A Princesa e O Conde
6 Capítulo VI
Notas iniciais
Como prometido, aqui está mais um capítulo para o final de semana. Espero que gostem. =]
Mudando rapidamente de assunto, gostaria de falar do final de VK.
QUE MERDA FOI AQUELA?! CACETE! As mangakás parecem tudo que bebem! Que final mais ridículo! Mais (desculpem a palavra) escroto! AFFS!
VALEU, HIRO-SENSEI! Você acabou de matar minha paixão por VK. Considere o mangá oficialmente excluído do meu PC.
Sua ridícula!
Desculpa, galera, mas precisava desabafar. PUTZ! Não é questão de ego nem nada, mas porra! Sou mais a minha humilde fic! Cruz credo!
Agora, depois do momento desabafo (que provavelmente continuará nas notas finais), eis o capítulo. Aproveitem!
Oh, Deus! O que eu faço?! Yagari está abraçado comigo e não sei como reagir! Afinal, o que ele está fazendo aqui? Era para ele estar visitando alguns parentes no Japão.
- Yuuki, querida. Senti tanto a sua falta... – ele ainda tinha aquele olhar. Aquele olhar que sempre me fazia sentir especial. Droga! Já faz seis anos, Yuuki! Recomponha-se!
- Yagari. – pigarreei. – O que te traz aqui? E sua visita ao Japão? — respirava rápido e quase atropelava as palavras.
- Voltei o mais rápido que consegui assim que soube que você iria se casar. – ele sorriu. Nesse momento ele notou a presença de Zero a alguns passos atrás de mim. Não quero nem imaginar sua cara... – Seria você o noivo da minha princesa? – ele perguntou seriamente. Oh-ow...
- Sua princesa? – Zero repetiu com um tom irônico. Pude imaginá-lo levantando a sobrancelha. Ele estava irritado, mas por um milagre decidiu não armar um barraco com o Yagari. – Sim, sou o noivo de Yuuki. O senhor quem seria? – Zero olhava sério e em nenhum momento se mostrou muito contente com a proximidade de Yagari comigo. Em um universo paralelo, eu teria pulado de alegria, mas agora eu só quero que o Yagari vá embora para que eu possa comer em paz com o Zero. – Yuuki nunca me falou de você.
- Não? Bom... Deixe eu me apresentar. Sou o Duque Yagari Touga. O primeiro amor da Princesa, – AI, DROGA! CALE A BOCA SEU IDIOTA! O pior que ele ainda continuou. – o primeiro a lhe dar um beijo nos lábios e o primeiro a ter alguma intimidade com ela. – Fudeu!
Não me atrevi a olhar na direção de Zero. Só de estar de costas para ele eu podia sentir sua raiva emanando de seu corpo. Eu nunca tive uma intimidade (no sentido sexual da palavra) com o Yagari! Pelo amor de Deus! Ele só foi o primeiro homem com quem eu decidi me abrir emocionalmente. E isso é tudo! Intimidade não no sentido físico! Jesus... Agora como explico esse tremendo mal entendido ao Zero? Duvido que ele vá me ouvir!
- Yagari! Chega, por favor! Não distorça as coisas. – falava enfurecida e tentando inutilmente sair dos braços dele e voltar para perto de Zero. – Explique-se direito. Mas que coisa! Você adora fazer isso. Me irrita!
- Ora, ora, Yuuki. Você está bem mais selvagem desde a última vez que nos vemos. – ele é um imbecil. Lindo de morrer, mas ainda assim um imbecil. – Parei com a brincadeira. Seu noivo está com um olhar sanguinário e eu sinceramente não quero entrar em uma briga corporal hoje. – ele me soltou de seus braços e se afastou voltando para a porta de entrada do palácio. – Estou cansado e preciso descansar. A viagem longa. Amanhã voltarei e entregarei o seu presente. – deu uma piscada para mim e lançou um sorriso irônico para o Zero. – Não a deixa escapar, Conde Kiryuu. – e saiu.
Sabe o clima da Antártida? Do Polo Norte? Então... Some esses dois climas, multiplique por vinte e some novamente. Aí você terá uma vaga ideia de como ficou o clima entre mim e o Zero. Bem, mais BEM desagradável. Ele se recusa a olhar na minha direção e eu não sou louca o suficiente para tentar puxar uma conversa nem me aproximar dele agora. Esperei ver se ele fazia alguma coisa, mas como ele não moveu um músculo se quer, comecei a me afastar dele indo em direção ao jardim.
- Yuuki! – ouvi Yori me gritando do alto da escada. – Estava te procurando. – passou por Zero e inconscientemente passou as mãos pelos braços para aquecê-los. Aproximou-se de mim e falou em voz baixa. – Vi quem acabou de sair. Sinto muito por ter sido justo ele a aparecer aqui e agora. Ele continua fazendo o que sempre quer, né? – ela definitivamente não era um membro do fã clube do Yagari. Ao contrário de mais da metade da aristocracia. – Como ele reagiu? – disse apontando para o Zero.
- Como pode perceber, nada bem. – dei de ombros. – Vamos comer. Preciso colocar algo no estômago. Mais tarde conversarei com ele. – se Deus quiser...
O lanche correu bem silencioso. Um pouco depois que eu e Yori fomos para o jardim, Ichiru se juntou a nós e disse que Zero se sentia indisposto e que não comeria naquela hora. Senti-me mal por causa disso. Não queria que ele descobrisse sobre o Yagari daquela maneira. Quero dizer, como se tivesse havido algo absurdo! Pelo amor de Deus. Eu tinha treze anos na época e ele foi o meu primeiro amor. Aos quinze anos dei meu primeiro beijo e foi com ele. E com isso nos tornamos próximos, ou confidentes se preferir. Nunca passou disso. O único maldito problema que o Yagari tem é ter a língua maior que a boca.
Terminado o lanche subi para o meu quarto. Não tinha a menor ideia se o Zero já tinha se acalmado ou se ainda estava irritado com comigo. Mas também... O que ele tem a ver com isso? Foi antes de conhecê-lo! E não estou mais apaixonada pelo Yagari. Cristo! Homens são espécies complicadas. Fui para a varanda ver a vista que tinha do reino. Simplesmente perfeita. Ouço alguém bater na porta e dou permissão para entrar.
- Gostaria de falar com você. – não acredito... Zero! – Posso me sentar? – pergunta indicando a cadeira da escrivaninha. Balanço a cabeça e ele se acomoda.
- Sinto muito que você tenha descoberto sobre o Yagari daquele jeito. – ele ia fazer menção de falar, mas fiz sinal para que se calasse. – Nunca aconteceu nada... íntimo com o Yagari. Quero que você acredite em minha palavra.
- É difícil quando o vejo tão próximo de você. – ele não olhava na minha direção. Estava me evitando? – Você disse que não queria se casar sem descobrir o que são esses sentimentos que você tem por mim. – afirmei balançando a cabeça. – E eu não quero me casar com você sem saber se existiu alguma outra pessoa importante. – nessa frase ele olhou diretamente nos meus olhos. Falava sério e não parecia que iria ceder.
- Acho justo. – disse caminhando na direção dele e ficando parada na sua frente. – Então só irei te dizer uma coisa: — peguei seu rosto entre as minhas mãos e o fiz olhar para mim. – Meu primeiro amor e meu primeiro beijo foram com o Yagari. E meu primeiro relacionamento foi com o Akatsuki. Tirando esses dois, não há mais ninguém importante na minha vida. – dei um selinho nele. Queria que ele acreditasse em mim. Como que se sentindo aliviado, puxou meu corpo para um abraço e respirou profundamente. Foi nesse momento que eu sabia que ele realmente me amava. – Zero... – puxei novamente seu rosto para próximo do meu e o beijei.
Ele rapidamente entendeu o que eu queria. Desejava que ele tomasse o controle e não me fizesse pensar em mais nada. Queria sentir o amor que ele sentia por mim. Rapidamente ele levantou da cadeira me segurando no colo e me levando para a cama. Era engraçado imaginar que ele ficou familiarizado com meu quarto só depois de um dia inteiro aqui. Jogou-me em cima da cama e se colocou em cima de mim. Seu peso foi muito bem recebido pelo meu corpo. Continuávamos nos beijando incessantemente enquanto eu tentava – inutilmente – tirar a blusa de Zero. Adoraria sentir seu peitoral em contato com minha pele, mas ele não me deixava! Que raiva! Desisti e tentei uma nova tática. Comecei a me remexer embaixo dele até senti-lo gemer em minha boca. Ah, esse som...!
- Yuuki, pare. Agora. – ele dizia ofegante no meu ouvido. Como se com ele falando desse jeito eu pudesse parar! – Estou por um fio de perder meu autocontrole. Poupe-me! – ele pressionou involuntariamente seu quadril contra o meu. Ai, cacete!
- Zero, por favor... – se eu o estava seduzindo ou não eu não sei, mas era o que eu estava tentando fazer. Ele afastou o rosto alguns centímetros e ficou me olhando atentamente.
Levou sua mão até a minha cintura e subiu a minha blusa para passar a mão por minha barriga. Caramba! Aquilo era excitante... Começou a beijar meu pescoço, ia descendo pelo meu ombro e parou em meu colo. Segurei seu cabelo para mantê-lo ali. Como aquilo era bom. Zero era perfeito, lindo. Como eu o amo... Pera. Eu o amo? Não consigo pensar direito com ele me beijando tão apaixonadamente.
- Yuuki... – ele me olhou com os olhos cheios de desejos. – Posso dormir com você hoje? – Hã?
- Que pergunta estranha... – meu Deus! Essa é minha voz? Está completamente rouca!
- Gostaria de dividir essa cama com você. – ele me beijou profundamente não me dando tempo de responder. Ou de pensar em uma resposta.
Ele me levou mais para cima da cama e colocou minha cabeça no travesseiro. Diminuiu a intensidade dos beijos e passou a fazer carinho no meu cabelo. O sono veio com uma força descomunal e acabei adormecendo com o Zero ao meu lado.
A primeira coisa que senti quando acordei foi ter a sensação de estar soterrada. Fora o calor incomum que sentia. Abri melhor meus olhos e vi que Zero estava praticamente em cima de mim. Dormia tranquilamente e tinha uma cara de criança. Como ele estava lindo! Cadê um celular quando se precisa de um?! Tentei levantar minha cabeça para ter uma ideia de como iria sair daquele abraço, mas nem isso eu consegui. Sua cabeça estava bem em cima do meu ombro e isso impossibilitava meus movimentos. Queria levantar, mas senti pena de acordá-lo. Então ficou observando ele dormir. Descobri que esse é o meu novo hobby favorito.
Ouvi alguém abrindo a porta do quarto e no mesmo instante me assustei. O que pensariam quando vissem Zero aqui?! Ai, pai...
- Yuuki? – UFA! Era só a Yori. – Você viu o Con...
- Shhhh...! – sinalizei baixinho para ela ficar quieta. Ela estava boquiaberta. Quase ri. – Está tudo bem. Por favor, peça para trazerem o meu café da manhã no quarto? — ela assentiu ainda atônita. – E peça para trazerem porção para dois. – falei sorrindo olhando para o Zero.
- Cl-claro. Sem problemas. – e ela saiu apressada.
O mais engraçado de tudo isso é que eu sinceramente gosto de tê-lo na minha cama. Não aconteceu nada e ainda assim sinto como se tivesse sido especial. Afaguei seu cabelo e ele se remexeu. Murmurou alguma coisa que não entendi e voltou a se aconchegar em mim. Como não tinha muito que fazer, voltei a deitar minha cabeça no travesseiro e esperar que Zero acordasse e nosso café chegasse.
Notas finais
Minha indignação continua, óbvio.
Cara, sabe aquela vontade que você tem de pegar o primeiro avião para o Japão, procurar a casa da mangaká e chegar para ela e dizer: "Refaça está merda. AGORA!"?
Então, estou com essa vontade nesse momento. Fora o fato de que eu quero matar um!
Mas enfim, já sabem! A continuação está nas mãos de vocês.
Beijos! =*
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