A Procura do Destino
18 Adeus? - 4
-Sim, nunca mais. –respondeu Aslam, sabia que era difícil para os dois responderem isto. -Vocês, Edmundo e Lúcia voltarão, seus irmãos estão muito grandes para voltar.
-Mas Susana, Pedro que azar! – exclamou Lúcia se referindo ao sentimento deles dois por Caspian e Delayne.
-Acho que já estou me conformando. – Disse Susana
-É tudo muito diferente do que eu pensava. Compreenderá quando chegar a sua vez. – Disse Pedro
Susana se dirigiu á Caspian.
-Então, é adeus. – Disse a Gentil, o jovem rei ficou quieto olhando para seus olhos. –Afinal, nunca daria certo.
-Por quê? –Disse finalmente
-Sou 1300 anos mais velha que você... – Respondeu Susana com um tom de piada, Caspian deu um sorriso.
A Gentil ficou de cara com o portal, logo que ia entrar, desistiu se virou e beijou Caspian (OHHH q Lindoo).Todo o povo de Telmar aplaudiu. Pedro encarou Delayne, mas a mesma virou a cara e olhou para o “casal” á sua frente.
-Acho que quando for mais velha vou entender isto. –Disse Lúcia
-Eu sou mais velho e não entendo isto. –Disse Edmundo, que logo olhara para Danielle, ficou vermelho.
-É não entende... Né? –Disse Pedro caçoando do irmão
Caspian e Susana estavam se abraçando, assim que terminaram, a gentil se colocou ao lado de Lúcia.
-Todo rei ou rainha de Nárnia... –Começou Aslam
-Sempre será rei ou rainha. –Terminaram os Pervensie.
Pedro foi até Delayne.
-Então... Adeus? –Disse o Grande esperando um abraço
A Dama esticou o braço forçando um sorriso dizendo:
-Adeus...
Pedro retribuiu o aperto de mão, depois se virou á Caspian oferecendo a espada.
-Quer que eu mate quem agora? – Disse Caspian
Pedro sorriu depois dizendo com felicidade:
-Não sou mais rei de Nárnia, quero que fique com esta espada, o escudo está guardado junto á sua armadura. Parabéns novo rei de Nárnia.
Caspian pegou a espada dizendo:
-Obrigado.
E logo apertaram as mãos.
Lúcia agachou-se para dizer adeus á Ripchip e Trumpkin.
-Adeus amigos. Mas não esqueçam de que voltarei. –Disse a destemida
-Não esqueça de que irá voltar! – Respondeu o rato
-Sim, sim. Não me esquecerei.
A pequena olhou para Trumpkin pedindo um abraço, o mesmo estava tentando ser durão, mas logo caiu em seus braços juntamente com Ripchip.
Depois, a mesmo se levantou. Seus irmãos se despediram dos outros e se posicionaram para entrar no portal, e sair de Nárnia.
-Adeus! –Disse Aslam, logo seguido por um coro de “adeus”.
Os Pervensie entraram no portal, se depararam com a estação de trem, aonde a aventura havia começado. Eles estavam com suas roupas, os trajes escolares. Os Pervensie se encararam sorridentes. O espetáculo po um instante lhes pareceu um pouco normal, depois de tudo o que tinham vivido, mas, inexplicavelmente, tinha também o seu encanto, com o cheiro característico e familiar das estações ferroviárias, e o céu da terra natal com as perspectivas do primeiro período de aulas.
O trem que iria levá-los para a escola havia chegado, entraram desesperados.
-Será que um dia voltaremos á Nárnia? –Disse Edmundo mexendo em sua bolsa
Seus irmãos o encararam.
-Deixei minha lanterna nova lá... –Respondeu o Justo
A porta do trem fechou-se, assim, então o trem partiu, levando os Grandes Reis do Passado.
Eu tenho minhas memórias
Elas estão sempre dentro de mim
Mas eu não posso voltar
Voltar para como era
Eu estou partindo agora
Eu fui longe demais
Mas eu não posso voltar
Voltar para como era
Criado para um lugar que eu nunca conhecerei
Este é o lar
Agora eu estou no lugar a que pertenço
A que pertenço
Sim, este é o lar
Eu procurei por um lugar para mim
Agora eu o encontrei
Alívio para a miséria
Eu vi o inimigo
Mas eu não vou voltar
Voltar para como era
E meu coração avança para o que acontece depois
Eu estou de olhos abertos
Isto ainda não acabou
Nós somos um milagre
E não estamos sozinhos
E agora
Depois de toda minha procura
Depois de todas as minhas perguntas
Eu vou chamar de lar
Eu tenho uma nova mente
Eu posso finalmente ver a luz do sol
Eu vou chamar de lar
Um lar chamado Nárnia
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