A Proposta

7 Capítulo 7 - O Resultado do Encontro


Notas iniciais
Dedico esse capítulo à Alana, que recomendou essa fic *_*
E agradeço a todas que têm me acompanhado! Obrigada!
Bom agora veremos o resultado do Enconto... Boa Leitura!!!

Uma semana depois de haverem chegado de São Francisco, surgiu um caso no Laboratório de Criminalística de Las Vegas, que mostrou que Grissom realmente falara a verdade quando dissera que em Vegas não aconteceria nada entre ele e Sara, que seriam apenas supervisor e subordinada.

O caso envolvia uma jovem de 19 anos, estuprada e assassinada. Junto a esse caso a equipe investigava a culpa de Michael Fife como o autor do estupro e do assassinato da garota. Para complicar um pouco mais, as evidências encontradas no carro do suspeito, não podiam ser utilizadas porque foram fruto de uma busca indevida.

Grissom dividiu as tarefas e aí ficou evidente o atrito entre os dois. Os colegas perceberam que algo ali estava errado. Porém foram inteligentes o bastante para permanecerem calados. O relacionamento entre Grissom e Sara estava estremecido. Algo aconteceu naqueles três dias em São Francisco. Enquanto Grissom dividia as tarefas, Sara disse:

_ Eu sei a importância disso, mas eu estou no meio de uma investigação de homicídio.

Era mais do que isso, ela estava tentando uma promoção. Queria seguir em frente. E assim seria. Grissom fez com que ela voltasse à realidade.

_ Eu falo com o detetive, e explico tudo.

_ O problema não é o detetive, é a minha responsabilidade – ela disse olhando nos olhos dele.

_ Eu estou distribuindo tarefas Sara, não é uma negociação.

Grissom não pretendia ser tão duro com ela, mas precisava ser enérgico, se não cederia aos desejos de seu coração e a tomaria nos braços e a beijaria ali mesmo. A vez que estiveram juntos só serviu para fazer com que desejasse estar com ela mais uma vez. E não apenas por um momento mas para sempre. Voltou a trabalhar. Estava assustado com o rumo de seus pensamentos.

Durante as investigações ela teve que analisar novamente o carro do suspeito. Ela estava furiosa. Com Grissom e consigo mesma. Como pudera ser tão burra? Acreditar que ele sentisse algo por ela? Na espera do carro teve a oportunidade de desabafar um pouco com Nick, não sobre o seu breve envolvimento com Grissom, é claro, mas sobre a sua indignação sobre um caso ter mais prioridade que outro. Nick apenas lhe falou:

_ Mesmo que o caso seja o mais importante da sua carreira, se um supervisor manda você largar tudo para lavar o carro dele você obedece. Não existe carreira sem emprego.

Sara ouviu tudo calada. Ela largaria tudo por Grissom. Era só ele dizer as três palavras que ela queria ouvir, que tudo seria diferente. Ela sabia que Grissom havia feito aquilo para lhe mostrar quem estava no comando, que ele era o supervisor e ela apenas uma subordinada.

O ponto principal do mal estar entre eles foi quando Sara estava analisando o lençol em que a vítima fora encontrada. Ela pediu para que ele a segurasse para que pudesse formular a sua teoria. Ao senti-lo tão próximo de si, sentiu as pernas bambearem, o coração bater mais forte e a lembrança do que viveram em São Francisco de súbito lhe veio à mente. Teve que desviar-se dele, dos olhos dele, se não estaria perdida, o agarraria ali. Para quebrar o silêncio que se instalou entre eles, Sara disse:

_ Grissom, eu preciso conversar com você!

_ Diga! – foi tudo o que ele falou.

_ Eu preciso saber se o que existiu ou não entre nós pode afetar a minha promoção.

Ela havia prometido a si mesma que não tocaria mais no assunto, a não ser que ele mencionasse. No entanto a dúvida lhe venceu. Porque diabos não podia ficar calada? Arrependeu-se, mas já era tarde, não havia como voltar atrás.

Ele ficou calado.

_ Quer saber, esquece! Eu falo demais. Isso sempre acontece quando estou perto de você.

Ela saiu da sala de convivência.

Na semana seguinte a resolução do caso e duas após haverem chegado de São Francisco, Sara para tentar esquecer o momento de amor que vivera com Grissom, começou a sair com um rapaz que conhecera em uma de suas saídas após o trabalho. O rapaz era bonito, era alto, cabelos e olhos castanhos, tinha aproximadamente a mesma idade de Sara, era advogado. Era atencioso, carinhoso e parecia gostar dela, o nome dele era Adam Richards. Adam era tudo o que uma mulher poderia desejar. Mesmo Adam sendo tão atencioso com ela, por mais que tentasse, Sara não conseguia tirar Grissom da cabeça e do coração.

O relacionamento com Adam não passou de alguns beijos e passeios de mãos dadas pelo parque. Nada mais do que isso. Decidiram mutuamente que seriam amigos. Seria impossível ser mais do que isso. Tornaram-se grandes amigos. Saíam juntos, se divertiam e falavam sobre suas vidas amorosas. Sara contou-lhe do seu relacionamento com Grissom. Contou absolutamente tudo, precisava de alguém com quem desabafar e Adam era a pessoa ideal.

As saídas com Adam eram cada vez mais freqüentes. Seus amigos no laboratório acreditavam que havia algo mais entre eles. Eles realmente acreditavam que ela estava namorando Adam. Inclusive Grissom. Ela não fizera de propósito, mas suas atitudes fizeram que os outros pensassem que existia algo entre os dois. Não se preocupou em fazer alguma coisa para desfazer o equívoco. Para falar a verdade, ela adorava a cara que Grissom fazia cada vez que dizia aos amigos que iria sair com Adam. Grissom não precisava saber a verdade. Pelo menos não agora.

_ Bem feito! Foi ele quem quis assim – pensava ela – Que sofra!

Isso havia acontecido há quase dois meses. Nada havia mudado na relação de Sara e Grissom, poderia dizer-se que chegou a piorar. Grissom estava morrendo de ciúmes. Sara estava namorando, e ele estava sozinho. Ele sabia que a culpa era dele, dele somente. Não fora ele quem dissera que depois que chegassem de São Francisco a vida deles voltaria ao normal?Que a história dos dois não seguiria adiante? Agora ele tinha de arcar com as conseqüências. Sofreria calado.

_ Você devia estar feliz Grissom – ele pensava consigo – ela está apenas seguindo o seu conselho. Está seguindo com a vida dela. E você não faz parte dela. Não era isso que você queria? Você conseguiu! Fique feliz!

Porém ele não estava feliz. Morria por dentro ao pensar que outro homem tinha o que ele já possuiu um dia e que ainda poderia ser seu se não tivesse sido tão covarde e medroso. Tinha que se acostumar. Sara gostava de outro. Estava feliz e isso era o que importava.

Para Sara, no entanto as coisas mudaram, não da forma como ela esperava, mas havia acontecido uma mudança. E ela percebeu isso. Numa manhã de folga, Sara travava uma luta consigo mesma para conseguir sair de casa. Havia marcado de almoçar com Adam, no entanto naquela manhã em especial, os céus deviam estar contra ela, pois não acordara muito bem. Sentia-se muito enjoada e não tardou muito para colocar para fora o pouco que havia conseguido comer. Quase não conseguira chegar ao banheiro. Lavou a boca, passou a mão molhada pela nuca e respirou fundo algumas vezes. Olhou-se no espelho, estava pálida.

_ E essa agora! Só me falta ficar doente! – sentia-se um pouco melhor.

Olhou para o relógio em seu pulso. Estava quase atrasada para encontrar-se com Adam. Havia dormido demais. Ultimamente isso vinha acontecendo com freqüência. Ela julgou que era fruto do estresse do trabalho. Arrumou-se e com um pouco de esforço foi encontrar-se com o amigo. Ele já estava a sua espera no restaurante, quando ela chegou.

_ Nossa Sara, que cara é essa? Parece até que você viu um fantasma. Você está muito pálida!

Eles eram tão amigos que faziam brincadeiras um com o outro. No entanto naquele dia Sara não estava para brincadeiras. Ela sorriu sem vontade.

_ Boa tarde para você também Adam – disse ela sentando-se a mesa.

_ Desculpe a brincadeira Sara, mas você está bem?

_ Não, não estou. Nesses últimos dias não tenho me sentido muito bem. Tenho enjôos, tonturas, um cansaço fora do comum e uma fome incontrolável. Acho que é por causa do estresse do trabalho. Tenho trabalhado muito...

_ Tem certeza de que é só isso?

_ Claro que tenho! O que mais poderia ser?

Adam estava rindo.

_ Porque você está rindo? – ela deu um leve tapa no braço de Adam – Eu não estou me sentindo bem e você ainda ri...

_ Sara, minha querida, você já pensou na possibilidade de estar grávida?

Sara engasgou-se.

_ Grávida? Eu? – perguntou incrédula – mas isso não é possível. Uma mulher só pode ficar grávida se mantiver relações sexuais. A última vez que estive intimamente com um homem foi com o Grissom há uns dois meses... – ela parou abruptamente. A lembrança do momento que passara com Grissom atingiu-lhe como um soco.

_ O que foi Sara? Você pode mesmo estar grávida?

Ela hesitou um pouco.

_ Acho que pode haver essa possibilidade. Há dois meses mais ou menos eu tive uma aventura com Grissom. Eu te contei lembra?

_ Lembro sim. Mas vocês usaram preservativo, não usaram?

Ela balançou a cabeça.

_ Não.

_ Então venha comigo! – disse Adam, pegando-a pelo braço — Vamos tirar essa dúvida.

_ Para onde vamos? – perguntou Sara, seguindo Adam.

_ Primeiro vamos a uma farmácia, comprar um teste de gravidez, depois vamos ao meu apartamento para fazer o teste.

_ Mas nós nem almoçamos!

_ Comemos alguma coisa depois. Isso é mais importante.

Saíram do restaurante, seguindo em direção a uma farmácia.

-o-

No apartamento de Adam, Sara estava atônita com o resultado do teste. Adam bateu na porta do banheiro.

_ E aí Sara? Qual é o resultado?

Ela terminou de se arrumar e saiu do banheiro, correu para os braços do amigo.

_ Positivo, Adam! Eu estou grávida!

_ Parabéns mamãe! – Adam hesitou um pouco – eu detesto ser estraga prazeres, mas você vai contar para ele? Para o pai do bebê?

_ Vou sim. Não posso esconder uma coisa dessas.

_ E quando você vai contar?

_ Hoje mesmo.

-o-

Mais tarde no Laboratório de Criminalística, Sara tentava criar coragem para falar com Grissom, para contar a novidade para ele. Procurava a melhor ocasião. Não sabia qual seria a sua ração, no entanto, tinha a mais absoluta certeza de que devia contar. Não seria justo omitir-lhe uma coisa tão importante.

Estavam todos na sala de convivência. Grissom acabara de dividir os casos da noite, quando ela fez menção de levantar-se a sala pareceu girar e então tudo ficou escuro. Ela desmaiou, deixando os colegas preocupados.

Grissom a deitou no sofá. Estava preocupado, nunca a vira tão pálida. Ele viu a cor fugir-lhe da face. Friccionou-lhe a mão e deu suaves batidas no rosto na tentativa de vê-la recobrar a consciência.

Minutos mais tarde ela despertou. Estava deitada no sofá. Grissom estava ao seu lado. Não havia mais ninguém na sala além dos dois.

_ O que aconteceu? Onde estão todos? – perguntou confusa.

_ Calma Sara! Uma pergunta de cada vez. Você desmaiou. E os outros foram para o caso deles. Eu disse que você ficaria bem e que não sairia daqui enquanto não tivesse certeza de que você estava bem. Você está bem?

_ Estou!

_ Tem certeza? – ele perguntou desconfiado. Sara não era mulher de desmaiar a toa. Devia estar acontecendo alguma coisa.

_ Tenho. Estou bem, obrigada. Eu não me alimentei direito hoje. Deve ser isso.

Culpa do Adam – ela pensou – ele me paga! Por causa dele, eu não almocei.

Sara tentava encontrar uma forma de contar sobre a gravidez para Grissom, mas um medo a invadia. E se ele não aceitar? E se ele não quiser saber do filho? Bem, só havia uma forma de descobrir. Agora era a hora, precisava contar para ele.

_ Griss... – ele arrepiou-se ao ouvir o apelido na boca dela.

_ Hum?

_ Essa não foi a primeira vez que eu passei mal. Já venho me sentindo mal há alguns dias...

Ele sentiu o corpo ficar fraco. Ele estava certo, algo estava errado com ela. Estaria doente? Seria grave?

_ Você deve se cuidar Sara. Não vá ficar doente!

_ Eu não estou doente. Estou grávida! – disse de uma vez.

Ele ficou em silêncio por um momento. Ela o olhou fixamente à espera de alguma reação. Grissom estava atônito, não esperava ouvir aquilo de Sara. Ela estava grávida! Quando voltou a si, perguntou:

_ Quem é o pai?

Sabia que estava sendo injusto. Tinha grande possibilidade dele ser o pai da criança. Quando fizeram amor, não usaram preservativo. Mas podia ser daquele tal Adam, não podia? Ela estava saindo com ele, nos dois últimos meses.

Sara foi tomada por uma fúria profunda. Como ele ousara fazer tal pergunta? Quem mais poderia ser o pai de seu filho? Sua mão foi instintivamente em direção ao rosto de Grissom.

_ Como ousa me fazer uma pergunta dessas, Grissom? Você é o pai do meu filho.

_ Quem me garante? Você não está saindo com esse tal de Adam? Ele pode muito bem ser o pai do seu filho.

Aquilo a atingiu como um punhal, porém não pode deixar de rir. Grissom estava com ciúmes.

_ Você é um perfeito idiota Grissom. Como você pode pensar que eu e o Adam tínhamos alguma coisa? Ele é só meu amigo. Nunca tivemos nada. A única pessoa com quem estive intimamente foi com você. Depois daquele dia que fizemos amor não estive com mais ninguém. Você foi o único.

As palavras dela alegraram o coração de Grissom. Pai! Ele ia ser pai?

_ Você tem certeza?

_ Fiz o teste hoje. Positivo – ela não sabia como continuar – eu quero saber o que você acha...

_ Se você quer saber se eu vou fugir das minhas responsabilidades, ou pedir para você fazer um aborto, esquece. Eu não vou fazer isso. Eu não sou criança, não fujo da minha responsabilidade. Vou querer estar presente em cada momento da vida dessa criança.

_ Não pensaria isso, mas devo admitir que tive medo de você poder pensar assim.

_ Sara – ele a olhava nos olhos – precisamos ter uma conversa séria.

Notas finais
Sara está grávida mesmo. Que conversa séria será essa que Grissom quer ter com ela?
Lembrando que reviews são sempre bem vindos!!
Bjos!!