A Princesa e O Conde

8 Capítulo VIII


Notas iniciais
Olha, pessoas! Como estão?
Bom, hoje trago um capítulo um pouquinho maior. Espero que gostem. Depois, leiam as notas finais. Tem coisa importante lá.

Beijos!

P.S.: Perdoem os possíveis erros de português. Esse capítulo foi escrito às 01:08h da manhã de um domingo. Deem um desconto. =]

- Zero, se acalme! Por favor! – saí correndo atrás dele assim que o convenci a não esmurrar a cara do Yagari minutos antes. – ZERO! – cara, estava fazendo um escândalo a troco de nada.

Fui seguindo ele até vê-lo parado na porta do meu quarto. Não entendi o porquê de ele ter ido parar lá. Afinal, o quarto dele ficava na outra direção. Ele ficou me encarando e parecia estar me esperando. Nesse momento fiquei reciosa de seguir em frente. Apesar de preferir me casar com Zero a me casar com o Yagari, não sabia como convencer a minha família a desistir de querer fazer um ‘duelo’ entre os dois para ver quem se casaria comigo. Se bem que se conheço bem meu pai, ele me ouviria. Ou assim eu esperava.

- Zero...? Pode entrar se quiser. – parei a poucos passos dele. Uma distância que chamaria de segura. Esperei ele entrar para acompanhá-lo. Céus... Que confusão!

- Não queria estar aqui. – ele finalmente falou alguma coisa. Tudo bem que sem nexo algum, mas pelo menos já era algo. – Meus pés me arrastaram automaticamente para cá. – ele parecia irritado em confessar isso. Não pude deixar de achar um tanto engraçado.

- Está tudo bem. Você é bem vindo ao meu quarto. – fiz uma pausa esperando que ele dissesse mais alguma coisa só que não disse, então continuei falando. – Espero que entenda o porquê de eu não ter deixado você bater no Yagari agora a pouco. – ouvi um ‘humpf’ vindo dele. – Estou falando sério. Se tivesse havido uma briga entre vocês, você poderia ter sido convidado a ir embora daqui. – porque ele não olhava para mim, droga?! – E não quero que isso aconteça.

- O que me irrita mais é saber que ele tem mais direito de se casar com você do que eu. – ele andava em direção à varanda. Eu o segui. – Ele é um Duque e eu sou um Conde. O título dele é... – ele não conseguiu terminar a frase.

- Nunca me casaria com alguém pelo título que ele carrega. Achei que já tivesse percebido isso. – parei ao seu lado e o fiquei encarando. – Zero, não sei se está óbvio para você, mas prefiro me casar com você. Meu escolhido será você. – disse seriamente. Ele me olhou com os olhos arregalados. Eu o surpreendi? Uau! Isso é chocante...

- Por mais que eu deva ficar feliz com isso, e não estou dizendo que não estou, você devia conversar com sua família sobre isso. – ok. Ele estava angustiado. Isso era um fato.

- Minha família me apoiaria na minha decisão seja ela qual fosse. Sei com quem estou lidando e eles não iriam querer minha infelicidade. – ele se aproximou de mim me abraçando. Seu abraço foi mais que bem vindo. Retribuí o abraçando forte na cintura. – Você quer passar a noite aqui novamente? – perguntei com uma pontada de esperança de que ele dissesse ‘sim’.

- Seria um prazer, Princesa. – o senti sorrir no topo da minha cabeça. Ele parecia mais relaxado. Graças a Deus... – Eu poderia lhe pedir um favor?

- Claro. – sorri de volta.

- Eu adoraria um beijo seu. – ele afastou seu rosto da minha cabeça para me encarar. – Eu poderia beijá-la? – era uma pergunta séria, mas que não pude deixar de rir.

- Ora, Zero. Depois das vezes em que me beijou de surpresa, achei que fosse evidente que você é mais que autorizado em me beijar. – foi a vez de ele sorrir.

Ele aproximou seu rosto do meu e depositou um beijo cálido nos meus lábios. Senti um arrepio estranho que vinha lá de dentro e vinha subindo pela minha espinha. O beijo era calmo e paciente. Ele estava indo com calma. Talvez por estarmos do lado de fora? Meu Deus! Estamos do lado de fora! Tentei me afastar de seus lábios por meros segundos para trazê-lo para dentro, mas minha tentativa foi em vão. Ele se recusou a parar o beijo ou deixar eu me afastar dele. Aquilo era excitante, mas eu preferia certamente beijá-lo dentro do meu quarto onde eu tinha mais privacidade.

Ele me puxou para mais perto quando tentei (mais uma vez inutilmente) afastar nossos lábios. Eu já estava praticamente me fundindo a ele, quando me deu uma ideia. Segurei seus cabelos e puxei com força o que o fez gemer e ceder um pouco o abraço. Aos poucos ia empurrando ele para trás, para dentro do quarto até que finalmente estávamos completamente fora do campo de visão de quem estava lá embaixo (o que, ainda bem, não havia ninguém).

Quando ele percebeu que estávamos de volta ao quarto e não mais na varanda, voltou a me puxar para perto dele e apertou minha cintura me fazendo soltar um gemido. Caramba... Preciso de ar. Acho que estou hiperventilando. Acho que ele percebeu e acabou interrompendo o beijo. Ar! Como lhe adoro!

- Zero... – falando sem fôlego. Ele tinha aquele olhar felino de quem atacaria sua presa em breve se ela não se prevenisse. Só de pensar que ele estava olhando para mim desse jeito, me deixava... excitada. – Zero... Eu... – ele interrompeu minha linha de raciocínio me puxando para mais um beijo.

Esse dessa vez foi voraz, quente, sexy. Sua língua pediu passagem pela minha boca que prontamente cedi. Ele apertou minha bunda e me puxou para cima me obrigando a enlaçar minhas pernas em sua cintura. Ele me andava pelo quarto como se procurasse algum lugar em especial – que eu já sabia qual era.

Finalmente atingimos a cama. Ele ficou por cima de mim, mas quase não sentia seu peso. Isso me fez lembrar a primeira vez que nos beijamos aqui. Ele não pretendia levar isso até o fim, ou pretendia? E só agora que percebi: estava de vestido.

O senti passando a mão pela minha perna e subindo lentamente em direção a minha cintura. Era torturante saber que ele era tão bom nisso. Senti uma pontada de ciúmes ao imaginar quantas vezes foram necessárias até que ele ficasse tão bom nisso. Perdi novamente a linha de raciocínio quando ele começou a beijar e dar leves mordidas pelo meu pescoço e pelo meu colo. Céus! Como isso era bom... Soltei um gemido. E outro.

- Está gostando? – ele disse com uma voz rouca e com um sorriso convencido.

Recusei-me a responder e esperei que ele continuasse. O que logicamente não aconteceu. Sério mesmo que ele estava esperando uma resposta minha? Que vergonha!

- Sim, Zero. Estou gostando. Satisfeito? – eu devia estar mais vermelha que não sei o que. Ele abriu outro risinho convencido. Argh!

- Sim, minha querida. Bastante. – e voltou a me beijar e a passar a mão pela minha cintura de modo provocante.

Ele subia e descia a mão pelo meu corpo e ocasionalmente acaricia meu seio esquerdo. Estava quase enlouquecendo. Ele se afastou um pouco para poder tirar sua blusa e jogá-la de qualquer jeito em algum lugar do quarto. E o mesmo foi feito com a calça. Ver o Zero só de cueca me fez ficar sem reação. Ele era lindo, maravilhoso até, e me fez perder o fôlego. Seus músculos não eram exagerados e sua pele era branca e lisa. E sua ereção se tornando distinta só fez com que eu ficasse mais sem fôlego ainda. Ele voltou a me atacar e subiu meu vestido até a altura dos meus braços. Ergui meu corpo um pouco do colchão para que ele conseguisse tirá-lo, me deixando apenas de calçinha e sutiã (graças a Deus que eu estava com um par combinando). Ficamos somente de peças íntimas. Apesar de eu poder sentir sua excitação na minha perna, ele não avançou e em nenhum momento forçou alguma situação. O que, devo dizer, me deixou um pouco decepcionada.

Tudo o que ele fez foi continuar me beijando e me acariciando até nos acalmarmos. De certa forma. Depois de termos “suprido” nossas necessidades, os beijos ficaram mais calmos e as carícias menos eróticas até chegar ao ponto de só estarmos deitados abraçados debaixo das cobertas. O que, consequentemente, fez com que o sono viesse com força total.

- Falarei com meu pai amanhã de manhã. – falei já meio sonolenta.

- Obrigado por me escolher, querida. – ele deu um beijo casto em minha testa. E com isso caí no sono.

Dormimos até o dia seguinte. Não jantamos e por sorte ninguém foi nos procurar. Pela manhã, acordei com o sol batendo na minha cara. Tinha esquecido de fechar a porta da varanda ontem de noite. Remexi-me embaixo das cobertas e pude sentir um braço em minha cintura. Ri ao constatar que estava novamente soterrada pelo Zero.

- Zero? – o cutuquei para ver se ele se mexia. – Querido? – hum... eu podia me acostumar a chamá-lo assim, não?

- O que? – ele disse resmungando. Ha! Um Zero mal humorado pela manhã. Porque isso não me surpreende? – Diga, querida. – ele levantou sua cabeça e me deu um selinho. – Que horas são? Vamos descer hoje para tomar café?

- Ahn... – não gagueje! – Bem, bom dia. – tentei dar um sorriso, mas sem sucesso. Acabei de me tocar que ele ainda estava só de cueca embaixo das cobertas. – Podemos descer sim. – tentei localizar meu vestido pelo meu quarto, mas parece que ele sumiu para uma outra dimensão.

- Procurando alguma coisa? – ele tinha um tom de zombaria na voz e por isso não me dei ao trabalho de olhar para ele, mas ouvi um farfalhar vindo da sua direção e isso chamou minha atenção. MEU VESTIDO! Pulei na direção dele na tentativa de recuperar o vestido, mas tudo o que consegui foi cair de cara no colchão. – Hum... Que bela visão eu estou vendo.

- Zero! – puxei a coberta para tampar meu corpo e só então percebi que ele estava de joelhos na cama. Somente de cueca. Céus... – Meu vestido, por favor?

- Deixe-me pensar... Não. – ele levantou da cama com meu vestido em mãos. Argh! Que infantilidade. – Vem pegar. – ele me desafiava balançando a roupa de um lado para outro.

- Eu não. Posso pegar outra roupa no closet. – dei de ombros e caminhei em direção ao mesmo.

- Humpf... Estraga prazeres. — não pude deixar de rir do tom chateado que ele tinha na voz. Um Zero criança... Que fofo!

Fizemos a mesma coisa que no dia anterior: terminei de me arrumar, em seguida fomos para o quarto dele para ele trocar de roupa e depois descemos para tomar café com o restante das pessoas. Parecia que as coisas estavam bem normais se considerarmos que eu e Ichiru tivemos quase de arrancar o Zero à força da sala ontem à tarde. Aliás, onde estavam ele e Yori?

- Filha, que bom vê-la aqui na mesa de café. – disse minha mãe assim que me sentei ao lado do Zero para começarmos a comer. Estava faminta. – Conde Kiryuu, é bom vê-lo também. – Zero retribuiu com uma reverência de cabeça.

- Hoje me sinto melhor, obrigada mamãe. – sorri para ela. – Papai, bom dia. – disse assim que ele entrou na sala e sentou-se à mesa. – Está tudo bem?

- Sim, minha filha. É só que não consegui dormir direito à noite. – ele coçava os olhos preguiçosamente.

- Bem, querido. A culpa é sua. – disse minha mãe enquanto bebericava seu chá. – Se não tivesse concordado com o pedido de casamento do Duque Yagari para a Yuuki você teria dormido perfeitamente bem. – Ora! Minha mãe aborrecida. Isso era uma novidade. De repente senti Zero se empertigar ao meu lado. Coloquei minha mão em sua perna em sinal de apoio.

- Mamãe, não culpe o papai, por favor. Ele não sabia que eu já tinha feito a minha escolha. – nesse momento meu pai quase engasgou com o café e minha mãe quase derrubou a xícara no chão. Bem, não considerei isso uma boa reação. – Sobre o casamento, não sou mais contra. – acho que ouvi minha mãe suspirar aliviada, mas resolvi ignorar. – Só que entre me casar com o Yagari ou com o Zero, escolho o Zero. Pois tenho sentimentos por ele. – e eu não acredito que disse isso na frente dos meus pais em pleno café da manhã. Dessa vez senti Zero apertar minha mãe em sinal de apoio. Retribuí o aperto.

- Graças a Deus! – meu pai deixou a cabeça cair para trás e começou a rir. Parecia um doido. – Minha filha, tem certeza disso? – ele me olhava firme, mas tinha um resquício de alegria em seu olhar.

- Tenho papai. Claro que tenho. – olhei para minha mãe que mantinha um sorriso de orelha a orelha. – Não achei que fosse precisar comentar sobre isso tão cedo, mas depois que o Yagari veio e tudo aquilo aconteceu, achei que precisava esclarecer algumas coisas... – falei enquanto pegava um pedaço de pão com as mãos um pouco tremendo. Zero me ajudou.

- Conde, tem certeza de que quer casar com minha filha? – a voz do meu pai ficou mais rígida.

- Tenho, meu rei. – ele levantou minha mão de debaixo da mesa e a beijou para reafirmar isso. Acho que suspirei aliviada.

- Ótimo... Ótimo... – meu pai olhou para minha mãe com um sorriso como se tivesse acabado de ter uma conversa interna entre eles, mas nada disseram.

O resto do café correu tranquilo. Tranquilíssimo em minha opinião. Depois eu e Zero fomos dar um volta pelo palácio. Andávamos de mãos dadas e acabamos por parar em frente a porta da biblioteca. Entramos e ficamos caminhando por entre as estantes de livros procurando algum que nos interessasse. Era reconfortante saber que tínhamos hobbies parecidos. Enquanto estávamos na estante dos romances, ouvimos um barulho vindo do final da biblioteca. Tinha alguém ali?

- Que barulho é esse? – sussurrei para Zero.

- Deve ser um fantasma... Buuu! – sussurrou ele de volta debochando. Dei-lhe uma cotovelada. – Ai! Amor!

Quase tropecei a menção do novo apelido carinhoso que ele havia dito. O ‘querida’ já havia sido bastante inusitado e agora esse ‘amor’ me deixou completamente desarmada. Puxei seu rosto para um beijo rápido. Ao me afastar, ele me puxou de volta para um beijo mais ardente. Ficamos nos beijando até ouvir outra vez um barulho.

- Vem, vamos descobrir o que é esse barulho. – ele pegou minha mão e me levou até o final da biblioteca. – Está vindo de lá. – fomos andando pé ante pé até o local. Ao vermos do que se tratava eu e Zero ficamos completamente vermelhos e sem graças: Yori e Ichiru estavam se beijando apaixonadamente entre as estantes finais da seção de romance.

Tentamos dar meia volta sem fazer nenhum barulho para não atrapalha-lhos, mas acabei batendo meu pé na beirada de uma das outras estantes fazendo com que alguns livros caíssem no chão e eu soltasse um gritinho de dor. Assustados, eles se viraram rapidamente na direção do barulho e acabou dando de cara comigo e com o Zero. O que resultou em uma reunião de gente vermelha e sem graça.

- Yuuki! Conde!

- Princesa! Zero! – disseram os dois em uníssono.

- Er... Bom dia. – falei olhando para todos os cantos menos para os dois.

- Nos vemos mais tarde, meu irmão. – Zero me puxou dali correndo. O que eu agradeci internamente. Não sabia como reagir à cena. Claro que não tinha ficado chateada. Yori é minha melhor amiga e merece ser feliz. Só que eu fiquei extremamente sem graça pelo Ichiru. Caramba... Ele seria meu cunhado. Que constrangedor. – Isso foi... Estranho.

- Nem me fale. Que vergonha. – Zero continuava me guiando para algum lugar. – Para onde estamos indo?

- Para o seu quarto, é claro.

- Por quê?

- Depois do que vi, senti vontade de te jogar contra a parede e fazer o mesmo. – hum... Aqueles olhos novamente. E aquele sorriso convencido.

- Ora, ora, Sr. Conde. Nunca vai se cansar disso, não é? – falei soltando um risinho tão convencido quanto o sorriso dele. – já estávamos perto do meu quarto.

- Não. – ele escancarou a porta e me puxou para dentro.

Depois me prensou contra a parede, me beijou várias vezes incansavelmente e não saímos de lá até a hora do lanche.

Notas finais
Yey! E aí? O que acharam? Bom? Espero que sim, pois ele acabou de sair da minha cuca. Momento único de inspiração.
Bom, sobre a coisa importante que eu tinha que falar, é o seguinte: Já ouviram falar da J. R. Ward? Não? Sim?
Para quem não ouviu falar dela, ela é a escritora da fantástica série 'Irmandade da Adaga Negra'. Minha série mais que favorita em todo o mundo. *-* E para quem já a conhece, bem... ótimo.
Pois bem, estou PENSANDO em utilizar parte do mundo da série dela para escrever uma nova fic com foco no casal YorixIchiru. O que acham? Opiniões são sempre bem vindas. =]
Obs.: Para quem não conhece a série... Google, please. Só digo isso.