A Promessa (Hiatus)

6 Capítulo 05 – Taking


Notas iniciais
Olá gente ^^ Vou começar dizendo que estou estupidamente irritada porque já tinha escrito essa intro inteira e a maldita página de alguma maneira achou que seria interessante atualizar sozinha ¬¬' Troquei a capa finalmente o/ Ficou beeeem melhor que a antiga, espero que gostem. Antes de começarem a leitura apenas algumas considerações: - No início quando é mencionado que o Natsu decidiu 'ficar' com a Lucy é no sentido de não entregá-la para Zeref e não romanticamente (mesmo ele já estando super afim *---*). - Desde o capítulo anterior se passou uma semana na história. Não escrevi esse meio tempo porque não acho que iria agregar em nada, já que ela estava apenas se enquadrando no vilarejo, com as pessoas e tal. - Sim, vai ter beijo. E sim, o Natsu já quer 'trepar' com ela, ainda bem que ele é um cara controlado sqn -n - Não sei (realmente não sei) se vai ter sexo explícito nesse treco, mas estou absorvendo a ideia de possivelmente colocar devido ao rumo que essa história está tomando (minha irmã me chamou de pervertida ¬¬'). Deixem nos comentários o que pensam em relação a isso. - Por fim, tenho 48 pessoas acompanhando esse negócio e apenas 8 comentários -.-' manifestem-se, gostaria de saber a opinião de vocês queridos, façam essa autora feliz o/ deixe pelo menos um 'adorei' ou 'está um lixo essa merda'. Tô aceitando qualquer coisa >.< Se eu lembrar de mais algo coloco lá em baixo. Boa leitura!!

Capítulo 05 – Taking

“Then it's all because of you”

Just Tonight | The Pretty Reckless

Para Natsu Dragneel querer a princesa não era exatamente um problema, afinal tinha se sentido atraído por ela desde que a vira pela primeira vez.

Na realidade o grande problema é que desde que decidiu ficar com ela, há pouco mais de uma semana, tudo o que ela fazia o deixava estupidamente desconcertado. Em pouco tempo ela parecia tão natural no vilarejo, com as pessoas e principalmente em sua vida. Como se Lucy já fizesse parte de tudo isso há muito tempo.

O mais sinistro de tudo era que uma época perigosa do ano estava se aproximando, o período mais propício para a procriação dos draconianos, três dias infernais em que seus pensamentos são dominados por apenas uma coisa de uma forma completamente selvagem e irracional. E para piorar ainda mais, ele tinha nascido na maldita torre, o que o deixava mais vulnerável ao efeito do que os outros.

Prova disso era que mesmo faltando alguns dias para a tal época infeliz ele já tinha tido inúmeros sonhos pecaminosos com a princesa.

O que ele não fazia a mínima ideia era que para a linda e intocada princesa Lucy Heartfilia a situação não era tão diferente assim, já que ela estava tendo visões constantes de sexo ardente com Natsu e ao contrário dele que até o presente momento apenas imaginava coisas ela sabia o que ia acontecer com precisão: os toques, as carícias, até mesmo a dor lancinante e ao mesmo tempo prazerosa de ser violada por ele com tanta voracidade.

Gajeel observava tudo de longe.

Ele não era o cara mais solidário do mundo, nem passava perto disso, mas como sendo parcialmente da mesma raça de Natsu ele era capaz de compreender perfeitamente que era isso que estava preocupando tanto o Dragneel nos últimos dias. Perguntou-se internamente como o Salamander suportava aquilo, ele que não tinha influência nenhuma da torre quase perdia para o seu lado animal. Não queria nem imaginar como era para alguém como o rosado, principalmente como seria dessa vez que Natsu estava visivelmente interessado na princesa.

Quando as mãos pequenas de Levy rodearam sua cintura ele se deixou relaxar um pouco.

– Você está tão pensativo hoje – ela disse beijando suas costas – Estou até estranhando.

– Engraçadinha – percebendo o tom irônico na última frase da azulada – Sabe, está bem próximo.

– Eu sei – completamente ciente do que ele estava falando – Não se preocupe, não será a primeira vez que eu terei que lidar com isso.

– Não é isso baixinha – ficando de frente para ela e tocando os cabelos azuis com suavidade – Talvez você devesse conversar com a princesa, o salamander anda muito agitado nos últimos dias e você deve ter percebido que ele, bem...

– Acho que todos perceberam, é bem provável que até mesmo a princesa, já que o Natsu não é nem um pouco discreto, ele quase devora ela com o olhar.

– É, mas ela não tem ideia do que ele vai fazer, pode ser meio chocante.

Levy riu – A Lucy não é bobinha que nem eu Gajeel, eu sinto que ela é diferente. Vamos deixar que os dois se entendam, certo?

– Certo – erguendo os olhos para observar o céu.

No final das contas, seria algo com o que a loira teria que conviver se realmente se tornasse a parceira do Dragneel.

{...}

Lucy pulou no lago como se já tivesse feito isso várias vezes.

Sentia-se tão bem naquele lugar que se pudesse passaria o dia inteiro ali, esse era um dos motivos que não sentia nenhuma falta do castelo, seu pai não a deixava fazer nada parecido com isso, o que na concepção da loira era uma estupidez.

Natsu geralmente apenas observava as tentativas falhas de Lucy em tentar fazer qualquer coisa que não fosse ficar de pé na água, mas devido ao calor extremo que estava sentindo, não apenas pelo clima, não hesitou em pular atrás da princesa com roupa e tudo arfando em satisfação pela água estar gelada.

Depois de alguns minutos de puro êxtase se voltou para a loira que mantinha os olhos fechados e em um impulso louco se aproximou dela.

Quando Lucy abriu os olhos Natsu já estava a poucos centímetros de si observando-a com tamanha intensidade, pensou brevemente que era bem possível que o olhar de um predador fosse semelhante a esse, coisa que não a deixava totalmente confortável.

Talvez fosse sensato dizer algo ou se afastar de alguma maneira, mas as sensações da visão anterior lhe acertaram em cheio desejando aquele contato íntimo e pessoal com ele.

Quando Natsu finalmente cortou mais ainda a distância entre os dois ela soube de imediato qual era a intenção dele, suas mãos automaticamente deslizaram do peito até as pontas dos fios rosados e molhados trazendo-o ainda mais para perto, quando seus lábios tocaram os dele ela sentiu um arrepio percorrer o corpo dos pés à cabeça. Por um instante pensou que ele não fosse corresponder, mas ao sentir os braços firmes a envolverem ao mesmo tempo em que a língua quente pedia passagem com certa urgência afastou esse pensamento de si.

Na verdade aquele não era o primeiro beijo de Lucy, teve um tempo em que decidiu ser interessante afrontar o pai tendo um breve romance com o primeiro general Laxus Dreyer, algo que não foi muito significativo, mas lhe rendeu uns poucos conhecimentos sobre a área, além é claro de algumas chicotadas para os dois.

Mas Natsu não era nem um pouco como Laxus, o loiro a tratava como uma boneca de porcelana, como se ela pudesse quebrar a qualquer momento, já Natsu parecia que queria quebrá-la.

A julgar pelas visões anteriores Lucy tinha perfeita ciência de que ele não era nem um pouco inocente, mas ao sentir a língua de Natsu descendo por seu pescoço de maneira tão voraz ela se sentiu um pouco surpresa, um primeiro beijo não deveria ser tão intenso, deveria? Deixou de lado esse pensamento quando algo firme foi pressionado contra si e Natsu se afastou bruscamente empurrando-a.

Ele olhou para a princesa atônito e ofegante. Lucy estava com uma nítida expressão confusa e esperava no mínimo uma explicação para aquele ato tão bruto vindo dele, mas ao invés disso Natsu preferiu ignorar completamente as expectativas dela.

– Vamos embora – disse saindo do lago o mais rápido que pôde. Implorava em silêncio que ela esquecesse isso, mas se Natsu achava que Lucy facilitaria as coisas para ele, estava completamente enganado.

– O que foi? – ela perguntou segurando a mão dele impedindo-o de continuar.

– Nada – a indiferença dele estava começando a irritá-la.

– Nada? Aquilo não foi nada?

– Não.

– Sério? Porque não foi o que pareceu – o tom de voz dela indicava claramente que estava se referindo ao fato de Natsu ter ficado excitado.

Ele não pôde evitar de pensar o quanto aquela princesa estava sendo atrevida e decidiu enfrentá-la de uma vez, revelando parcialmente o que era.

Apertou o pulso direito puxando-a para si o mais próximo possível.

– Você sabe o que eu sou princesa? – seus olhos negros a queimavam.

– Eu tenho um palpite – respondeu lembrando-se de algumas conversas no reino sobre incêndios criminais e a possível pessoa que os tinha causado. Salamander as pessoas diziam, o resultado de um cruzamento de um dragão com uma humana, que ninguém sabia como acontecia devido ao corpo diferente dos dois, que tinha uma habilidade de fogo.

– Então me diga, o que eu sou Luce?

– Draconiano – um breve silêncio se instalou entre os dois e Natsu permanecia imparcial – Qual o problema com isso?

E lá estava mais uma vez aquela expressão inocente que só ela sabia fazer, a face de alguém que não sabia nada sobre ele. As pessoas costumavam dizer o quanto o Dragneel era invencível, mas naquele momento uma sensação inexplicável de derrota o inundava por completo.

– O problema é que eu não quero te machucar – sua sinceridade surpreendia até ele mesmo.

Ela sorriu de um jeito que fazia o coração de Natsu parar por um segundo.

– Você não vai.

Natsu franziu o cenho confuso, ela estava afirmando algo com tanta convicção que o fez voltar ao dia em que olhou para a princesa parada na sacada do castelo apenas esperando tudo acontecer sem nenhum medo nem receio.

– E como você pode ter certeza disso?

– Eu apenas sei.

{...}

Uma semana havia se passado desde o encontro com Natsu.

Depois de um longo trajeto até um vilarejo aos arredores de Crocus Ultear finalmente havia chegado à Sabertooth. Diferente da Fairy Tail que tinha sido expurgada há anos, os autodenominados Tigres se mantinham intactos desde sua criação.

E eles não eram nem um pouco receptivos.

Quando ela iniciou a caminhada até o centro da vila, uma figura masculina, forte e imponente colocou-se diante de si.

– Está meio longe de casa não, Sacerdotisa de Zeref.

– Sting Eucliffe, como tem passado? – cínica.

– Diga logo o que quer e saia antes que eu arranque sua cabeça.

Ultear não se deixava abalar tão fácil, mas a última coisa que precisava era um problema com o único draconiano que quase se igualava a Natsu Dragneel em relação ao poder.

– Ela veio me ver – Minerva surgiu de repente ninguém sabia de onde – Mas acho bom você participar da conversa Sting, pode ser que seja necessário para o que está prestes a acontecer.

Notas finais
Haha, a Lucy não é santa minha gente (é virgem, mas não santa). Surpresos por ela ter dado uns amassos no Laxus? Até eu fiquei heuhue. Até mais o/