A Proposta
14 Capítulo 13
Notas iniciais
Olá! Passando para deixar mais um capitulo para vocês.
Boa leitura, obg pelos comentários ♡
Obs: Estou postando via celular então a edição não vai ficar tão boa.
O capítulo hoje ficou bem grandinho mas não deu pra dividir :p
Elli
Acordo com o celular tocando freneticamente e então pego minha bolsa que estava perto da minha barriga. Abro ela e vejo que tenho muitas ligações perdidas no celular que parou de tocar antes que eu pudesse atender e então fui ver quem me ligou. Bonnie, Stefan, Damon, Caroline, Matt, April, Casa Stefan, Casa Damon, Casa Bonnie, numeros desconhecidos. Pelo menos cinco ligações de cada. Como eu não ouvi isso? Meu Deus eles devem estar preocupadíssimos comigo, mas também eu não dormi em casa e nem telefonei, eles nem sabem que eu saio de noite então estou estupidamente lascada. Me levanto da cama e saio do quarto, me deparo com todos sorridentes conversando, vejo também a mulher de John e seus filhos e como se eu não fosse ninguém vou até a porta para sair de casa com o celular na mão.— Ei! Onde vai? — pergunta John e eu balanço o celular indicando que vou fazer uma ligação. — O que? Acham que eu vou fugir ? Não se preocupa, daqui a duas semanas quando for meu aniversário eu vou embora, pela porta da frente e ninguém vai poder me impedir. — Eu vou com ela — Jeremy me acompanha até o lado de fora da casa e então eu decido ligar para Damon já que ele foi o último a me ligar. Vou caminhando pela pista enquanto espero ele atender e Jeremy me olha da sacada enquanto me distancio um pouco. —---------— Oi? — Elli! — ele diz alterado — Onde você se meteu caramba? Meu Deus como é bom ouvir essa voz irritante. — Eu... Eu estou em Seattle. Não pira. — O que? — ele grita — Que diabos você está fazendo em Seattle!? — Fui sequestrada Damon. — Elli... — ele fica sem fala e percebo seu nervosismo. — Pelo meu pai.— Como ele te sequestrou? — pergunta indignado— É que... É que eu estava no restaurante cantando e... — Não, espera, Elli porque você estava na droga do restaurante cantando? Eu falei pra você não ir pra lá!... quê? Não Stefan — ele começa a discutir com o Stefan pelo telefone — Olha, eu estou indo aí te buscar. — Não! Olha Damon eu não posso voltar agora. — Porque não? — Porque eu não posso. Mas eu vou voltar. Me dá... duas semana, tá? — Não! — Olha você não manda em mim! Segundo, eu só posso sair daqui quando fizer meus dezoito, assim, eles não vão mais poder ir atrás de mim! — Não me dei o trabalho de ouvir o que você falou, estou indo te buscar! — Damon eu não posso ir agora, mas eu juro que volto. A não ser que morra. Agora xau, preciso ir. — Elli se prepara porque quando eu te encontrar eu vou te dizer o alfabeto! — Xau Damon... — Eu vou te matar...—----------Respiro fundo, fecho os olhos e então volto pra casa. — Não fugi! — Digo ironicamente ao entrar em casa, subo as escadas. — Não vai almoçar com a gente? — Isobel indaga.— Tomar um banho. Ainda tem roupa minha aqui ou vocês queimaram tudo? — Elena, suas roupas estão guardadas no guarda roupas do quarto, não sei se vão caber porque você cresceu bastante e seu corpo mudou... — Ah, tudo bem então. Acho que vou ali comprar umas roupas — falo no tom esnobe que não tem nada a ver comigo; dou de ombros e subo para pegar minha bolsa. Logo desço e vou pra fora de casa. — Eu vou com você — Diz Alaric — Tudo bem? — Claro — Não dou importância e então ele me leva à uma boutique que não é tão longe assim de casa. — Te espero no carro Elena, não tenha pressa — diz quando chegamos. — Tá bom. Entro na loja e compro roupa o suficiente para duas semanas mas também não exagero. Terminei de comprar as coisas e pedi que Alaric fosse comigo no banco, precisava sacar um dinheiro pra me manter aqui. Logo voltei pra casa, John já não estava mais com sua família perfeita. Subi com minhas coisas e não falei com ninguém. O sofrimento muda as pessoas, talvez ele seja o culpado pela minha falta de bons sentimentos que tenho com a minha família conturbada. Tomei um banho e vesti um pijama, logo desci pra comer alguma coisa. — É, devo dizer que não fui o melhor padrasto né. — Olho para trás.— Pelo menos foi menos pior do que os meus pais durante esses anos — dou de ombros. — Desde quando você se tornou essa pessoa egoísta e sem sentimentos? — Desde quando percebi que não valia a pena correr atrás de quem nunca ligou pra mim — pego meu sanduíche, meu suco e subo as escadas. Chego no quarto, ligo a TV do quarto e sento na cama, antes que eu possa morder meu sanduíche o celular toca, é o Stefan.—---------— Oi...? — Me diz que você vai voltar logo. — Se logo for daqui a duas semanas... — Meu Deus Elli! Que susto você deu na gente, quase ficamos loucos! E eu devia ter ouvido o Damon, devia ter colocado um segurança atrás de você! Olha onde você foi parar, em Seattle! Tudo por culpa da sua teimosia. E eu achando que o Damon era paranóico. — Não exagera. Eu lá ia adivinhar que meu pai estava atrás de mim? E também já fazia três meses que eu estava indo lá... — Você é uma bela mentirosa. — Mentirosa não porque eu não menti, eu omiti.— Tá bom... Mas olha, duas semanas e queremos você aqui, do contrário iremos te pegar a força, estamos com saudades. Fica bem tá?
— Ta bom — dou um sorriso — Boa noite Stefan. — Boa noite Elli. —----------- Termino de comer meu lanche e vou deitar pensando nos Salvatores. O Stefan é um fofo, tão gentil, ao contrário de Damon que é um brutamontes, se ele fosse pelo menos um pouco cavalheiro eu até aceitaria casar de verdade mesmo com ele, e não só pelo papel. Não, não. Que idiotice a minha, nada a ver. Não vai haver nada além de um casamento no papel. Porque? Eu ainda não entendi direito, aquele negócio do visto e da tal Katherine.... mas eu acabo ganhando com isso, quantos amigos eu fiz, consegui dinheiro, trabalho e ainda faço o que eu gosto. +++Depois de amanhã eu vou embora, não vejo a hora disso acontecer. Estou sentada na escada na frente da minha casa olhando o céu e tomando uma coca. Hoje passei o dia trancada no quarto. Agora que caiu a noite decidi vir respirar um pouco, meu pai vem aqui quase todo dia encher o saco querendo ser o melhor pai do mundo. — Elena? — olho para o lado e vejo Kol, meu ex. Me levanto na mesma hora e corro para abraça-lo — Elena, meu Deus achei que tinha morrido — Diz com o rosto afundado no meu pescoço. — Só fugi mesmo — olho pra ele que está com os olhos cheios de lágrimas. — Eu me senti tão mal. Dois meses depois que a gente terminou você se foi, me senti culpado. — Não, você não teve culpa — passo o dedo pela bochecha dele e me lembro do nosso namoro atrapalhado, mesmo que tenha sido um pouco conturbado a gente se amou. Ele acaba com a distância entre nós e sela nossos lábios em um beijo quente. Me entrego à ele como antes mas o sentimento não é o mesmo, algo mudou em mim ou nele. Ouço alguém limpar a garganta, separamos nossas bocas e olhamos para o lado. Me surpreendo ao ver Stefan. — O... o que faz aqui? — me solto dos braços de Kol. — Eu vim ter certeza que você estava bem, e pelo vi isto está ótima. — O que está acontecendo aqui Elena? — Kol pergunta e Stefan faz cara de quem não entendeu. Droga, ele não sabe da minha identidade falsa. — Kol você precisa ir — digo encarando ele — Preciso que você me esqueça, a gente não vai poder ficar junto. Mas saiba que eu sempre vou te levar no meu coração. — Não estou entendendo. — A gente não pode ficar junto, eu vou embora pra Virgínia daqui a alguns dias e eu não vou voltar. Nunca mais. — Não — ele segura meu rosto com as mãos — Eu já te perdi uma vez, não posso te perder mais uma Elena. — Kol, não dificulta. Por favor, me esquece, segue a sua vida. Se você me ama mesmo, me deixe ir, não posso ficar aqui. — Eu vou com você! — Não! Você não pode — beijo ele novamente sem me importar com Stefan — Por favor, me esquece — ele me olha no fundo dos olhos e logo sai. Vejo ele se distanciar e meu coração aperta. Eu já gostei muito dele. — Elena? — ele pergunta quebrando o silêncio. — É... a minha família e os meus amigos costumam me chamar assim — gaguejo — É por conta de um desenho aí mas nao vem ao caso. Você tem que ir embora Stefan. Eu já disse que vou voltar, por favor me deixa em paz antes que eu mude de ideia. — Quem é ele? — pergunta sorrindo com sarcasmo. — Meu ex. — Não sabia que você tinha ex namorado. — E você acha que sabe da minha vida? — começo a rir — Você não sabe nem metade. Agora Boa noite e volte para Virgínia — dou as costas e ele me puxa pelo braço. — Qual seu problema? Nós já conversamos sobre isso, porque insiste em ser tão teimosa? Não reclama quando o Damon te chamar de criança — olho no fundo de seus olhos verdes pronta pra dizer muitas verdades. — Elena achei que... — ouço a voz de Isobel e então Stefan me solta. Ela o encara, arruma o cabelo e depois me encara — Quem é o rapaz Elena? — Ninguém. É só um... um desconhecido que me confundiu com uma tal de Katherine mas eu não sou a Katherine, sou a Elli — digo olhando pra ele bem firme que me encara sem acreditar no que eu disse. — Então vamos entrar, já está tarde e é perigoso ficar falando com estranhos. Entro dentro de casa e fecho a porta. — Aconteceu alguma coisa? — pergunta Jeremy descendo as escadas sem blusa. — Não. — Depois de amanhã é seu aniversário Elena! Que tal a gente fazer uma festinha? — Quando der meia noite eu já vou ser maior de idade e vou sair dessa casa, Isobel. Nunca mais vocês vão precisar aguentar as minha antipatias. Subo as escadas e vou para o meu quarto mas Jeremy me segue. — Elena chega! Isso já tá ficando chato cara. — Vai embora Jeremy. — Vai embora nada. Já ouvimos demais durante esses dias, agora está na sua vez! — Filho deixa ela — Isobel entra na frente dele. — Não! Olha Elena, eu sei que a gente errou feio contigo mas a gente mudou por você! A gente tá aqui aguentando todas essas humilhações, toda essa sua chatisse... — Ah você acha isso demais? Jeremy, isso não é nem metade do que eu passei sozinha durando dezessei anos! — ele me encara — É chato não é Jeremy? E olha, vocês são três, eu era só uma. Será que agora da pra entender porque eu quero tanto não ter que ficar aqui? Ele me olha por longos segundos e eu não desvio o olhar. Logo ele sai do meu quarto mas Isobel continua lá. — Espero que um dia você possa nos perdoar — ela sai e fecha a porta. É, talvez algum dia eu possa perdoa-los, entretanto esse dia não é hoje. Que pena. Começo a arrumar minhas coisas que não são muitas. Coloco tudo em uma mala e em uma bolsa grande, deixo de fora só o que eu vou precisar. Sento na cama e olho para a janela. — Preciso ir embora — resmungo sentindo um nó na garganta. Olho para o lado e vejo um porta retrato no criado mudo. Pego ele e acendo o abajur para poder enxergar melhor a foto; me vejo com três anos de idade ao lado do meu pai sorrindo. Nosso sorriso é igualzinho, mas eu me pareço com Isobel. Me lembro que antes dele ir para a Califórnia ele sempre vinha me ver, me levava pra passear e ao lembrar de tantas coisas me permito chorar um pouco... Eu tenho saudades de muitos anos atrás quando eu era feliz e não sabia
Notas finais
Esse foi o capítulo de hoje, espero que tenham gostado!
Comentem, estou com saudade de algumas leitoras, onde estão vocês migas? rsrs
Beijos de sangue, até mais ♡
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