A Princesa de Nova Orleans- Hope Mikaelson
1 Capítulo 1-Liberdade
Hope
Suspirei cansada, se meu pai soubesse que eu dera uma passada em Nova York só pra ir a praia... Ai, ai.
Todo o mês eu passava uma semana com Bonnie Bennett, para aprender a usar magia, faço isso a dois anos, e essa foi a primeira vez que eu consegui fazer magia. Então decidi passar numa praia e tomar um banho de mar...
Suspirei e sai da praia, peguei minhas coisas e fui pro hotel em que me hospedara, troquei de roupa colocando uma calça jeans preta justa e uma blusa larga regata azul, penteei o cabelo jogado pro lado.
Respirei fundo, e sai do hotel, paguei o que eu devia. Peguei meu carro e dirigi em direção à Nova Orleans, meu reino... Bom, pelo menos, papai dizia que aquele reino era meu. Eu não acreditava muito nisso, mas fazer o que?
Papai me mataria, eu saíra de Mystic Fall's há dois dias e e passei esses ultimos dois dias em Nova York, meu pai detestava ficar longe de mim. E detestava mais ainda quando eu que queria ficar longe dele. Parei quando cheguei na frente do Casarão, o lar da minha família, hipnotizei um vampiro qualquer pra que estacionasse o carro e entrei.
Tio Elijah estava no pátio lendo, sorri e o abracei.
– Olha só quem voltou pra casa.- ele disse me abraçando e deixando o livro de lado. Ri baixo.
– Onde estão mamãe e papai?- perguntei me afastando levemente, ele sorriu. Tio Elijah adorava quando eu perguntava de meus pais, imagino que seja porque ele sempre desejou a salvação de papai.
– Sua mãe está no quarto e seu pai está no ateliê.- ele disse, sorri e decidi ir ver tio Kol e tia Rebekah. Tia Bekah estava no quarto, espiei lá dentro e ela dormia ao lado de tio Matt, estavam vestidos mas decidi não entrar.
Caminhei por ali em busca de tio Kol e tia Davina. Que eram, eu admito, meus tios preferidos.
Tia Bekah cuidou de mim até eu fazer dez anos. Quando nos mudamos pra New Orleans e eu conheci os meus pais. Hoje com quinze anos moro com eles e a cidade está bem e segura desde os meus cinco anos, eles só queriam ter certeza de que estava tudo O.K, antes de falarem que eram meus pais. Os conheci quando tinha dez anos, mas só dois anos depois soube que eram meus pais.
– Olha se não é a filha do demônio.- me virei e topei com tio Kol, nós adoravamos nos provacar, mas nos amavamos.
– Olha se não é o tio que eu mais odeio.- digo, ele sorri e depois de resistir alguns minutos acabo sorrindo e o abraço, tio Kol retribui. Ele diz que tia Davina não está em casa, o que me faz suspirar.
Fui pro quarto de mamãe que estava pensativa pesquisando algumas coisas na internet. Coisas que eu sabia que ela não encontraria lá. Todos queriam saber o que aconteceria quando eu ativasse minha parte vampira e minha parte lobisomem. Mas acho... Que isso não era o tipo de coisa que se acha na internet.
– Mamãe.- chamei, ela ergueu o rosto sorridente, se levantou e me puxou pra sua cama.
– Me conta, como foi dessa vez? Você demorou mais do que das ultimas vezes. Devo supor que você tá...- sorri e peguei o travesseiro dela.
– Olha só isso.- digo e pego uma tesoura rasgando o travesseiro, pego as penas de dentro, mamãe me olha curiosa, respirei fundo. E estiquei as mãos as penas começaram a flutar, mamãe sorriu animada.
– Parabéns.- ela disse, sorrio e abaixo as mãos deixando as penas cairem sobre a cama.
– Brigada. Eu... Vou ver o papai.- digo levantando, mamãe revirou os olhos. Sai correndo do quarto em direção ao ateliê. Parei em frente a porta do ateliê.
Papai não gostava quando eu interrompia ele pintando. Por outro lado ele gostava menos ainda que eu voltasse de Mystic Fall's e não fosse vê-lo... Respirei fundo e abri a porta. Papai estava pintando um quadro com cores escuras. Entrei e parei quando cheguei ao lado dele.
– Oi.- digo, ele se vira pra mim com um sorriso enorme
– Veja se a filha prodiga não voltou pra casa.- ele disse me abraçando, ri baixo enquanto enterrava meu rosto em seu peito.
– Senti saudades.- falei
– Não parece. Você demorou.- ele disse me apertando mais contra seu corpo. Na boa, porque todo mundo diz que eu demorei? Foram só dois dias.
– Tenho uma surpresa.- digo me afastando. Ele me olha esperando. Sorrio e respirando fundo abro as mãos, chamas começam arder nas palmas.
– Você consegue praticar.- ele disse com o meio sorriso com o qual eu já me acostumara.
– Pois é. Sei uns feitiços básicos agora. Mês que vem começam os de localização e coisas assim.- expliquei fechando as mãos para que o fogo se extinguisse.
– Hum...- ele disse, suspirei, papai odiava quando eu falava da visita do próximo mês.
Papai era bom comigo, mas eu já o vira de outras maneiras. O ouvira fazer ameaças que algumas vezes incluíam arrancar a língua de tio Matt, já o vira matar inimigos e... Brincar com a comida. Já vira ele planejar as mortes mais... Convenientes e ser manipulador. Mas nunca consegui relacionar esses atos com a imagem do pai que ele era comigo. Bom e amoroso, um pai carinhoso... Apesar de eu suspeitar que por baixo do carinho a medo. Medo de que eu seja a fraqueza dele... Não que eu goste de pensar nisso.
– Bem...- digo pegando uma tela limpa e colocando num cavalete vazio.- Eu estava pensando, se, agora que eu posso praticar magia...- pego tinta e pincel sentindo o olhar fixo de meu pai em mim.- Será que da pra dispensar os guarda-costas?- indago depois de banhar levemente um pincel na cor vermelha e o encostando levemente no quadro. Olhei pro meu pai que estava sério, voltei o olhar pro quadro rapidamente.
– Ainda não.- papai disse, respirei fundo e atirei o pincel mirando em sua jugular. Papai pegou no ultimo instante.
– Por que não?- pergunto saindo de trás do quadro e esperando.
– Você ainda é muito nova.- ele disse. Então eu tive uma explosão de raiva.
– Muito nova! Muito fraca! Muito humana!- grito.- EU SOU UMA ORIGINAL!- gritei, papai pareceu surpreso afinal, eu nunca gritei com ele. Nem uma única vez
– Eu sou uma original, uma Mikaelson.- digo- Eu sou poderosa. Posso cuidar de mim mesma e não preciso de proteção. Tô cansada de que agam como se eu fosse fraca. Eu sou forte. Sou poderosa, e não vou aguentar mas esse insulto. Não vou mas me submeter a um pai que só me vê como uma fraqueza.- grito e saio do ateliê batendo a porta.
Corro pro patio, minhas coisas ainda estavam no meu carro e eu sabia o que queria fazer. Ir pra longe. Pra longe daqueles que me substimavam, que agiam como se eu fosse fraca. Eu, não sou fraca. Sou uma bruxa, uma loba, sou uma vampira. Eu sou uma hibrida!
Tio Elijah me olha com uma advertencia. Não ligo.
– Vou sair!- grito e corro pra fora, pergunto ao vampiro onde ele estacionou meu carro, quando me da a resposta corro pra lá e entro no meu carro, respiro fundo e giro a chave na ignição. Piso fundo no acelerador e começo a dirigir pra longe de Nova Orleans. Pra onde eu iria? Bom, essa é a pergunta que eu mais quero ver respondida... Mas que tal... Las Vegas?
Klaus
Cinco Anos atrás
As coisas se acalmaram por aqui. Rebekah e Hope se mudaram pra Nova Orleans. Uma casa proxima do Quartel, mas longe o bastante para que ninguém pensasse em entrar ali. Hope ainda não sabia que eu e Hayley eramos os pais dela. Decidimos que poderia ser mais seguro assim. Mas, como não poderiamos ficar longe da nossa filha, visitavamos Hope e Rebekah sempre, Hope na verdade, passou a nos considerar amigos.
Inclusive, Hope nos convidou pra uma feira de família na escola. As pessoas faziam exposições com fotos e pinturas da família. Eu pessoalmente estava curioso pra ver o que Hope colocaria na exposição.
Cada aluno tinha uma tela de metal para poder colocar o que queria expor. Hayley e eu fomos direto pro de Hope, ela não estava ao lado da tela como a maioria, e o desenho parecia um daqueles desenhos de criança. Com um sol sorridente, uma casinha e três pessoas, uni as sobrancelhas confuso, pois já vira os desenhos dela. E eram explendidos.
Hesitante virei a folha e congelei. Era o desenho que Hope fizera pra expor.
Uma sala, com uma porta, um casal saía pela porta e no canto, uma criança pequena toda encolhida chorava. Claro. Ela pensava que fora abandonada. O que eu poderia esperar afinal? Hayley olhava estatica para o desenho.
Olhei ao redor e senti o cheiro de Hope, caminhei até uma sala que dava vista pra feira de familia, Hope estava sentada num canto, lágrimas escorriam por sua face e olhava pra feira. Suspirei e sentei-me ao lado dela.
– Tudo bem?- indaguei
– Hã... Ah, sim, claro digo...- a olhei esperando- Não.
– O que houve?- perguntei
– Eu... Esse lugar, isso tudo. É uma feira de familia e eu não tenho nenhuma.- ela diz
– E Rebekah?- indaguei
– Não é a mesma coisa. Rebekah é substituta de mãe e pai. E ainda é tia. Isso não é uma família.- disse ela, semicerrei os lábios e hesitante a abracei.
– Pode não parecer, mas você tem uma família inteira, bem ao seu lado.- digo, ela sorri e ficamos ali conversando até o fim da feira...
Atualmente
–Aonde ela está?- perguntei, Elijah deu de ombros
– Ela apenas disse que iria sair.- Meu nobre irmão falou.
– Então não faz ideia de aonde ela possa estar?- Hayley perguntou.
– Droga.- gritei jogando uma cadeira longe.
– Klaus, por favor. Não desconte sua ira na cadeira.- Rebekah pediu, a olhei irritado, ela revirou os olhos.
–Se você se transformar, poderá senti-la, não?- Matt perguntou, o olhei um momento, antes de assentir.
– Vamos pro Bayou então.- Hayley disse determinada.
Fomos ao Bayou, respirei fundo e cai de joelhos sentindo uma dor nas pernas e na coluna, gritei com a dor... Demorou algumas horas, todos esperavam ansiosos, então... Eu me transformei. Só queria encontrar minha filha. Não era nada mais. Infelizmente, ao que parecia, ela estava longe de mais pra ser achada, pois quando acordei, ainda estava no limite de Luisiana.
– Klaus.- Elijah começou assim que chegamos ao Casarão- É melhor, deixa-la, nós a estávamos sufocando. Uma hora ela vai voltar.
– Não posso deixa-la.- digo.
– Por que?- Rebekah pergunta- Ela só quer ser livre. Em algum momento ela vai voltar. Hope sabe se cuidar. Afinal, ela é sua filha.- Rebekah diz, saio da sala e vou até meu ateliê, faço uma pintura de minha filha, e ao olhar a pintura sussurro.
– Tenho de acha-la. Ela é a única coisa com a qual me importo.
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