A Princesa e a Demônio

8 Capítulo 7: Quando você partiu


Notas iniciais
Me perdoeeeeem Resolvi fazer uma fanfic relâmpago... AI esqueci de betar... Meu livro também tem tomado muito tempo... Ai essa semana fiquei de cama... Maldita gripe Orange boicotadooo lol Mas boa leitura

Capítulo 7: Quando você partiu

Nico ainda estava dormindo quando o noivado de Maki aconteceu, a ruiva se odiava por tal coisa. Estar agora noiva de alguém que não conhecia e muito menos amava era irritante, estava sentada agora ao lado da cama de Nico, tudo porque Nico inventou de mostrar na frente de todos que era um demônio.

Eli, Nozomi e Umi estavam com a princesa, ela olhava o rosto de Nico, se perguntava o que estava sentido, queria ver Nico acordada, ao mesmo tempo que não queria. Tinha medo do que poderia acontecer quando Nico acordasse.

Nozomi percebeu a tristeza da princesa, sabia que ela não estava feliz, na verdade ninguém estava feliz com aquele noivado, apenas as amigas da princesa, já que ouvia as garotas exclamando o quão bonita Anju era.

Os dias então foram passando, e agora fazia um mês que Tsubasa, Erena e Anju haviam se mudado para o castelo de Maki, a tal noiva passava quase todos os dias com Maki a seguindo de cima para baixo. Enquanto isso Erena conversava com Eli sobre a guarda, e Tsubasa ficava com Honoka.

As garotas do Muse sabiam o que elas estavam fazendo no castelo, as previsões de Nozomi permitia saber antecipadamente o que elas queriam e o que iriam fazer. Até no presente momento ninguém havia descoberto Nico ainda dormindo no castelo.

Nico agora estava na torre mais alta ao leste do castelo, um lugar sem escadas e que só poderia ser acessado voando, escalando, ou pela passagem secreta e no momento nenhuma das três forasteiras podia fazer tal coisa.

Quando Nico acordou ela ouviu bem o que Eli lhe dissera, Maki agora tinha uma noiva chamada Yuuki Anju, que era cavaleira de um reino chamada Reino do Lago Vermelho. Ou seria Lago verde? Talvez amarelo? E cujo a princesa se chamava Kira Tsubasa. Bem até ai havia entendido, só não havia entendi o porquê de ter que fingir ser outra pessoa.

– Elas querem te capturar, Nico. – Eli disse por fim.

– Para que? – A morena perguntou sem entender.

– Também não sabemos, mas pense em um nome ou em uma aparência. – Eli pediu.

– Nico, não podemos correr o risco delas fazerem mal à você ou a Maki Hime Sama, por isso faça um esforço. – Umi pediu.

– Certo eu sei o que vou fazer. – Nico disse sorrindo. – Mas vocês não vão ficar sabendo, afinal é um segredo certo? – Ela então se levantou da cama.

– Espera, Nico o que você vai fazer? – Eli perguntou.

– Vocês vão ficar sem me ver por um bom tempo, Eli, não pretendo voltar tão cedo. – Com isso Nico pulou a janela abrindo suas longas asas.

– O que você acha que ela vai fazer? – Umi perguntou para a loira.

– Eu não sei, Umi. – A capitã respondeu.

Maki estava na varanda de seu quarto quando algo pousou no parapeito ao seu lado, olhou assustada para Nico e recuou todos os passos até estar dentro de seu quarto, Nico entrou logo em seguida fechando as portas de vidro.

– Quando você acordou? — A garota de cabelos vermelhos perguntou assustada, Maki estava vestindo uma camisola branca que chegava até os joelhos.

– Acabei de acordar, e vim me despedir. – Nico declarou mantendo uma distancia de Maki.

– Se despedir? – A princesa perguntou dando um passo em direção de Nico.

– Nico vai embora, Maki chan. Não posso foçar minha presença sendo que você a teme tanto. – Nico declarou com um sorriso caloroso.

– Mas você tem que ficar, Nico chan, para onde você vai ir? Onde vai morar? O que vai fazer? – Maki então se aproximou mais da demônio.

– Nico precisa ir. – A morena declarou e ergueu sua mão para tocar o rosto da princesa, Maki então se inclinou para ter mais do contato.

– Eu quero que fique, Nico chan. – Maki sussurrou, seu lábios roçando nos lábios da garota de olhos vermelhos. – Quero ficar perto de você. – Então o beijo aconteceu.

Sabia que era perigoso, sabia que Nico era perigosa, mas seu interior gritava por isso e não conseguia refrear aos impulsos, sentiu Nico a abraçar pela cintura, e como resposta Maki a abraçou pelo pescoço.

– Nico chan... – Maki gemeu quando Nico beijou a pele de seu pescoço deixando sua língua escorregar por aquela pele branca. – Nico chan... – Gemeu novamente sentido as mãos da morena em seu quadril acariciando por cima dos tecidos.

– Maki chan... – Havia um brilho a mais nos olhos da morena, um brilho faminto e desejoso que fez um frio percorrer a espinha da princesa. – Maki chan. — Nico então ergueu a princesa em seus braços para leva-la para a cama.

Uma por uma as peças de roupas da princesa foram descartadas, Maki respirava profundamente devido ao nervosismo, estava completamente sua sob o corpo da morena, sentia seu corpo quente e sua cabeça embaralhada.

Nico beijou os lábios de Maki com vontade, sugando aquele pedaço de carne, então logo estava com a língua da princesa dentro de sua boca, suas línguas dançaram, se conheciam já, Maki gemeu com o contato.

– Ah, Nico chan... – Maki gemeu sentindo o prazer proporcionado pelos dedos de Nico em sua intimidade, a morena beijou o pescoço da princesa com cuidado para não deixar marcas, enquanto a mão livre massageava os seios.

– Eu te amo, Maki chan... – Nico murmurou calmamente.

– Eu também. – Maki respondeu. – Nico chaan! – Soltou um gemido mais longo enquanto abraçava a morena com força e arqueava as costas.

Trocaram mais um beijo longo e quente, Maki olhou bem para os olhos vermelhos de Nico, e o olhar foi retribuído, era como se quisessem queimar em suas mentes a aparência uma da outra.

– Essa é a hora em que eu saio de cena. – Nico murmurou, viu lágrimas se formarem no canto dos olhos da mais nova.

– Tem mesmo que ir, Nico chan? – Maki perguntou com um aperto em seu peito.

– E talvez eu não volte mais, Maki chan. – A morena respondeu com o cenho franzido. – Não chore. – Pediu passando a mãos pelos olhos roxos para enxugar as lágrimas da ruiva.

– Eu não quero que vá. – Maki murmurou tentando frear suas lágrimas.

– Você pertence à outra pessoa agora, Maki chan, e se algo acontecer, a Eli e a Nozomi vão te proteger. Eu sei que elas vão, mas por enquanto eu irei me retirar. – Nico então se levantou da cama.

– Nico chan... – Maki se sentou tentando agarrar o pulso da morena, mas sem sucesso.

– Minha armadura está na torre, por favor, não deixe que ninguém a tome. – Pediu antes de fazer uma reverencia

E sem dizer mais nada a morena saiu correndo, abriu a porta da varanda antes de levantar voou, não olhou para trás. Não podia olhar para trás ou voltaria, lágrimas deixavam seus olhos enquanto voava para longe do castelo.

Maki observou Nico se distanciar rapidamente na penumbra da noite, até que desapareceu de sua vista, então a princesa deu meia volta e retornou para seu aposento tornando a colocar as roupas que outrora Nico havia tirado.

– Eu ainda sou sua, Nico chan... – Maki murmurou se deitando na cama. – Serei eternamente sua, e vou esperar até que você regresse. – E abraçou o travesseiro de penas de ganso.

Ninguém disse uma palavra sobre a partida de Nico, nem Maki, nem Eli, nem Umi, e nem qualquer outra membro do Muse, para o rei e a rainha, Nico ainda estava na torre dormindo, como na lenda de uma bela adormecida que ficara dormindo por cem anos.

Assim os dias se passaram, Anju, Erena e Tsubasa estavam começando a se cansar de esperar a tal Yazawa Nico aparecer, claro, ela não sabiam que Nico estava hipoteticamente na torre leste.

– Honoka san não envelhece não é? – Tsubasa comentou olhando para a garota de cabelos laranjas.

– Não é que Honoka não envelheça, talvez isso demore mais no meu caso. – Respondeu uma verdade.

– Como a cozinheira do meu castelo, ela não envelhece. – Tsubasa disse animada.

– Talvez como ela. – Honoka respondeu.

– Mas Miura san é um demônio, e está na nossa família há muitos anos. – Honoka petrificou no lugar ainda sorrindo.

– Honoka não é um demônio! Definitivamente não é um demônio. – Ela repetiu fazendo Tsubasa erguer uma sobrancelha sem entender.

– Claro que não é, demônios são feios. – A princesa disse sorrindo.

– Honoka! Até quando pretende ficar enrolando ai? As Alpacas estão esperando para terem seus pelos cortados! – Umi disse com as mãos na cintura.

– Me desculpe, Umi chan, eu me esqueci. – Honoka disse coçando a nuca.

– Honoka chan! Rin não vai ficar esperando o dia todo nya! – Logo a garota de cabelos curtos aparecia pisando forte. – Pare de ficar brincando com a Tsubasa Hime, e venha ajudar a Rin nya! – A mais nova agarrou a gola da roupa de Honoka antes de começar a puxar a mesma.

– Gomen né Tsubasa Hime, depois nós conversamos! – Honoka exclamou sendo puxada pela outra.

– Em vez de ficar acenando ande nya! – Rin exclamou mais irritada ainda.

– Umi chan! Eli chan está te chamando para o treinamento. – Kotori gritou ao longe, logo a arqueira saia correndo deixando Tsubasa sozinha.

– Achei que todas as Muses estariam aqui, mas só a Yazawa Nico está... Isso é desanimador. – Tsubasa murmurou cansada.

– Tsubasa Hime. – Erena apareceu ao lado da outra. – Não consegui nada nas investigações e a Anju diz que tem apenas corrido atrás da Maki Hime para tentar saber de algo, apesar de não parecer. – Erena informou.

– Como assim não parecer? – Tsubasa perguntou sem entender.

– Ela parece estar realmente interessada na Maki Hime, tem até tentado roubar beijos, mas é sempre impedida pela mesma. – A cavaleira explicou.

– Isso é preocupante já que viemos aqui por conta de uma missão. – Tsubasa murmurou seria. – Erena, vá chamar a Anju. – A princesa pediu.

– Como quiser, Tsubasa Hime! – Com isso a cavaleira se distanciou.

– E pensar que isso tudo é apenas uma investigação... – Tsubasa soltou um longo suspiro cansado.

~*~

Maki estava sentada na janela de seu quarto observando a paisagem. Por algum motivo sentia que se continuasse olhando iria ver algo, ou melhor, iria ver Nico. Lembrava se claramente da ultima vez que a vira, há alguns meses atrás, dos beijos, das caricias, e do prazer que sentiu com os toque de Nico.

Ainda desejava vê-la e pegava se pensando nela com uma frequência bem grande. Se perguntava se isso era o que as pessoas chamavam de amor, não acreditava estar apaixonada mais, mas não conseguia explicar o que era aquele sentimento que queimava em seu coração.

Havia conhecido Nico há um pouco mais de meio ano atrás? Depois de discutir com a mesma, ouvir promessas, e passar bons bocados por causa dela, ainda se pegava pensando a respeito dela e desejando poder encontra-la.

Se pudesse apenas encontra-la mais uma vez seria bom... Mas sabia que se a encontrasse novamente, iria querer encontrá-la de novo, e de novo. Olhou para o céu azul com algumas nuvens brancas de aparência fofa. Se perguntava se elas eram realmente fofas.

– Nico chan... – Maki murmurou.

– Murmurando o nome de outra... Isso não se faz. – Maki olhou para trás vendo Anju ali.

– Quem te deu permissão para entrar no meu quarto? – A ruiva perguntou irritada. Anju apenas sorriu calmamente, aquela personalidade calma era irritante ao ver de Maki.

– Esse é o seu quarto, e você é minha noiva, eu posso entrar quando quiser. – A cavaleira respondeu e Maki fechou a mão em punho com força. – Vamos Hime, está mais que na hora de me aceitar. – Ela se aproximou de Maki.

– Fique longe de mim! – A princesa ordenou esticando os braços.

Anju sorriu e segurou a ponta dos dedos da princesa. Então segurou a palma da mão e a puxou para seus braços. Maki soltou um grito surpreso com a ação repentina.

– Eu sou sua noiva, deveria me tratar com mais cuidado e amor, ou seu reino vai desaparecer. – Anju murmurou ao pé do ouvido de Maki enquanto beijava a lateral da face da mesma. Maki não sentiu nada além de desprezo e nojo com aquele beijo.

Então reunindo forças ela conseguiu se debater e se afastar de Anju, a princesa passou a mão sobre o local beijado, esfregando com força como se repudiasse o ato. Anju estreitou os olhos, não gostou da ação de Maki.

– Os empregados falam por ai que você adorava quando aquela Nico beijava sua mão ou seu rosto. – Anju afirmou irritada. – O que aquele demônio pode ter que eu não tenho? Sou tão ou mais forte que ela. – Exclamou irritada.

– Nico chan tem algo que você jamais vai ter, Anju. – Maki respondeu com a mão esquerda sobre peito prendendo um pedaço do tecido com força. – Algo que você jamais vai ter. – A ruiva afirmou certa.

– Será mesmo? Eu posso conseguir a força! É só subir naquela maldita torre e eu posso roubar, já que ela está dormindo, não é? – Anju perguntou sorrindo de canto, mas Maki se manteve firme, não importava o quão forte Anju fosse, ela não conseguiria entrar na torre, não quando Nozomi havia lançado uma feitiço nela.

– Não vai encontrar com a Nico chan. – Maki então olhou para fora, exatamente para o horizonte onde Nico tinha sumido. – Afinal o que a Nico chan tem é o meu amor, e ele eu não vou dar a mais ninguém. – Maki respondeu envergonhada.

– Aquela maldita! – Anju foi se aproximar de Maki.

– Anju! Tsubasa sama está te chamando. – Erena havia aparecido na porta.

– Que se dane a Tsubasa! – A garota exclamou.

– Perdão, Maki Hime. – Erena entrou no aposento. – Você vai ir ver o que ela quer, querendo ou não. – Então puxou a mais baixa a prendendo em uma chave de braço.

– Nossa conversa ainda não terminou, Maki! – Anju gritou irritada. – Não terminou. – Maki se deixou cair no chão aliviada, mas sabia que teria que enfrentar a cavaleira uma hora ou outra.

– Nico chan... Onde você está para me defender? – Maki se perguntou.

Notas finais
Realmente me perdoem... Eu espero que tenham gostado, e que não se importem de eu ter boicotado, ou melhor, resumido o orange... Ainda não me sinto a vontade escrevendo contudo adulto Yuri Kissus Se cuidem