A Proposta

16 Capítulo 15 - Fim? Não, Apenas o Começo


Notas iniciais
Bem, aqui está o último capítulo da fic. =(
Vou sentir saudades...
Boa leitura!!!

Alguns anos depois...

Eles estavam no parque aproveitando o dia de folga. Era fim de tarde e muitas famílias estavam ali. Por fim haviam conseguido voltar a trabalhar no mesmo horário. Andavam de mãos dadas como se fossem dois namorados. Eles não estavam sozinhos, mais uma pessoa completava a cena. Sentaram em um banco para observá-la. Ela brincava com sua pequena bicicleta e sorria. Estava feliz.

_ Mamãe, papai! Vejam! – dizia a menina muito feliz

Ela dava voltas e voltas com a bicicleta sem rodinhas e cada vez se divertia mais. Começou a se distanciar.

_ Hall, não vá muito longe querida! E tenha cuidado – disse Sara sorrindo.

_ Tudo bem mamãe – respondeu a menina um pouco distante.

_ Ela é linda não é? – Grissom perguntou dividindo o olhar entre a filha de cinco anos e a sua esposa que estava ao seu lado.

_ É sim – Sara respondeu sorrindo.

Eles olhavam a garotinha que brincava de bicicleta. Ela tinha os cabelos castanhos na altura do ombro e os olhos azuis. Era uma mistura perfeita dos pais.

_ Ela tem a cor dos seus cabelos

_ E tem os olhos iguais aos seus.

_ Ela tem o seu gênio – ele riu.

_ E a sua inteligência – ela riu de volta.

Ela parou de rir. Uma ruga de preocupação apareceu em seu adorável rosto. Grissom percebeu.

_ O que foi querida? O que está te preocupando?

Ela apontou para Hall.

_ Qual é o problema com a Hall? Até onde eu sei, ela não nos dá trabalho nenhum. É uma garota estudiosa, concentrada...

Ela o interrompeu.

_ Gil, você acha que estamos fazendo um bom trabalho? Quero dizer, você acha que estamos educando bem a Halley?

A atenção dos dois foi desviada do assunto por causa de um pequeno incidente envolvendo a filha do casal. Halley sem querer havia atingido uma senhora que passeava na praça. A menina desceu da bicicleta e foi até a mulher idosa.

_ A senhora está bem? – ela falou com delicadeza – me desculpe, eu não vi a senhora passar.

_ Estou bem criança – a mulher falou – você foi um amor me perguntando se eu estou bem.

_ A senhora quer ajuda?

_ Não obrigada, não precisa – ela reparou bem naquela garotinha que não devia ter mais do que cinco anos e que falava como uma pequena adulta. Não pode deixar de admirá-la.

_ Você é muito linda!

_ Obrigada!

_ E muito educada também!

_ Obrigada!

As duas continuaram conversando em um momento da conversa a menina apontou para onde Sara e Grissom estavam dando a entender que a mulher estava perguntando quem eram os seus pais.

Grissom e Sara assistiam à cena calados. Eles viram a mulher se aproximar deles.

_ Vocês são os pais daquela linda criança?

_ Sim somos.

_ Eu quero parabenizar vocês. Vocês estão fazendo um ótimo trabalho, estão educando muito bem a filha de vocês. Por favor, continuem assim – ela disse isso e saiu.

_ Isso responde a sua pergunta querida? — peguntou Gil sorrindo.

Permaneceram ainda mais algumas horas naquele parque e depois foram para casa terminar de curtir o resto do dia de folga.

-o-

_ Pronto! – disse Grissom entrando no quarto do casal – a Hall já está dormindo.

Ele se deitou na cama ao lado da esposa. Ela pousou a cabeça no peito dele e começou a deslizar a mão pelo tórax dele.

_ Gil... – ela o chamou.

_ Sim querida...

_ Você já imaginou como seria nossa vida se não fosse a proposta que eu te fiz há seis anos atrás?

Ele suspirou e respondeu.

_ Já querida. Já imaginei sim. E não gostei do que pensei.

Ela continuou.

_ E antes daquela proposta maluca você alguma vez imaginou que nós nos casaríamos um dia e que construiríamos uma família?

Ele parou para pensar.

_ Você quer a verdade?

_ Eu não esperaria por outra coisa.

_ Ok. A verdade então – ele respirou fundo e continuou – Sabe, eu nunca me imaginei casado e com filhos. Sempre que imaginava meu futuro, me via sozinho.

_ Você se arrepende? Se arrepende ter casado comigo?

Ele tomou o rosto de Sara em suas mãos.

_ Eu não me arrependo, meu amor. Aliás, me arrependo de não ter tomado essa decisão antes, me arrependo de ter sido um tolo, um medroso...

_ Mas você praticamente foi obrigado a se casar comigo... se não fosse eu estar grávida da Hall, você não teria que casar comigo.

Ele segurou o rosto de Sara delicadamente para que ela o olhasse nos olhos.

_ Sara minha querida, você deveria saber que eu não faço nada que não queira. Não me casei com você só por que você estava grávida. Casei com você porque a amava, e ainda a amo, e não saberia viver sem você.

Ele tomou os lábios dela sob os seus em um beijo suave.

_ Sabe o que eu estou pensando? – ela perguntou.

_ Não. Mas garanto que você vai me dizer o que é – ele respondeu sorrindo.

Agora estavam sentados um de frente para o outro. Olhavam – se nos olhos.

_ Eu estava pensando que o nosso relacionamento só foi possível por causa daquele evento, o Encontro com a minha antiga turma.

_ É verdade...

_ Se não fosse ele eu não teria pretexto para te fazer aquela proposta.

_ Eu me diverti muito naquela reunião e passei um sufoco meu amor. Porque eu já te amava naquela época e não estava pronto para me entregar a você.

Ela riu ante a sinceridade de Grissom. Ele continuou.

_ Eu sofri quando nos casamos e me mantive distante de você. Eu havia prometido a você que não voltaria a tocar em você e só Deus sabe o esforço que eu fiz para não ceder ao pedido do meu coração.

Ela olhou para o marido.

_ Vamos esquecer o passado. Já passou! O que importa é o que estamos vivendo agora e o que virá depois – disse Sara.

Ela levantou da cama e foi pegar alguma coisa na gaveta do criado ao lado.

_ Eu tenho um presente para dar para você.

_ Mas não é meu aniversário...

_ Mesmo assim, tenho um presente.

Ela entregou um envelope para ele.

_ Abra!

Ele abriu e leu com cuidado, atenciosamente. Um sorriso brincava em seu rosto. Não podia acreditar em tamanha felicidade.

_ É sério? Você tem certeza?

Ela assentiu com a cabeça sorrindo.

_ Eu estava desconfiada, mas só queria falar para você quando tivesse certeza. E agora tenho certeza.

Ele não resistiu e pousou a mão sobre a barriga firme de Sara.

_ Então dentro de alguns meses a Hall vai ganhar companhia? Ela vai ter um irmãozinho?

_ Sim meu amor – disse dando um leve beijo nos lábios de Grissom.

_ E você acha que ela vai gostar?

_ Eu não tenho dúvidas. Ela já havia me cobrado um irmão, Disse que todas as coleguinhas dela tinham um irmão, e somente ela que não...

_ Então ela vai ficar muito feliz...

_ Vai sim.

_ Obrigada minha querida. Obrigada me fazer o homem mais feliz e por aturar esse velho...

Ela o interrompeu.

_ Esse velho que você diz... é o homem da minha vida e pai dos meus filhos. Eu não sei viver sem ele...

_ Quando vamos contar a novidade para Hall?

_ Amanhã. Porque agora eu tenho outros planos. E você está incluso nele.

Beijaram-se e mais uma vez uniram seus corpos em perfeita união, numa dança erótica que somente eles conheciam o ritmo. Sem pressa, num compasso perfeito que satisfez a ambos. A felicidade para ambos estava apenas começando. Eles ainda não sabiam, mas no ventre de Sara estavam se formando dois bebês, para completar a felicidade do casal.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Agradeço a todas que me acompanharam nessa história, o meu mais sincero obrigada!!
Logo começarei a postar outra fic!
Bjos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!