A Proposta

13 Capítulo 12


Notas iniciais
Aaaaah eu não consegui! Não depois de tantos comentários me motivando, alguns no privado e outros no capítulo e principalmente depois de receber um recomendação *o* Obriguei minha cabeça a planejar logo uns capítulos para vocês e acho que deu bom! Fiquem com mais um capítulo que eu não consegui segurar e boa leitura♥♥♥

Elli

Agora faltam apenas três semanas para o meu aniversário e seis para o meu casamento.

Durante esses três meses que passaram eu fui todos os dias ao restaurante do Klaus excepto por algumas noites que fui no do Elaijah, descobri que eles dois são irmãos e dividem uma rede de lanchonetes e restaurantes por Mystic Falls. Eu nem sabia que a cidade era tão grande assim. Nesse tempo também, todos ficaram estranhos comigo, não que isso mexeu comigo mas eu percebi que estava um clima pesado.

Todos esses dias eu fui escondida, Damon não queria que eu ficasse cantando assim em restaurantes e Bonnie juntamente com Stefan também não gostaram da ideia, mas como eles não mandam em mim fui do mesmo jeito e eles nem desconfiaram. Não sei o porque disso.

Também trabalhei com Stefan durante esse tempo e consegui juntar muito dinheiro, eu na verdade nem sei o que vou fazer, mas acho que antes de casar com aquele incompetente vou à Seattle.

Termino meu show e desço do palco, hoje é sexta-feira e estou animada pois Matt me chamou pra beber hoje quando eu terminasse. Amanhã tenho folga no trabalho e pretendo sair com a Mel pra passear. Confesso que nos últimos meses eu não tive um contato muito amigável com Stefan e os demais, não foi porque eu quis, foi porque eles ficaram meio estranhos depois daquele dia que disse tudo o que eu tinha que falar, mas fazer o que né.

Ando pelo restaurante enquanto as pessoas me olham sorrindo e procuro por Klaus ou Matt. Não os encontro e então, quando me viro de costas dou de cara com :

John!?

— Olá filha fugitiva.

Tento correr mas ele me segura.

— Você não vai mais fugir, nós vamos voltar pra casa hoje mesmo.

— Eu não vou! — grito teimosa.

— Ah você vai sim. Você não é maior de idade e então sou eu que mando.

— Manda em que? Você nunca ligou pra mim!

— Depois a gente conversa Elena.

Ele me carrega até a porta e eu não tento me soltar.

— Eu não posso ir, eu tenho uma vida aqui! — digo parando em frente à ele — Não estraga essa daqui também!

— Elena você só tem que ficar calada e entrar no carro, você está errada! — John fala — Você não tem ideia do quanto todos em Seattle estão preocupados com você, chegamos a pensar que você estava morta.

Respiro fundo. Eu não posso fazer isso com eles, mas do mesmo jeito que eu fugi eu posso fugir novamente, vai ser rápido, logo eu farei 18 anos e então vou voltar e me casar com Damon.

Entro no táxi em silêncio e John entra do outro lado. Talvez eu nem precise voltar, tenho dinheiro o suficiente para reconstruir minha vida em qualquer lugar, eu aceitei porque estava na pior e agora não estou mais. Mas não seria justo com os demais. Eles me ajudaram, graças á eles consegui melhorar de vida, me sinto na obrigação de fazer isso então nem pensar em dar esse bolo neles.

— Onde a gente vai? — pergunto

— Pra casa Elena, o único lugar que você deve ir agora.

— Pra que? Pra você voltar pra Malibu, eu virar novamente uma escrava naquela casa, ter que ir atrás do Jeremy e do meu padrasto, perder minha vida pra ajudar os outros? Prefiro morrer!

— Não fala assim filha. Sua mãe e eu voltamos por você, estamos todos em Seattle desde que você sumiu, preocupados!

— O que mais me impressiona é que vocês notaram que eu sumi, porque ninguém nunca ligou pra mim. E quer saber? Não quero mais saber e nem escutar o que vocês tem a dizer.

Chegamos ao aeroporto, John comprou as passagens e esperamos duas horas para embarcar, eu não olhei pra ele e me segurei pra não fugir, também não disse uma palavra.

Nunca havia viajado de avião antes e senti um tremendo frio na barriga quando embarcamos. Foi tudo muito rápido, parecia mais um sequestro e não um resgate, John deve ter planejado tudo isso; Jeremy deve ter contado que eu liguei e ele deve ter rastreado minha localização, tenho certeza que ele não me achou por acaso.

Quatro da manhã e nós estávamos indo em direção a minha antiga casa em Seattle. A medida que o carro se aproximava eu tinha mais vontade de fugir até que paramos. Continuei olhando para frente agarrada a minha bolsa, meu celular não tocou, Bonnie deve estar pensando que eu estou dormindo e talvez eles só vão notar que não estou mais lá amanhã. Droga, dei um bolo no Matt.

Coloco a bolsa no ombro ao sair do carro e então bato a porta com força e o motorista do táxi me olha feio. John passa na minha frente e olha para trás.

— Nem pense em fugir.

— Não me diga o que fazer — Sou grossa e então subo os poucos degraus para entrar em casa. John abre a porta e me dá passagem. Fecho os olhos e logo abro entrando dentro de casa.

Vejo Jeremy, minha mãe, tia Jenna, seu marido Alaric e meu padrasto, todos na sala com as caras inchadas de sono. De repente todos me olham, Jeremy é o primeiro a se levantar e correr para me abraçar.

Ele está mais forte, mais bonito. Eu o agarro com força, confesso que senti falta dele.

— Elena... — ele me olha de cima a baixo — Porque você fez isso? Meu Deus Elena, você não sabe o quanto a gente sofreu.

— Você é uma egoísta! — minha mãe se levanta chorando

— Eu sou egoísta? Passei a droga da minha vida todinha vivendo pra vocês e eu ainda sou egoísta?

— Você não tinha o direito de sumir assim!

— Eu tinha todo o direito! Você também foi embora! — Aponto pra ela — E você também! — Aponto para John — Vocês não sabem o quanto eu sofri todos esses anos sendo escrava de vocês! — digo para minha mãe, meu padrasto e Jeremy — Eu tinha todo o direito de ir embora! Viver a minha vida! E ainda tenho esse direito, e vocês não tem o direito de me dizer o que fazer!

Saio da casa e me sento nos degraus. Abaixo a cabeça e abraço meus joelhos. Não choro, apenas fico ali na minha pensando. O céu está escuro, é madrugada.

— Ei, Elena... — ouço a voz da tia Jenna e então levanto a cabeça — Eu sei o que está passando nessa cabecinha dura, mas não vale a pena fugir de novo.

— Vale sim tia, não quero que tudo volte a ser como era antes. Eu tenho medo que isso aconteça, estava tudo indo bem lá na Virgínia.

— Eu também estava morando lá na Virgínia, mas não te vi por lá. O que você fez durante esse tempo?

— Trabalhei — dou de ombros — Ai eu conheci um cara, eu gosto dele ele gosta de mim e a gente vai se casar — minto.

— Isso me parece tão irresponsável — ela sorri

— Mas não é. Eu tenho dinheiro, tenho uma vida confortável e tenho pessoas que se importam comigo o que é bem diferente de tudo que eu vivi aqui. Eu quero voltar, não quero ficar aqui. E nem vou, daqui a duas semanas faço dezoito e vou embora.

— É isso o que você quer?

— É o que eu tenho que fazer.

— Tudo bem. Só não some de novo sem avisar.

+++

Me acomodei no meu antigo quarto que estava totalmente diferente. Pelo que soube meu padrasto mudou de emprego, minha mãe voltou pra ele e então começaram uma vida nova. A casa está mais bonita, mais arrumada. Mas não é mais a minha casa.

Sento na cama, olho para a porta do meu quarto e vejo Isobel.

— Elena olha. Eu sei que errei muito com você mas eu nunca quis que você fosse embora, nunca quis te abandonar e eu percebo o quanto errei, o quanto estraguei a sua vida, a minha e a de muita gente. Mas eu quero mudar, eu quero ser a mãe que você merece ter, quero poder... Você está tão linda, se transformou em uma mulher, uma grande e forte mulher. Eu tenho orgulho de você, porque mesmo não tendo uma boa mãe e um bom pai você conseguiu se tornar uma boa pessoa. Fica aqui filha, vamos tentar nos entender e começar de novo, por favor... — Encaro ela e então dou as costas.

Ignoro tudo o que ela disse, sei que as pessoas mudam mas agora é tarde demais e eu sou orgulhosa demais pra voltar atrás.

Me deito na cama mas sinto que ela ainda está me olhando.

— Olha Elena, se você não quiser ficar aqui você pode ir morar comigo. Estou em Seattle agora — ouço a voz de John.

— A única coisa que eu quero agora é ficar sozinha — digo friamente.

— Tudo bem, mas qualquer coisa chama — Diz Isobel e então ouço a porta bater.

Ainda deitada na cama fecho meus olho para tirar um cochilo.

Notas finais
Esse foi o capítulo de hoje! Espero que tenham gostado e que comente, o que estão achando, se estão gostando e tal... Quero agradecer muuuuito á Elenyour pela recomendação da fic, estou tão feliz *----* Capítulo especialmente escrito para você e para todas as outras que me motivaram! Beijos de sangue, até mais♥