Notas iniciais
Olá! Bem, vou continuar a fic! Pois é, postei bem rápido né? Costumo fazer isso quando percebo que está dando resultado... 2 pessoa favoritaram já no prólogo *------* Gente vcs são dms!!! Fiquem com o primeiro capítulo, espero que gostem ♥

Elli

Calço meu all star preto que já está sujo e gasto com o tempo e prendo o cabelo em um coque. Faz tempo que eu não corto ele, as pontas duplas estão começando a aparecer.

Pego minha bolsa e saio do mini quarto que estou morando a um ano e sete meses desde que fugi de casa.

– Bom dia Elli, mais uma quinta-feira! — diz minha vizinha de pensão e colega de trabalho com um sorriso no rosto.

– Bom dia April — digo trancando a porta com dificuldade pois já está bem velha e surrada — Ninguém merece! — digo já irritada. Todo dia é a mesma coisa com essa porcaria de porta — Mas melhor isso do que nada.

– Tem razão, vamos pro batente?

– Vamos! — digo animada. Ela passa a mão por cima dos meus ombros e vamos caminhando até o bar do lado, onde trabalhamos.

Ao chegarmos, deixo minha bolsa e meu velho celular 4Gerações passadas no armário e visto meu avental.

Vou para trás do balcão esperar o primeiro pinguço do dia. Alguns minutos e lá está ele, Tayler.

– Bom dia! — ele cantarola ao me ver. Reviro os olhos e dou um sorriso — Você me acha incrível, pode dizer gatinha — ele pisca e coloca um dedo no meu queixo, logo bato na mão dele.

– O que eu acho incrível aqui é que você bebe pra dormir e acorda pra beber.

– A culpa é sua, talvez se você me desse bola eu não precisaria ficar vindo aqui todo dia pra tentar te impressionar.

– Talvez se você não viesse aqui todo dia beber você me impressionaria.

– Não ia ter graça não vir aqui todo dia te ver. Pega o de sempre aí — reviro os olhos e vou pegar a pinga dele.

Tayler é um idiota. Um idiota bem bonito. Ele é alto, mas nem tanto. Tem o cabelo castanho e os olhos escuros, ele é forte e tem um sorriso bonito. Mas toda sua beleza descontou na sua inteligência, é triste, um desperdício.

Ah!– ele diz quando termina de tomar a dose de tequila — Agora eu vou pra faculdade se não meu pai corta minha mesada e eu não venho mais aqui ver minha dama.

– Você é um babaca mesmo.

– Sou um babaca mas você gosta — ele abre a carteira e coloca o dinheiro em cima da mesa — Fica com o troco pra você — ele joga um beijo e sai do bar.

Me sinto uma mendiga quando fazem isso. Viver da migalha dos outros não é o melhor jeito de viver, mas também não é o pior então coloco o dinheiro da dose no caixa e o resto enrolo e guardo no sutiã.

As vezes pra sobreviver temos que abrir mão de certas coisas como o orgulho.

– Tayler é um imbecil mesmo né? — diz April parando ao meu lado.

– Nem fala — resmungo.

– Meninas! Parem de conversa e vão trabalhar! — diz a nojenta da Vickie, filha da dona do bar e da pensão onde vivo.

Bruxa– April e eu cochichamos juntas e então ela sai pra atender uma mesa enquanto eu continuo lá na bancada atendendo outros fregueses.

+++

Está de noite. Fecho o bar com a April depois de um longo e cansativo dia e volto para a pensão pra me arrumar, eu costumo fazer alguns bicos de noite como cantar em uma Lanchonete aqui perto.

Mas hoje irei no Mystic grill, ele fica no centro da cidade, na parte onde as condições financeiras das pessoas são bem melhores. Já tinha ido lá uma outra vez para cantar e então o dono me pediu que fosse novamente, pelo visto os clientes gostaram de mim.

À alguns meses atrás eu estaria derrotada à uma hora dessas, meu corpo estaria clamando por descanso mas ele acabou aprendendo que para ter algumas coisas é preciso abrir mão de outras.

Depois de esperar quase meia hora pra poder tomar um banho na fila do banheiro, vou para o quarto escolher alguma coisa pra vestir, eu não tenho muitas opções.

Decido colocar um vestidinho curto e branco de malha fria com alças finas e jogo por cima um kimono de renda escura. Coloco a ankle boot preta que sempre uso e amarro o cabelo em um rabo de cavalo.

Por fim pinto meus olhos com lápis e rímel barato que já estão quase no fim, pego minha bolsa e vou andando até o local que vou cantar hoje, não posso gastar dinheiro com coisas atoas como um táxi quando na verdade posso usar minhas belas pernas.

Chego no bar que está cheio de motos no estacionamento. Quando entro pela porta vejo uma quantidade bem grande de homens e mulheres com piercings, tatuagens e usando preto, hoje deve ser algum tipo de encontro de motoqueiros.

Procuro por Elaijah, o dono do bar, ele já me conhece pois vim aqui a alguns dias atrás e ele me ligou antes de ontem pedindo para que eu viesse cantar novamente.

Ele me entrega o violão e então subo no pequeno palco para cantar junto com o baterista e com o guitarrista que estavam me esperando, olho no relógio e já passam das dez horas da noite.

– Boa noite — digo arrumando o microfone e a multidão de preto me responde em uníssono. São poucas as pessoas que estão destoadas com o extenso grupo.

Começo tocando Lonely day do system of a down no violão e logo começo a cantar.

Meu sonho nunca foi ser cantora, eu tenho uma voz agradável e também tenho potencial mas eu não tenho ambição, eu faço porque gosto, porque me faz sentir prazer e também porque assim consigo um dinheiro a mais pra me manter aqui em Mystic Falls.

Era quase duas da manhã quando Elaijah disse que eu já poderia descansar e então me despedi do público que não gostou muito da ideia.

– Venha, pedi uma comidinha caprichada pra você.

– Ah Elaijah, não precisava.

– Ah mas precisava sim, faz parte do cache, se lembra? — ele diz convincente e então dou um sorriso — Pode se sentar em qualquer mesa, vou pedir para o Matt trazer pra você. E mais uma vez, você estava ótima — ele pisca e sorri.

– Obrigada — dou o melhor sorriso que encontro. Sento na cadeira do balcão e logo um cara alto, com olhos azuis e cabelos claros chega com uma bandeja na mão. Ele me entrega a porção de batata frita, um copo enorme de refrigerante e um super hambúrguer.

– Você deve ser a Elli, né? — ele pergunta e eu concordo com a cabeça enquanto mordo o hambúrguer — Bem, devo dizer que você é ótima. Eu sou o Matt, sou novo aqui no mystic grill — ele estende a mão e eu o cumprimento.

– Prazer Matt — ele sorri.

– Bem, preciso ir. Até mais Elli — dou um sorriso e ele sai e então continuo a comer meu lanche. Pego meu velho s4 que já está totalmente velho e com a tela trincada para olhar as horas, já são quase três.

– Olá! — diz uma loira alta se sentando ao meu lado — Sou estudante de jornalismo e estou fazendo uma matéria sobre pessoas que cantam em bares e queria saber sua história! — ela é explosiva e gesticula com as mãos quando fala. Olho pra ela um pouco assustada, não me parece algo confiável ou algo seja verdadeiro — Ah me desculpa! Sou Caroline Forbes — ela estende a mão.

– Elli — a cumprimento — E o que exatamente você quer saber sobre mim? Sou bem desinteressante — sugo o canudinho do refri.

– Sua história! Seu emprego, onde mora, se estuda, quantos anos tem... — ela pega o celular no bolso que parece mais um iPad e faz com a cabeça para que eu comece a contar. Eu não tenho o que esconder então dou de ombros e começo.

– Bem... eu tenho dezessete anos, fugi de casa aos 16 quando sai de Seattle e vim para a Virgínia, eu não tenho família alguma, minha vida é trabalhar de dia e de tarde para conseguir abrigo e comida e de noite eu canto em bares como esse para ganhar um dinheiro já que é meio difícil viver com míseras gorjetas de clientes bêbados. Essa é minha história — dou um sorriso rápido e ela me encara sem expressão alguma. Já sabia que não iria se interessar por algo do tipo.

– Eu nem sei o que te dizer... você não estuda? Seus pais sabem que você está aqui? Porque fugiu? — ela parece ainda mais interessada.

– Larguei meus estudos, meus pais me largaram e eu fugi porque não aguentava mais ter que correr atrás do bêbado do meu padrasto e do meu irmão drogado. E também porque eu queria tentar uma vida nova.

Ela exita antes de falar e então desembucha.

– A quando tempo você está aqui?

– Um ano e oito meses.

– Nossa — olho para o meu outro lado e vejo um cara bonito — Não pude deixar de ouvir a conversa, me perdoem.

– Stefan! — a loira grita e se levanta para abraça-lo — Tudo bem?

– Tudo ótimo.

– Bem, eu vou indo — digo me levantando e pegando o copo de refrigerante.

– A não espere aí — ela me impede de sair — Você se chama Elli o que?

– Elli Merjan — digo o sobrenome que coloquei na minha falsa identidade.

Vou até Elaija pegar meu cachê e então ele me entrega cinquenta dólares. Não é muito, mas é bem melhor do que nada.

Me despeço e saio do bar, vou fazendo o mesmo caminho que tinha feito para vir pra cá.

Enfio só o lado do meu fone que ainda presta no ouvido e vou ouvindo Words da Skylar Grey. Já são três da madrugada e eu poderia me deitar aqui mesmo no chão dessa rua suja, estou cansada... mas tenho trabalho amanhã cedo e consigo tirar pelo menos um cochilo até as sete da manhã.

– Ei, espere por favor! — Ouço. Olho por cima do meu ombro e vejo o moço que se intrometeu na minha conversa com a garota estudante de jornalismo. Percebo que ele está falando comigo e então paro de andar para saber o que quer.

Notas finais
U.U esse foi o primeiro capítulo da fic, e aí gostaram? Não deixem de comentar, deixem pelo menos um oi rsrs Não se afobem, nosso lindo e maravilhoso Damon aparecerá em breve rsrs! Beijus, até mais ♥