A Profecia
4 Capítulo 3 - Briga
Notas iniciais
Sarada e Boruto brincaram a tarde toda. Entre uma brincadeira e outra, estavam pensando em um plano para juntar os pais. O loiro estava bem pensativo, mas a morena estava mais. Sentia a necessidade de ter uma mãe. E, ficando ali o dia todo, viu em Tsubaki a mãe que sempre sonhou.
Enquanto os dois tramavam algo, Tsubaki chegou ao quarto e os chamou. Estava na hora do lanche da tarde. A kunoichi preparou um bolo de chocolate, suco de laranja e cortou algumas frutas também.
— Frutas? Eu não gosto de frutas… — Sarada encarou o mamão fatiado com nojo.
— Querida, você precisa comer frutas. Elas são mais saudáveis do que doces. Também ajudam a manter a saúde, para você continuar brincando. — Tsubaki explicou sorrindo.
— Mas elas são ruins… — Sarada reclamou mais uma vez.
— Não são tão ruins assim. Quer ver? — Boruto falou e, com um garfo, pegou três pedaços do mamão e colocou-os na boca, mastigando com dificuldade.
— Filho, assim você vai engasgar! — Tsubaki exclamou assustada.
— Que nada, faço isso todos os dias! — Boruto falou sorrindo.
— Bem… Vou experimentar só um… — Sarada falou relutante.
— Isso, experimente. Se nunca experimentar, nunca saberá se gosta ou não. — A kunoichi falou, oferecendo um pedaço de mamão espetado em um garfo.
Sarada, meio relutante, pegou o garfo e comeu rapidamente a fruta. Bem, até que não era ruim. A morena havia gostado do sabor. Então, começou a pegar vários pedaços e comê-los, como se nunca tivesse visto aquela fruta antes.
— Hey Sarada, deixa um pouco pra mim! — Boruto exclamou e começou a pegar vários pedaços também.
— Calma crianças, se comerem assim, vão passar mal! — Tsubaki falou assustada.
— Ah mama, mas é tão bom! — A morena falou e, logo em seguida, notou como havia chamado a mulher. — Opa… — Sarada ficou sem graça.
— M-mama? Hey Sarada, ela ainda é minha mãe! — O loiro retrucou, cruzando os braços.
— Boruto, não fale assim com Sarada. Querida, pode me chamar como quiser, ok? Sinta-se à vontade, afinal, aqui agora é sua segunda casa. — A ninja falou, sorrindo para a criança.
— Mas mãe… Você nem é casada com o pai dela. Não é justo. — O loiro resmungou.
— Boruto, meu filho… Posso ser mãe de coração dela, não posso? Afinal, tem lugar pra você e pra ela no meu coração. — Tsubaki falou, abraçando os dois.
— Quer dizer que… Posso vir aqui quando eu quiser…? — Sarada indagou insegura.
— Claro que sim! Será uma ótima companhia para Boruto também. Ele vive reclamando que sempre está sozinho. — A morena falou sorrindo.
— Não reclamo não, tá? É só impressão sua! — O loiro exclamou, sentindo seu rosto esquentar.
— Tudo bem… Vão brincar mais um pouco, ok? Daqui a pouco temos que levar Sarada pra casa…! — Tsubaki falou, enquanto arrumava a mesa.
— Tudo bem… — Os dois falaram juntos.
Os dois subiram as escadas correndo. Quando chegaram ao quarto do loiro, ele fechou a porta com o trinco. Não queria que a amiga fosse embora. Então, da forma mais infantil possível, sentou-se no chão com os braços cruzados.
Sarada olhava para o garoto curiosa. Não entendia o que estava acontecendo. Com calma, sentou-se ao lado de Boruto para começar uma conversa.
— O que houve, Boruto? — A morena perguntou.
— Você não é minha irmã ainda... — O loiro respondeu.
— Olha, se foi por eu ter chamado sua mãe de mama, me desculpe... Não quero roubá-la de você... — Sarada falou em tom triste.
— N-não é isso! É que... Eu não quero você como irmã... — O loiro respondeu, abraçando as pernas.
— Não me quer como irmã? Por quê? — A pequena questionou, franzindo o cenho.
— Eu queria você como amiga só. Vai que você vira minha irmã e fica chata de uma hora pra outra? — Boruto falou, ainda emburrado.
— Não vou ficar chata, tá? E outra, se sua mãe se casar com meu pai, vamos acabar sendo irmãos, não é? — A morena respondeu.
— Não quero você como irmã! — O loiro gritou.
— O que sugere então, loiro espertinho?? — Sarada gritou igualmente.
— Eu não sei! — Boruto continuou gritando.
— Vocês estão brigando?? — Tsubaki fala, tentando abrir a porta.
— A gente só está conversando! — Os dois gritam.
— Vocês vão abrir essa porta agora! — Tsubaki disse em tom ameaçador.
— C-calma mãe... Vamos abrir... — O loiro falou, levantando-se rapidamente.
Depois de abrir a porta, Boruto voltou rapidamente para o lado de Sarada. Tsubaki olhava para os dois com o semblante sério e braços cruzados. O loiro sabia que, quando a mãe ficava assim, significava que ele estava encrencado.
— Posso saber o que estava acontecendo aqui? — Tsubaki perguntou seriamente.
— N-nada demais mãe…! — Boruto respondeu, encarando o chão.
— Por que estavam gritando então…? — Tsubaki questionou, descruzando os braços.
— É que… Estávamos brincando! — Sarada falou sorrindo.
— Brincando? — A morena indagou confusa.
— Sim! Brincando de quem grita mais alto! — O loiro incrementou com um sorriso.
— Entendo… Olha, brinquem de outra coisa, está bem? Senão, vão incomodar os vizinhos… Irei terminar de arrumar algumas coisas e já vamos. — Tsubaki disse, virando-se e indo até a porta.
— Ahn… Tsubaki-san…! — Sarada a chamou.
— Sim, minha querida? — Tsubaki respondeu.
— Posso levar um pedaço do bolo de chocolate…? — A pequena perguntou timidamente.
— Claro que pode! Irei colocá-lo em um pote para você levar! — Tsubaki exclamou sorrindo e saiu do quarto, fechando a porta novamente.
As duas crianças permaneceram sentadas ali por mais alguns minutos. Estavam aliviadas por terem conseguido enganar a kunoichi. Não queriam entregar o plano que estavam tentando traçar para juntar ela com o pai de Sarada. Depois de um tempo, retomaram o plano.
— Então… Ainda quer continuar com isso…? — Sarada questionou.
— Mas, se continuarmos com isso, você vai virar minha irmã…! — O loiro respondeu, fechando a cara de novo.
— Olha, não vamos ser irmãos…! Nós não nascemos da mesma mãe, não é? — A morena falou.
— Eu sei, mas ainda assim vai ser estranho… — O loiro respondeu cabisbaixo.
— Bem, podemos agir como se fossemos amigos, mesmo que nossos pais se juntem! — Sarada sugeriu sorrindo.
— Você não vai virar a irmã má…? — Boruto questionou a encarando nos olhos.
— Não vou. — Sarada responde convicta.
— Tem certeza…? — O loiro indaga mais uma vez, inseguro da resposta.
— Tenho. — Sarada responde seriamente.
— Então tá! Vamos continuar a pensar! — Boruto exclamou sorrindo.
— Crianças, está na hora de irmos! — Tsubaki chama com a voz um pouco mais alta.
— Depois a gente é que não pode gritar… — O loiro resmunga.
— Amanhã a gente arma o plano então! — Sarada exclama se levantando.
— Ok! Vamos lá! — Boruto exclama alegre, abrindo a porta e descendo as escadas correndo.
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