A Princesa e O Conde
3 Capítulo III
Notas iniciais
Minha vida anda - literalmente - uma correria. Descobri que tenho menos tempo do que normalmente teria para montar minha monografia. (Todos chorem T.T)
Mas, aqui está um capítulo! =D Com uma ótima cena. =P
Acordei com um incomum bom humor. Tudo bem que nem os passarinhos nem os esquilinhos vieram me cumprimentar assim como fizeram com a Cinderela, mas ainda sim estou bem contente. Levantei cedo (MILAGRE!), troquei de roupa e desci para tomar café. No caminho encontro Yori correndo na minha direção. Oh! Para quê a pressa?
- Yuuki! Que bom que te encontrei. – dizia ela ofegante. – Vamos tomar café da manhã juntas no seu quarto. – ela me puxou pelo braço e seguiu na direção do cômodo.
- Yori, bom dia. – ela resmungou um ‘bom dia’ de volta. Ou pelo menos foi isso que eu ouvi. – Eu gostaria de comer na mesa junto com o restante da família. – puxei meu braço de volta e acabei caindo de bunda no chão. – AI! – me levantei e massageei o local. Puxa, como dói.
- Yuuki, por favor, vem comigo.
- Eu, hein! O que deu em você hoje?! – perguntei enquanto rumava de volta para as escadas. – Quero comer com a minha família. Se quiser, coma conosco também. – sorri no final.
- Colabore comigo, droga! – hã? Ela surtou ou o quê? – Não quero que você desça para tomar café agora. Será que você não capta as coisas, sua lerda? – de fato ela surtou.
- Posso saber por que eu não posso descer para tomar café? Aconteceu alguma coisa? A sala de refeições foi invadida por gnomos, pigmeus, duendes, fadas ou outros seres mitológicos? A cozinha explodiu, o cozinheiro morreu, quebraram todos os pratos...? – saí falando qualquer porcaria que vinha na minha mente. Estava começando a ficar com fome e irritada.
- Não aconteceu nada disso! É só que temos visitas e acredito que você não vá gostar nada, nada dela. Portanto, queria te poupar de terminar o dia com um mau humor dos diabos.
- Quem é a desagradável visita? – disse cruzando os braços e já me irritando. Detesto visitas pela manhã. Aliás, detesto visitas em qualquer hora do dia.
- Yuuki, filha! Que bom que acordou. O filho do Conde Kiryuu veio aqui para lhe ver. E veio com o irmão também — HÃ?! – Eles estão te esperando no jardim. – ela me empurrou para dentro do meu quarto. – Por favor, vista algo bonito e seja GENTIL com eles. – isso foi uma ordem da rainha. Ui!
- Mas mamãe! Não pedi que ele viesse, não queria vê-lo agora. Aliás, não queria vê-lo em dia algum! – disse já irritada.
- Yuuki! Não quero saber. Ele vai ser seu futuro marido, então comece tratando-o bem! – pelo visto eu não era a única irritada por aqui. – Agora se vista. Yori, por favor, avise-os que ela descerá em alguns instantes. – Yori simplesmente assentiu e saiu pela porta afora.
- Você não pode me obrigar a casar com ele. – disse séria. – Não quero me casar com alguém que eu não gosto. Mãe, por favor, pense na minha felicidade.
- É nela que estou pensando. Você precisa crescer. Parar de achar que você pode fazer tudo sozinha. Na vida, há coisas que não podem ser feitas sozinha. Algumas vezes precisamos de alguém do nosso lado. Para crescer ao nosso lado e envelhecer ao nosso lado.
- EU SEI DISSO, DROGA! Mas porque EU não posso escolher essa pessoa?! Porque EU não posso escolher com quem vou envelhecer? Que saco! – disse indignada enquanto escolhia um vestido rodado para usar. Azul ou verde?
- Porque eu te conheço. Sei perfeitamente bem que você vai crescer e não irá escolher ninguém. Você se acha muito independente, mas na verdade um dia vai acabar precisando de alguém ao seu lado em algum momento. – disse séria. Não tinha como competir com isso. Ela estava com toda a razão.
- Tudo bem, tudo bem. Você venceu, mamãe. Agora: azul ou verde? – mostrei os dois vestidos para ela. Por enquanto eu não tenho como contra-argumentar contra ela, então eu tenho que adiar a discussão por mais algum tempo.
- Azul. Combina melhor com seu tom de pele. – ela sorriu. Parecia satisfeita por termos mudado de assunto. – Espero que você entenda o porquê de mim e seu pai estarmos fazendo isso. – uma pausa. – Nos vemos mais tarde. – e saiu para me deixar terminar de me vestir.
Depois de fazer a higiene matinal, ajeitar o vestido, o cabelo, colocar uma maquiagem leve e passar rapidamente na cozinha para beliscar alguma coisa, finalmente fui encontrar com meu ‘futuro marido’. Eles estavam no jardim tendo uma conversa animada com a Yori. O Ichiru parecia estar bastante encantado com ela. Parei um pouco para analisar meu pretendente. Ele era alto, com pernas e braços longos, com lindos olhos lilases, um belo cabelo cinza e sabia se vestir. Tinha uma pose elegante e tinha uma atmosfera sexy. Detestando admitir, vou concordar com a Baronesa Shizuka. Ele era bastante interessante.
- Princesa?
- AH! –meu susto foi tão grande que quase caí para trás. Por sorte Zero me segurou. Ele tinha braços fortes e sua pele era quente. Fiquei vermelha ao ver que seu rosto estava muito próximo do meu. – Ahn... Obrigada por me segurar. – tentei retomar meu equilíbrio e firmar meus pés no chão, mas ele me apertou ainda mais. – Zero...? – o olhei confusa.
Ele aproximou ainda mais seu rosto do meu, eu podia sentir sua respiração próxima a minha. Ele me apertou ainda mais em seus braços. Só o que podia fazer era fixar meu olhar em sua boca. De repente sua boca estava próxima da minha. Nossos olhos se encontraram e nossos lábios se colaram.
Seus lábios eram firmes e quentes. Não conseguia parar de beijá-lo, passei meus braços pelo seu pescoço e nos aproximei. Ele colocou suas mãos em minha cintura e me apertou para perto de seu corpo. Podia sentir seus músculos através da roupa, era forte. Passou sua língua pelos meus lábios pedindo passagem para minha boca. Não conseguindo pensar direito, dei permissão para ele enfiá-la. Estava tão envolta no beijo que não percebi que estávamos andando para trás, até sentir um vaso em minhas costas.
Ele me levantou, me pôs sentada no vaso e se encaixou entre as minhas pernas. Céus! O que eu estava fazendo?! Me agarrando com alguém em plena luz do dia no jardim do palácio. Mas... Ele era tão bom, tão lindo, tão... tão... perfeito! Não queria me afastar dele. Porém era preciso. Tirei minhas mãos do seu cabelo e coloquei em seu peito e comecei a afastá-lo.
- Yuuki... Eu... Ahn... Desculpe. Não queria fazer isso, quero dizer, eu queria, mas não desse jeito. Fui desrespeitoso com você. – ele parecia verdadeiramente arrependido. Desci do vaso e me aproximei dele.
- Zero, não se preocupe com isso. Não me sinto desrespeitada. – sorri. Não queria que ele se sentisse mal pelo que aconteceu. Afinal, foi uma coisa que ambos quiseram, não é?
- Aham... – ambos levamos um susto ao dar de cara com o Ichiru e a Yori olhando para nós com um olhar de quem viu coisas. Fiquei super sem graça só em imaginar eles nos vendo. – Podemos votar para a mesa? O lanche e o café vão esfriar.
- Ichiru, você tem um péssimo time. – falou Zero emburrado. Saiu andando na frente conversando alguma coisa com o irmão. Eu fiquei para trás e Yori veio até mim.
- O que foi aquilo? – ela perguntou confusa, mas senti uma pitada de curiosidade em sua voz.
- Nem eu sei, amiga. Não faço ideia. Quando dei por mim, estava sendo beijada por ele. E gostando demais. – levei meu dedo indicador ao meu lábio inferior e me lembrando do beijo. Ainda podia sentir o calor. – Acho que poderia me casar com ele, Yori. Acho que estou começando a sentir algo por ele.
- Isso seria ótimo. – ela disse feliz. – Finalmente você se envolverá com alguém de novo. Quero dizer, depois do primo do Conde Hanabusa, o Conde Kain, você não se relacionou com mais ninguém.
- Nem em lembre dele, Yori. Aquele é o tipo de passado que deve-se manter enterrado no fundo de nossas mentes. Ainda bem que ninguém sabe disso. Ia ser a maior confusão se hoje descobrem que eu fiquei com ele. Ele está até de casamento marcado! – nós duas rimos. Fico imaginando o tipo de mulher que vai se casar com ele. Ela tem que ter uma paciência de Jó, pois o Akatsuki não é fácil Muito mulherengo e não quer nada com a vida. Essa foi uma das razões de termos terminado. Fora o fato de eu ter perdido o interesse nele.
- Yuuki! — ouvi Zero me chamando. Senti um arrepio varrer a minha espinha. Meu Deus... Eu não queria me apaixonar por ele. – Seus pais estão aqui. – Fudeu.
- Estou indo, Zero! – segurei na mão da Yori. – Vamos antes que eles se irritem.
Fomos correndo ao encontro dos gêmeos e dos meus pais. Eles pareciam alegres. O motivo: desconheço completamente. Eles ficaram olhando de mim para o Zero, do Zero para mim diversas vezes. O que será que eles estão tramando?
- Pelo visto vocês estão se dando muito bem, não é? Já estão até se chamando pelo nome. – disse meu pai com uma cara de aprovação. Aonde essa conversa vai dar?
- Eu e a princesa temos idades próximas, meu rei. Não vimos motivos para nos tratarmos tão formalmente. – ótima resposta, Zero!
- Ora, ora. Vocês não têm tentado se conhecer melhor? – perguntou minha mãe, mas antes que eu me atrevesse a responder ela continuou. – Então, chamando um ao outro pelo nome, ao meu ver, já é uma forma de intimidade, não concorda meu querido rei?
- Sim, sim. Concordo totalmente, minha rainha. – sinto cheiro de confusão. Caminhei para perto de Zero e me posicionei ao seu lado.
- Mãe, pai. Ambos concordaram em não apressar as coisas. Eu e Zero vamos nos conhecer primeiro. Saber do o outro gosta e não gosta para depois decidirmos o que fazer. Por favor, não comecem. – disse firme.
- Eu sei, querida, eu sei. É só que eu não queria de demorasse tanto. Quero levá-la ao altar antes de precisar andar de andador. – todos riram da piada.
- Senhor, – Zero pegou a minha mão. O-ow... – acredito que não vá demorar muito tempo. – e beijou a minha mão. O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?!
- ZERO! O que vo... – minha mãe me cortou.
- Ah! Que maravilha! Será que então eu já posso começar a preparar os arranjos para o casamento? – eu ia responder um ‘não’ bem grande para ela, mas Zero me interrompeu.
- Acredito que sim, minha rainha. – e me puxou para seus braços, fazendo minha mãe quase ter um infarto de alegria.
- Minha filha... fico tão feliz por você finalmente ter aberto esse seu coraçãozinho. – Céus! Para quê tanta emoção? – Estou tão orgulhosa de você. Você vai ser muito feliz, tenho certeza.
- Assim espero, mamãe. Assim espero. – Zero é um homem morto. Vou ser viúva antes mesmo de casar!
- Estou super contente com essa notícia, minha filha. Infelizmente nossa visita é breve. Tenho várias obrigações para cumprir agora. Nos vemos no jantar? Espero que os senhores possam ficar também, é claro.
- Será um imenso prazer, meu rei. – quem respondeu foi Ichiru. Ele parecia preocupado.
- Então assim será. Nos vemos no jantar. Com lincença. – todos fizemos uma reverência para o rei e para a rainha e esperamos eles se afastarem para voltarmos a conversar. Ou melhor, para EU COMEÇAR um assassinato.
- QUAL. É. O. SEU. MALDITO. PROBLEMA?! – disse cada palavra dando um empurrão nele. – Por algum acaso você sofre de amnésia? Se esqueceu do que tínhamos combinado? Enrolar o máximo possível e depois dizermos que não daria certo? HEIN?! Diz alguma coisa, seu idiota! – estava enfurecida. Aliás, enfurecida era pouco. Não tinha nem palavras para descrever o que estava sentindo.
- Sinto muito, Yuuki. – ele olhava para baixo. Nem para me encarar aquele idiota servia. – Será que poderíamos conversar a sós? Por favor. – Yori e Ichiru logo saíram daquela área do jardim. E então, estávamos sozinhos.
- Vai me explicar o porquê você deu para trás no nosso acordo?
- Como eu disse, sinto muito. Mas vamos ter que mudar o acordo um pouco.
- Por quê?
- Porque eu quero você. Quero que você seja minha esposa. – estou... chocada. No mínimo. – Quer você queria ou não, vamos nos casar. – e se aproximou de mim com olhos famintos. Tentei recuar o máximo que consegui, mas infelizmente a mesa não me permitiu ir muito longe.
- Fique longe de mim, seu mentiroso. Disse que não sentia nada por mim e que também não queria se casar. Tudo mentira!
- Sim, era mentira sim! Me senti atraído por você desde que nos conhecemos no festival. – ele agarrou meus braços e me puxou para perto dele. – Yuuki, case-se comigo. – e me beijou.
O beijo foi diferente, mas ainda sim me deixou completamente entregue a ele. Não consegui fazer nada além de retribuir o beijo. Levei minhas mãos ao seu cabelo e puxei. Ele gemeu e me puxou para mais perto. Colocou uma das mãos em minha nuca e aprofundou o beijo. Eu estava ficando zonza e sem ar. Ele deve ter percebido e nos afastou.
- Yuuki...?
- Ouça-me bem. – disse sem fôlego. – Você quer casar? Ótimo. Casaremos, mas não pense que conquistou o meu coração assim. – respira, respira.
- Agora ouça-me você. — o olhei com atenção. – Você ainda vai me desejar. Ardentemente. Escreva minhas palavras, querida esposa.
- Até parece.
Mal sabe ele que eu já estou começando a desejar...
Notas finais
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