Notas iniciais
Esse é um prólogo da Thalia. O próximo será do Nico.
A história começa a partir do terceiro capítulo.
Espero que gostem.

Acordei ofegante. Pela primeira vez em dois anos, sonhei de novo com aquela cena.

Esse foi apenas um sinal. Um sinal para eu não esquecer do que aconteceu.

Seria tão mais fácil se eu tivesse morrido com ela, pelo menos eu estaria feliz agora.

Meu pai sempre diz que se eu não morri aquela vez, foi porque Deus quis.

Mas eu não acredito nisso. Aliás, eu não acredito em mais nada desde que minha mãe morreu.

Ela que sempre me apoiou, mesmo que minhas escolhas não fossem das mais certas, como ela dizia.

Por exemplo, quando ela quis que eu entrasse para a aula de balé e eu insistia na aula de guitarra.

Ou quando ela quis que eu estudasse de noite para trabalhar a tarde no mercado, e eu queria ensaiar com a minha antiga banda das 7 as 9 da noite.

Sabe, coisas de mãe.

- Lia, papai está te chamando, aliás, nós. - Jason abre a porta do meu quarto.

- Para quê?

- Uma conversa de pai e filhos, provavelmente.

- Ah.

Ele se senta na minha cama.

- Está tudo bem?

Penso um pouco antes de responder.

- Sim.