A Profecia
3 O nascimento
Notas iniciais
Finalmente hoje era dia 25 de Julho de 1970, e ambas as rainhas sentiam que hoje iriam ter o seu filho. Para além de as médicas terem calculado quando seria.
A rainha de Casteline, pretendia dar o nome de Edward ao seu filho.
O rei estava muito contente com a ideia de ter um herdeiro, e por isso fazia de tudo para que a sua mulher Soraia se sentisse feliz e acomodada.
A rainha estava entre almofadas azuis, deitada e ao pé dela estavam cachos de uva, que ela adorava comer. Ela sentia que graças ao seu filho, alguma coisa iria mudar em Casteline. Ela só esperava que fosse para melhor.
Já em Floreia, a rainha estava cheia de preocupações, como em que ia vestir a sua menina, e com quem é que ela iria casar. Tinha de ser alguém com o mesmo calibre que ela! (Coitada em nem nasceu, e já é assim).
–Querida passa-se alguma coisa?-perguntou o rei Carlos, ao ver rugas de preocupação no rosto de sua amada. Esta estava deitada num sofá cama laranja, e tinha melancia ao pé de si. A rainha Liena, suspirou talvez de cansaço, por transportar a sua barriga de 9 meses completos, de um lado para o outro, a rainha não escondia, que queria ver já a sua menina. Era uma questão de minutos. Estava ansiosa mas ao mesmo tempo havia coisas parvas que lhe rondavam a mente.
–Nada, demais apenas estou preocupada com quem é que vamos casar a nossa menina.- disse ela desabafando. O rei demorou alguns segundos a processar a informação, e para ter a certeza de que a sua rainha não estava a brincar. Mas ela não estava.
–Minha querida, a nossa filha só se vai casar quando tiver 12 anos. Ainda falta muito tempo para isso. A rainha suspirou...
–É acho que me estou a preocupar antecipadamente.- disse por fim, a rainha. O rei sorriu. Sempre seria assim. A sua Liena, sempre se preocupou mais com o futuro do que com o presente. No outro dia, preocupou-se com os animais, se eles iam ser todos caçados e extintos. Mas a caça, ainda é meio ilegal, e só podem caçar 3 ou 4 animais por 2 meses. Claro que nenhum ia ser extinto. Depois desse episódio, preocupou-se com o sol, quando é que a luz do sol ia acabar. O rei abanou a cabeça rindo. A sua mulher era única. E só sua.
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Os dois reinos estavam eufóricos como há muito não acontecia, afinal todos tinham a certeza que o herdeiro dos seus reinos ia nascer hoje!
A rainha Liena, estava contente por ter uma filha, enquanto que o rei Carlos por muito que amasse a sua pequena, queria um rapaz, para lhe poder ensinar ensinar a lutar, a gerir o reino para quando ele se "reformasse", e para lhe ajudar a escolher uma moça com quem teria que se casar.
O mesmo acontecia com os reis de Casteline. O rei João estava muito contente por ter um herdeiro, enquanto que a rainha Soraia, por muito que amasse o ser que carregava dentro de si, preferia uma garotinha para vestir e pentear, dar conselhos maternais, e claro para ajudar para ela ser uma lindissima e obediente esposa.
E lá nos céus, alguém ouviu os desejos interiores da rainha Soraia e do rei Carlos.
No castelo de Casteline:
–AH...AH...AH...- gemia de dor a rainha Soraia. As criadas aflitas não sabiam o que deviam fazer.
–Sua alteza, sua alteza... ai, sua alteza por favor diga-nos o que se passa?- perguntava aflita uma das criadas.
–Ah...doí...ah...doí muito...ah...-a rainha controcia-se muito de dor.
–Não é normal doer tanto.- disse a médica, para uma das enfermeiras. Em todos os partos que fizera, e foram muitos... a mulher nunca se queixou de tanta dor.
–Ah...ah...ah...ah- ela gemia de dor.
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