Notas iniciais
É isso aí, minha galerinha...
Estou aqui novamente. A sinopse não é lá essas coisas, mas prometo que a fic compensa. =]

Nossa... A vida dentro desse palácio é um inferno, hein! Se não fosse pela minha amiga Yori eu já tinha sumido daqui faz é tempo... Ser uma princesa em pleno século XXI tem lá suas desvantagens. Por exemplo, não se pode dar um espirro ou sair para fazer compras sem que milhões de câmeras fiquem te seguindo de um lado para outro. Falando sério, me pergunto o que minha vida tem de tão interessante.

– Yuuki, querida, vá logo se arrumar. Não podemos deixar o povo esperando. – disse minha mãe, Juuri, do lado de fora do meu quarto.

Minha família reina um *cof* minúsculo *cof* país localizado entre a França e a Itália. Bem, pelo menos estou perto de excelentes países! Meu pai, Haruka, subiu ao trono depois que meu avô faleceu. É casado com minha mãe muito antes disso, mas eu nasci com ele já no poder. Diferentemente do meu irmão, Kaname, que nasceu alguns anos antes.

Meu pai assumiu o trono muito jovem. Se não me engano, foi com 18 anos que ele sucedeu meu avô. Ele reina há mais de 20 anos. Minha mãe é alguns anos mais nova, casou menor de idade (16 anos, eu acho). Meu irmão, Kaname, tem 26 anos e vive para me encher o saco. E eu, Yuuki, tenho 20 anos.

– Calma, mãe! Já estou me arrumando! – gritei para a porta.

Hoje é um dia especial em nosso país. Faz exatamente 200 anos(!) que minha família está no poder. Pelo que eu me lembro das aulas de história, nosso reino era antes uma pequena província que ficava na fronteira da França com a Itália, mas que geográfica e politicamente falando, pertencia à França. Era uma província muito valiosa, pois tinha acesso ao mar e possuía muitas terras férteis. Só que depois de um grande desentendimento entre os países, a província ficou devastada, o que gerou fome e miséria. Com isso, aconteceu o ‘movimento de independência da província de Devise’ (que significa, literalmente, Divisa em francês) e consequentemente a nomeação dos meus ancestrais como governantes. O resto é história e cá estamos nós hoje, comemorando esse dia.

Voltando agora ao presente: O que eu vou vestir?! Vou optar por um vestido vinho frente única que vai até o joelho. Estamos no verão e eu não pretendo morrer de calor. Agora, devidamente vestida, fui encontrar com minha família e com Yori nos portões do palácio.

– Yuuki! – ouvi Yori gritar. Ela seria praticamente minha ama de companhia se isso ainda existisse aqui. Porém, prefiro chamá-la de melhor amiga. Convivemos juntas desde que me entendo por gente. Ela perdeu os pais ainda bebê e foi criada no palácio pelas criadas e pelos mordomos. Apesar disso, ela está sempre sorrindo e de alto astral. – Você demorou. Que lindo vestido! – ela dizia me girando para avaliar o vestido. – Bem apropriado. – sorriu.

– Obrigada, Yori. O seu é maravilhoso também. – ela usava um vestido simples, porém lindo, azul marinho de alça única. – Agora me conta, como está o seu namoro? – perguntei próximo a sua orelha. Ninguém sabia do relacionamento dela com o Conde Hanabusa.

– Shiiii! – ela olhou para os lados, preocupada por alguém ter ouvido. – Ele me mandou uma mensagem esta manhã. – ela disse sorrindo. – Perguntando se eu poderia encontrá-lo no baile depois do festival.

– Que lindo! Se precisar de ajuda, pode contar comigo. – disse piscando.

Depois de conversarmos sobre outras coisas, finalmente fomos para a praça principal onde ocorreria o festival. O local estava bem tumultuado. O povo inteiro parecia ter vindo. E como sempre, meu fã clube estava aqui. Diversas placas escritas ‘Princesa, casa comigo!’, ‘Seja minha amada’ ou ‘Deixe-me ser seu escolhido’ estavam espalhadas por todos os lados. Tudo o que eu fazia era rir e acenar para eles. O povo sempre é muito simpático conosco e nos recebe muito bem.

Hoje haveria diversas apresentações de bandas, de malabaristas, de mágicos, de dançarinas e por aí vai. Sendo bem sincera, eu adoro ver as apresentações. Fora o show de fogos de artifício no final da tarde que eu amo! E ainda tem o baile à noite no palácio! Tudo decorado, lindos vestidos, rapazes maravilhosos... Urgh! Isso me lembra uma coisa.

Esqueci de comentar: Estou na ‘época’ de casar. Isso mesmo. No próximo mês, meus pais começarão a procurar futuros pretendentes para mim. Tipo, sério?! Afinal, em que século estamos? Porque não deixar EU MESMA escolher o meu pretendente?

– Porque se depender de você, não casaria. – respondeu Yori baixinho. Eu estava pensando alto de novo? – Yuuki, como princesa de Devise, você deveria se casar. Não digo isso para te chatear, mas sim porque me preocupo com você. Logo seu irmão se casará e seus pais não viverão para sempre. Quando isso acontecer, o que acontecerá com você? Ficará sozinha? – Céus! Eu podia ver a preocupação estampada no rosto dela.

– Yori, não se preocupe comigo. Não é que eu não queria me casar. Eu só não quero me casar ainda. – expliquei. Cara, não quero me casar com 20 anos! Sou muito nova.

– Querida, queremos te apresentar uma pessoa. – ouvi meu pai me chamar. Uma pessoa? Não me diga que... Affs!

– Já volto, Yori. – disse me levantando de minha cadeira e indo para perto do meu pai. – Olá, papai. – disse dando um beijo em sua bochecha. Ele adora quando faço isso. Ele diz que o faz lembrar a época em que eu era pequena. – Quem é a pessoa que o senhor queria me apresentar? – falei tentando, ao máximo, controlar o nervosismo.

– São o Conde e Condessa Kiryuu e seus filhos. – ele apontou para uma família que caminhava na nossa direção. Nossa! Que família linda! – Bom dia, Conde Kiryuu. Essa é minha filha, Yuuki. Filha, esses são o Conde e Condessa Kiryuu e seus filhos, Zero e Ichiru. – Que lindos! E gêmeos! Que olhos! Que roupas! Que corpos! Ai, meu Deus...

– É um prazer finalmente conhecê-la, Princesa Yuuki. – disse o pai-colírio segurando a minha mão e dando um beijo nela. – Nos emails que troco com seu pai, ele sempre fala de você com muito orgulho. – ele sorriu. Acho que estou vermelha.

– O prazer é todo meu, senhor. – fiz uma reverência educada. Ainda bem que aqui no país não somos tão conservadores em relação à etiqueta real. – Muito prazer, Condessa. – fiz uma reverência para ela também. Ela é muito bonita, alta e elegante.

– Finalmente tive a oportunidade de conhecê-la, Princesa. – ela fez uma reverência mais elaborada para mim. Às vezes fico incomodada com isso... Parece que sou superior aos outros. – Esses são nossos filhos, Zero e Ichiru. Apresentem-se meninos. – disse ela com um sorriso.

– Ah, por favor, mamãe! – disse um dos gêmeos. Como não sei quem é quem, digamos que foi o irmão A com o cabelo mais curto. – Não nos trate como crianças. – ele olhou para mim. Cristo! Que olhar é esse?! – Prazer em conhecê-la, Princesa.

– Pr-prazer, senhor... – eu gaguejei?! Que vergonha! – Por favor, me chame de Yuuki. Somos quase da mesma idade. – disfarcei com um sorriso.

– Desculpe meu irmão, senhorita. – falou o irmão B com o cabelo mais comprido. – Ele é um pouco antissocial. – e sorriu. Que sorriso! Acho melhor sair daqui antes que eu acabe falando/fazendo alguma besteira.

– Com licença, vou voltar para o meu lugar. – fiz uma reverência para a família Kiryuu e para meu pai. – Nos vemos mais tarde. – espero que não.

– Yuuki! Leve os irmãos Kiryuu com você. O local onde você está é melhor para assistir ao festival. – DROGA, PAPAI!

– Claro. Por favor, venham comigo. – os guiei até onde eu estava sentada com a Yori. O tempo todo sentia o olhar de um deles em cima de mim. Jesus, me salve.

– Yuuki! Você demo... – ela parou a frase na mesma hora ao notar que eu estava acompanhada. Muito bem acompanhada para dizer a verdade. – Bom dia, senhores. – ela fez uma reverência formal. – Seu irmão esteve aqui te procurando. Ele te pediu para encontrá-lo mais tarde.

– Ah. Claro. Obrigada, amiga. – tentei sorri o mais natural possível. – Zero e Ichiru, por favor, sentem-se. A apresentação das danças já vai começar. – disse enquanto me sentava próximo a Yori. – Sem comentários até eles irem embora. – pedi sussurrando.

– Claro. – ela concordou.

O resto do festival foi maravilhoso! As dançarinas estavam dançando lindamente com passos precisos e tão delicados! Os mágicos eram tão engraçados! Teve um que usou um dos guardas para a mágica e ele ficou todo medroso! Foi tão hilário! O dia foi muito divertido. O show de fogos de artifícios foi magnífico! Todos eram tão lindos e brilhantes. Era tão apaixonante.

Os gêmeos também se divertiram. Bom, se abrir um sorriso é se divertir, então é o que eu acho. Não conversamos muito (Graças a Deus!), apenas trocamos algumas palavras durante a apresentação das danças e dos mágicos. Assim que acabou, nos despedimos e nos separamos. Eu e Yori voltamos para o castelo para nos prepararmos para o baile. Afinal, a Yori tinha um encontro.

Corremos para o meu quarto para começarmos. Yori entrou no banho primeiro enquanto eu separava as roupas, sapatos e acessórios. Eu emprestei um vestido para ela que tenho certeza que ficará lindo nela. É um cinza escuro sem alça justo em cima e solto embaixo que vai até o chão. Como ela tem cabelo curto, as costas aparecerão mais, assim como o cordão. Ela vai ficar um espetáculo. Para mim escolhi um vestido creme de alça dupla e costas nua, que também vai até o chão.

– Yuuki, obrigada pelo vestido. – disse Yori assim que saiu do banho. – Não sei como agradecer.

– Eu sei: divirta-se! – falei entrando no banheiro para tomar banho.

Demoramos, mais ou menos, uma hora para ficarmos pronta. No instante em que eu terminei de colocar o sapato, Kaname bateu na porta do quarto.

– Yuuki, podemos conversar? – disse ele com a cabeça para dentro do cômodo.

– Claro! – falei me sentando na cadeira da penteadeira. – Yori, pode nos dar licença, por favor?

– Lógico. – ela falou se levantando da poltrona que havia no meu quarto. – Nos vemos lá embaixo. Até mais. – e saiu.

– Agora me conta. O que você queria conversar comigo mais cedo?

– É sobre o seu casamento. – meu o que?!

– Casamento? Kaname, calma. Volta a fita. Que casamento? – disse me levantando enfurecida.

– Acredito que papai e mamãe já tenham escolhido o seu pretendente. – ele pegou a almofada que estava na minha cama. Ele a estava usando de escudo?

– Como assim ‘já escolheram’? Eles não só iam começar a procurar no mês que vem? Kaname, isso é um absurdo! – como eles têm a coragem de fazer isso comigo?! Eu me RECUSO a casar! – Eles não podem me obrigar a aceitar isso!

– Eu sei, mas só estou te contando isso agora para depois você não se sentir mais injustiçada. – ele olhou para o relógio. – Olha, eu sei que estraguei o seu dia. Sinto muito, mas precisamos descer. O baile já começou. Prometo que tentarei arrancar mais informações do papai e da mamãe sobre isso, mas até lá, por favor, finja que não sabe de nada.

– Tudo bem. Prometo, mas eu quero saber de tudo que você descobrir. – disse inconformada. – Vamos logo. Não quero deixar a Yori esperando sozinha lá embaixo. – saí do quarto e tranquei a porta.

Desci e encontrei Yori conversando com o Conde Hanabusa em um canto do salão. As pessoas que viam não pareciam se importar. Afinal, a Yori estava vestida apropriadamente para a ocasião e quem os visse juntos, acharia que era um par de nobres. Congratulei-me pela escolha do vestido.

– Boa noite, senhorita Yuuki. – pulei de susto ao ouvir alguém atrás de mim me chamar. – Desculpa. Não queria assustá-la. – era o irmão B dos gêmeos Kiryuu.

– Não foi nada. Eu estava distraída pensando em outras coisas. – falei sorrindo para eles. Tinha me esquecido do quanto eram bonitos. – O que estão achando do baile? – perguntei para tentar puxar algum assunto.

– Está bastante agradável. – o irmão A respondeu. Ele olhou para frente. – Nossas mães parecem estar se dando muito bem. – apontou para a dupla que não parava de conversar e rir. Não pude deixar de rir também.

– Sim, é o que parece. – me ocorreu um pensamento estranho, mas logo o afastei da cabeça. Preferi mudar de assunto. – Desculpa só perguntar isso agora, mas... Qual de vocês é o Zero e qual de vocês é o Ichiru?

– HAHAHAHAHAHAHA! Caramba! Eu sou o Ichiru. – disse o irmão B. – E este é o Zero. – apontou para o irmão A.

Ahh... Então ele é o Zero. O irmão que deu aquela olhada para mim no festival. Que engraçado, apesar de serem gêmeos eram um pouco diferentes. Não estou falando só da aparência, mas também do jeito de falar, agir e andar. Isso sem contar a personalidade, claro.

– Yuuki. – me virei ao ouvir a Yori me chamar.

– Oi Yori! – sorri ao vê-la. – Como estava a conversa?

– Animada. – ela sorriu. – Boa noite, senhores.

– Boa noite, senhorita Yori. – Ichiru segurou sua mão e beijando-a. Yori corou. – A senhorita estava no festival esta tarde, não?

– Sim, senhor. Estava acompanhando a Yuuki. – ela olhou para mim. – Vamos lá fora. Aqui dentro está... – ela foi interrompida por meu pai querendo fazer um anúncio.

Ele começou a discursar sobre a maravilhosa noite que estava tendo e blá blá blá. Depois chamou minha mãe, o Conde e a Condessa Kiryuu para perto dele. Epa! Isso não está me cheirando nada bem. Olhei para os gêmeos e eles estavam atentos ao que meu pai dizia. Ai. Meu. Deus. Não... Tudo menos isso...

– E é com enorme alegria que levanto essa taça para minha filha, Yuuki, e seu futuro marido, Zero Kiryuu! – ele ergueu a taça e todos os convidados fizeram o mesmo. – Que eles sejam muito felizes. A YUUKI E ZERO!

OOOOOOOOO QUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ?!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!?!?!

Notas finais
Bom, vamos de notas clássicas:
Quero reviews! Se não, não escrevo.
Perdoem os erros de português. Revisei, mas não fiz vista grossa. =/
Por hoje é só!
Beijos! =*
Aceitando sugestões de CAPA.