A Prostituta do Rei
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Notas iniciais
Diabos! — Isabella abriu os olhos de repente. O xingamento chegando em seus ouvidos fazendo-a despertar. Ergueu-se no cotovelo e visualizou ninguém menos que Edward entrando no quarto.
Mas o que diabos esse homem faz de pé ? Ainda mais sozinho. Pulou da cama rapidamente indo até ele que acabara de entrar no quarto e empurra a porta pesada para trás.
— Tens o que nessa tua cabeça? — Isabella murmurou ajudando-o a entrar.
Edward não respondeu. Levou a mão até sua ferida e a apertou ali com a expressão de dor estampada em sua cara.
— Não voltou ao meu quarto. — Disse simplesmente como se fosse muito natural Isabella freqüentar aquele cômodo — Não sabia se tinha retornado.
— Me senti mal. — Mentiu — E porque veio parar aqui ?
— Andei por estes corredores. — Murmurou amargamente — Sentindo uma dor dos infernos! Poderia ter evitado isso sabia ? Bastava vir ter avisado que tinha retornado.
Isabella suspirou impaciente.
— Disse que me senti mal — Murmura — E não precisas saber onde estou por vinte e quatro horas do dia.
— Não seja rude — Ele disse imitando as palavras dela. — E também, saíste para ver um ' amigo ' como acha que me senti quando não retornou ?
— Creio eu que de modo nenhum. — Cortou-o rispidamente — Não tens que se sentir de jeito nenhum magestade. Disse-lhe que não o pertenço.
Edward bufou.
— Ter essa discussão contigo é cansativo e uma grande perda de tempo e saliva milady. — Murmurou calmamente — Mas diga-me, porque se sentiu mal ?
— Prefiro não falar sobre este fato.
— Talvez se sinta melhor se disser.
Isabella o olhou chateada.
— E desde quando o rei da Inglaterra ouve lamúrias da plebe ?
— Não és qualquer plebe. — Sussurrou — É a minha plebeia.
— Já disse que não sou tua.
— Que seja! — Rosnou — Vai dizer-me!?
— Não! — Grunhiu — Seria grata se não tocasse neste assunto outra vez, magestade.
— Com quiseres — Ele disse — Desejo apenas descansar por agora.
— Então seria sábio ir para o seu quarto. — Murmurou gélida — Eu o ajudo.
Edward encarou-a fixamente e irritado. Como assim ela o estava expulsando ?
— Desejo dormir aqui. Contigo.
— Magestade...
— O que é ? Diga-me o que tu tens ?
— Eu só preciso ficar longe do senhor agora. — Murmurou sinceramente — Por favor.
— O que eu fiz a ti? Foi o beijo que pedi? Diga-me e não farei mais.
— Por favor — Sussurrou — Eu só quero ficar longe. Por favor...
Edward ainda estava parado em pé, a mão mantinha-se encostada na ferida, como se isso de algum jeito pudesse amenizaria a dor. Não que fosse tanta, uma dor gritante. Mas era o tipo de dor que incomodava. E ainda doía se tocasse.
Isabella foi até ele, seus centímetros mais baixo fazendo-a olhá-lo com a cabeça erguida. Suas mãos pequenas tocaram-lhe o torso, arrastaram-se até seu pescoço. A pele dele estava quente, mas isso somente por ela estar perto.
Na ponta dos pés, Isabella depositou um beijo casto nos lábios de Edward. Não aprofundou o contato, apenas saboreou a textura e o cheiro gostoso e almiscarado que vinha dele. Foram segundos intermináveis para ela, e segundos rápidos para ele. Isabella voltou-se ao seu lugar e sorriu levemente.
— Boa noite Magestade.
πππ
— Magestade... — Murmurou o homem velho com barba grande e branca. Em sua cabeça tinha um tipo de boina.
Edward caminhou lentamente até seu lugar. A ferida da espada ainda o incomodava. Mas nada que o impedisse de assumir seu papel.
O conselho estava cheio hoje. Todos bem dispostos a dizer suas novas idéias, dar as notícias, ser um preferido do rei.
Edward se colocou em seu lugar, na cadeira alta na extremidade da sala. Suspirou cansado e bateu de leve os dedos na madeira.
— Pois bem — Ele disse — Podem começar.
Vários murmuros ao mesmo tempo, ideias ao mesmo tempo. Edward bufou impaciente e levantou a mão, o que resultou em um silêncio absoluto.
— Farei as perguntas que necessito saber. — Murmurou — Os responsáveis por suas soluções irão me responder.
Todos na sala assentiram obedientes.
— A tropa que foi enviada ao fronte para ajudar nossos demais, o que houve com ela ?
Um homem meio jovem, com cara de guerreiro deu um passo à frente.
— Senhor, o reino Volturi está tornando tudo mais difícil senhor. Estão atacando com força total.
Edward fez uma careta.
— Mandem mais. — Ele disse. Virou ao um outro homem, este de mais idade — O assunto sobre Alice, fizeste o que ordenei ?
— Senhor — Ele começou — Estou trabalham nisto magestade. Não é tão fácil incluir uma bastarda na árvore dá família real.
Edward rosnou fazendo-o se encolher no lugar.
— Alice não é uma bastarda! É minha irmã. Faça isso rápido!
— Sim senhor.
Edward respirou profundamente.
— Isto é tudo ?
— Senhor ... — Disse o homem. Edward o encarou confuso. Não se lembra dele em seu conselho — Receio ter mais um assunto a tratar.
— Seu nome ? — Indagou. O homem sorriu.
— Marcus senhor. — Sorriu-lhe, dentes amarelados — Senhor, todo o reino está comentando sobre uma certa... Moça.
Edward estreitou os olhos. A compreensão chegando antes mesmo que ele notasse. Curvou-se encima de sua mesa e acenou.
— Aproxime-se. — Ordenou. O homem, de aparência velha, cabelos compridos caminhou lentamente até onde Edward estava. — De uma certa moça ? — Sondou — Conte-me o que estão a falar ?
— Que ela o está fazendo-o dispersar de suas... Hm, obrigações senhor.
Edward sorriu secamente.
— Mesmo? — Ironizou — Então meus súditos estão sabendo mais que eu... Isso é, interessante.
— Senhor — Um outro homem chamou antes que Edward pudesse dizer outra coisa. Seus olhos viraram até o homem que já era um pouco mais jovem que o anterior — Tenho algo importante a dizer senhor, com sua permissão, é claro.
Edward suspirou profundamente.
— Permissão concedida.
— Senhor — Começou se aproximando de onde seu rei estava — Chegaram informações de que Aro, o rei de Volturi está dizendo que seu reino é fraco senhor.
— Fraco ? — Cuspiu rudemente — O que aquele rei velho sabe? Acha que é mais sábio porque é mais velho? Diga a ele, que não é necessariamente isto! Ele pode estar errado a mais tempo!
— Senhor, ele disse que sem uma esposa e um herdeiro homem, seu reino não sobreviverá.
Edward parou e seus pensamentos começaram a dominá-lo. Sua garganta fechou-se ao se lembrar dá esposa jovem que morreu devido as complicações de sua gestação.
— Senhor... — Desviou seu olhar perdido ao homem a sua direita. — Sou seu conselheiro senhor. — Murmurou calmamente — E este homem tem razão. Um casamento seria proveitoso e ideal magestade, além do mais, necessitas mesmo de um herdeiro.
Edward bufou.
— Não falarei disto agora. — Rosnou entredentes saindo de seu lugar.
Edward saiu da sala do conselho rapidamente. Sua respiração rápida e ofegante.
A ideia de casamento fazendo seus pensamentos ficarem confusos, distantes. Ele não precisava se casar agora, ainda tinha tempo. Ou não, não... Ele não tinha tempo. Estava com seus vinte e sete anos, e nesta idade seu pai já o tinha.
Sem que percebesse, seus passos rápidos o levaram até a biblioteca, empurrou as portas duplas e rodou o olhar pelo lugar grande.
Isabella estava sentada em uma das mesas, o torso levemente jogado encima da mesa, as mãos no rosto escorando sua cabeça para frente enquanto ela lia atentamente o livro que tinha em sua posse.
Edward sorriu, aquela cena não se parecia com nada com a Isabella boca esperta que ela normalmente era. O vestido verde escuro combinado com sua pele leitosa e alva. Ele era linda de qualquer jeito, ele não conseguia compreender.
Isabella notou a movimentação e ergueu o olhar em direção aos passos cautelosos. Se a intenção do rei era não fazer alarde, falhou miseravelmente. Isabella sorriu quando o notou. Seu coração disparou ao reconhece-lo naquela trajes que ela tanto adorava vê-lo.
As botas de montaria bem lustradas, calça branca colada ao corpo, e o uniforme militar vermelho como sangue. Completamente lindo.
Edward aproximou-se dá mesa e se sentou em frente a ela.
— Disseram-me uma vez — Ele disse — Que ler demais deixa as pessoas loucas.
Isabella riu.
— Está explicado então — Murmurou — Sou completamente louca.
Ambos sorriram descontraidamente.
— Leia para mim. — Ele pediu depois de um tempo.
Isabella prendeu a respiração por alguns segundos. Doce Jesus, ele está atravessando um limite.
— Estava ferido encima de uma cama quando fiz isto. — Murmurou sem desviar o olhar de seu livro — Agora já estás bem.
— Ainda estou ferido. — Retrucou sorrindo. Isabella balançou a cabeça.
— Mas estás de pé, e quase bem.
— Se o problema é a cama... — Murmurou — Vou me deitar. E você lê para mim.
Isabella suspirou profundamente e o encarou enfim.
— Porque estás a fazer isto ? — Indagou tentando não parecer rude. Edward franziu o cenho verdadeiramente confuso.
— Isto no caso, seria o que exatamente ?
— Isto — Ela gesticulou entre ele e ela — Você está ultrapassado os limites.
— Existe algum limite ? — Questionou — Porque eu não tenho conhecimento de nenhum.
— Não somos amigos. — Disse simplesmente. Edward sorriu.
— Sei disso — Respondeu — Não quero que seja minha amiga. Desejo que seja minha amante.
Isabella corou furiosamente. Diabos, ele tinha que ser tão sexy assim mesmo sendo tão grosso ?
— Então porque pediu que eu lesse para ti ?
— Pelo simples fato de ter gostado dá sua voz enquanto você lê. — Ele ergueu-se dá cadeira — Mas não se incomode então. Não precisa mais ler.
Virou-se pronto para ir embora. Isabella se xingou mentalmente. Porque diabos ela estava se sentindo mal por deixá-lo assim ? Bufou impaciente antes de chamar seu nome.
— Edward. — O rei parou no lugar. Ainda de costa, ele sorriu presunçoso. Porque o nome dele ficava tão bem quando saía dos lábios dela ? Virou-se devagar olhando-a.
— Sim ?
— Eu gostaria de ler para você. — Ela disse — Se ainda quiser, é claro.
Sem conseguir conter o sorriso contagioso que ele soltou, Edward voltou-se até onde Isabella estava sentada e se sentou novamente.
Isabella sorriu-lhe retribuindo seu gesto. Ela sabia como ele estava se sentindo agora, e gostou de saber que ele apreciava sua voz na leitura e isto, a agradou, profundamente.
πππ
— Edward!!?
Alice entrou rapidamente na biblioteca quase aos berros. Edward e Bella, que estavam quietos apreciando a leitura dela pularam dá cadeira e modo abrupto.
— Doce Jesus Alice! — Exclamou Isabella com a mão no peito — Quem está sendo enforcado ?
Alice sorriu, um sorriso grande e assustador.
— Ninguém — Deu de ombros — Mas veja isso irmão.
Disse é esticou a mão entregando Edward o envelope dourado e ricamente delicado.
Edward leu cada palavra com calma, Isabella observando atentamente suas expressões. Mas nada fora do normal.
— O que tem isto demais ? — Indagou olhando-a. Alice sorriu nervosamente.
— Ele está vindo visitar-nos.
— Repito, o que tem isto de demais ?
Alice deu de ombros tentando esconder seu verdadeiro interesse na visita inusitada.
— Nada, apenas estou informando-lhe.
Edward ergueu-se.
— Ele chega pela manhã. — Murmurou — Cuide para que ele seja bem vindo.
Virou para Isabella e sorriu, e depois, sem dizer uma palavra saiu da biblioteca. Isabella olhou Alice confusa.
— O que está havendo ? — Perguntou confusa. Alice sentou-se onde antes estava Edward.
— Emmet McCartney, duque — Murmurou — É primo de Edward.
— Ele que virá ? — Perguntou. Alice assentiu — E porque ele ficou daquele jeito ?
Alice suspirou profundamente e o papel elegantemente decorado e com um símbolo.
Querido primo,
Depois de muitos anos sem vê-lo, resolvi que está na hora de fazer uma visita. Minha esposa está lindamente grávida e ansiosa para conversar com Alice. Você sabe, mulheres...
Estou levando comigo dois convidados se não se importa. O primeiro, você já conhece que é meu cunhado. Jasper Halle, irmão de minha esposa amada.
A segunda, tenho gosto em dizer, é prima distante do minha esposa, que veio nos fazer uma visita mas já estávamos de saída. Então, gentilmente convidei-a para ir conosco. Ouso dizer que é bela, não mais que minha esposa, mas de beleza grande, quem sabe assim, tu não resolves casar-se novamente ? Ela daria uma boa esposa, tem sangue nobre, familia rica e respeitada.
Até breve primo.
Emmet McCartney.
Isabella prendeu a respiração e arregalou os olhos para a carta. Seu coração disparado, e sua cabeça latejando em letras grandes as palavras ' casar novamente, porque de repente, isto estava sendo insuportável de imaginar ?
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