A Pulseira Da Sorte
4 Doce e Inocente
Notas iniciais
Haha. Queria agradecer as meninas que estão comentando.
Enjoy (:
Cap.4 – Doce e Inocente
-Char, se acalma. – disse Bonnie se levantando apressada, ela passou a andar de um lado a outro pelo quarto, em outro caso, já teria pegado um táxi para a casa de Charlotte, no entanto, estavam em diferentes continentes agora. – O que houve? Você se cortou? – perguntou com medo da resposta, ela pôde ouvir Charlotte respirar fundo e considerou isso um sim. – Char... –
-Eu sei, Boo, eu sei. – Charlotte a interrompeu – Me sinto péssima, eu sou tão fraca. – disse tristemente.
-Não você não é Char. – rebateu Bonnie – Eu só odeio que você queria tirar sua vida, caramba, você é tão especial. – suspirou
-Especial Bonnie? Jura? Eu acreditaria nisso se a minha família me amasse mais tudo que eles fazem é reclamar. – a garota bufou e Bonnie respirou fundo, ela sabia dos problemas de Charlotte com os pais e sentia raiva de si mesma por não saber como aconselhar à amiga.
-Char, é claro que eles te amam. – disse Bonnie – Só que... Do jeito deles. – ela suspirou torcendo para que Charlotte entendesse.
-Claro. Eles me trazem para essa droga de viagem e se eu acordo tarde o que acontece? Meu pai briga. Tudo que eles fazem é brigar, e brigar, e brigar. Eles nunca procuram ver o lado bom de nada e... Argh me irrita tanto, Boo. E me irrita mais ainda que eu me importe tanto. Você sabe, não é? Eles são meus pais e nem ao menos me apoiam com o meu sonho. Digo que quero ser cantora e eles dizem que isso não é carreira de verdade... Bonnie, eu não aguento mais. – desabafou Charlotte
-Char, olha, eu queria muito estar aí para te falar essas coisas pessoalmente, mais já que não estou, vou falar daqui mesmo. – Bonnie falou – Você é uma pessoa muito esforçada, dedicada e talentosa. Você só não tem o apoio que queria de sua família e eu entendo que isso deve ser difícil mais olha... Eles não podem te destruir, entendeu bem? Nada pode. Você tem uma luz enorme, você é brilhante e sempre vai ser. Esse seu brilho, essa sua esperança, é isso que vai te guiar, direto pro caminho dos seus sonhos. Nada pode te fazer desistir, nem eles. – disse devagar, esperando que Charlotte refletisse sobre suas palavras.
Ficaram um bom tempo em silêncio. Ambas ouvindo a respiração da outra. Bonnie estava nervosa, preocupada com a amiga, enquanto Charlotte começava a se sentir melhor com tudo que ouvira. Ainda assim, só queria que seus pais pensassem igual à Bonnie. Só queria que a apoiassem e confiassem nela.
-Me promete que não vai fazer isso de novo? – perguntou Bonnie devagar – Por mim, Char. Promete-me que você não vai ceder ok? Eu sei que você é forte e sei que você consegue, não tem motivos para duvidar disso. – disse meio pedinte, não suportava a ideia de sua melhor amiga tentar se matar outra vez. Não suportava a ideia de viver sem ela.
-Tudo bem, Boo. – disse Charlotte por fim – Eu não vou fazer de novo, ok? Eu prometo. Só vou tomar um banho e dormir agora, escrevo um e-mail para você amanhã. – falou
-Tudo bem, um beijo. – disse Bonnie e desligaram, Bonnie colocou o celular de volta na cômoda e suspirou pesadamente. Puxou o cobertor e fechou os olhos, quanto mais rápido dormisse mais rápido o dia seguinte chegaria e, com sorte, ele seria melhor que esse.
Emma estava sentada perto do rio, observando as ondulações quase imperceptíveis na água e ouvindo o sim inconfundível das cigarras. As pedras de sua pulseira estavam ainda mais brilhantes aquela noite, causavam uma estranha sensação de poder em Emma. Como se ela fosse capaz de tudo.
-Emma? – chamou uma voz atrás dela, ela se virou e viu Liam andando até lá. Ainda era estranho ouvir Liam Payne chamando seu nome, no entanto, a sensação era boa. Gostava de como soava no sotaque perfeitamente acentuado do britânico.
-Oi Liam. – sorriu, eles haviam conversado algum tempo após o jogo e isso só fez com que ela ficasse ainda mais boba por ele.
-Gosta de canoas? – ele perguntou apontando uma canoa encostada a um troco, Emma ficou surpresa de não tê-la percebida antes.
-Hm... Gosto. – disse olhando a canoa – Por quê? – ela finalmente encarou Liam
-Por que vamos fazer um passeio. – sorriu ele
-A gente tem permissão para isso? – ela perguntou
-Não. – ele riu e ela rolou os olhos – Mais é como dizem, a vida fica muito chata se você segue todas as regras. – murmurou ele
-Está citando Avril Lavigne? – perguntou Emma surpresa, Liam colocou o indicador na frente dos lábios e ela riu ainda mais. – Ok, vamos fazer um passeio Liam, você me convenceu. – disse o ajudando a pegar a canoa.
Katherine estava num bar, àquela era provavelmente sua quinta dose, ela não se lembrava. Não sabia por que estava bebendo, mais desde que começara, não conseguia resistir à outra dose... E mais outra... Outra... Aquele era seu maior problema, o álcool. Era seu ‘’trauma’’ por assim dizer. Por fim, ela pagou o que devia e saiu andando, seu estômago revirava e o chão parecia brincar com ela a cada passo que dava.
-Droga. – ela disse se apoiando em qualquer coisa que via pela frente para andar, em seguida, chegou finalmente ao lado de fora, o ar fresco pareceu trazer alguma sanidade a garota que conseguiu ao menos pedir um táxi sem grandes embaraços. Ela ficou esperando alguns minutos, ignorando os caras que brincavam com ela quando passavam. Segundos depois, o táxi estacionou, Katherine entrou e deu o endereço do irmão, mandando uma mensagem avisando que estava voltando. Não tinha como ir para outro lugar, não conhecia ninguém lá. Torceu para não estar estragando o lance de seu irmão quando o táxi estacionou em frente ao prédio, Katherine entregou um maço de dinheiro ao homem e saiu andando, parou em frente ao prédio com as mãos na barriga, fazendo uma careta. Estava com náuseas. Ela abriu a boca para respirar fundo, no entanto, acabou vomitando ali mesmo, sujando toda a calçada.
-Merda. – disse para si mesma e saiu andando em direção ao prédio antes que alguém a visse.
Eleanor estava cheia de coisas para fazer, milhares de fichas e portfólios para verificar, isso até amanhã. Com certeza ser assistente de uma das mais promissoras editoras de moda não era uma tarefa fácil, ela se entupiu de café no prédio da revista e no hotel já tomara quase seis copos. Estava achando que ia ficar acordada pelo resto do mês. Ela se levantou e abriu as janelas, estava morrendo de calor. Pegou o computador e minimizou os trabalhos abertos, dando de cara com seu papel de parede, uma foto do sempre sorridente Louis Tomlinson. Eleanor sorriu, ele era lindo. Os olhos dele a levava a imaginar o paraíso e aquele sorriso... Era provavelmente o mais lindo que ela já vira. Era ridículo, mais ela achava estar apaixonada por ele. Pelo modo como ele se mostrava sempre tão alegre e feliz, nunca levando as coisas a sério demais. Era algo que Eleanor invejava e ao mesmo tempo admirava. Ela se sentia com doze anos por gostar de alguém que nunca vira fora das telas da televisão ou do computador, no entanto, não era algo que ela podia controlar. Quando percebeu, estava caída por ele.
Liam remava tranquilamente enquanto conversava com Emma, ambos contavam um pouco de sua vida, no caso de Liam, aquilo que não foi parar na imprensa. Ele contou que ele e os garotos costumavam jogar sinuca até tarde, às vezes viravam a noite jogando, contou que passou um tempo na Grécia, divulgando um álbum com os meninos e descobriu umas coisas bem bacanas, sobre mitologia. Emma contou que mora em Los Angeles e sempre passa o verão com suas amigas, elas nem sempre viajam, mais quando o fazem, fazem juntas. Contou que era o primeiro verão que passavam separadas e contou o porquê da pulseira, Liam disse que as pedrinhas eram bem diferentes de toda bijuteria que ele já viu, então ela explicou que eram pedras marinhas, encontradas por sua mãe, Liam então assentiu, entendendo tudo. Ficaram mais um bom tempo conversando, Emma sentiu que podia fazer aquilo a noite toda, no entanto, já estava tarde e ela precisava voltar pro dormitório. Liam percebeu isso e a acompanhou até lá. Eles ainda conversavam quando chegaram ao dormitório.
-Então... Boa noite. – disse Liam com as mãos no bolso, incrivelmente sem graça para um astro da música.
-Boa noite, Liam. – ela sorriu, se olharam por um tempo e por fim ele beijou sua bochecha desajeitado, os olhos de Emma o deixavam bobo e ele nunca sabia realmente o que fazer. Ou como falar com ela, mais realmente gostou daquela noite, nunca havia conversado tanto tempo com alguém e mesmo assim ficado com a sensação que podia fazer aquilo por muito mais tempo. Por fim, se despediram e ela entrou no quarto e ficou observando sua pulseira ao fechar a porta atrás de si, estranhamente, sentiu que devia um enorme agradecimento a sua mãe.
(Continua...)
Notas finais
Beijos.
Fale com o autor