem parecia à mesma de alguns minutos atrás, mais submissa, manipulável e “pacífica”. Estava selvagem, aguerrida, ignorante em relação aos hematomas das caveiras semidestruídas e preenchendo o local com fumaça, explosões e marcas e estrondos de tiros para todos os lados. Os pensamentos da ceifadora foram interrompidos pelo som estranho, uma espécie de vento místico e poderoso, até mesmo divino. Era som do canhão desaparecendo, o mesmo canhão que havia a acertado e batido tantas vezes. A arma refletia uma rápida luz brilhante, iluminando o lugar despedaçado, e escurecendo tudo novamente. Logo, o canhão não estava mais lá.
A guerreira desarmada partia para cima das duas caveiras, sem se importar com a loucura que estava prestes a cometer. Os dois indivíduos fizeram o mesmo, voando na direção que Black vinha, deixando as risadas pejorativas ecoassem, alaridas de vitória. Os passos da mesma afundavam no chão, formando um trajeto de pequenas crateras. O voo dos crânios próximo ao chão também formavam buracos, respectivamente, retilíneos e pouco profundos.
A ceifadora assistia a cena com interesse, sem desviar os olhos por um único segundo, atenciosa como uma criança assistindo televisão. Com o rosto sério apoiado nas mãos e com o cenho franzido, acompanhava os passos e movimentos das duas “servas” e da adversária, curiosa sobre o que iria acontecer quando os três corpos se encontrassem. Sem perceber, um sorriso surgiu em seus lábios, infantil e sapeca, ao mesmo tempo em que os olhos semicerravam, deixando passar um brilho ladino e sevo.
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