A Promessa

13 Capítulo 12 - A floresta


Notas iniciais
Eu sei, eu sei. Demorei um pouco mais para postar dessa vez, mas acontece que as minhas aulas começaram com tudo e eu tenho uma pilha de trabalhos para esse mês. Eu deveria estar fazendo meu resumo de português, mas eu me senti super culpada por deixar vocês na expectativa e mandei a minha atividade para o raio que a parta ao meio. Realmente, só estou postando aqui por causa da minha querida Lu, que já estava me cobrando por esse capítulo todo dia e me infernizando (Brincadeirinha linda, eu realmente só faço coisa que preste sobre pressão e preciso de um empurrão pra postar de vez em quando). Só lembrando que comentar não mata e que fantasminhas podem ser camaradas, aí está o capítulo. Aproveitem!

O lugar onde se encontravam era diferente de qualquer outro lugar que os três já tenham visto. Estavam rodeados de árvores, em uma floresta tão densa que as altas copas pareciam oprimir qualquer raio solar tornando o lugar um tanto sombrio. Era tão diferente de Nárnia quanto Lúcia e Edmundo podiam se lembrar, e até mesmo Peter, que nunca estivera naquela terra fantástica podia perceber que não se tratava do lugar descrito tantas vezes no livro que ele tinha em mãos.

Depois de alguns minutos se acostumando à pouca claridade, notaram que as árvores projetavam seus galhos retorcidos no ar e podiam jurar que eles se moviam lentamente na direção dos três jovens.

–Eu não sei quanto a vocês, mas este lugar me dá arrepios. – Peter foi o primeiro a se pronunciar.

–Realmente, não é uma primeira impressão nada boa. – Edmundo concordou.

–Ai! – Lúcia exclamou chamando a atenção dos dois garotos.

–O que foi? –Peter perguntou.

–Edmundo me beliscou. – Ela disse esfregando o braço esquerdo.

–Eu não fiz nada. – O irmão se defendeu.

–Não tem graça, Ed. – Ela resmungou.

–Mas eu não fiz nada! – Edmundo falou já se irritando.

–Eu não o vi fazer nada. – Peter se manifestou.

–Então se não foi ele... – Lúcia sentiu seu sangue gelar.

Olhando pelo canto dos olhos ela viu um galho próximo e engoliu em seco. Trocando um olhar assustado com os outros, foi impossível não pensarem a mesma coisa:

–A floresta. –Falaram todos ao mesmo tempo.

Edmundo recuou um passo para mais perto dos outros e rapidamente um galho agarrou seu braço. Todos trocaram um olhar aterrorizado.

–Corram! – Edmundo gritou.

Imediatamente todos dispararam pela floresta e as árvores pareceram ganhar vida, lançando os galhos ferozmente na direção dos três e arranhando mãos, rostos e qualquer pedaço de pele exposta que conseguiam encontrar.

A floresta parecia não ter fim e se alongar cada vez mais a frente, até que depois de alguns minutos Peter viu uma pequena luz mais adiante.

–Ali! – Gritou para os outros indicando a direção.

Forçando-se a correr mais depressa, Peter conseguiu ficar lado a lado com Edmundo, mas um grito fez com que eles se virassem. Lúcia havia caído e um galho se enroscava em seu pé cada vez mais.

–Vão! –Ela gritou.

Os dois negaram e correram até a garota desviando de vários galhos que já começavam a rasgar suas roupas, cada vez mais afiados. Edmundo foi o primeiro a chegar até a irmã e tentou puxar o galho, mas ele estava firme no lugar. Peter também tentou ajudar, mas era inútil.

Olhando em volta rapidamente Peter notou uma protuberância em uma árvore próxima. Era prateada e se destacava na madeira, o que lhe chamou a atenção. Ele não pensou duas vezes e correu até a árvore e rapidamente tentou retirar o quer que fosse aquilo. Precisou deixar cair o livro e usar as duas mãos para puxar o objeto. Vendo o começo de uma lâmina se projetar para fora do tronco puxou com mais força o que agora sabia ser o cabo de uma espada, porém sentiu a árvore reagir com fúria, projetando seus galhos em seus braços.

Com um forte último esforço ele conseguiu retirar toda a espada e atacou os galhos que o rodeavam, cortando-os. Sentiu a árvore estremecer e recolher os galhos, libertando-o. Então ele se voltou para os outros e correu na direção deles, usando a espada para se defender.

Assim que chegou até Lúcia e Edmundo, desferiu um golpe rápido e cortou o galho que prendia a garota, puxando-a pela mão e correndo na direção da luz que vira antes. Indo á frente, ele foi abrindo caminho até que irromperam na luz.

Finalmente, fora da floresta, todos desabaram sentados no chão arfando pesadamente por causa do esforço gasto na corrida desenfreada. Precisaram de vários minutos para recuperarem o fôlego e acalmarem as respirações descompassadas.

–Você... está bem? –Peter indagou para Lúcia entre arfadas.

–Sim. –Ela respondeu em um fôlego só.

–O que... foi aquilo? – Edmundo perguntou tentando normalizar sua respiração.

–Eu não sei e também não quero repetir a experiência para descobrir. – Peter disse cansado.

–O seu livro... –Lúcia disse observando Peter.

–Eu precisei larga-lo para puxar a espada. –Ele respondeu se sentando mais ereto.

–Eu sinto muito por ter feito você perdê-lo. – Lúcia se desculpou.

–Era só um livro e além do mais, uma espada parece ser bem mais útil aqui. – Peter disse dando de ombros.

–Eu posso dar uma olhada na espada? – Edmundo pediu.

–Claro. –Peter disse passando a arma para Edmundo.

Edmundo examinou a espada em silêncio. Era prateada, com detalhes em espirais no cabo e o desenho de um leão gravado na lâmina, exatamente o mesmo símbolo que vira tantas vezes em Nárnia: o símbolo que representa Aslan.

–O quê uma espada narniana faz nesse lugar? –Edmundo ecoou seus pensamentos em voz alta.

–Deve ser uma das armas que Aslan disse que precisaríamos encontrar antes de enfrentar Duman. –Lúcia se lembrou do que o grande leão disse.

–Uma das? –Peter frisou bem o plural sentindo-se incrédulo. –Quase morremos naquela floresta. Se para encontrar essa espada enfrentamos aquelas árvores assassinas eu não quero nem pensar no que será preciso para encontrar outros objetos.

–Nem eu, mas foi o que Aslan disse para fazermos. –Lúcia disse e soltou um suspiro.

–Quando ele disse isso? –Edmundo questionou.

–Na biblioteca, enquanto vocês dois conversavam sobre o livro, eu falei com ele novamente. Aslan disse que Duman ficava mais forte a cada dia e que precisaríamos ir até ele já que ele não estava em nosso mundo, disse também que precisaríamos encontrar algumas armas escondidas e nos mandou pra cá. –Lúcia contou para os dois.

–Legal, agora só precisamos descobrir que lugar é esse e qual a próxima arma escondida em algum lugar mortífero que precisamos encontrar. –Peter ironizou. –Muito animador.

Trocando olhares cansados, os dois irmãos assentiram. Não era a primeira vez que iam parar em uma terra desconhecida, mas era a primeira vez que uma floresta tentava matá-los. E com uma recepção dessas, podiam esperar qualquer coisa pela frente.

Notas finais
Não me matem, eu precisei fazer isso com eles, a história precisava de uma agitada. Espero que vocês entendam que a floresta assassina foi para um bem maior e que a coisa tá só esquentando. Para aqueles que não lembram, Aslan disse que nenhum dos Pevensie poderia voltar à Nárnia em "A viagem do peregrino da alvorada", e como a fic se passa depois desse livro, eu estou sendo fiel às palavras do grande leão. Então não, eles não estão em Nárnia (até porque as florestas de lá são pacíficas), eles estão em outro mundo e nos próximos capítulos vocês saberão mais sobre esse mundo e seus perigos (Afinal o que esperar de um lugar governado por Duman, né?). Coments por favor, porque eu preciso de inspiração pra postar. Beijos.