Notas iniciais
Olá amores♥ Muito obrigada pelos coments! Bem, passei rapidinho pra deixar um capítulo pra vcs, espero que gostem :)

Elli

– Oi, sou Stefan — diz sorrindo um pouco cansado e eu não retribuo o sorriso. Ele me olha fixamente como se já me conhecesse — É, eu ouvi tudo o que você disse e eu queria te fazer uma proposta. Você não quer ir pra outro lugar pra gente...

– Não. Fala aqui mesmo — digo friamente.

– Tudo bem. É que eu e meu irmão não somos daqui, você sabia que pessoas que não nasceram aqui nos Estados Unidos tem de ficar renovando o visto várias vezes e isso é bem chato, principalmete pra gente que tem uma empresa aqui... Mas quando esse alguém que não é daqui se casa com uma pessoa nascida aqui ela pode morar sem precisar de visto algum.

– E o que eu tenho a ver com isso? — pergunto com desdém.

– Bem, tudo. Quero dizer, você é naturalmente americana... Não está afim de mudar de vida?

– Sim, mas não desse jeito.

– Porque não? Olha, você não vai mais precisar ficar até tarde na rua cantando para um monte de bêbados, não vai precisar passar por dificuldade alguma.

– Porque você não vai fazer essa proposta pra uma prostituta? — ele arregala os olhos — Não, sério, acho que você está confundindo as coisas, não vou exitar em lhe dar um tapa na cara se não parar com isso.

– Calma! Você não entendeu. Se você aceitar a proposta, vai poder continuar sua vida normalmente, vai poder pegar outros caras e ainda vai ganhar uma boa grana. Vai por mim, se eu quisesse uma prostituta eu já teria conseguido. Eu não quero uma pessoa qualquer, quero uma mulher de verdade. Eu quero você porque você é a garota perfeita, você se parece muito com ela e tem que ser você — ele soa encantado.

– E no caso eu teria que me casar com você?

– Não. Com meu irmão. Eu já tenho uma filha aqui e graças a ela eu posso ficar aqui como um americano normal.

– Então porque seu irmão não tem um filho em? — pergunto já irritada

– Porque é a última coisa que ele quer na vida.

– Ai eu vou embora. Tem muita mulher por aí querendo mudar de vida, porque você não vai atrás de uma dessas?

– Olha, Elli. Tem que ser você. Eu venho te observando a um bom tempo e você é a garota perfeita! — reviro os olhos e dou as costas — Espera. Pega isso — ele me entrega um papel — Meu número está aí, se você mudar de ideia pode me ligar a qualquer hora. Eu sei que você vai aceitar, não é coisa de prostituta. Por favor pensa bem, preciso muito de você.

Dou as costas e saio andando de volta balançando o papelzinho na mão.
Será que isso não daria nenhum rolo?

Não, não. Não vou aceitar vender meu nome assim tão fácil pra um cara que nem conheço.

E se esse cara for feio e velho? Nossa, aí que eu não vou aceitar mesmo!
Chego em casa já descalça, não aguentei ficar de sapatos o tempo todo e tirei no meio do caminho.

Jogo a bolsa de lado, tiro o kimono e o vestido, me deito só de calcinha e sutiã, não estou com paciência de colocar pijama e o único que tenho deve estar sujo. Vou deixar pra tomar banho só amanhã de manhã.

Hoje foi mais um longo dia, amanhã terá mais outro, e depois mais outro, e depois mais outros...

+++

Tento ficar com os olhos abertos mas eles estão pesados. Apoio o cotovelo na bancada e coloco o meu queixo na minha mão, aproveito que ninguém está olhando e então tento tirar um cochilo, porém sou interrompida por algum infeliz.

– Sim? — digo me levantando rapidamente e olhando para o cliente, mas logo me arrependo — O que quer em?

– Calma — Stefan, o cara da noite passada, diz sorrindo — Eu vim aqui pra..

– Me encher o saco — completo — Olha, já disse que isso é um absurdo.

– Eu já disse que é a sua oportunidade de mudar de vida. Não deixa essa oportunidade passar, você não vai se arrepender.

– Elli! Mesa cinco! — Grita Vickie e então pego o bloquinho e a caneta para ir atender a mesa enquanto o tal Stefan continua me perseguindo.

– O que deseja? — pergunto ignorando a presença dele.

– Um suco de laranja, um de uva e quero também dois x-burgues — anoto o pedido da moça e volto para a bancada para fazer os pedidos á cozinheira.

– Elli, não me ignora. Não vou te deixar em paz, por favor fala comigo — ele suplica e então vou até cozinha pegar os sucos para as moças.

– O que esse rapaz quer em? — Diz Pearl, a cozinheira, com um sorriso malicioso no rosto — Ele é bonito

– Ele é um chato isso sim. Dois x-burguers — coloco os sucos no copo, fecho com a tampa e volto para o local de atendimento.

– Ei! — ele para na minha frente impedindo minha passagem e então fico irritada, não suporto gente insistente que não sabe o significado de não.

Sem pensar duas vezes tiro a tampa do copo e viro o de suco de uva na cabeça dele que apenas fecha os olhos e fica boquiaberto. Todos a nossa volta nos encaram.

– Pra você aprender que quando uma mulher diz não, é não ! — digo revoltada.

– Ah é mesmo Elli? Então se prepara pra procurar outro lugar para ficar — me viro para trás e vejo minha chefe.

– Dona...

– Não não, não quero explicações. Já estava mesmo querendo mandar alguém embora, só não sabia que seria você essa pessoa, a que mais precisa.

– Quer saber? — coloco o suco de laranja em cima de uma mesa e arranco meu avental — Dane-se! Eu nem queria mesmo ficar nesse muquifo! Esse lugar é podre, igual as donas! — saio de lá e vou até o lixo de pensão que moro. Pego minha mochila e enfio tudo que consigo dentro dela. Acho mais uma outra um pouco mais velha e termino de colocar o que estava faltando.

Saio do quarto batendo a porta e vejo mãe e filha de braços cruzados me esperando.

– Você tem certeza que vai cuspir no prato que comeu?

– Voce acha mesmo que vou me arrepender e pedir desculpas á vocês que sempre me humilharam?

– Deixa mamãe, essa aí é uma ingrata.

– É melhor você calar sua boca antes que eu cale pra você. E quer saber?

Não vou agradecer por ter trabalhado feito escrava durante esse tempo todo pra me alimentar de sobras e dormir em uma espelunca dessas, muito menos por ter sido tão humilhada por vocês duas.

Desço as escadas e as deixo falando sozinhas, abro a porta ridícula da pensão e dou de cara com April.

– Ei, o que voce está fazendo? — pergunta preocupada

– Eu vou embora. Não se preocupa comigo, vou ficar bem — abraço ela bem apertado e então dou um xau sem emitir som.

– Elli — ela segura meu braço.

– Fica tranquila, sei o que faço. Prometo que te ligo depois.
Saio de lá e começo a andar sem rumo. Tá, eu não sei o que irei fazer agora, ou pra onde irei. Por mais que eu já tenha ficado aqui um bom tempo, não conheço muito bem a cidade.

Vou em direção aos lugares que tem luz, talvez eu consiga outro emprego de garçonete ou então um local para passar a noite, sempre juntei minhas gorjetas e meus dinheiros que ganhava com shows porque sempre soube que esse dia chegaria, não aguentava mais aquelas víboras e nem aquela decadência.

Desço da calçada e vou para a pista, de repente dois faróis brancos bem fortes invadem meus olhos e então não enxergo nada, sinto uma pancada forte nas pernas.

Notas finais
Esse foi o capítulo de hoje, NÃO DEIXEM DE COMENTAR! Façam essa leitora feliz, leitora feliz = mais capítulos rsrs Bem, é isso gente... Até mais, bjinhosss♥