A Princesa e O Conde

13 Capítulo XIII


Notas iniciais
Falaê, galerinha... Tudo bom?
Tenho um comunicado para fazer: Estou com tendinite, portanto os capítulos finais (sim, faltam poucos) vão demorar para sair...

É isso, aí. Aproveitem o capítulo e perdoem os erros de português.
- CONTÉM HENTAI -

– Zero...?

Ele virou na minha direção, mas não parecia surpreso. Na verdade, parecia que ansiava por esse encontro. Ele calmamente caminhou até mim e parou na minha frente.

– Boa noite, Princesa. – ele fez uma reverência. – Como está?

Eu... Não... Acredito. Ele está tão indiferente, tão debochado. Por quê? Por quê?

– Zero... Por favor, pare com isso. – eu o fiz parar com a reverência. – Você não precisa fazer isso. Qualquer um, menos você. – eu já estava querendo chorar.

Ele ficou um tempo olhando para mim, sem expressar nada. De repente me vejo sendo jogada contra a parede ao lado da porta. Ele agarra meus braços ao lado do meu corpo e fixa seu olhar em meu corpo.

– Você já dormiu com ele? – ele pergunta com um tom de tristeza na voz. – Por favor, meu amor, diga-me que você não dormiu com ele na nossa cama. – ele aproximou seu corpo do meu, eu podia sentir seu coração batendo descompassado no peito.

– Não, Zero... Eu não dormi com ele. – eu olhava fixamente para aqueles lindos olhos lilases. Ainda custo a acreditar que ele está bem na minha frente com o corpo colado ao meu. – Eu senti a sua falta. – falei aproximando meu rosto de seu peito. – Senti muito a sua falta.

– Então me leve de volta. De volta para você. De volta para o nosso quarto, nossa cama. – ele passava seu nariz pelo meu pescoço, arrancando leves gemidos de mim. – Quero tê-la novamente em meus braços, amor. – ele beijou o meu pescoço. Hum...

– Zero... – e me beijou.

Ah, esses lábios! Ah, esse beijo! Como sentia falta disso! Eu queria pegar em seus cabelos e depois abraça-lo, mas ele ainda estava prendendo meus braços. Sua língua brincava com a minha em minha boca e às vezes ele mordia o meu lábio inferior e puxava. Deus! Eu precisava agarra-lo! Empurrei meu corpo para frente tentando aumentar o contato entre nós. Eu agora sentia sua ereção em minha barriga. Levantei minha perna até roçar em sua coxa, esperando que ele entendesse o que eu queria.

Ele soltou os meus braços, agarrou minha cintura e me suspendeu até que prendi minhas pernas em seu quadril. Agora eu podia abraça-lo como tanto queria. Levei meus lábios até seu pescoço enquanto minhas mãos de ocupavam de puxar seus cabelos. Mordi seu pescoço arrancando um gemido dele. Ele puxou meu vestido para cima e graças a abertura na coxa não foi difícil. Não acredito que íamos fazer isso na varanda da mansão da Baronesa.

– Zero... – ele me beijou e não me deixou concluir a frase. Eu ri. – Zero, espera... – outro beijo. – Vamos lá... – mais outro. – para dentro.

– Não... Te quero aqui e agora. – ele alcançou minha calçinha, a puxou para o lado e introduziu um dedo em mim. Ah! – Hum... Você também me quer. – ele disse com tom de diversão.

– Sempre. – e o beijei novamente.

Precisei de alguns minutos para convencer Zero de entrarmos. A chave que a Baronesa havia me dado abria um cômodo que parecia uma sala, mas só havia diversos livros e um sofá muito grande. Ele não esperou para analisar melhor o quarto. Assim que viu o sofá, trancou a porta da ‘sala’ e nos jogou nele. Enquanto me beijava mais avidamente, ele arrancou minha calçinha e levantou meu vestido até a altura da cintura. Ele logo tirou a parte de baixo de sua roupa e me penetrou de uma só vez.

– AH! – gritei com o susto da penetração. Doeu um pouco, mas a sensação de tê-lo novamente dentro de mim superou qualquer coisa. – Zero...

– Yuuki... – ele começou com as estocadas. – Yuuki...

As estocadas eram lentas e fundas, mas logo se tornaram rápidas e intensas. Meu orgasmo estava chegando, mas não queria que o Zero parasse de jeito nenhum.

– Eu te amo. – ele disse surpreendendo-me. – Goze para mim, querida.

– Não... – eu disse meio débil. Estava ficando com a visão turva. Acho que vou desmaiar. – Agora não...

– Agora sim, vamos. – ele deu algumas estocadas mais fundas e então não aguentei e gozei. – Obrigado, meu amor. – e então eu o senti gozar também. Esqueci que ele gostava de me ver gozar antes dele.

Ficamos algum tempo naquela posição, eu com as pernas envolta de sua cintura e ele em cima de mim, recuperando o fôlego. Depois de mais ou menos vinte minutos conseguimos conversar.

– Foi muito bom revê-lo, Zero. – disse brincando dando um leve beijo em seu nariz.

– Foi muito bom revê-la também, Yuuki. – ele disse movimentando seu quadril para frente, fazendo-me sentir seu membro ainda dentro de mim. – Senti sua falta. – ele me deu um selinho. – Round dois? – nós rimos.

– Ora, por que não? – falei empurrando sua cintura para frente com as minhas pernas. Ele já estava duro. De novo.

A segunda vez foi menos... frenética, por assim dizer. Fomos mais calmos um com o outro. Não teve pressa dessa vez. Pudemos matar as saudades um do outro. Ele foi carinhoso e gentil – talvez para compensar a penetração rude da primeira vez.

No final, eu estava toda descabelada, desmaquiada e desarrumada. Como eu ia voltar lá para baixo daquele jeito? MEU DEUS! Que horas eram? Eu tinha que voltar para o Yagari. Ele deve estar morrendo de preocupação comigo. Cristo! No que eu estava pensando?! Você simplesmente não estava... disse aquela vozinha irritante dentro na minha cabeça. Aff! Eu tinha que voltar correndo.

Peguei meu sapato (que estava atrás do sofá) e minha bolsa (que eu nem lembrava tê-la trazido comigo) e saí para procurar o banheiro mais próximo. Zero, é claro, veio atrás de mim. Quando finalmente encontrei um banheiro a apenas algumas portas de distância do cômodo que estávamos ocupando, entrei e comecei a trabalhar na minha aparência. Quero dizer... quando o Zero deixava, né.

– Zero! – eu disse quando quase borrei o rímel que quase causou um estrago permanente na maquiagem. – Será que posso terminar de me ajeitar?

– Por quê? – ele estava com as mãos apoiadas na pia comigo no meio e beijava meu pescoço. – Quando sairmos desse banheiro vamos para casa mesmo. Ninguém perceberá que você está com a maquiagem borrada. – hã?

– Zero... O que você disse? – perguntei confusa. Será que ele acha que nós voltamos?

– Que nós vamos sair daqui e iremos direto para casa. Ou não? – ele se afastou da pia e seu rosto adotou um semblante triste. Droga! – Nós não vamos a lugar nenhum, não é?

– Não. – eu disse com a voz já embargada. – Eu vou voltar para casa com o meu noivo. – uma pausa. – Sinto muito, Zero. Não pensei que você fosse pensar que... – ele me interrompeu.

– O que foi aquilo então? – ele gritou. – O que foi tudo aquilo na varanda e naquele cômodo? – eu não respondi. Não consegui. Foquei em terminar de me arrumar. – ME RESPONDA, YUUKI!

– NÃO FOI NADA! – berrei. – Não posso voltar com você, Zero! – me virei para ele. – Por mais que eu te ame, não posso ficar junto de um traidor! Sinto muito se te fiz pensar que estávamos juntos de novo, mas não estamos. Eu vou casar daqui a três dias e não será com você! – e comecei a chorar.

Ele nada fez a não ser ficar parado olhando para mim sem nenhuma expressão. Acho que agora ele me odeia. Bem... Nesse momento não estou me importando muito para isso. Só quero parar de chorar e ir embora.

– Então eu espero que você seja feliz em seu casamento. – e ele foi embora.

Se eu dissesse que parecia uma cachoeira de tanto que eu chorava, seria eufemismo. Eu mais parecia as Cataratas do Niágara. Fiquei sentada no chão apoiada no suporte da pia tentando me acalmar. Depois de um tempo percebi alguém entrando no banheiro, mas não liguei muito. E daí se alguém da nobreza visse a princesa sentada no chão se sentindo toda miserável? Como se ninguém nunca sofreu de amor nesse mundo... Oras!

– Yuuki? – ops! Só não esperava que fosse justamente meu noivo. – Está tudo bem? Porque você está aí sentada nesse chão frio e chorando?

– Quê? – me fiz de desentendida. – Ah! Não foi nada. Apenas... Um surto emocional. Não precisa se preocupar. – tentei levantar, mas minhas pernas falharam e eu sentia uma maldita dor no quadril. Maldito Zero! Não devia ter feito com tanta força! Agora estou toda dolorida. – Podemos ir embora agora? Estou ficando cansada.

– Claro. Eu já estava te procurando para irmos embora mesmo. Só que quando eu vi o Conde Kiryuu descendo as escadas tive um pressentimento de que você estaria aqui em cima. – ele achou que eu fosse contar do meu encontro com o Zero? Nem que a vaca tussa!

– Não o encontrei. Estive aqui dentro o tempo todo. – espero que ele acredite que eu fiquei quase duas horas chorando dentro do banheiro. Será que ele vai pensar que eu sou depressiva? Bem... Quem liga? – Vamos então?

Dito isso saí do banheiro e segui escada abaixo. Todos estavam olhando para mim com expressão de constrangidos. O que eu fiz? Olhei para trás e vi Yagari esperando que eu descesse. Estranhei a situação, mas não ia tentar entendê-la. Pelo menos por agora. Quando eu já estava saindo avistei a Baronesa e caminhei até ela.

– Obrigada pela chave. Foi muito útil. – e eu não acredito que disse isso em voz alta. – Pelo menos por um tempo.

– Pelo visto as coisas não saíram como eu planejava. – ela me olhou triste. – Será que eu poderia visitá-la, Princesa? Para conversarmos? Em particular, é claro. – ela olhou para o Yagari e eu entendi o recado. – Se não for um problema.

– É claro que não será. – eu sorri. – Pode me visitar amanhã a hora que quiser. – entreguei a chave para ela. – E obrigada pela sua ajuda. – sorri e fui embora.

A volta para casa foi silenciosa e muito desconfortável. Não queria esconder o meu encontro com o Zero do Yagari, mas também não queria que ele se magoasse comigo. Bem, que grande problema eu me meti... Quando finalmente chegamos ao palácio, ele me levou até o meu quarto e ficamos algum tempo olhando um para a cara do outro.

– Yuuki, eu quero te dizer uma coisa, mas não sei nem por onde começar... – Ai. Meu. Deus... – Podemos conversar amanhã?

– Claro. Hoje e agora não são o melhor momento. Que tal amanhã à tarde? – perguntei.

– Perfeito. Amanhã conversamos então. – ele me deu um selinho e foi embora.

Fechei a porta do quarto, tirei minha roupa e fui tomar um loooooooooooooongo banho. Enquanto isso fiquei pensando em mil coisas que quase acabei dormindo no chuveiro.

NO DIA SEGUINTE...

Depois de uma delicioso café da manhã com meu irmão e sua namorada, Agatha, fui para o jardim ler um pouco enquanto esperava pela visita da Baronesa Hiou. Ela apareceu um pouco antes da hora do almoço e fomos conversar na sala de visitas.

– Boa tarde, Princesa. – ela fez uma reverência. Ela estava impecavelmente vestida com uma saída longa bege, blusa branca sem alça, um casaco combinando com a saia, sapato baixo e acessórios discretos. Já eu vestia um short jeans escuro, uma bata preta e uma bota igualmente preta salto alto.

– Boa tarde, Baronesa. Sente-se, por favor. Deseja alguma coisa? – perguntei enquanto me sentava na poltrona.

– Só uma xícara de chá, por favor. – disse se sentando também. Chamei uma das empregadas e pedi para trazer duas xícaras de chá com alguns biscoitos doces. – Espero que não tenha se chateado com o que aconteceu ontem.

– Somente um pouco, mas não foi com você. Deixe-me fazer uma pergunta. – ela assentiu. – Porque todos fizeram uma cara de constrangidos quando desci?

– Era sobre isso que eu queria conversar. Há dois motivos. – dois? Jesus... – O primeiro foi porque o Conde Kiryuu confrontou o Duque Yagari. – É. O. QUE?! Zero fez isso? – Você parece surpresa. – ela riu. – Ele te ama muito e pensa que o Duque a roubou dele. – ela deu de ombros. – Homens e suas manias de posses. – ela esperou a empregada terminar de servir o chá e ir embora. – O segundo foi porque o Duque estava sendo cortejado por uma jovem e ele em momento algum recusou. – É. O. QUE?!

– Em outras palavras, ele demonstrou interesse em outra mulher? – bem, o monstro verde do ciúmes não deu o ar de sua graça. No fundo, eu esperava que Yagari encontrasse alguém que realmente amasse ele. Só não esperava que fosse justamente agora. – É isso?

– Precisamente. – bebericamos o chá ao mesmo tempo, mas eu não consegui tomar. O cheiro está esquisito e então deixei para lá. – Mas você não parece chateada.

– É porque não estou. Eu sei que a senhora é esperta o suficiente para deduzir que só aceitei me casar com o Yagari por outra razão que não tem nada a ver com amá-lo. Respeito-o, gosto muito dele e já o amei, mas isso foi há muito tempo. Atualmente, só nutro um grande carinho por ele. – expliquei.

– Entendo... Entretanto, continuará com o casamento mesmo sabendo que ele já não nutre os mesmos sentimentos que nutria por você no passado? Sei por experiência própria que casamento sem amor não dura. Só fará com que ambos saiam feridos no final.

– Sei perfeitamente disso. Porém não posso cancelar nada faltando apenas dois dias.

– Você poderia voltar para o Conde Kiryuu.

– Não voltarei com ele. Não mesmo.

– Mas a senhorita o ama. Ou estou enganada?

– Não está, mas ele é um traidor e nunca me casarei com um traidor.

– Traidor? Como assim? Achei a família dele fosse a mais próxima do Rei.

– Eu também... Não quero ser rude, mas quanto menos souber disso melhor. No momento poucas pessoas sabem sobre o que realmente aconteceu para eu me separar do Zero.

– Bom, Princesa, espero que no final tome a decisão certa. Às vezes algumas coisas não são como pensamos. Tenho que ir. Meu futuro marido me espera para almoçarmos. – ela fez uma reverência e caminhou até a porta.

– Baronesa. – a chamei e ela se virou para me encarar. – A senhora é feliz nesse novo casamento?

– Sim, sou. – ela sorriu. Um sorriso sincero que mostrava toda a paixão que ela sentia por ele. Senti um pouco de inveja. Ela olhou rapidamente para fora da sala e voltou a falar comigo. – O Duque está vindo para cá. Até mais tarde... – e saiu.

Pouco tempo depois Yagari apareceu na porta perguntando se poderia entrar e se era uma boa hora para conversar. Disse que sim e ele se acomodou no lugar que antes a Baronesa estava ocupando. Já estou vendo que hoje será um dia longo. Ai, pai...

– Boa tarde, querida. – ele disse me dando um beijo na mão. – Dormiu bem? Você parecia mal ontem...

– Dormi sim, obrigada. – mentira. Mal preguei o olho. – Então... sobre o que gostaria de conversar comigo?

– Sobre algumas coisas que aconteceram ontem. – pausa. – Você se encontrou com o Conde, não foi? E não minta para mim.

– Sim, encontrei com ele no andar de cima da mansão. E eu soube que ele te confrontou. Desculpe por isso. – pelo menos eu fui sincera. – Há algo mais que queira conversar?

– Acredito que eu não possa mais casar com você. – uau! Acho que só estou chocada com a maneira que ele me contou.

– Por quê?

– Porque eu conheci alguém ontem à noite. – ele se aproximou de mim, ficando de joelhos na minha frente. – Sinto muito, mas sei que você não me ama então pense nisso como um sinal para nós dois pararmos com esse casamento antes que ambos saiamos machucados.

– Está tudo bem. Fico feliz por você finalmente ter encontrado o seu ‘alguém especial’. – eu sorri para ele. – Só me diga uma coisa, quem é ela? Porque deve ser uma mulher muito bonita. Você tem um ótimo bom gosto. – eu ri.

– E você diz isso com base em que?

– Ora, você já gostou de mim, não foi? Então... Bom gosto. – ambos rimos. – Vai, não me enrola não. Quem é ela? É jovem, mais velha, alta, baixa... Informações!

– Calma, calma! Bem, o nome dela é Kaoru Nagasaki, ela é filha do Duque Nagasaki. É um pouco mais alta que você e tem a mesma idade, morena de cabelos compridos, simpática, gentil, gosta de jogo de cartas, gosta de viajar... – e ele ficou elogiando eternamente a Duquesa. Depois de algum tempo mudamos de assunto. Ele falava tão bem da garota que daqui a pouco eu é que estaria gostando dela. Cruzes!

– E o que será de você depois que cancelar o casamento?

– Serei uma princesa sem casamento, oras... – que pergunta.

– Idiota. Você entendeu o que eu quis dizer... Você não voltará com o Conde? Eu sei que vocês ficaram juntos ontem. Pude sentir o seu perfume nas roupas dele. – acho que eu corei um pouco.

– Mas que inferno! – quase gritei irritada. – Porque todo mundo quer que eu volte com ele? Eu te falei o que ele fez. Como você espera que eu volte com ele? Enlouqueceu?!

– Ainda acho que você fez um julgamento errado e tinha que ter dado a chance dele se explicar. Ele te ama demais e dar para ver isso cada vez que ele te olha ou fala no seu nome.

– E porque então você, Sr. Espertinho, não me disse isso antes? – não que fosse mudar alguma coisa, mas...

– Porque eu queria ter uma chance com você. – ora essa! – Admita, Yuuki. Você o ama mais do que gostaria de admitir. Tenho estado contigo desde que se separaram e devo dizer que você mais me pareceu uma morta-viva do que qualquer outra coisa.

– Que saco! Não vou voltar com ele! Prefiro ficar parecendo uma morta-viva do que aceitar dividir a mesma cama que um mentiroso traidor! – levantei irritada da poltrona, mas senti uma tontura que me quase fez cair no chão. Graças ao Yagari que me segurou a tempo, eu caí na poltrona.

– Caramba! Você está bem? Beba um pouco de chá, toma. – ele me passou a xícara, mas só o cheiro quase me fez vomitar.

– Tira isso daqui. Esse chá parece que está estragado. Urgh! – falei afastando a mão dele com a xícara de perto da minha boca.

– Estragado? – ele bebeu um pouco. – Yuuki, este chá está ótimo. Só está um pouco gelado.

– Ótimo coisa nenhuma. Está estragado sim. Ai, essa tontura me deixou enjoada. Vou para o meu quarto deitar. Com licença. – levantei calmamente dessa vez e caminhando para o meu quarto.

Deitei na cama e fiquei pensando nas conversas que eu tinha tido hoje. Eu sei perfeitamente bem que eu amo o Zero e que todos acham que eu devia dar uma segunda chance para ele, mas como dar uma segunda para alguém que conseguiu destruir toda a confiança que você tinha nela? Por exemplo, se aquela maldita carta for falsa ou qualquer coisa do gênero e ele não estiver envolvido em um golpe, porque então não mostrou para o meu pai antes? Ou então, se fosse só os pais dele envolvidos porque não falou com meu pai? Ao invés disso ele resolveu esconder isso de todos. Conclusão: ele perdeu minha confiança quando tomou a decisão de não mostrar a carta.

Olhei rapidamente para o relógio e vi que já era hora do almoço. Desci e fui me sentar a mesa. Hoje seria risoto de camarão. Hum... Delícia! Mas quem é que disse que eu consegui dar uma garfada no risoto? Bastou olhar para a cara dele e sentir o cheiro que eu vomitei. Pior, no chão na hora do almoço. Acho que fiz todos perderem o apetite. Minha sorte era que Yori estava por perto e veio correndo ao meu socorro.

– Amiga! – olha... Ela está falando comigo. – Você está bem? Está passando mal?

– Estou bem... É só um mal estar... Não é nada. – uma pausa constrangedora para olhar para a mesa e quase sentir vontade de vomitar novamente. – Acho melhor eu voltar para o meu quarto. Perdi completamente a fome.

– E eu também... – falou Kaname baixinho para a Agatha. Que idiota...

Voltei para o meu quarto com Yori me acompanhando. Era estranho voltar tê-la ao meu lado depois que ela passou mais de uma semana mais ou menos sem falar comigo. Deitei-me na cama e fiquei pensando o que poderia ter causado esse mal estar. Será que foi alguma coisa que eu comi ontem? Não porque se não eu teria passado mal de noite, mas não foi o caso. Veio as imagens com o Zero na noite anterior em minha mente. Deus meu... Será que...

– Yori! Vem aqui rápido, por favor...! – sentei rápido demais na cama e fiquei tonta. – Preciso te pedir algo urgente.

– O que? – que tom de voz mais seco. Que horror...

– Preciso que vá a farmácia e compre um teste de gravidez. É muito importante. – ela me olhou com uma cara de chocada e aborrecida. O que foi que eu fiz dessa vez, meu Deus?

– Você está grávida do Duque Yagari? – ela parecia quase enojada.

– O que?! Não! SE – ênfase aqui, por favor. – eu estiver grávida, o filho é do Zero! – agora sim ela ficou chocada. – Longa história que eu te explico depois, mas por favor, me ajude.

– Cl-claro! – e saiu correndo quarto a fora para comprar o teste. Jesus... O que será de mim agora?

Não esperava por essa... Um filho do Zero. Caramba! Como vou contar isso para ele? Como vou contar isso para os meus pais!

Mais ou menos meia hora depois, Yori volta com uma sacola da farmácia com dois testes de gravidez. Ela disse que o atendente achou melhor levar mais de uma para ter certeza e blá blá blá... Fui correndo para o banheiro ler como aquele troço funcionava e esperar pelo resultado. Na hora eu estava tão desesperada que não sabia se queria ou não o filho. Não que eu fosse abortar ou algo do gênero, mas não sei... Ainda estou surpresa.

– E então, Yuuki? Qual o resultado dos testes? – perguntou Yori do lado de fora do banheiro.

– Calma. Faltam segundos... – instantes depois apareceu o resultado. POSITIVO. Nos dois! – Ai, pai...

– E então?!

– Deu positivo. Em ambos... – saí do banheiro segurando os palitinhos. – Yori, eu estou grávida.

Notas finais
O que acharam? REVIEWS!