Cap.2

Percy

Não acredito que mal chegamos, já temos uma missão, pensei que esse ano seria diferente, mas parece que eu estava errado, de novo!

Tenho que tentar falar com meu Pai, ou pedir a sua benção, já vivi muitas chances de morrer, mas esta é completamente diferente! É outro lugar onde eu jamais estivera, preciso de ajuda!

Antes de chegar ao meu chalé, parei olhei para traz e admirei todos os chalés, os campistas, as filhas de Afrodite brigando por causa do batom novo, e talvez aquela fosse a ultima vez que eu viria o acampamento.

Então entrei em meu chalé vi a fonte que sibilava água em pouca quantidade, e me agaixei diante dela e rezei, e pedi ao meu pai que me manda-se algo para me ajudar ou apenas a sua benção para me manter vivo e ajudar Grover.

De repente a fonte parou de cair água, simplesmente secou, não entendi o que aquilo significava, mas não me animei.

Deitei em minha cama, e comecei a relembrar todas as nossas missões, nossas aventuras e a primeira vez que eu vira Grover, um menino estranho e inseguro que andava engraçado, mas agora percebo toda a coragem que aquele menino bode tem!

Eu nunca admitiria isto para ninguém, mas eu estou com medo, com medo de perder Annabeth, com medo de meu melhor amigo cair em tristeza novamente, em terras que eu não conheço, precisava de algo para me dar segurança, de alguém ou de alguma coisa!

–Tok-tok-tok. -Alguém batia à porta. -Percy?

Abri a porta e fiquei surpreso, era o Tyson! Ele estava com uma blusa azul estrito “Papai, o Rei do mar” e uma calça jeans, estava com o rosto todo colorido de balas de gelatina.

Não sabia se ficava feliz eu mais preocupado. Então ele me deu um super abraço e colocou sua mochila no beliche

–Irmão, há quanto tempo, estava morrendo de saudade de você!

–Eu também! Mas por que você veio para cá?

–Papai disse que você precisava de ajuda, então eu vim! O que esta acontecendo?-Ele disse em quanto comia balas de gelatina com um sorriso que ele não conseguia tirar do rosto.

–Tyson eu tenho outra missão, Acho melhor você ficar aqui!

O sorriso saiu do rosto dele no mesmo instante.

–Você não quer que eu vá?-Ele disse com os olhos cheios d´gua.

–Não é isso grandão, mas acho que seria muito perigoso você ir, se acontecesse algo a você eu não me perdoaria.

–Percy, não se preocupe com isso, eu estou aqui para te ajudar, me deixar ir, eu trouxe novas armas! Eu mesmo fiz!-seu sorriso voltou.

–Ok, então vamos ver o que você fez...

–NÃO! Quero que Annabeth também veja!

–Então vamos ao chalé de Atenas Chama-la?

–Vamos, vamos-Tyson saiu saltitando do chalé com a mochila na mão.

Paramos em frente ao chalé de Atena, um dos chalés mais bonitos do acampamento uma enorme estrutura com o símbolo de Atena na frente, a coruja.

Tyson bateu na porta, e uma menina brava abriu, ela tinha cabelos castanhos e olhos verdes bem claros, usava uma blusa rosa com estampa de unicórnio e uma calça preta, ela ficou encarando Tyson que estava quase chorando, então perguntei...

–Annabeth está?

–Por quê?-disse a menina ainda encarando Tyson.

–Nos somos amigos dela, podemos falar com ela?

–Espera! Então ela entrou e fechou a porta.

Olhei para Tyson e ele estava congelado olhando para porta.

Annabeth abriu a porta e Tyson deu um pulo e a abraçou, ela sorriu e retribuio o abraço.

–Annabeth, estava morrendo de saudades de você!

–Eu também estava Tyson, é ótimo ver você! -Enquanto ela dizia, ela disfarçou e olhou para mim com olhos de fogo e o cenho comprimido.

Então Tyson pôs a mochila no chão e foi tirando as armas... -Annabeth me puxou para o canto.

–Você esta maluco! Chamar o Tyson para nossa missão? Nós estamos indo, para além do que já fomos Percy. -Ela sussurrou.

–Eu não o chamei, rezei para Poseidon, e ele me mandou Tyson!

–Pessoal, venha ver as armas que eu fiz-Disse Tyson com um sorriso de orelha a Orelha.

Então paramos nossa conversa e nos fomos até ele.

–Esta é uma pulseira normal, até que aperte este botão...

A pulseira tinha varias Pedras por toda a sua extremidade, as pedras eram de varias cores diferentes, a pulseira tinha uma cor verde cintilante, não sei como aquilo poderia ser um arma.

Tyson puxou uma pedra com cor roxa que se localizava no pulso, e um jato de fogo Grego surgiu.

Annabeth e Eu ficamos de boquiaberta, era uma arma incrível, como Tyson fizera aquilo?

–Tyson, é incrível!

–Obrigado irmão! Um amigo me ensinou, lá no Palácio do Papai.

Veio-me inveja eu confesso. Tyson já passara mais Tempo com Poseidon do que eu!

–Esta pulseira é para Annabeth-Ele disse sorrindo e entregou a ela.

–Obrigada Tyson! Esta é uma arma incrível, parabéns!

–Percy, esta é para você! Só que não fui eu que fiz. -ele me entregou uma concha caracol.

–Quem fez?

–Poseidon... Esta concha tem os poderes do mar, é só assoprar!

Eu estava feliz, mas com raiva ao mesmo tempo, por que Poseidon não me entregou pessoalmente, por que ele pediu Tyson?

–Percy, esta é outra arma que eu fiz... É um anel escudo!

Eu e Annabeth nos entreolhamos.

–Tyson, este escudo não é meio pequeno?-Ela disse.

–Espere...

Então o escudo foi ficando maior a cada instante ate ficar um escudo de tamanho proporcional a de um escudo, tinha desenhos do que parecia um exercito marinho.

–Que incrível Tyson!-Annabeth estava encantada com o talento de Tyson.

–Fui eu que fiz- Ele lembrou.

–Annabeth quem é aquela menininha que atendeu a porta?-Eu perguntei.

–É a Abigail, é seu primeiro ano no acampamento, ela só tem oito anos.

–Por que ela é tão zangada?-Tyson disse, colocando algumas coisas de volta em sua mochila.

–Ela só esta assustada com tudo isso.

Eu a entendia, também não fique muito feliz quando descobri que era um semideus, e que minha mãe tinha escondido isso de mim por tanto tempo.

Depois que Tyson guardara suas coisas em sua mochila, fomos à procura de Grover. Nos campos de morangos encontramos Everne, ele era amigo de Grover. Era o Sátiro mais alto que eu já vira, era forte e tinha cifres com o triplo tamanho do de Grover, mas sua voz era muito fina, parecia com a voz do vocalista do Massacration.

–Everne, você viu Grover?-Eu perguntei.

–Grover? Ele disse que iria a Busca de Pã hoje, já deve ter ido, nos disse que iria cedo!

Olhei para Annabeth ela estava pegando fogo, acho que se Grover estivesse na frente dela naquele momento ela o estrangularia. Tyson estava dando gargalhadas em ouvir a voz de Everne, e ele não estava muito feliz em ver o que ele estava fazendo.

–Tem algum problema Ciclope?-Everne disse cerrando o cunho.

–Não, a sua voz é muito engraçada. -Disse Tyson ainda rindo e apontando para ele.

Everne investiu para cima de Tyson, e ele se encolheu e começou a chorar.

Annabeth e eu seguramos Everne tentando tira-lo de cima de Tyson, que agora rolava de um lado para o outro, chorando.

–Everne, Everne calma! Tyson é assim mesmo, ele não sabe o que diz-Disse Annabeth que segurava os braços enormes dele fazendo muita força.

–Se esse Ciclope me insultar de novo ele vai ver!

Eu o soltei e fiz que sim para que Annabeth também o soltasse, então nós o soltamos e ele se afastou.

–Obrigada Everne! -Annabeth gritou, pôs ele já estava longe de nós.

–Tyson... -Ela se dirigiu a ele. -não se pode falar sobre a voz de Everne, ele é sátiro mais bravo de todo o acampamento.

–Desculpa! Eu não sabia, mas a voz dele é muito engraçada!

Annabeth e eu tivemos que concordar, sua voz era muito fina não combinava com sua cara de mal e sua altura!

–Bom, agora temos um problema maior para resolver temos que encontrar Grover. Disse Annabeth que não estava muito feliz em procura-lo.

–Não acredito que ele tenha feito isso! Nós somos amigos, como ele pode?

–Não sei Percy, estou muito chateada com ele.

–Se ele não tiver realmente ido, tenho uma ideia onde ele pode estar.

Chamamos Tyson que agora já estava mais calmo, e tinha parado de chorar, Annabeth e ele me seguiam até que paramos no meio dos chalés.

–Percy, aqui? -Ela disse não entendendo o porquê que estávamos ali.

–Não sei, mas eu sinto que ele esta por perto! Espere um minuto... Venham!

Tem espaços entre os chalés, e atrás tem a floresta, seguimos pela floresta adentro a procura de Grover, mas não o encontramos, apenas vimos algumas ninfas.

–Não entendo, eu sei que ele está por perto, eu sinto que está!

Annabeth e Tyson olhavam para mim preocupados, mas eu não estava louco, eu e Grover tínhamos uma ligação, quando estamos em apuros podemos ter algum tipo de comunicação e Annabeth sabe disso.

Voltamos para o centro dos chalés...

–Percy vou falar com Quíron, ele deve nos orientar, você vem?-Disse Annabeth estendendo o braço.

–Não, vou para o meu chalé pegar uma coisa, e encontro vocês lá.

Eles assentiram que sim.

Caminhei para o meu chalé e quando eu cheguei à porta estava aberta, e eu tinha certeza de que tinha a fechado, saquei contracorrente e fui entrando devagar, estava tudo escuro, não estava enxergando muito bem, mas vi que tinha alguma coisa na minha cama, fui chegando perto do fuzil de luz, quando acendi... Ataquei, mas parei um centímetro antes, que a lamina batesse no que estava na cama, era Grover.

–Grover! O que você esta fazendo aqui, pensamos que tivesse ido atrás de Pã sozinho!

–Eu realmente pensei em ir Percy, já tinha arrumado minhas coisas para ir, mas você e Annabeth não me perdoariam!

Olhei para Grover, ele estava com uma expressão triste e em seus pés estava sua mochila, e na sua cintura estava sua flauta de bambu.

–Grover, nós vamos com você, cara, nada vai acontecer com a gente e nem com você. — Posei a mão em seu ombro. -Agora você vai ter que enfrentar o pior, Annabeth está furiosa com você, ela pensou que você estivesse ido mesmo, ela foi falar com Quirón, nós temos que ir atrás dela!-continuei.

Sua feição passou de Triste para amedrontado.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.