A Proposta

19 Perpétuo


Notas iniciais
Um beijo enorme para as meninas que mandaram recomendação!
LittleSnowVamp, orgastic-th e Mandy_TP Obrigada!

_
Gente, a nota final é GIGANTE, mas eu ficaria muito feliz que vocês a lessem :)

“Eu não vou desistir de você.”

A frase ecoou várias vezes na mente de Bill nos segundos decorrentes após Tom proferi-las.

O olhar do mais novo pendeu desfocado pelo rosto do gêmeo. Ainda estava meio fora de si quando seu corpo se projetou sozinho para frente, voltando a selar os lábios.

Foda-se. Era só isso que havia em sua mente. Mais nada.

As línguas se tomaram com vontade e só então Bill se viu invadido por uma série ininterrupta de pensamentos.

Família, irmãos, amor, preconceito, sangue. Saudade.

Sentia falta de Tom, sentia saudades de rir ao seu lado, das briguinhas bobas, dos ensaios, das provocações.

Agarrou o rosto do mais velho entre as mãos, forçando ainda mais sua língua na boca do outro. Céus! Ele precisava tanto de Tom, por que, afinal, estavam perdendo tanto tempo?

Desgrudaram-se arfantes, os olhos do rapaz de tranças levemente arregalados diante da inesperada reação intensa do mais novo.

As bochechas de Bill estavam encantadoramente rosadas, mas apesar da vergonha que inflamava, o rapaz de moicano manteve o olhar fixo no mais velho. Uma determinação que ele geralmente sentia apenas durante os shows o consumia.

Sorriram juntos e Tom abraçou o maior, aconchegando-o calorosamente em seus braços.

– Vamos embora? – O de tranças perguntou ao outro, acariciando os fios soltos que caiam do moicano.

– Vamos. – Bill respondeu sorrindo encantadoramente, esfregando delicadamente o nariz contra o pescoço do gêmeo. E então se voltou para a porta. Tom colocou as mãos em sua cintura, como se o guiasse para fora.

– E aí, super herói! – Georg gritou para os gêmeos quando estes chegaram à recepção do hospital. Bill finalmente resolveu te dar o ar da graça?

– É, ele lembrou que eu existo. – Tom riu para o amigo.

– Idiotas. – O vocalista revirou os olhos e se apoiou no irmão, encostando as costas no peito do mais velho, deixando que ele o abraçasse.

Gustav e Georg trocaram um olhar rápido e então o baterista voltou-se para o gêmeo mais velho sem dizer nem uma palavra.

Tom riu e balançou a cabeça em um movimento afirmativo, respondendo a uma pergunta nunca pronunciada.

O loiro deixou que um sorriso discreto se desenhasse em seus lábios.

– Vamos comemorar seu retorno a ativa? – Georg quebrou o momento e o silêncio, socando o ombro do amigo.

– Ei, ei, eu acabei de receber alta, calmaê. – O de tranças disse, largando-se de Bill e tentando desviar do baixista maníaco.

– Não era você que estava cheio de chiliques porque não queria ser tratado como um doente?

– Não quero ser atacado, também! – Riu, socando o braço do mais velho e então voltou rápida e discretamente os olhos para o irmão. – Hoje eu só quero ir pra casa.

***

Bill destrancou a porta, acendeu a luz e caminhou lentamente pelo apartamento mobilhado, fazendo um pequeno reconhecimento do local.

– É espaçoso. – Comentou largando as malas no meio do caminho e indo xeretar o resto do lugar. – Achei o banheiro!

Tom riu. O de moicano totalmente parecia uma criança brincando de exploração. Bem típico de Bill, na verdade.

– Ow, você se importará se eu tomar banho primeiro? – Perguntou agachando em frente as malas abandonadas na sala. – Quero tirar esse ar de hospital impregnado em mim.

– À vontade! – A voz veio de algum lugar desconhecido. – Eu tomei antes de ir te buscar.

Tom se encaminhou para o banheiro e tomou um banho rápido, realmente apenas para livrar-se da sensação hospitalar. Tirou o curativo com cuidado e analisou durante um tempo a cicatriz vívida que a cirurgia havia deixado em sua pele.

A marca ainda estava bastante vermelha, mas provavelmente desapareceria em alguns meses. Suspirou, voltando a cobrir a ferida.

Ajeitou as tranças, vestiu uma calça de moletom e uma camisa larga antes de deixar o ambiente.

Caminhou pelo corredor antes de alcançar o quarto onde, devido a luz acesa, sabia que Bill estava. No curto caminho observou a existência de mais um quarto.

– Tommy, olha o tamanho dessa cama! – O vocalista quase cantarolou esparramado pelo colchão, assim que viu o irmão na porta.

– Você parece feliz. – O de tranças ergueu uma sobrancelha e encostou-se na batente, observando o outro rolar na cama como um gatinho.

– Eu estava com saudades. – Bill disse olhando para o teto e então sentou com as pernas flexionadas em posição de índio. – Ficar longe de você foi difícil pra mim, também.

Eles ficaram se encarando em silêncio durante alguns segundos. A boca de Tom se abriu algumas vezes, mas não encontrou uma resposta. A verdade é que mesmo depois da declaração tão convicta que fizera e do beijo intenso que recebera de Bill, ele ainda estava perdido. Não sabia ao certo até que ponto sua relação com o irmão havia voltado ao normal. Não tinha certeza se poderia agir com a mesma liberdade de antes ou se iriam recomeçar do zero.

Acabou optando por mudar de assunto.

– Eu vi que tem dois quartos, prefere que eu durma no outro? – Murmurou praticamente já dando as costas para se retirar.

– Isso é algum tipo de piada? – A voz do mais novo soou severa, mas quando Tom olhou para trás o encontrou com a expressão serena, agora ajoelhado. Bill esticou o braço. – Vem, Tom.

O guitarrista não hesitou, subiu sobre a cama e acariciou o rosto do gêmeo com o polegar. Aproximou-se cautelosamente e beijou-lhe com timidez a bochecha. Os lábios escorregaram pelo rosto, alcançando o canto da boca, depositando ali outro selinho. Bill se afastou.

– Você está com medo de me beijar? – Disse rindo, com uma sobrancelha erguida.

– Estou com medo de não saber o que fazer. – Tom respondeu, segurando o rosto do gêmeo entre as mãos e unindo os lábios em um selo casto.

O vocalista levou as mãos à nuca do irmão e abriu a boca para aprofundar o gesto. As línguas se torceram, trançaram, dançaram em um ritmo único, só delas. Os dentes se chocaram, mas o beijo não se deixou interromper, apenas tornou-se mais intenso, mais profundo.

Bill enroscou as finas tranças entre os dedos e abriu os olhos. Não queriaperder nem um detalhe sequer da expressão entregue de Tom, as pálpebras apertadas com força. O rapaz sorriu e mordeu levemente o piercing do irmão, enquanto deitava na cama, colocando-o por cima de si.

O mais velho afastou as pernas, colocando cada uma delas de um lado da cintura do maior enquanto curvava-se sobre ele. Sentia Bill puxar seu cabelo com cada vez mais força. Segurou os fios da nuca do mais novo, forçando-o a descolar-se de sua boca. Mordeu-lhe o maxilar e deslizou os lábios pelo pescoço, mordendo-o periodicamente.

Bill gemeu baixo ao sentir o piercing atritar contra sua pele e retorceu-se quando a língua do gêmeo se pressionou contra ele. Tom se deleitava com cada reação do irmão ao ter seu ponto fraco molestado. Mordeu-lhe com vontade, arrancando um gemido dolorido.

– Está tentando me devorar? – O vocalista choramingou, erguendo o tronco para alcançar a orelha do irmão em uma tentativa de vingança.

– Estou. – Tom respondeu sério, estreitando os olhos para os orbes surpresos de Bill. Beijou-lhe os lábios com ternura. – É brincadeira, não se preocupe.

O mais novo gargalhou internamente, livrando-se da própria camisa. Tom avançou para o corpo exposto, tomando-o com vontade. Arranhou com os dentes o peito claro e pressionou com força a cintura.

O vocalista voltou a agarrar as tranças do irmão, enquanto este envolvia-lhe o mamilo com a língua. O músculo quente tomou a pele enrijecida com volúpia. Mordeu-lhe suavemente o bica, puxando de leve.

– Hmmmm... – Bill gemeu arqueando as costas. – É só você quem vai se divertir, Tommy?

O mais velho riu e voltou a atenção para o pescoço do maior, sussurrando.

– Você também quer brincar, maninho?

O vocalista quase ganiu com o chupão que recebeu.

– Q-Quero. – Murmurou sem forças.

– Então me fala... – Tom lambeu-lhe o lóbulo da orelha – Tudo o que quer fazer comigo.

– Eu quero te provar.... – A voz do gêmeo quase sumiu enquanto sentia-se ser intensamente bolinado. Sugou o ar com vigor, fazendo o máximo para que a voz soasse séria. – Eu quero te lamber inteiro.

Tom se afastou, olhando-o nos olhos. Bill não deveria brincar com aquele tipo de coisa, provocá-lo daquela forma. Ele ainda estava receoso com o quanto poderia fazer, até onde estava tudo bem. Mas com o igual destruindo sua sanidade daquela forma estava cada vez mais difícil.

O mais novo ergueu o tronco, saindo de baixo do menor, segurou o rosto gêmeo entre as mãos e sussurrou com os lábios colados nos dele.

– Eu quero te enlouquecer.

Bill agarrou a camisa do guitarrista, arrancando-a rapidamente e em seguida empurrando-o contra a cama. O maior engatinhou sobre o irmão e montou sobre seu quadril. Tom mordeu os lábios com força, tentando impedir que um grito escapasse de sua garganta. Bill estava totalmente perdendo o juízo.

O vocalista arranhou o peito forte, deixando marcas avermelhadas na pele morena. Curvou-se sobre o gêmeo, tomando-lhe a orelha e deleitando-se com sua pequena vingança pelo abuso que o gêmeo cometera contra seu pescoço.

Tom arqueou as costas e agarrou a nunca do irmão. Pressionou os lábios na tentativa de não gemer. O mais novo brincava com o lóbulo de sua orelha, mordia e lambia provocantemente, as vezes descendo pelo pescoço maculando a pela com as marcas de dentes.

Quando se sentiu satisfeito da prazerosa tortura, Bill ergueu o tronco, arranhou o peito do irmão e pressionou o quadril contra o volume cada vez maior sobre si.

O guitarrista teve os olhos em orbita e segurou os pulsos do gêmeo.

– Para de provocar, Bill. – Falou em tom de aviso.

O maior sorriu, friccionando-se novamente contra o outro.

– Não. – Respondeu firme, juntando os lábios com o do irmão e em seguida descendo e tomando o mamilo na boca, sugando faminto.

O mais velho se retorceu, Bill estava pedindo para ser atacado, não era possível.

O vocalista acomodou-se ajoelhado entre as penas do irmão e fez exatamente o que havia dito, esquadrinhando cada ponto possível com a língua. Ele se demorou na ferida, acariciando a cicatriz com os dedos e lambendo-a com ternura. O rastro de saliva percorria o peito, circundava o umbigo e alcançava a barra da calça, onde o de moicano agora concentrava sua atenção.

Tom se apoiou nos cotovelos para observá-lo brincar com seu fecho, abri-lo com um sorriso perverso no rosto e puxar a calça lentamente.

Bill percorreu a língua pelo tecido da cueca e o gêmeo estremeceu.

– Me ensina a fazer... – Sussurrou mordendo o elástico da peça – ... do jeito que você gosta.

O cérebro do guitarrista pareceu travar durante alguns segundos. Voltou a processar os fatos apenas ao sentir seu membro ser libertado da cueca e a respiração do irmão chocar-se sobre ele deixando ainda mais explícito – como se já não fosse óbvio – aquilo que pretendia.

– Bill, você não tem que fazer isso. – Tom se alarmou.

– Eu sei. – Respondeu simples e sorriu para ele. Tomou fôlego, reunindo coragem para continuar.

Deixou os lábios tocarem a cabeça do membro, depositando ali um beijo suave. Lambeu, pressionando o piercing da língua contra a região sensível. Tom tinha as mãos agarradas ao lençol.

O mais novo circundou a língua por toda a região rosada e percorreu até a base, arranhando com os dentes.

Começou a retirar a própria calça, vencido pela pressão no baixo ventre.

Apertou o volume entre as pernas com uma das mãos e agarrou-se a coxa do mais velho com a outra.

Apesar de toda ousadia, estava com vergonha. Carregava uma enorme insegurança dentro de si, mas já havia se decidido. Estava pronto.

Curvou-se mais sobre Tom, descolou os lábios, colocando toda a cabeça dentro da boca. Sugou com avidez, arrancando um grito engasgado do menor.

Enterrou-o mais dentro de si, sentindo o órgão roçar contra sua garganta. No primeiro momento sentiu ânsia, mas conseguiu encontrar uma posição menos desagradável. Começou a se movimentar em vai e vem colocando-o cada vez mais fundo em sua boca. Fazia a sucção com cada vez mais força, apenas pelo prazer de ouvir o próprio nome dito de forma tão súplica, arrastada. Gemida.

Bill terminou de arrancar a cueca e chutou a calça para longe das pernas. Envolveu o próprio membro, iniciando uma masturbação lenta.

Voltou a deixar apenas a ponta rosada dentro da boca, pressionando fortemente contra ela a língua. Sentiu que o gosto mudava. Agora havia algo agridoce, meio amargo. Pré-gozo.

Limpou-a e sugou rapidamente toda a base. Abandonou o órgão e respirou fundo engatinhando sobre o irmão. Os membros se roçaram e ambos gemeram juntos. Bill sentiu um receio terrível se alastrar por todo seu peito, mas apenas respirou fundo. Colou os lábios no pescoço do mais velho.

– Me faça seu. – sussurrou mordiscando a pele já marcada.

– O quê...? – Tom perguntou, ainda entorpecido pelo prazer recente.

– Vamos até o fim, Tommy. – Bill murmurou com a voz rouca contra o ouvido do guitarrista.

Ouviu o menor suspirar e, de repente, foi gentilmente empurrado.

– Já chega. – O mais velho falou sem encará-lo, a expressão um pouco triste. – Por que você tá fazendo isso?

– Como? – O vocalista perguntou extremamente confuso. O gêmeo o estava rejeitando? Era isso mesmo?

– Você nem pretendia voltar comigo! Por que resolveu que quer fazer isso agora? Tá com pena de mim, Bill? Acha que me deve alguma coisa?– A voz era de mágoa, verdadeiramente decepcionada.

– Cala a droga da sua boca, Tom – O maior respondeu ríspido, segurou o rosto do irmão forçando-o a olhar para si e selou os lábios com ferocidade. Afastou-se e o mirou com o olhar intenso. – Eu estou com medo. Com muito medo. Tenho medo que machuque...

Bill libertou-o de suas mãos e então abraçou o próprio corpo.

– E tenho medo de eu não seja bom o bastante pra você. – Ele sussurrou e viu os olhos do irmão alargarem. O mais velho abriu a boca para contradizê-lo, mas o de moicano colocou o indicador sobre seus lábios. – Mas eu confio em você.

O vocalista voltou a subir sobre o irmão, colando as pernas dobradas ao lado de sua coxa e sentou em seu quadril.

– Eu te amo e não quero mais perder tempo. – Disse, pressionando-se no outro, forçando-o a arfar. – Então não me deixe esperando.

Tom o olhou surpreso e então abriu um sorriso tímido. Percorreu o nariz no pescoço do gêmeo enquanto o deitava na cama.

– Desculpa eu ser um idiota. – Disse, percorrendo a língua pela barriga magra, até alcançar a coxa.

Bill apenas riu e estremeceu ao sentir que o de tranças levantava suas pernas e tomava com a boca a sua virilha. Lambeu rapidamente o membro latejante e alcançou a estreita passagem.

O guitarrista pressionou a língua contra a entrada do gêmeo, puxou a pele dos testículos com os dentes de forma suave.

Bill gemia enquanto o mais velho profanava. O menor se afastou para finalmente começar a introdução do primeiro dedo. A princípio, houve uma certa resistência. O vocalista mordeu os lábios e tentou relaxar, tornando o processo menos complicado.

Tom o observava com preocupação e executava cada movimento de forma extremamente lenta. Começou um vai e vem suave e logo inseriu o dedo médio. Parou ao ver os olhos do igual se fecharem com força.

– Okay... pode continuar. – Bill inspirou fundo, após alguns segundos.

O de tranças movimentou os dedos com suavidade afastando-os aos poucos. Começou a aumentar gradativamente a velocidade e esfregou com a mão livre o próprio membro, que já doía de desejo.

O terceiro dedo também encontrou resistência, mas dessa vez o rapaz de moicano se acostumou mais rápido com a invasão. Ainda era muito mais incomodo do que prazeroso, mas não chegava a ser desagradável.

Foi então que Tom tocou. Bill não fazia nem ideia de onde, mas aquilo ativou uma espécie de adrenalina em seu corpo. Uma onda elétrica o atravessou por inteiro. Sentiu que poderia ter gozado com apenas aquilo. E DEFINITIVAMENTE não queria que fosse assim.

– C-Chega, Tom. – Gaguejou. – Entra logo em mim.

– Você tem certeza, Billy? – Estava preocupado. Sabia que três dedos não era nada perto do que o irmão iria aguentar.

– VEM LOGO, TOMMY. – Gritou choramingando, movimentando o quadril.

O mais velho balançou a cabeça, concordando. Retirou os dedos e se posicionou entre as pernas do maior.

– Se quiser que eu pare, você me avisa, ok?

Bill revirou os olhos, impaciente, e concordou.

Tom começou a se pressionar contra o corpo do outro. Sentiu a entrada se dilatar e conseguiu colocar a cabeça com uma certa facilidade, mas então Bill começou a se contrair.

DOÍA DEMAIS. Era como se estivesse sendo partido por dentro. O mais velho se forçava devagar, mas com cada vez mais força tentando vencer a pressão que os anéis faziam ao seu redor.

– Bill... – Arfou. – Assim não vai funcionar.

O outro balançou a cabeça. Suspirou o máximo de ar que conseguia, em uma tentativa frustrada de relaxar. Aquilo realmente deveria ser desagradável daquela forma?

Tom começou a masturbá-lo, esfregando a mão rapidamente no órgão do irmão. Curvou sobre ele, sussurrando o quanto era lindo, e o quanto o amava. Por vezes o maior cedia, relaxando brevemente, mas a cada centímetro que o de tranças conseguia colocar dentro dele, o mais novo voltava a se contrair alucinadamente.

Parou ao observar lágrimas surgirem e escorrerem pelo canto dos olhos do maior.

– Vamos parar por aqui. – Decretou, beijando carinhosamente as pequenas gotas. Começou a se afastar, mas Bill o segurou. A mão tremia.

– Eu disse que avisaria se quisesse que parasse, não disse? – Até sua voz parecia falha.

– Você está chorando... – Ele respondeu com um sorriso daqueles que se da a uma criança quando quer que ela entenda que não será repreendida.

– Eu sei. Está doendo muito mais do que eu esperava. – O de moicano respondeu sincero. – Apenas me beije e não pare.

Tom se sentiu corar. Juntou os lábios com os do irmão e percebeu que ele relaxava. Continuou a masturbação e voltou a penetrá-lo.

O maior gemia contra a boca do irmão. As vezes de dor, outras de prazer. Demorou um pouco, mas o guitarrista finalmente conseguiu colocar-se completamente.

Ficou um tempo sem se mover, esperando que o vocalista se acostumasse com a invasão. As línguas se trançaram súplicas e Bill arfou quando o mais velho começou a sair para dar a primeira estocada.

Lenta, porém precisa.

Não fora doloroso, apenas um tanto incômodo.

Tom pressionou o polegar no membro do irmão, enquanto saía para a segunda estocada.

Terceira, quarta, quinta... Entraram em um ritmo mais rápido, mas intenso. O menos percorreu os lábios pela clavícula do outro enquanto se impulsionava.

O atrito no interior de Bill não era mais desagradável, começava a causar um calor estranho, faíscas que se disparavam em seus nervos. Começou a se movimentar também, chocando o quadril contra as coxas do irmão, buscando mais daquela sensação tão nova.

– Tooommy...—O rapaz grunhiu, puxando o mais velho para si, agarrando-se com as unhas às costas fortes.

O guitarrista soltou o falo do gêmeo para poder puxar os fios do cabelo, deixando-o com o pescoço exposto. Sugou a pele com vontade, mordendo sem jamais diminuir a velocidade com que se movimentava.

Bill era perfeito, alucinante. Tudo nele parecia afrodisíaco. O cheiro que emanava de sua pele, a forma como o corpo se contraia, tornando-o ainda mais apertado, mais quente. O gemido falho que vinha de dentro do peito, quase sem forças de tão excitado.

Cada detalhe, cada pequeno centímetro da pele clara, todos os simples fio de cabelo. Para o menor, tudo era fascinante.

E o mesmo acontecia com o mais novo.

Tom era completamente quente, libidinoso. O modo como se movimentava, a violência controlada de seus atos, o desejo que derramava sobre ele. A forma como era preciso, exato. O jeito como sempre o fazia querer perder o controle.

Fosse nos gestos, nas palavras, nos sentimentos ou nos olhares intensos que trocavam. Completavam-se. Eram, sem dúvidas, uma só alma travessa dividida em dois corpos com a única intenção de se encontrarem. Possuírem-se.

Os movimentos se tornaram irregulares, as palavras que pronunciavam eram desconexas. O ar estava quente, absurdamente abafado.

Uma corrente atravessou seus corpos, partindo dos dedos do pé, revirando tudo o que ainda havia de são em suas mentes, espelhando-se por cada pelo, nublando os pensamentos e concentrando-se no ventre.

Limite.

O gritar dúbio se perdeu no ar e eles estremeceram, derramaram-se. Tom despencou ao lado de seu igual.

Mesma respiração descompassada, mesmo olhar perdido, mesmo rubor na face. Os mesmo sentimentos.

Olharam-se e riram. Uma risada sincera, gostosa. Inocente.

– Eu te amo. – Sussurram juntos, no mesmo tom.

E voltaram a rir.

Era aquilo. Estavam felizes, estavam completos. Nada mudaria isso.

Nada.

– Você é tão bobo. – Tom murmurou.

– Eu sei. – Bill respondeu ainda rindo.

O mais velho o envolveu em um abraço, enterrando o nariz eu seu pescoço. Fechou os olhos, cansado.

– O meu bobo.

Quase-Fim.

Notas finais
E NÃO ACABOU! SHUASHUASHUAHUSUAHSHUAS
Então, depois de mais de um mês, criei vergonha na cara e vim aqui postar este, que é mesmo o último capítulo. MAS AINDA TEMOS UM EPÍLOGO. HOHOHOHO

É que ficaram alguns pontos em abertos que eu não teria espaço para fechar aqui. Então para não atropelar as coisas, postarei esse capítulo extra que, na minha cabeça, não será muito longo. Ele já está começado e pretendo postá-lo bem rápido.

Bem, indo ao que interessa...
Eu queria muito agradecer a vocês que me acompanharam até aqui. Sério mesmo.

Queria agradecer à milly_UHNYK, Sophie Kaulitz, THCHANNEL e Mya Kaulitz que me mandaram meus primeiros reviews. Se não fossem vocês eu provavelmente nunca teria nem postado o segundo capítulo.

Queria novamente agradecer à Srta Kaulitz, milly_UHNYK (de novo!), true-madness, hysteria_483, LittleSnowVamp, orgastic-th e Mandy_TP pelas recomendações! Meninas, vocês não fazem nem ideia da força que esse gesto me deu. Obrigada, mesmo!

E queria agradecer à 483GisahKaulitz, 7B2uty, AlexyaViana, AliciLitz, alien_483, amanda_leto, Amy89, Amy Feriatto, AmyTrumper, AnninhaKaulitz, Anykaulitz09, automatic89, bee_jones, beka_halle, biggerw, BillFantasy, BitchDontAre, BruEchelonJoy, Carm, Carol_Trumper, carolinekaulitz, Claudinha123, Crisw jackson, Crys_tiano, Dea_98, debbie_kaulitz, emily lewi hiuk, feer_palao, ferfiis, FlashKaulitz, Frauzeenha, Gabhy_hina_chan, Gii Way, gil231296, GiovanaSerafini, girlcurious, GloomyWay, hana182, Helen-Prado, hika-ny-chan, Ingrid Ayalla, ingridgrasieli, IsabellaFT, IzaSelling, jeeh_bad, Jessiesweet666, JOYCE-LOPES, Juliana S, JullyKaulitz, Jurinha, -Juu-liee-, Kiss_Vanpire, lay_TH, LeehAzuos, Lia985, Lily, LollyMarie, lorenacalderons, lulath, lunasolista, Lythande, Manda-chan, Marianne_TH, Myren, NineCalu, rafaloki, Ray_Arantes, RiitaID, Rose_Levres, RutePim, sarah_lee, sasulove, SofhiaYuki, Srtaillusion, SyzkOr, Tahiane, vahsmith, Wy_Kaulitz_AA, xx_Melanie_xx e Yuyo por cada um dos reviews que vocês me deixaram. MUITO, MUITO obrigada, MESMO!

Como eu sempre digo, A Proposta não é minha, é nossa. Porque cada uma de vocês, de alguma forma, com um conselho, com um review, uma mp, um tweet, um puxão de orelha que fosse, fizeram um pouco dela, mudaram um pequeno detalhe.

Definitivamente, essa história só foi assim porque vocês estavam comigo. E ninguém tem a menor ideia de como eu sou sinceramente grata por isso.

Estou começando minha segunda long-fic (http://www.fanfiction.com.br/historia/155840/Na_Noite_Com_Tokio_Hotel) e estou esperando lá quem estiver disposta a me acompanhar nesse novo desafio.

Muito obrigada por tudo!
Até o epílogo! ♥