Notas iniciais
Desculpe a imensa demora, eu realmente pensei em não escrever, me desculpem. Vou entender se não quiserem ler.

– Como assim eu vou ser deportado? — Nathan estava exaltado, com o que seu advogado Benjamim, disse.

– Seu visto expirou, e o senhor será deportado para sua cidade natal, a menos que se case.

– Impossível, isso deve ser um engano.

– Desculpe-me Nathan, mais esta é a verdade. — Benjamim, sorriu tristemente para o amigo, e saiu da sala, deixando o loiro que parecia que iria ter um enfarto.

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— O que acha dessas?– perguntava Cris sentado em uma cadeira em frente a minha mesa, mostrando a foto de algumas atrizes desconhecidas.

— Não gostei de nenhuma. – disse Nathan com uma carranca no rosto, Cris revirou os olhos, mostrara todas as amigas atrizes que tinha. – eu preciso alguém, comum, que não chame atenção.

— Está propondo que nós procuremos na rua? Não é tão fácil assim amigo. – Disse Stefan, dando uma gargalhada. O rapaz é um grande amigo de infância, loiro, olhos verdes. – se você não fosse tão irresponsável com os seus documentos, isso não aconteceria.

– Você não tem uma secretária ? — Pergunta Cris, olhando para algumas fotos das atrizes.

– Tenho sim. — Ele suspira, ao lembrar dela, desde que chegou aqui, todos os dias me manda rascunhos de seus livros, na esperança e que eu publique um dia. Não que fossem ruins, pelo contrário, são maravilhosos, e esse é o problema. — Depois resolvemos isso tá legal?

– Tudo bem, só não demore muito, eles não são nada pacientes.

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Andando pelo corredor da empresa, pensando como tudo foi chegar até esse ponto, não esperava que um dia isto acontecesse, mais agora ele precisava se casar e urgentemente, o problema era: Com quem? Quem estaria disposta a aturar um casamento falso por alguns anos? Ninguém, a menos que ele subornasse.

– Isso vai ser mais difícil do que pensei. — Parou em frente a um espelho de uma porta, olhando para o seu reflexo. Seu cabelo loiro estava crescendo, e podia ver as olheiras em seus olhos azuis, "pelo menos eu não sou feio". Pensou.

– Desculpe-me interromper, mais Hiro está te esperando para uma reunião em seu escritório, em 3 minutos. — A voz de Sarah escoou pela sua mente, a jovem estava parada atrás dele, o encarando com aqueles olhos grandes, ela tinha se tornado sua secretária a dois anos, e nunca o tinha o decepcionado nesses últimos anos.

– Tudo bem, obrigada. — Seus pés pareciam que se moviam sozinhos até o escritório de Hiro, o medo que sentia , o fazia tremer, sua boca estava seca, ele queria ir embora e sumir de vista, porém nunca demonstraria isso.

– Parece tenso, o que houve? — Sarah perguntou ao meu lado, tentando ao máximo acompanhar meus passos apressados.

– Não é nada. — Parei em frente a porta, respirando fundo antes de abri-la.

Hiro é meu supervisor, e vice-presidente, não que ele gostasse deste cargo, ele parecia feliz com a notícia de que possivelmente Davon seria deportado.

– Como vai Nathan? — Charlie perguntou sorrindo alegremente, parecia que tinha ganhado na loteria," e o premio era a minha demissão". Ele tinha 37 anos , porém se comportava como uma criança, aquele japonês safado.

– Vou bem, o quer comigo? — Perguntou, indo direto ao ponto. Sarah estava um pouco distante somente observando a conversa dos dois atentamente, todos achavam Nathan um monstro sem coração, e ela concordava, nunca, por um segundo se quer tinha gostado dele.

– Estou sabendo que vai ser deportado. — A morena olhou para o japonês que sorria feito bobo, assustada e surpresa com o que tinha ouvido. — E se isso for verdade, eu quero ficar com sua sala.

– Era só isso? Me chamou para dizer isso? — Nathan parecia estar irritado com a situação.

– Isso, e um boa sorte otário. — Hiro se levantou da cadeira, subiu na mesa e começou a dançar, ligando o rádio logo em seguida.

Nathan o fuzilou com os olhos, e saiu da sala dando passos pesados, uma palavra errada , e ele seria capaz de matar alguém naquela hora.

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Saindo da empresa, Sarah seguia seu chefe pela rua, até agora ele não tinha pronunciado uma palavra se quer, e ela sabia que não era seguro o incomodar agora.

O loiro para perto de um parque, e encara uma árvore qualquer, ela o observa, antes dele se virar para a jovem, tentando ainda manter a pose de durão.

– Algo errado? — Ela pergunta o vendo de cabeça baixa e resmungando alguma coisa.

– Nunca pensei que teria que fazer isso. — Nathan respirava fundo, tentando deixar o ego, e o orgulho de lado. — Sarah, preciso que se case comigo.

– Eu? Casar com você? — Sarah abria e fechava a boca sem saber o que dizer, estava tão surpresa com o que seu chefe tinha dito, que não sabia o que fazer.

– Sim, preciso que se case comigo, só por alguns anos, depois nos divorciamos, e pronto.

– Eu posso até aceitar, mais quero algo em troca.

– E o que seria? Dinheiro? Por que eu posso te pagar. — Nathan sorriu, mais a jovem o encarava séria.

– Não quero seu dinheiro.

– Então o que quer?

– Quero que publique minha história. — Nathan pensou por alguns segundos, e suspirou esticando o braço para dar um aperto de mãos. — Feito.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.