A Princesa e O Conde

7 Capítulo XVII


Notas iniciais
Olá pessoal! Como estão todos? Bem? Bom, bom...
Então, aqui está o capítulo. Fresquinho. Acabou de sair da cuca. rs

Estou adorando saber que o número de reviews tem aumentado. Isso me deixa SUPER, HIPER, MEGA contente. =D

Bom, é isso. Aproveitem!

- Hum... – ouvi Zero resmungando do meu lado. – Yuuki... Bom dia. – ele sorriu e me deu um selinho. Corei. Eu podia me acostumar com isso.

- B-bom d-dia, Zero. Dormiu bem? – eu estava vermelha? Droga!

- Maravilhosamente bem. – ele sorriu malicioso. Ele olhou para a luz vinda da varanda e viu a mesa do café da manhã montada. – Estou com fome. Vamos comer? – levantou-se da cama e me estendeu a mão que aceitei de bom grado.

Comemos em silêncio. Falamos pouquíssimas coisas um com o outro. Zero era uma ótima companhia e eu já não me sentia tão nervosa perto dele. Exceto quando ele solta comentários maliciosos de como é sexy a maneira que eu como uma torrada (existe maneira sexy para isso?!) me fazendo ficar vermelha feito um pimentão.

Depois do café da manhã, decidi fazer minha higiene matinal. Zero veio junto comigo e ficamos brigando pela pasta de dente. Conclusão: Pasta de dente pela pia toda. Era divertido ficar com ele, pois ele tinha (algumas vezes – principalmente quando não estava com ciúmes e/ou raiva) uma aura leve e gentil. Bom, pelo menos perto de mim.

- Vamos descer. Meus pais devem estar se perguntando o porquê de eu ter pedido comida hoje no quarto. – falei terminando de ajeitar a alça do meu vestido rosa bebê. – E temos antes que passar no seu quarto para você trocar de roupa. – falei olhando para a beleza dele. Zero sem roupas, hum...

Balancei a cabeça tentando tirar a visão (mais que maravilhosa) da minha cabeça, mas foi em vão. Por fim, desistindo de lutar contra o inevitável, saímos do meu quarto e nos dirigimos para o quarto dele. À primeira vista, a decoração era simples, mas que dizia muito a respeito do Zero. A cor das paredes era branca, com cortinas também brancas, com a cama simples (porém confortável) (DE CASAL!), closet, banheiro, e estantes. Muitas estantes. Livros! Muitos livros! Não tinha ideia de que meu futuro marido seria um amante da literatura.

- Sinta-se a vontade. – ele falou atrás de mim. Podia ouvir um barulho de roupa, então imaginei que ele estaria mexendo no closet. – Vou tomar um banho e já volto. – apenas assenti com a cabeça. – Yuuki? – ele me chamou com um tom divertido na voz. Virei para ver qual era o motivo da graça. E fiquei em choque.

Zero estava somente de calça na minha frente. Eu podia ver, claramente, seu peitoral, seus braços e seu tanquinho. Céus! Eu juro que tentei desviar o olhar, mas meu cérebro e meus olhos não estavam funcionando corretamente! Ele deu alguns passos para frente na minha direção e eu, instintivamente, dei milhões para trás e acabei caindo de bunda no chão. O que causou um ataque de riso no Zero, claro.

- Ai, ai... Você me diverte, Yuuki. – ele estendeu a mão para me ajudar a levantar. – Não queria te deixar sem graça. – disse já comigo em pé na sua frente.

- Não fiquei sem graça. – falei evitando olhar para seus olhos.

- Ah, é? – ele me puxou para perto dele fazendo meu rosto ir de encontro ao seu peitoral. Cacete! – Pois eu consigo ouvir seu coração bater em alto e bom som. Está nervosa? – outro risinho abafado. Idiota!

- Zero! Nós temos que descer! Vá logo tomar banho e se trocar... – disse empurrando ele sem nem ao menos movê-lo um milímetro. – Que coisa!

- Tudo bem. Você venceu. – olhei desconfiada para ele. – Mas antes quero um beijo de bom dia. – ele falou aproximando seu rosto do meu.

- Eu já te dei um. Assim que você acordou. – resmunguei, mas sem necessariamente afastar o meu rosto. A verdade é que eu esperava por esse beijo.

- Aquele não contou. Eu estava acordando. Agora que estou devidamente alimentado e acordado, quero um beijo descente. – dito isso agarrou minha nuca e me puxou para um beijo.

Eu sentia seu peitoral de encontro com meus seios e isso me deixava ainda mais nervosa e excitada. Seu corpo era frio, exceto pelas mãos e pela boca. Agarrei os cabelos dele e os puxei levemente. Ele levou suas mãos à minha bunda e a apertou. Gemi em sua boca.

O beijo estava delicioso, mas fomos interrompidos por passos um tanto quanto fortes vindos do corredor. Afastamo-nos bruscamente um do outro e esperamos quem quer que fosse (o que mais parecia um tanque de guerra) entrar, ou não, no quarto.

- ZERO! – Oh! É o Ichiru. Meu Deus, ele parece perturbado. – ZERO! Onde você se enfiou a man... – a voz dele foi morrendo conforme olhava para mim dentro do quarto. Credo! Porque ele me olhava como se eu fosse uma ET? – Princesa? – pigarro. – Sinto muito por gritar. Não queria assustar a senhorita.

- Está tudo bem. Não me assustou. – só um pouquinho... – Eu... ern... Zero não dormiu hoje no quarto dele. – Boa, Capitã Óbvia! (¬¬’) – Quero dizer, ele... bem...

- Depois eu te explico com calma, Ichiru. Agora, desfaça essa carranca. – e Zero veio ao meu resgate! YEY! – Vamos descer... – ele pôs as mãos nas minhas costas e senti um leve arrepio no local. Hum...

- O cara de ontem está aqui novamente. – falou Ichiru sem rodeios. Hein?! Yagari realmente voltou? Ah, droga! Senti Zero me largar e naquele momento desejei que Yagari sumisse do mapa. Para sempre!

- Zero...? – perguntei cautelosa. Deus sabe como está o humor dele agora.

- Vamos descer. Você precisa conversar seriamente com esse cara. – frio. Seu olhar era frio. Mas graças a Deus não estava sendo direcionado para mim. Ainda, respondeu meu inconsciente. Ora, cale a boca! – O que foi, Yuuki? – Zero me olhou confusa. Eu falei alto? Ah, que ótimo. Agora vão achar que sou louca.

- Nada não. Vamos descer. Quanto mais rápido eu falar com o Yagari mais rápido fico livre dele. – e eu não acredito que disse isso em voz alta.

Descemos as escadas em silêncio. Eu e Zero íamos na frente com Ichiru bem na nossa cola. Ele parecia nervoso de alguma forma, mas preferiu não comentar nada quando perguntei se tinha acontecido alguma coisa. Consequentemente eu estava ficando nervosa e não pude deixar de pensar uma coisa horrorosa, mas que preferi não continuar pensando nisso.

Finalmente chegamos à sala de estar. Yagari conversava animadamente com meu pai e Kaname. O que eram dois milagres: 1)meu irmão estar em aqui e não na casa dele com a namorada 2) ele perder o tempo dele conversando com o Yagari. Eles não se davam bem desde... sei lá. Sempre.

- Yuuki! – meu irmão veio correndo (correção: andando rápido) na minha direção. Cara, se ele fizer o que eu estou pensando que ele vai fazer...

- AH! – Droga! Kaname idiota! Porque me pegar no colo desse jeito?! Estou de vestido, seu imbecil! – KANAME! Ponha-me no chão! Santo Deus...! – devidamente posta em terra firme, ajeitei meu vestido que acabou ficando todo destroçado. Porcaria...

- Príncipe... – ouvi a voz de Zero atrás de mim e percebi pela visão periférica que ele e Ichiru estavam fazendo uma reverência. – Bom dia. – o olhar de ambos era sério.

- Bom dia, Conde. – meu irmão cumprimentou aos dois, mas olhou fixamente para Zero. O-ow... – Você será o futuro marido da minha irmã? – Eita!

- Assim espero, Príncipe. – Ai... Como não se apaixonar pelo Zero? Ops...! O que foi que eu acabei de pensar?! – Yuuki?

- S-sim...?

- Você não tinha que receber algo do Duque? Os presentes de viagem. – assenti, pois minha voz tinha sumido com minha mais recente descoberta. Eu estava me apaixonando! – Vá lá e pegue que depois vou te esperar no jardim. – ele me deu um sorriso simples, porém encantador.

- Ok. Te esperarei lá. Beijos, meu irmão. – dei um leve beijo em sua bochecha. – Mande lembranças à Agatha por mim, ok?

- Claro, minha irmã. Mandarei. – ele retribuiu o beijo.

Deixei (meio receosa devo dizer) meu irmão com meu futuro marido e meu futuro cunhado na porta da sala de estar e fui seguindo para onde meu pai conversava com Yagari. Óbvio que ele já tinha me visto, mas não foi falar comigo. Graças a Deus. A última coisa que eu queria era um combate entre meu irmão, Zero e ele. Bom, não quero ficar pensando muito nisso. Aproximei-me de meu pai e dei-lhe um beijo.

- Isso são horas, minha filha? O que aconteceu para você não aparecer hoje na hora do café? – ele parecia preocupado, mas não podia contar a verdade para ele. Como eu odiava mentir para meu pai!

- Só acordei um pouco indisposta, mas já estou melhor. Zero também se preocupou comigo e foi ver como eu estava. Por isso ele também não desceu. Sinto muito se o preocupei, meu pai. – disse sentando-me ao seu lado. Ele também parecia preocupado. O que diabos estava acontecendo?!

- Não tem problema visto que já está melhor. Agora, o Duque deseja falar com você então os deixarei a sós. Com licença... – meu pai levantou e imediatamente eu e Yagari nos levantamos para fazer a reverência. – Te vejo no almoço, querida?

- Claro que sim, papai. – disse dando o sorriso que eu sei que meu pai ama. Esperei ele sair da sala e voltei a me concentrar no Yagari. – Então, onde estão os meus presentes? – tentei soar o menos nervosa possível.

- Acordou indisposta, né? Que desculpa mais mal lavada, Yuuki. Eu sei que você consegue inventar coisa melhor. – ele dava aquele sorrisinho irônico que eu sempre detestei.

- Bom, se quer mesmo saber, isso não lhe diz respeito. – lancei-lhe um olhar sério. – Não quero ser grossa, mas eu realmente tenho outras coisas para fazer. Se não for pedir demais, poderia me dizer o que você veio fazer aqui?

- Antes de mais nada, aqui. – ele me entregou uma caixa grande com um lindo laçarote. Abri a caixa correndo para saber o que tinha dentro. OH! Um vestido! Um lindo vestido vermelho vinho. Nossa! Que corte perfeito, que acabamento maravilhoso. – Gostou? – balancei a cabeça concordando. Realmente muito lindo! – Aqui, tem mais uma caixa. – ele me entregou outra menor. – Abra e me diz o que acha. Se não gostar, infelizmente não poderei trocar. Veio diretamente do Japão.

- Yagari, porque me trouxe tudo isso? – perguntei enquanto abria a outra caixa com mais cuidado. CÉUS! Um kimono! Um kimono com sakuras! Um kimono preto com lindas sakuras rosas! Meu Deus... – Muito obrigada, Yagari. Não precisava. – disse com meus dois presentes na mão.

- Isso não é nada. Quando você se casar comigo, te darei muito mais... – OPA! Eu ouvi direito? Casar comigo?

- É o que? – perguntei confusa.

- Isso mesmo que você ouviu. Eu estava pedindo a sua mão em casamento para seu pai e seu irmão. – EITA PORRA! – Yuuki, — ele se ajoelhou na minha frente. Não... Não. NÃO! Eu quero me casar com o Zero! NÃÃÃÃÃÃOOOOO! – quer se casar comigo?

- QUE?! – me virei rapidamente só para ver o semblante enfurecido de Zero. Ele estava transbordando ódio.

Notas finais
Bem... Então? O que acharam?
Ah! Uma coisa IMPORTANTÍSSIMA: A personagem Agatha NÃO me pertence, okk? Ela pertence à minha amiga Lica.

Bom, já sabem: REVIEWS! REVIEWS! REVIEWS!