Notas iniciais
É eu mudei a história toda e não sei se ficou bom, mas espero que gostem.

Desde pequena eu gostava dele... Gostar, na verdade, era muito pouco, eu o amava. Nós crescemos juntos no orfanato, eu, Mello, Near e... ele, o meu eterno detetive, L.

Ele era o mais velho de nós, tinhas três anos a mais que eu e Mello e cinco anos a mais que Near. Não éramos um grupinho, eles eram os três mais inteligentes do orfanato e eu uma garota qualquer, sem muita importância.

Mello era meu melhor amigo, sempre que eu ficava triste ou qualquer coisa me acontecia eu corria para os seus braços e chorava indefesa e frágil. Ele sempre fez papel de durão e valentão com os outros, mas me protegia como se eu fosse sua irmã, eu adorava esconder o rosto nos fios loiros e sedosos do seu cabelo.

Near era como um bebê para mim eu gostava de abraçá-lo o que o deixava irritado. Ele não gostava muito de mim, mas seu jeito singelo e inocente me fazia abrir um sorriso reluzente após ouvir suas reclamações, expressadas sempre com a sua voz sem emoção e passível.

Nosso orfanato era para superdotados e eu nunca me destaquei em nada, diferente deles. Enquanto a maioria das crianças eram frias e calculistas, eu gostava do contato humano, elas não se importavam com ninguém, eu queria proteger a todos com um grande instinto maternal.

As vezes me perguntava porque eu estava ali, comparada as outras pessoas eu era muitíssimo inteligente, mas comparada com aquelas crianças eu não era nada, uma garota muito burra que ainda não tinha decorado toda a tabela periódica mesmo já tendo feito oito anos.

Porém o mais frio, mais calculista e mais inteligente de todos era L. Eu o achava tão lindo, e fazia de tudo para que me notasse, não conseguia me preocupar com estudos se ele estava do meu lado e queria mais era queimar a tabela periódica se ele fizesse esse pedido. Ele não tinha amigos a não ser eu, a única que percebia sua existência e parecia ligar para isso. Nunca soube se ele gostava ou não que eu notasse sua presença até no canto mais frio da sala.

Eu não o perturbava, mas às vezes gostava de fitá-lo sempre inexpressivo. Teve uma vez que eu juro que vi um sorriso brotar em sua face alva. No fundo nós éramos amigos, apenas não trocávamos tantas palavras quanto amigos comuns faziam, porém nós não éramos comuns mesmo.

Eu só o chamava de Bring e era um apelido exclusivo meu nenhuma outra criança o chamava daquele jeito, entre nós pequeninas essa era a segunda maior regra do orfanato. E eu também tinha um apelido ao qual só ele me chamava: Kiia. Chamávamos-nos assim porque Bring perdeu uma aposta para mim, assim, ele me contou seu verdadeiro nome e eu o falei do meu, mesmo que eu não precisasse dizer o meu nome achei melhor que o fizesse. Como eu não poderia chamá-lo pelo verdadeiro nome, eu o apelidei de Bring, um nome que eu achava muito legal na época (Eu tinha oito anos!), para que assim eu tivesse um nome que mesmo falso só eu pudesse chamá-lo. Como vingança ele me apelidou de Kiia.

Com quinze anos L se destacava e quis sair do orfanato, quis se tornar detetive. Ele sempre fora um pouco alto para a sua idade e se conseguisse alguns documentos falsos ele poderia, facilmente, se passar por um jovem de dezenove ou vinte anos. Na época eu tinha doze e não queria perdê-lo, mesmo que eu nunca tivesse chegado a tê-lo verdadeiramente. Quando vi ele se dirigindo a sala de Roger eu encostei o ouvido na porta e escutei que ele queria ir embora, sozinho.

Corri em direção ao quarto de Mello, ele dividia o cômodo com Matt, mas esse estava na biblioteca com um daqueles insuportáveis joguinhos de computador. Subi apressada na cama e o abracei com força ele não sabia o que acontecera, mas tinha certeza de duas coisas: eu iria desatar a chorar e o culpado, como sempre, era L.

-Ele vai embora – Eu suspirei e abracei o pescoço de Mello com mais força enfiando o rosto com força nessa mesma parte, minhas lágrimas escorriam pela sua pele alva.

-OnYeen, fique calma. – Dizia Mello consolador.

Eu tirei minha cabeça do seu pescoço e olhei em seus olhos. Eu sempre fora muito baixa e observava aqueles olhos esmeraldas que me passavam tamanha confiança, engoli as lágrimas e falei:

-Ele vai embora. Decidiu sair do orfanato, eu não quero perdê-lo.

-OnYeen, você tem duas opções: Pode ficar aqui e esquecê-lo ou pode ir atrás desse amor, pode ir com ele. Mas não se esqueça que, mesmo assim, talvez ele não corresponda esse amor. A primeira opção é mais fácil e mais lógica.

-Mas a segunda opção é a que eu quero. O amor é ilógico.

Ele usou as costas dos dedos para limpar minha face molhada e deu um de seus sorrisos encantadores que só eu tinha direito. No fundo da sala nem eu nem Mello percebemos estava um Near que se camuflava a parede, este tinha os olhos arregalados surpreso, não sei se pelo fato de eu estar chorando sendo que sempre me fazia de forte na frente dos outros ou se pelo fato de Mello estar sendo tão gentil.

Saí correndo novamente até a sala de Roger cheguei na hora em que eles saiam: L, Roger e Watari. Eu cheguei arfando e me apoiei na parede, um ar de surpresa circulava entre eles, menos a ‘ele’ que estava, como sempre, inexpressivo.

-Eu quero ir também.

-Como assim? – Indagou Roger.

-Eu quero ir também. Quero sair junto com Bring como sua ajudante ou secretária, tanto faz. Não quero mais ficar nesse orfanato.

-OnYeen, vamos com calma. L já havia discutido esse assunto conosco antes para que nós o liberássemos e você é muito nova...

-Não. Talvez seja uma boa idéia ela vir comigo, Roger.

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L’s POV

Eu calculava o porquê de Kiia querer vir comigo. Mesmo não sendo um destaque na turma ela era a única que falava com todos do orfanato, incluindo eu, e ela gostava de lá e todos gostavam muito dela.

Comigo era diferente, tirando as vezes que estava com Kiia eu vivia sozinho e não precisava estudar, era tudo muito fácil. Eu já queria sair do orfanato a um tempo e quando falei com Roger e ele disse que o dono Watari já estava pensando nisso a algumas semanas eu fiquei contente.

Finalmente sairia de lá. Acho que não sentiria saudades. Os inspetores implicavam com o meu jeito não gostavam do modo como eu me sentava, não tinha amigos (Sem contar Kiia) e nem mesmo o meu vício em doces andava melhorando o meu humor ultimamente.

Quando vi Kiia correndo desesperada ao nosso encontro imaginei que ela queria vir comigo. Eu havia escutado seus passos compassados passarem pela porta e pararem para nos ouvir. Provavelmente ela estava com medo que eu me ferisse ou que eu fosse embora, ela sempre estava preocupada não só comigo, mas com todas as crianças. Era como a mãe que nenhum de nós, internos, havíamos tido.

Ter Kiia como companhia, além de Watari que havia decidido vir junto comigo, seria bom. Ela seria de grande ajuda nos casos para investigar como mulher. Nessa linha de pensamento falei:

- Não. Talvez seja uma boa idéia ela vir comigo, Roger.

Mas alguns segundos depois eu me arrependi amargamente do que havia dito, e na época eu não sabia entretanto aquela seria a primeira das muitas vezes que eu me arrependeria de tê-la deixado vir. Eu não poderia colocá-la como apenas mais uma peça para eu desvendar alguns casos, seria perigoso para ela. Quando vi seus olhos da cor do topázio e do ouro se acenderem em uma chama viva e ardente de felicidade percebi que não podia voltar atrás no que eu havia dito.

Agora eu teria que me preocupar em deixá-la longe do perigo. Prometi a mim mesmo que não deixaria que nada acontecesse com ela.

Continua...

Notas finais
Espero merecer reviwes... Aceito críticas tah gente, se leu deve ter alguma opinião=/
Espero que gostem...